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Exame semiológico de aves silvestres, segundo o livro Semiologia Veterinária, A arte do diagnótico, segunda edição, Francisco Leyson F Feitosa
Tipologia: Provas
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As aves podem habitar os mais diversos locais do mundo; locomovem-se por nado, mergulho, voô ou andando. Podem ser classificadas pelos seu s hábitos alimentares em carnivoras, herbivoras, frugivoras, nectarivoras, insectivoras, granivoras, onivoras, etc. Os comportamentos sociais e reprodutivo também variam entre as espécies. Existem ainda aves de habitos noturnos e diurnos. Todas essas caracteristicas deverão ser consideradas quando se trabalha com aves. Para transportar uma ave doente até uma clínica ela deverá estra dentro de uma gaiola coberta por um pano, principalmente na época fria do ano ou para evitar o estresse da viagem e o susto com outros animais. Esse isolamento visual é muito importante no caso dea ves noturnas. O proprietário deverá ser orientado a não limpar a gaiola antes da visita ao veterinário. Para avaliar uma ave deve-se inicialmente realizar a anamnese, para descrever o histórico, em seguida, realizar a inspeção do recinto e da ave a distância, sem contenção. Posteriormente , conter o animal e fazer inspeção, e exames mais detalhados, colher material se necessário, fazer uso de outras técnicas complementares como palpação, auscutação, radiografia, endoscopia, laparoscopia, etc.
Representação da sequência na qual as perguntas devem ser feitas.
Perguntas relacionadas com o responsável pela ave e o ambiente/ local no qual está o recinto ou a gaiola:
-Tratar da ave dá muito trabalho? Quanto tempo por dia ocupa-se com a ave? (Essas perguntas visam conhecer o envolvimento do proprietário com o animal, e a importância para o proprietário).
-Como é o local em que a ave vive? O local da gaiola recebe chuva? Sol? É ventilado? Arejado? Úmido? (As condiçoes climáticas podem interferir na saúde do animal).
-O que existe próximo, vizinho ao recinto? Garagem? Oficina com gases, cheiro tóxico, industria química? Odores fortes? Instituto de beleza? (Aves são muito sensiveis a qualidade do ar).
-Foram utilizados na casa ou próximo a gaiola, inseticidas ou venenos para combater ratos, baratas, formigas?
-Existe alguem doente atualmente convibendo com o animal em questão? (Investigar possiveis zoonoses e antropozoonoses).
Perguntas referentes ao recinto do animal:
Perguntas a respeito da gaiola só serã feitas se a gaiola em que a ave é encaminhada não for a mesma em que ela vive ou se ela vive em um recinto grande e não veio junto. Ou ainda se a ave vive solta como em um recinto zoológico ou parques onde nem existem gaiolas.
-Existe convivência direta com outros animais domésticos? Aves de vida livre tem contato com a ave em questão? Foi feita aquisição recente de outro animal? Quando? Existe outro animal doente ou que esteve doente recentemente convivendo com essa ave? ( Essa pergunta elucida sobre doenças contagiosas ou traumatismo entre animais).
-A ave tem acesso a plantas? ( Lembrar que aves podem ingerir plantas ornamentais que sejam tóxicas).
-Em relação a ninhos, caixas de dormir, brinquedos, espelhos, estão presentes? A ave os utiliza?
-Como é feita a higienização da gaiola e seus acessórios? Qual produto utilizado? Frequência?
-Qual material da gaiola e seu estado de conservação? (Dependendo da ave pode haver o hábito de lamber, bicar a gaiola e podendo se intoxicar com materiais pesados).
-De que material é o fundo da gaiola? Forrado com quê?
Perguntas referentes ao animal:
-Qual a origem do animal? Veio para o cativeiro ainda filhote? Empenado? Adulto? Enquanto filhote qual a alimentação?
vezes, esses espaços podem ser fatais se as aves tentam passar a cabeça fiam presas. Ao espaços muito gransdes também podem ser usados por aves pequenas com pardais e rolinhas, que entram no recinto e se alimentam e defecam, podendo transmitir importantes patógenos. Pontos de fuga: Trata-se de locais de onde a ave pode se refugiar quando se sente ameaçada ou queira ficar escondida. Perguntar como é feita a limpeza desses locais. Ninhos: São adequados para a espécie em questão de que tipo são e qual o estado de consevação? Defecam dentro? Existem parasitas nos ninhos? Destroem os ninhos? Piso do recinto: Observar se a área útil é suficiente para a espécies em questão? Observar se a superficie é muito lisa ou áspera. A higiene desse piso é adequada? Existem frestas ou rachaduras que permitam a proliferação de piolhos , pulgas e ácaros? Caso existam tanques de água levar em conta a qualidade da água e a frequencia com que é trocada ou é água corrente? Passa por outros recintos? Proveniente de onde? Poleiros: Observar a disposição, qualidade, material e estado de higiene.Os animais utilizam os poleiros? A espessura é compatível com a espécie? Observar se são muito lisos, se apresentam farpas, se são muito finos. Bebedouro e comedouro: Observar a quantidade destes e se são compativeis com a quantidade de aves no recinto, para saber se existe competição entre as aves. Observar também a disposição dos bebedores e comedores , e se o sol bate em algum deles? O material, tamanho e formato também são importantes questões a serem consideradas. Alimentação: Inspecionar o que é colocado a disposição do animal e se o que de fato ele consome. Observar, quanto a qualidade dos alimentos. Quantos alimentos variados são oferecidos e consumidos? O alimento fica disponivel o dia todo? E a noite? Evacuações: Quanto ás evacuações deve-se diferenciar entre as fezes (excreções digestivas) e a urina (excreções renais).Lembrar que a maioria das aves excreta os dois simultaneamente. Reparar na quantidade e no local depositado. A diarréia classica de mamiferos é rara em aves; a presença de bolhas de ar junto as fezes é sugestiva de diarréia. O aspecto, a consistencia e a cor variam de acordo com a espécie da ave, a anatomofisiologia digestória e o alimento ingerido, Normalmente a coloração é de verde marrom, mas pode ser avermermelhada e até preta dependendo do alimento consumido. Quando existe alimento parcialmente digerido nas fezes, dependendo da espécie, pode ser normal ou sugestivi de problemas de ingestão, de absorção ou de hipermotilidade do sitema gastrointestinal. A avaliação do odor é importante para suspeitar de alteraçoes da flora. Regurgitamento/vômitos: Em geral o vômito é considerado o produto proveniente do estômago, ao passo que o regurgitamento é o produto expelido do esôfago. Tanto o vômito e o regurgitamento tem que ser avaliados em relações a suas frequencias, volume e e quantidade. Ainda se deve dar atenção a coloração e odor.
Inspeção do animal a distância: Inspeção do animal a distância significa observar sem se aproximar muito. A distância quanto se aproximar depende de cada animal e é denominada distancia de fuga. Cada animal apresenta um limite até que ponto eli pemite que se aproxime antes dele tentar fugir ou atacar. Durante a IAD deve-se ficar sempre a uma distancia na qual consiga inspecionaro animal e ao mesmo tempo essa atitude não interfira nu bem estar do animal. Deve-se lembrar que o estresse do novo
ambiente (consultório), o transporte até lá, já alteram o comportamento normal do animal e podem deixa-lo assustado. Inicialmente observa-se a ave como um todo, seu comportamento e depois analiza-se as diversas partes do corpo. Incordenação motora e convulsões- Algumas aves apresentam dificuldade locomotora constante ou temporaria em razão de problemas neurológicos ou locomotores, intoxicação ou deficiências nutricionais. Observar se essas alterações ocorrem mais intensamente ou principalmente após excitação do animal por ruídos, movimentos bruscos e alterações de luminosidade, ou independente desses. Posturas e penas- Na postura normal, as asas estão sempre sustentadas ao lado do corpo. São consideradas alterações se as aves mantêm as asas pendentes uni ou bilateralmente. Na maioria das aves em posição corporal normal é possivel traçar uma linha tangente á cabeça, ao dorso e á cauda. O fato de a cauda ficar pendurada ventralmente ou o pescoço pendurado indica diversas alterações. A cauda flexionada para baixo pode ocorrer em decorrencias de problemas renais, conformação esquelética e tentativa de equilibrio por parte da ave. A cabeça abaixada pode ser indicativo de inumeras causas. Tais como: apatia, tonturas, probemas nas vertebras cervicais, fraqueza, hipotermia, intoxicação, etc. Outras alterações da postura incluem aumentos de volume em algum lugar do corpo, que podem ser indicativos de obesidade, tumores, abcessos, enfisemas subcutãneas. O opistómo não deve ser confundido com comportamento de repouso nas aves que ao dormirem viram a cabeça para trás e guardam o bico entre as asas. Observar se a ave tem reflexo de agarrar o poleiro com os dois membros posteriores simultaneamente, nessa inspeção também deve ser avaliadas as condiçoes das penas, se elas estão arrepiadas, aglutinadas, despigmentadas, quebradas, sem brilho, ausentes ou em fase de muda. Respiração- Normalmente a frequencia respiratória da ave em repouso varia de 6 a 30 movimentos por minuto, dependendo do seu tamanho, quanto maior a ave menor a frequencia respiratória e vici e versa. Indicativos de problemas respiratórios são respiração de bico aberto, ás vezes se apoiando na grade para esticar o pescoço, ofegante, ruídos inspiratórios ou expiratórios, movimentos pendulares da cauda ao expirar, movimentos acentuados do abdomen ao inspirar e expirar. Tenesmo- Trata-se da dificuldade de evacuação de fezes. Durante a inspeção pode-se reparar se o animal apresenta tenesmo e/ou ruídos ao evacuar e se isso ocorre em todas as evacuações ou esporadicamente. Salivação- Como normalmente a ave permanece com o bico fechado, não ocorre salivação visivel, a não ser que esteja com quadro de intoxicação ou lesões na cavidade bucal, presença de objetos estranho, etc.
A contenção tem como objetivo controlar os movimentos da ave para poder manipulá-la e, ao mesmo tempo proteger as pessoas de possíveis lesões causadas por bicos, garras, coices, vômitos, etc. Para iniciar a contenção deve-se primeiro conhecer o comportamentos defensivo, a anatomia e os riscos que a ave oferece para
escoço deixando a cabeça solta, pois a ave poderá bicar e a contenção poderá sufocar a ave e lesionar os anéis da traquéia. Logo após conter a cabeça deve-se fixar os membros inferiores de tal qie um dos seus dedos esteja entre as articulações dos mebros das aves.
Nessa ocasião, deve ser realizada a pesagem do animal, pode-se pesar a ave dentro da gaiola e depois desconsiderar o peso da gaiola, aves de porte maior podem ser pesadas junto com as pessoas como é feito com animais domesticos de grande porte. A pesagem é fundamental para saber o estado nutricional dessa ave e também para um acompanhamento de perda e ganho de peso durante o decorrer da infermidade ou da internação.
-cabeça: (todas as questões consideradas bilateralmente) Os olhos estão presentes e plenamente visíveis? Observar se os olhos estão bem abertos; o animal pisac regularmente? Olhos estão brilhantes ou opacos? Presença de lacrimejaneto? Presença de crostas perioculares ou até nas palpebras cobrindo parcialmenteos olhos? Existe simetria entre os olhos e a cabeça? As palpebras estão edemaciadas, avermelhadas? Qual a coloração da íris? As pupilas estão em miose ou midríase? Lembrar que nas aves os músculos radiasis responsaveis por esses movimentos são voluntários. As aves pdem movimentar as pupilas e mudar de midriase para miose e vice e versa independentemente da influência luminosa. Na região infra-orbital estão localizadas os únicos sinus das aves e que poderão se apresentar aumentados de tamanho, preenchidos com se creções em caso de sinusites.
-ouvidos: Avaliar o aparelho auditivo das aves será avaliando apenas o cunduto auditivo, pois as aves não apresentam pavilhão auricular. Ao se inspecionar o cunduto auditivo de ve-se lembrar que na maioria das aves de hábitos diurnos, o orificio é relativamente pequeno, enquanto nas aves de hábitos noturnos os orificios podem ser muito grandes e não devem ser confundidos com cortes e feridas. Existe alguma secreção: pus, sangue? Cheiro caracteristico? Presença de ectoparasitas fixados no conduto? Presença de massas indicativas de neoplasias? Descamação acentuada? Presença de corpos estranho? Áreas avermelhadas?
-narinas e cera: Na inspeção da cera é observado o aspecto da pele: está avermelhada? Descamando? Ressecada? Há presença de pequenos canaliculos? Nas narinas deve-se observar: existe obstrução dos orificios, Corpos estranhos, parasitas, massas, acúmulo de células descamadas? Presença de secreção nasal? Uni ou bilateral? Cor? Aspecto? Aumento de volume uni ou bilateral?
-bico: o bico normal deve ter superficie lisa, uniforme e brilhante. Formato, tamanho, cor, aspecto e consistência variam de acordo com as espécies, idade e hábitos nutricionais. Em uma inspeção devem ser avaliados: O formato é caracteristico ou existe alguma deformação? Cor/ manchas? Há presenças
de áreas de necrose, ferida, rachaduras, fraturas, perfurações? Há sangramento do bico? Existe excessivo comprimento do bico? Ocorrem lesões da camada óssea com facilidade quando tenta abrir o bico?
-cavidade oral: Em algumas ocasoões é preciso abrir o bico, dependendo da espécie pode-se abrir diretamente com os dedos ou com auxilíos de objetos como palitos de madeira ou pinça. Outra possibilidade ainda é o uso de dois fios resistentes que são encaixados um em cada um dos bicos. Posteriormente é realizada a tração apenas do bico inferior, mas cuidado para não tracionar além da capacidade de abertura, para não fraturar ossos ou luxar as articulações da mandibula. Assim que abrir a cavidade deve-se observar: Qual a coloração das mucosas? Hiperêmicas? Anemicas? Cianóticas? Superficie interna da cavidade, para ver se existem massas, tumores, aumentos de volume e parasitas. Avaliar a coana, que é uma fenda localizada no palato que serve como comunicação entre as narinas e traqueia para condução de ar. Estão desobstruidas, têm massas. Aumento de volume, corpos estranhos, placas diftéricas, feridas?
-estado nutricional: ainda com a ave contida deve ser avaliadao o estado nutricional pela palpação da massa muscular peitoral. Emas e avestruzes não têm músculo peitoral, portanto o estado nutricional deverá ser vaaliado pelas massas musculares das coxas.
-asas/membros anteriores: com a ave contida deve-se avaliar a simetria das assas abertas e verificar se há amputação parcial ou total de falanges para impedir o voô. Palpação dos ossos (úmero, ulna e falanges) prestando atenção em engrossamento dos ossos, calos ósseos, deformações, fraturas ou luxações e perfeita movimentação das articulações.
-membros posteriores/ reflexos de agarrar/ unhas : Observar as anilhas e verificar se elas estão no diâmetro proporcional do membro. Testar os reflexos das garras, dpendendo do porte do animal realizar o terte com um pano, poleiro ou outro objeto para ser agarrado.Existe entortamento, perda ou deformação das unhas?
-penas e pele: Na avaliação reparar na coloração homogenea que é caractersitica para a espécie, observara a presença de manchas, defeitos nas penas, linhas escuras transversais indicando problemas de crescimento, penas cortadas, bicadas, arranadas. Ás vezes as penas tem aspecto engordurado, molhado, que pode indicar problemas nutricionais. Algumas áreas quenã nascem penas são normais e seu local varia de espécie para espécie, não deve ser confindido com áreas em que a ave arrancou as penas, ou em razão de alguma doença, não crescreram mais penas. Observar ainda ectoparasitas, principalmente piolhos, pulgas, carrapatos, ácaros, insetos do tipo Mallophaga, quais vivem entre as penas e debaixo delas. Na pele deve ser observada a acoloração cianótica, anemica ou hiperemica, mas lembrando que dpendendo da espécie a pele pode estar pigmentada total ou parcial. Reparar em feridas, crostas, lesões, escoriações, cicatrizes é fundamental. A pele em geral e principalmente em torno dos globos oculares também é avaliada quanto a sua elasticidade, indicando estados de hidratação. A hidratação também pode ser avaliada pela turdidez da veia ulnar, consistencia e elasticidade da pele na região do pescoço e a
demonstra dor ao ser palpado pode indicar o local lesionado). A palpação da região cervical é muito importante para avaliar o esôfago e o inglúvio, o objetivo é palpar a presença de conteúdo alimentar ou corpos estranhos. A região abdominal também pode ser palpada , lembrando que normalmente a região da ponta caudal do osso externo até os ossos pubianos deve ser reta ou ligeiramente concava. Dimensões do abdomen em direção ventral indica uma maior ocupação do espaço dentro da cavidade e que empurra a parede abdominal. A causa dessa distenção pode ser ovos, ascite, neoplaisas, aumento do volume de orgãos. Deve-se ter cuidado na palpação da cavidade qndo ocorrer ascite, pois uma ruptura do saco aéreo e entrada de liquido para dentro deste poderá asfixiar o aninal. Em caso de fêmeas com ovos no ovioduto o cuidado também deve ser maior pois a palpaçãoincorreta poderá quebrar a casca do ovo lesionando o ovioduto causando hemorragias. A palpação ainda é útil na avaliação de alterações na região subcutânea em todo o corpo, no qual podem ser encontrados hérnias, lipomas, neolpasias, hiperplasias, edemas, etc..
As técnicas de auscutação e percusão amplamente descritas e aplicadas em mamíferos são menos aplicadas na prática da medicina aviária, a explicação está baseada na fisiologia respiratória das aves que são bem distintas dos mamíferos. As aves não apresentam diafragma e, com isso não existe uma divisão da cavidade em toraxica e abdominal, além disso, os pulmões ficam fixos entre as costelas e não se expandem. A frequência cardíaca normal varia de 45 a 600 batimentos por minuto e a frequencia respiratória de 6 a 120 movimentos por minutos. Os ruídos inspiratórios são descritos como sendo mais curtos e intensos, ao passo que da expiração são mais longos e menos intensos, pelo fato de não haver diafragma, os batimentos cardíacos predominam em qualquer parte do corpo, principalmente em aves de pequeno porte, interferindo muito com os possiveis ruídos respiratórios.
Trata-se de uma técnica em geral pouco utilizada, a capacidade olfativa do ser humano não é tão desenvolvida como em alguns animais, mas pode ser muito eficaz em alguns casos. As fezes de aves na sua maioria não apresenta odor forte, um odor pútrito e azedo freqüentemente está associado a candidíase, alterações da flora gastrointestinal e absessos no aparelho digetório.
Os exames complementares , entre eles os laboratoriais, são excelentes auxílios na semiologia e no diagnóstico das afecções dos animais, porém algumas condições são consideradas fundamentais. Exames como d fezes e urina não precisam d econtenção por isso podem ser realizados sem restrições, já exames como, o de sangue, punção biópsia aspirativa, exames radiográficos, etc. que necessitam de contenção física ou quimica e que podem representar um risco muito alto para o animal comparado com o resultado que possa ser obtido. Antes de se tomar a decisão de colher material da ave contida deve-se avaliar se o esforço do animal (estresse) compensará possiveis resultados dos exames. -Esforço (estress, contenção X benefício) : Não adianta colher o material e logo após o animal vir a óbito em consequencia do estresse da contenção ou da perda da aparente quantidade de material colhido. Dependendo da situação precisa-se estabilizar as condições gerais do animal primeiro, para posteriormente realizar a contenção e colheita de material.
Exames laboratoriais:
Estresse da contenção física, valores normais da espécie para referencia, local de colheita?
Volume de sangue necessário: No caso da coleta de sangue para a realização de hemogramas, citologias, esfregaço, pesquisa de hemoparasitas entre outras análises, o sangue pode ser retirado a partir de um corte na unha. Para isso, inicialmente, deve-se realizar uma limpeza do pé e da unha a ser cortada e o material deve estar devidamente esterilizado para evitar possíveis infecções. É importante imaginar a unha dividida em 3 partes e o corte deve ser realizado na porção mais distal do corpo da ave por onde sairão gotas de sangue e caso seja necessário, pode-se cauterizar para interromper o sangramento. Caso o sangue não esteja saindo, verifique se a pata não está sendo comprimida impedindo esta saída. No caso de ser necessário um volume maior de sangue, este pode ser retirado por punção da veia metatársica ou braquial. Para isso, deve-se fazer uma assepsia do local com algodão embebido em álcool, puncione a veia retirando a quantidade necessária de sangue e, após a retirada, pressione o local por 1 minuto para reduzir a incidência de hematoma. O sangue colhido deve ser colocado no tubo adequado, ser identificado e mantido sob refrigeração. Coleta de sangue para sexagem: A necessidade de saber o sexo das aves com precisão é de grande utilidade para os criadores de aves silvestres, a sexagem aviária que pode ser realizada pelo sangue ou penas das aves. No caso do envio de sangue, este deve ser coletado em papel filtro de sangue proveniente preferencialmente da unha (2 manchas de 2 mm cada). Já no caso de serem enviadas penas, estas, devem ser provenientes da região peitoral ou abdominal da ave e estas penas devem conter o bulbo (raiz) e não devem conter sangue sendo armazenadas em um recipiente limpo e seco.
Endoscopia:
A finalidade dessa técnica inclui laparoscopia exploratória, sexagem e colheita de biopsias, além de inspeção da traquéia até a siringe, esôfago, inglúvio e cloaca. Porém, só pode ser feita em animais com pelo menos 100g de peso vivo e sob anestesia geral. Além do conhecimento da técnica de acesso e de anestesia é necessário o equipamento. Normalmente utiliza-se um atroscópio humano de haste rígida com diâmetro variando de 1,9 e 2,7mm. O equipamento deverá estar adequadamente esterelizado.