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Primeiro parágrafo da introdução: egleide barbosa . Corpo do trabalho escrito legendas edição da imagem 2 design do plano de fundo referência bibliográfica) por : Wanessa Batista conclusão: Angélica França
Tipologia: Trabalhos
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Não perca as partes importantes!

A osteoporose é uma doença que muitas vezes não se percebe sua evolução, por agir com o
passar do tempo os seus sintomas se manifestam silenciosamente. Na maior parte dos casos são
evidenciadas em pessoas idosas, principalmente em mulheres em menopausa por possuírem
uma maior fragilidade nos ossos devido a deficiência de estrógeno (hormônio de ação anti-
reabsortiva, que atua prevenindo a perda da massa óssea).
Pessoas com postura não eretas ou tortas são clássico exemplo que evidencia o alastramento
da doença em uma velocidade que muitos médicos e pesquisadores se surpreendem, mas esse
crescimento ocorre em função de uma má alimentação(pobre em Cálcio),uma vida sedentária e
até mesmo por problemas hormonais e genéticos.
A informação é importante para alertar quanto aos sintomas e a sua correção quando possível
evitando o agravamento ou até mesmo o aparecimento da mesma.
A osteoporose é doença crônica, considerada um problema de saúde pública pela Organização
Mundial de Saúde (OMS). Caracterizada pela diminuição da massa óssea. É muito relacionada ao
envelhecimento. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimam que a
proporção de idosos maiores que 65 anos, em 2007 era cerca de 9,58%, para uma população de
189.335.118 habitantes. Em 2050, será de 29,72% para uma população estimada de 259.769.
habitantes. O comprometimento na resistência óssea predispõe o maior risco de fraturas, refletindo a
integração da densidade mineral e a qualidade óssea. Considerada uma doença silenciosa, que
manifesta sintomas apenas quando ocorrem fraturas, as maiores complicações ocorrem principalmente
nas vértebras, punho e colo do fêmur. Estima-se que na ausência de prevenção e tratamento, uma em
cada duas mulheres aos 70 anos apresentará fraturas de fêmur, e aos 80 anos, duas em três sofrerão o
mesmo problema. Uma mulher perde aproximadamente metade do seu osso trabecular 35% de seu
osso cortical durante sua vida,. A maior causa desta perda relacionada à idade é provavelmente um
decréscimo de formação óssea em nível celular, resultado da diminuição dos osteoblastos. Outro fator é
a deficiência estrogênica causada pela menopausa.
Existem dois tipos de tecido ósseo ,o compacto ou denso e o tecido ósseo esponjoso ou lacunar
ou tabercular (Figura1). Essas variedades apresentam o mesmo tipo de célula e de substância
intercelular, diferindo entre si apenas na disposição de seus elementos e na quantidade de espaços
medulares. O tecido ósseo esponjoso apresenta espaços medulares mais amplos, sendo formado por
várias trabéculas(Figura 2), que dão aspecto poroso ao tecido. O tecido ósseo compacto praticamente
não apresenta espaços medulares, existindo, no entanto, além dos canalículos, um conjunto de canais
que são percorridos por nervos e vasos sangüíneos: canais de Volkmann e canais de Havers. Por ser
uma estrutura inervada e irrigada, os ossos apresentam grande sensibilidade e capacidade de
regeneração.
O tecido ósseo possui um alto grau de rigidez e resistência ,pois é formado predominantemente por
colágeno tipo I,onde se depositam cálcio e fósforo na forma de hidroxiapatita, e a resistencia óssea
depende da deposição mineral. Por isso, suas principais funções estão relacionadas à proteção e à
sustentação. Também funciona como alavanca e apoio para os músculos, aumentando a coordenação e
a força do movimento proporcionado pela contração do tecido muscular.
1- Alunos de graduação ,em ciências Biológicas – UFRPE
2- Professora Assistente de Anatomia Humana da UFRPE
Ossos sadios são
caracterizados por
osso trabecular
esponjoso que é
constituído por
milhares de traves
interconectadas
fortemente entre si.
Na osteoporose, o
osso cortical se afina
gradualmente e os
buracos do osso
trabecular se tornam
cada vez maiores e
irregulares.
Quando a estrutura
interna do osso for
comprometida, o
traumatismo de uma
pequena queda ou
mesmo o peso
normal do corpo
pode causar fraturas.
Figura 2 : estrutura de um osso normal e de um osso osteoporótico,
Figura 5: esmagamento da parte tabercular
devido a o enfraquecimento do tecido mesmo
levando-o posteriormente a encurvações.
Figura 6 (Cifose causada pela osteoporose)
As deformidades torácicas decorrentes das fraturas,são classificadas em 3 tipos, sendo que uma
mesma vértebra pode se apresentar com mais de um tipo de deformidade.
Fratura por esmagamento e compressão de toda a vértebra,sendo provocadas em geral por
quedas;
Fratura-encunhamento: A vértebra assume forma de cunha( altura posterior preservada, enquanto
que a anterior encontra-se colapsada);(Figura 5).
O terceiro tipo é chamado de vértebra de peixe (aspecto bicôncavo).
Figura 4: É uma fratura do rádio distal ,
com desvio posterior do fragmento
distal, levando à chamada deformiade
em “garfo”. Existem vários tipos e
classificações para as fraturas do rádio
distal. Contudo, o tipo clássico de
Colles.
Figura 3: fraturas do colo do
fêmur frequentemente levam à
necrose da cabeça do fêmur
porque rompe os vasos
sanguíneos metáfisários. )
Os locais que apresentam mais fraturas devido a osteoporose são o fêmur( figura 3), e punho(Figura4) e
as vértebras(Figura 5).
Ossos normais ,estruturas e comparação com um osso acometido pela osteoporose(Figura: 1)
As fraturas vertebrais ocorrem comunente por pontos mais salientes das curvaturas normais da coluna
vertebral,ou seja, região torácica alta, região lombar média,que podem alterar a anatomia do
abdômen. Ocorrem como consequências a um traumatismo leve ou até mesmo espontaneamente por
atividades cotidianas. As fraturas nessa região costumam provocar dor principalmente na coluna,
porque ocorrem microfraturas (colapso do sistema trabecular da vértebra). Podendo causar muitas
vezes cifose pronunciada porque as vértebras estão “achatando” e com escoliose,com a diminuição
da altura do indivíduo. (Figura 6).
Comparação entre um
osso normal
e
o osso afetado
Pela osteoporose.
1- Dados estatisticos disponível em: www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao (links 2)
FRAZÃO, Paulo, et al. Prevalência de osteoporose: uma revisão crítica. Revista Brasileira de Epidemologia.
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2- HORNER K, et al. Mandibular bone mineral desnity as a predictot of skeletal osteoporosis. Br J Radil, 1996
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fatores clínicos e reprodutivos. Revista Brasileira de Ginicologia e Obstetrícia. Vol.25 nº 07 agosto 2003
5- ROBBINS, Stanley L. (Stanley Leonard) et al. Funcamentos de Robbins; patologia estrutural e funcional,
Editora: Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. Ed. 6, 2001
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Digital Vida e Saúde.Vol.1 nº03 dezembro/janeiro 2002.
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prevenção e tratamento da osteoporose. Revista Brasileira de Reumatologia. Vol. 47 nº4 julho/agosto 2007