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Biologia Molecular (eletroforese), Manuais, Projetos, Pesquisas de Relatórios e Produção

Eletroforese em gel de agarose e espectrofotometria

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 09/09/2019

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julia-gabriela-moreira 🇧🇷

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Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
Departamento de Farmácia
Disciplina: Biologia Molecular
Docente: Michaelle Geralda Santos
Discentes: Alissane Ingrith Silva
Julia Gabriela Moreira
Eletroforese
em gel de
agarose e
espectrofotom
etria
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Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Departamento de Farmácia Disciplina: Biologia Molecular

Docente: Michaelle Geralda Santos

Discentes: Alissane Ingrith Silva

Julia Gabriela Moreira

Eletroforese

em gel de

agarose e

espectrofotom

etria

Diamantina, 03 de maio de 2019.

  1. Introdução

1.1 Eletroforese em gel de agarose

A análise de DNA por eletroforese é uma das técnicas fundamentais nos laboratórios de pesquisa e de diagnóstico. O princípio é baseado no fato da molécula de DNA possuir carga negativa em valores de pH neutro ou alcalino e consequentemente, quando aplicado ou imerso em uma matriz de gel submetida a um campo elétrico, migra em direção ao pólo positivo (anôdo).

O tipo de matriz que é usada (agarose ou poliacrilamida) depende do tamanho dos fragmentos de DNA que se pretende separar e visualizar. Apesar de ser mais efetivo para separar fragmentos pequenos, o gel de poliacrilamida apresenta algumas desvantagens. Entre elas, destaca-se o fato da poliacrilamida em solução, isto é, quando não polimerizada, ser neurotóxica. Assim, a preparação do gel exige certa cautela. Além disso, a preparação é mais laboriosa, requerendo a mistura de componentes adicionais à poliacrilamida para ajudar na polimerização e mais tempo para que a polimerização ocorra propriamente. Já o gel de agarose é feito apenas através da mistura de um tampão e agarose, não apresentando toxicidade. A polimerização é mais rápida e o gel pode ser reciclado após o uso, isto é, pode ser reutilizado na elaboração de outros géis. Além disso, a eletroforese em gel de agarose pode ser usada como método analítico ou preparativo, isto é, quando o fragmento de DNA é recuperado e purificado a partir do gel.

Entretanto, dependendo do método utilizado para a visualização do DNA, o gel de agarose pode ser desvantajoso. Frequentemente se utiliza a coloração com brometo de etídio (EtBr), uma substância mutagênica. Em adição, para a visualização do DNA corado com EtBr, é necessária a utilização de transiluminador de luz ultravioleta. Para a utilização de tal aparelho e para a o uso do brometo de etídio, é necessário o cuidado com a biossegurança não somente do manipulador, mas de todos os que compartilham o uso do laboratório.

A agarose é um polissacarídeo (como ágar e pectina) que dissolve em água fervente e consequentemente se gelifica quando esfria assim como uma gelatina. Para realizar uma eletroforese, o gel de agarose é preparado, o DNA é introduzido em pequenos poços de gel, e então uma corrente elétrica é aplicada através do gel.

  1. Materiais e métodos

3.1. Eletroforese em gel de agarose

Materiais:

Amostras: DNA de fungo filamentoso; DNA de leucócitos do sangue e DNA plasmidial

Erlenmeyer

Pipeta automática

Ponteiras estéreis

Microtubos de 1,5 ml

Banho maria 68ºC

Microondas

Cuba de eletroforese

Corante de corrida Blue juice

Tampão TE pH 8

Tampão TAE

EDTA 0,5 M pH

3.1.2 Metodologia

Em algumas aulas praticas anteriores foi realizado a extração do DNA (de fungo, leucócitos do sangue e plasmidial) para que fosse possível realizar essa eletroforese.

Primeiramente verificou que todas as peças da cuba de eletroforese estivessem limpas e a montou, conferiu-se a não existência de desnível e que a cuba estivesse equilibrada e sobre uma superfície horizontal.

Preparou-se o tampão TAE em quantidade suficiente para todas as etapas em que ele seria usado, o que correspondeu cerca de 30 mL com uma diluição de 50x, e em uma proveta colocou-se 30 mL do tampão e completou-se com água ate atingir a marca.

Em seguida preparou-se a solução de agarose a 1%, pesando 0,3g de agarose e misturou-se com 30 mL do tampão feito anteriormente e levou a um micro- ondas até que toda a agarose estivesse completamente dissolvida, o tempo médio de dissolução foi de aproximadamente 1min30seg, sendo que de 30 em 30 segundos retirou-se o erlenmeyer para uma leve agitação.

Deixou-se que o gel esfriasse a uma temperatura de aproximadamente 60°C e adicionou-se o brometo de etídio (Blue juice) (1μg/μL) e misturou agitando cuidadosamente.

Verteu-se a agarose na bandeja tomando todo o cuidado necessário para evitar a formação de bolhas e se caso acontecesse, deveria ser retirada com auxilio de uma ponteira, imediatamente após a versão do gel colocou-se o pente para que ocorra a formação dos poços.

Enquanto a polimerização do gel acontecesse, preparou-se as amostras colocando cerca de 5μL de Blue juice, 10 μL de amostra e 10 μL de água e aqueceu-se por 2 minutos em banho-maria a uma temperatura de 68°C. (As amostras foram identificadas como : L1, L2( leucócitos); P1, P2 e P3 ( plasmidio); F1, F2 e F3(fungos)).

Aguardou-se a completa polimerização da agarose e retirou-se o pente com os cuidados necessários para que o gel se mantivesse íntegro e transferiu-se o gel para a cuba de eletroforese e adicionou-se o tampão feito no inicio da prática (TAE) na cuba de forma que cobrisse todo o gel.

Com as amostras prontas e o gel já polimerizado e como tampão, aplicou-se as amostras tomando todo o cuidado para que não fosse aplicado para fora do poço, sempre lembrando que, ao aplicar, deve-se apertar apenas o primeiro estágio da ponteira e só soltar quando a ponteira estiver fora do ambiente (poço) onde está a amostra pois se soltar dentro do pocinho, estará sugando novamente a amostra.

É importante ressaltar que se deve anotar em uma folha anexa qual foi a ordem de aplicação das amostras para identifica-las após a corrida.

Conectou-se os fios na cuba e na fonte de energia, verificou-se se estava corretamente colocados, lembrando que a amostra deve ficar no polo negativo. Ligou-se todo o aparato de eletroforese a uma voltagem de 100 V e deixou-se por cerca de 20 minutos.

Desligou-se a corrente e usou-se o corante revelador e colocou-se apenas o gel, sem a sua bandeja no transiluminador, colocou-se a tampa protetora e examinou o gel.

vermelho alaranjado (590nm). Os grupos de moléculas de mesmo tamanho que migram na matriz de agarose assumem a forma do poço e constituem as formas chamadas de bandas de DNA. Com este método foi possível detectar uma certa quantidade de DNA e a intensidade de fluorescência emitida foram proporcionais à concentração de DNA que estava presente na amostra.

Lembrando que o blue juice, corante de corrida utilizado é de grande ajuda para que se possa vê a olho nu a que ponto se encontra a corrida quando o gel está no aparato de corrida, pois se não utilizasse esse gel, a amostra de interesse iria correr muito e poderia até mesmo sair completamente do gel de agarose. Com a aplicação desse gel isso não acontece, o pesquisador consegue ver em que ponto está à corrida e interromper quando estiver por satisfeito e for suficiente para analise.

Ao revelar o gel de agarose, pode-se observar que não ouve a presença do DNA, pode- se explicar essa não aparição do DNA de duas formas:

  • O processo de extração do DNA pode ter sido falho;
  • Ou pode ser porque o DNA extraído tenha ficado em geladeira.

Na figura 1 é possível observar uma fotografia da eletroforese em gel de agarose, a nitidez da imagem compromete bastante, mas pode-se observar que as amostras d fungos e dos plasmídeos não houve formação de uma banda como o esperado, pode ter ocorrido uma degradação. Já as amostras dos leucócitos mostrou a formação de uma banda dentro do esperado.

Figura SEQ Figura * ARABIC 1: Resultado da eletroforese em gel de agarose

4.2 Espectrofotometria

O método de espectrofotometria foi utilizado para quantificar a concentração de DNA existente nas soluções preparadas.

Os resultados obtidos pelo espectrofotômetro estão enunciados nas seguintes tabelas:

Média dos Brancos

Amostra 230nm 260nm 280nm Água 0, 1017 0,0482 0, 04445

Média das Amostras

Amostra 230nm 260nm 280nm Fungos 0,4039 0,2789 0, Leucócitos 0,4946 0,3302 0, Plasmidios 0,8262 1,6914 0,

Desconto do Branco

Amostra 230nm 260nm 280nm Fungos 0,3022 0,2307 0, Leucócitos 0,3929 0,282 0, Plasmídios 0,7245 1,6432 0,

Calculos:

260/

Fungos: 0,2307 / 0,3022 = 0,

Leucócitos: 0,282 / 0,3929 = 0,

Plasmídios: 1,6432 / 0,7245 = 2,

Valores diferentes de 1,7 – 2,2 são indicativos de contaminantes

Possíveis contaminantes: sais e compostos orgânicos.

260/

Fungos: 0,2307 / 0,1738 = 1,

Leucócitos: 0,282 / 0,1411 = 1,

Plasmídios: 1,6432 / 0,7789 = 2,