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Cálculo 2 introdução, desenvolvimento e exercícios
Tipologia: Exercícios
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Cálculo II
Universidade Luterana do Brasil – ULBRA Canoas, RS 2017
Ana Brunet Arno Bayer Aureo Martins Janor Araujo Bastos Leomir Joel Schweig Agostinho Iaqchan Ryokiti Homa
Introdução
Continuando o estudo das derivadas, das tangentes às curvas e o estudo dos infinitésimos, Isaac Newton e Gottfried Wilhelm Leibniz, criaram o Cálculo Diferencial e Integral. Euler, Lapla- ce, Cauchy e outros, a partir desses estudos, deram ao cálculo a sua forma atual.
Neste capítulo, estudaremos a diferencial de uma função, sua definição, interpretação e aplicações.
1 Doutor em Ciência da Educação. Docente pesquisador do PPGECIM. 2 Adaptado por Leomir Joel Schweig, Mestre Professor da Universidade Luterana do Brasil.
Arno Bayer 1 Leomir Joel Schweig 2
Capítulo 1 Diferencial 3
Calculando a diferencial da função identidade y = x, temos:
Então:
Considerando a expressão e dividindo os dois membros por dx, teremos:
Isso nos mostra que a derivada da função, f ´( x ), pode ser também expressa como o quociente entre as diferenciais dy e dx.
3 Interpretação geométrica da diferencial
Figura 1.2 Interpretação Geométrica.
4 Cálculo II
Mas, , então:
Da interpretação geométrica e das considerações, pode- mos ver que a diferencial determina o acréscimo aproximado da função quando a variável independente recebe um acrésci- mo. No gráfico, fica claro que, enquanto ∆x = dx, ∆y ≠ dy, mas quando ∆ x → 0, dy tende a se aproximar de ∆y.
O erro cometido na substituição de ∆y por dy pode ser des- prezado por ser muito pequeno, tornando-se cada vez menor na medida em que dx for diminuindo.
4 Aplicação da diferencial
Usando o diferencial de uma função, determinar aproximada- mente a raiz quadrada de 83.
Podemos formar a função: y =
6 Cálculo II
a) Calcular o valor de ∆y. Solução:
b) Calcular o valor de dy.
Solução:
c) Calcular a diferença entre dy e ∆y em módulo. Solução:
A diferença é pequena e será sempre menor na medida em que dx for diminuindo.
Capítulo 1 Diferencial 7
Solução:
, acréscimo aproximado de y.
e
Sendo: x = 25 e ,
Logo: Valor real:
l (^) = 4 cm, dA = 1 cm^2
A =
l^2
l
l
l
l
l
Capítulo 1 Diferencial 9
Harbra. São Paulo.
SWOKOWSKI, Earl W. Cálculo com Geometria Analítica.
Mc Graw-Hill. São Paulo.
TAYLOR, Howard E. e outro. Cálculo Diferencial e Integral. Limusa.
Atividades
a) b)
: a) Calcular b) Calcular c) Calcular a diferença
Calcular a , usando diferencial.
Calcular a variação que deve sofrer o raio de um círculo, que mede 10 cm, para que sua área não sofra uma varia- ção maior do que 2 cm².
Calcular quanto deve ser aumentado o raio de uma esfera para que seu volume aumente 15%.
Use diferenciais para aproximar:
a) b)^ c)^ d)^ e)
10 Cálculo II
O raio de uma circunferência aumenta de 10 m para 10, m. Utilize diferenciais para estimar o aumento na área do círculo correspondente.
Usando diferencial, calcule de quanto por cento deve au- mentar a medida da aresta de um cubo para que seu volu- me aumente 15%. E para que seu volume aumente 20%?
A aresta de um cubo aumenta de 20 cm para 20,01 cm. Utilize diferenciais para estimar o aumento no volume do cubo.
O raio de uma esfera aumenta de 8 cm para 8,01 cm. Utilize diferenciais para estimar o aumento no volume da esfera.
Usando diferencial, calcule o aumento da área de um quadrado de lado 20 cm quando ele sofrer um acréscimo de 1%.
O raio de uma esfera aumenta de 10 cm para 10,01 cm. Utilize diferenciais para estimar o aumento no volume da esfera.
Usando diferenciais, calcule de quanto por cento deve au- mentar o volume de um cubo quando a sua aresta aumen- ta 15%. E quando a aresta aumentar 5%?
12 Cálculo II
do plano xy e, em consequência, a resolução de inúmeros pro- blemas. Depois, a partir do Teorema Fundamental do Cálculo, veremos qual a relação que existe entre o Cálculo Diferencial e o Cálculo Integral.
Neste capítulo, iniciaremos o estudo do Cálculo Integral por meio da definição da antiderivada e suas propriedades operatórias e regras para o seu cálculo.
1 Definição de antiderivada
Uma função F ( x ) é uma antiderivada ou primitiva de uma função f ( x ) se F' ( x ) = f ( x ) para qualquer x pertencente ao domínio de f.
Por exemplo: Â A função é uma antiderivada ou primitiva da função , pois.
 A função é uma antiderivada ou pri- mitiva da função , pois.  A função é uma antiderivada ou pri- mitiva da função , pois.
Capítulo 2 Integral Indefinida 13
 A função é uma antiderivada ou pri- mitiva da função (^) , pois.
 A função é uma antiderivada ou pri- mitiva da função , pois. Assim, podemos escrever infinitas funções F ( x ) que são an-
tiderivadas ou primitivas da mesma função , cada uma diferente da outra por uma constante, que simbolizamos por C. Então, podemos dizer que a função representa todas as antiderivadas ou primitivas da função
, pois:
O conjunto de todas as antiderivadas ou primitivas de f ( x ) é chamado de integral indefinida de f ( x ) em relação à variável x e é escrita por:
O símbolo (^) ∫ é o símbolo da integral. A função f ( x ) é o integrando da integral e dx indica que se está integrando em relação à variável x.
Assim, simbolizamos a integral de uma função f ( x ) em rela- ção à variável x da seguinte maneira:
, onde C é chamada de constante de integração.
Capítulo 2 Integral Indefinida 15
Quadro 2.1 Fórmulas de integrais e derivadas.
16 Cálculo II
Propriedades da integral indefinida: (a) Quando tivermos a integral do produto de uma cons- tante por uma função, a constante pode ser deslocada para fora da integral, multiplicando-a:
(b) A integral de uma soma é igual à soma das integrais:
(c) A integral de uma diferença é igual à diferença das integrais:
2 Exemplos