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Resumo da vida e da obra de Camilo Castelo Branco e a sua contribuição para o romantismo.
Tipologia: Resumos
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Camilo Castelo Branco – Vida e Obra Camilo Castelo Branco (1825-1890) foi um dos escritores portugueses mais importantes do século XIX. Os seus romances e novelas, entre eles “ Amor de Perdição ”, fazem do escritor um representante típico do Romantismo em Portugal. Nascido em Lisboa, ficou órfão de mãe quando tinha apenas um ano e de pai com 10 anos. Acabou por ir viver com familiares, nomeadamente uma tia e mais tarde com a sua irmã mais velha, até que em 1841, apenas com 16 anos, se casou com Joaquina Pereira de 15 anos, mas logo a abandonou. Dois anos depois, ingressa na Escola de Medicina no Porto, mas acaba por não concluir o curso e em 1845 publica os seus primeiros trabalhos literários. Em 1846 volta a fugir com outra jovem, Patrícia Emília, mas acaba por abandoná-la poucos anos depois. Em 1850 com a morte da sua mulher legítima e da sua filha entra numa crise espiritual e pretende seguir a vida religiosa. Contudo, ainda nesse ano conhece Ana Plácido, uma mulher casada que abandona o próprio marido e acaba por entrar num relacionamento com Camilo. O casal acaba por residir em São Miguel de Seide, lidando sempre com problemas financeiros. É espectável que a sua vida emocional atribulada tenha acabado por lhe dar inspiração para os temas das suas obras, como no “Amor de Perdição ”, onde o autor revela o escândalo da sua situação de adultério pelo amor de Ana Plácido. A sua carreira acaba por ser muito rica e diversa em estilos literários (produziu poesia “ Nas Trevas (1890)”, memórias “ Memórias do Cárcere (1862)”, romances “ Anátema (1851)”, novelas históricas “ O Judeu (1866)” e satíricas “ A Queda Dum Anjo (1866)”, entre outros). Contudo a sua vida pessoal sempre foi turbulenta, sempre rodeado de problemas financeiros e chegou ao final de vida quase cego e com dois filhos de Ana, um com problemas mentais e outro rebelde, que sempre lhe causaram muito sofrimento. Atingindo o seu limite, no dia 1 de junho de 1890, Camilo suicida-se com um tiro de pistola. Romantismo O Romantismo foi um movimento cultural que surgiu a partir da segunda metade do século XVIII. Os artistas românticos eram contra a ordem e rigidez intelectual clássica, dando mais importância à imaginação, à expressão individual, ao subjetivismo e à originalidade. As suas manifestações eram por isso muito variadas, desde as artes (onde temos o quadro “ Três de Maio de 1808” por Francisco de Goya e a escultura “ O desterrado ” de António Soares dos Reis) à arquitetura com a recuperação de formas artísticas medievais como o neogótico manifestado no Parlamento de Londres e o neobarroco destacando-se a Ópera de Paris. Algumas das principais características do romantismo acabam por ser: A representação sentimental e subjetiva do homem e da mulher; A supervalorização das emoções pessoais; A poesia é caracterizada pelo verso branco, sem rima; A liberação da arte para o público; O sentimentalismo e o egocentrismo. Romantismo em Portugal O romantismo literário em Portugal inicia-se com a publicação, em 1825, do poema “ Camões” de Almeida Garrett. O movimento romântico português esteve dividido em duas fases: 1º geração – fase nacionalista, 2º geração – fase da maturidade. Alguns autores e obras portuguesas: Alexandre Herculano (1810-1877) – “ A Harpa do Crente” (1838). Camilo Castelo Branco (1825-1890) – “ Amor de Perdição “(1862). Júlio Dinis (1839-1871) – “ Uma Família Inglesa” (1868). João de Deus (1830-1896) – “ Ramo de Flores” (1869).
Herói Romântico A figura do herói acaba por ser uma personagem que sofre com as circunstâncias da sua vida, com a pressão da sociedade e que acaba por rejeitar as normas e convenções estabelecidas. Por isso uma das coisas que o caracteriza é a sua vontade de triunfar sobre as restrições sociais e teológicas, sobre o seu sentimento de isolamento e a melancolia da sua vida. Um exemplo disto seria o Heathcliff no romance “ O Monte dos Vendavais ” por Emily Bronte. Outro traço comum do herói romântico é o sentimento de arrependimento por ações passadas através da autocrítica e da introspeção. Um exemplo disto seria o Mr.Darcy em “ Orgulho e Preconceito” no romance de Jane Austen, onde ele se arrepende de ter maltratado e rebaixado anteriormente a mulher que agora ama.