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Biografia de Camilo Castelo Branco
Tipologia: Notas de estudo
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Camilo Castelo Branco nasceu em 1825 e morreu em 1890. Foi escritor, romancista, cronista, critico, dramaturgo, historiador e tradutor, sendo considerado um dos escritores mais ilustres e marcantes da literatura portuguesa. Nasceu em Lisboa e ficou órfão de mãe quando tinha um ano e de pai quando tinha dez, altura em que foi para Vila Real para viver entre parentes transmontanos. Na adolescência, formou-se lendo os clássicos portugueses e latinos da literatura eclesiástica. Com apenas 16 anos, casa-se com Joaquina Pereira de França, uma jovem de 15, casamento este precoce já que não passava de uma mera paixão juvenil. Em 1843 ingressou na Escola de Medicina no Porto, mas não conseguiu concluir o curso. Dois anos depois começou a publicar os seus primeiros trabalhos literários. Em 1846, foge com a jovem Patrícia Emília, mas a abandona, poucos anos depois. A partir de 1848, faz uma vida boémia repleta de paixões, repartindo o seu tempo entre os cafés e os salões burgueses e dedicando-se, entretanto, ao jornalismo. Apaixona-se por Ana Plácido em 1850 e, quando esta se casa, tem uma crise de misticismo, chegando a frequentar o seminário, que abandona em 1852. No entanto em 1859 Ana abandona o marido e vai viver com Camilo, sendo no ano seguinte processado e preso, onde escreveu Memórias do Cárcere , no entanto, é absolvido em 1861, e vai viver com Ana para São Miguel de Seide, sempre com problemas financeiros. Estes acontecimentos levaram à escrita de Amor de Perdição em 63, assinalando o apogeu da sua popularidade enquanto novelista. Entretanto, Ana Plácido tem um filho, supostamente gerado pelo seu antigo marido, que foi seguido por mais dois de Camilo, em que o mais velho teria problemas mentais e o outro seria um rebelde. Com uma família tão numerosa para sustentar, Camilo começa a escrever a um ritmo alucinante, tendo este sido o auge da sua escrita. Com o avançar da sua cegueira, resultado de uma sífilis, Camilo torna-se uma vítima da psicose romântica do suicídio, acabando por se matar com um tiro de pistola em 1890 em Vila Nova de Famalicão, depois de ter perdido a esperança de recuperar a vista e por isso continuar a escrever. Ao longo da sua vida escreveu mais de 270 obras, não deixando que o número afetasse a sua bela escrita, predominantemente com características românticas. Algumas das suas obras mais aclamadas são, por exemplo, “Amor de Perdição”, “Amor de salvação”, “Estrelas Funestas”, “Memórias do Cárcere”, “Onde está a felicidade” e “A queda de um Anjo”.