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Capítulo 05 DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER, Notas de aula de Crescimento

Apofisite da tuberosidade anterior da tíbia; Doença de Osgood-Schlatter;. Síndrome de Osgood-Schlatter. Capítulo 05. DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER ...

Tipologia: Notas de aula

2023

Compartilhado em 16/01/2023

Jandiara62
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Apofisite da tuberosidade
anterior da tíbia; Doença de
Osgood-Schlatter;
Síndrome de Osgood-Schlatter.
MARIANA RIBEIRO MACHADO (1)
ESTELA DE JESUS SILVA (1)
LAYANNE EMANOELE VIEIRA APOLINÁRIO (1)
BIANCA DOS SANTOS MEYER (1)
PAULA DE CÁSSIA NUNES ASSUNÇÃO GUIMARÃES (1)
VITÓRIA LOPES SOARES CORDEIRO (1)
JOÃO OTÁVIO SILVA SCHMIDT (1)
JOSUÉ TORREJON ALI (1)
HELEN FARIAS (1)
LUCAS RIBAS MIRANDA (1)
Pedro Henrique Ribeiro (2)
Paulo Sérgio Martins Castelo Branco (2)
1
Discente Medicina Universidade Estácio de Sá Campus Ulysses e Mora Guimarães;
2 Docente Medicina Universidade Estácio de Sá Campus Ulysses e Mora Guimarães.
Palavras-chave:
Apofisite da tuberosidade anterior da tíbia; Doença de Osgood-Schlatter;
Síndrome de Osgood-Schlatter.
Capítulo 05
DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER
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Apofisite da tuberosidade

anterior da tíbia; Doença de

Osgood-Schlatter;

Síndrome de Osgood-Schlatter.

MARIANA RIBEIRO MACHADO (1)

ESTELA DE JESUS SILVA (1)

LAYANNE EMANOELE VIEIRA APOLINÁRIO (1)

BIANCA DOS SANTOS MEYER (1)

PAULA DE CÁSSIA NUNES ASSUNÇÃO GUIMARÃES (1)

VITÓRIA LOPES SOARES CORDEIRO (1)

JOÃO OTÁVIO SILVA SCHMIDT (1)

JOSUÉ TORREJON ALI (1)

HELEN FARIAS (1)

LUCAS RIBAS MIRANDA (1)

Pedro Henrique Ribeiro (2)

Paulo Sérgio Martins Castelo Branco (2)

1 Discente – Medicina Universidade Estácio de Sá Campus Ulysses e Mora Guimarães;

2 Docente – Medicina Universidade Estácio de Sá Campus Ulysses e Mora Guimarães.

Palavras-chave:

Apofisite da tuberosidade anterior da tíbia; Doença de Osgood-Schlatter;

Síndrome de Osgood-Schlatter.

Capítulo 05

DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER

INTRODUÇÃO

A doença de Osgood-Schlatter (OSD) é uma apofisite de tração da tuberosidade anterior da tíbia, que ocorre devido ao esforço de repe- tição do músculo quadríceps, além da avulsão crônica do tubérculo tibial (KANEUCHI, Y. et al., 2018 ), que geram microtraumas repetidos na tuberosidade anterior da tíbia (TAT) durante a formação do centro de ossificação secundário. Foi descrita em 1903, por Osgood nos Estados Unidos e por Schlatter na Alemanha, e se carac- teriza por dor na região anterior do joelho, edema, aumento da sensibilidade local acompa- nhada do aumento de volume da tuberosidade anterior da tíbia (CASTILHO; SILVA, 2009). A patologia é uma condição que acomete normalmente crianças e adolescentes que praticam atividades esportivas. Em meninos, geralmente ocorre na idade de 10 a 15 anos e nas meninas na idade de 8 a 14 anos. O apare- cimento dos sintomas ocorre durante a fase de “estirão de crescimento” principalmente dos jovens que possuem uma prática regular de ati- vidade física, sobretudo nos praticantes de fute- bol, basquete, vôlei e ginástica, pois requerem flexão e extensão repetitivas do joelho (HANADA; et al., 2012; LADENHAUFA ; et al., 2020; VALDIVIEZO; 2012). É sugerido que alguns fatores de risco asso- ciados ao desenvolvimento de Osgood- Schlatter sejam o crescimento epifisário, fato- res traumáticos, fatores mecânicos e variantes anatômicas, além da flexibilidade. A tensão nos músculos quadríceps também pode aumentar a tração do tendão da rótula na placa de crescimento na parte superior da tíbia, causando a doença (LUCENA, 2010). O tratamento da OSD tem como objetivo principal a diminuição da dor e edema na região de tuberosidade tibial (VAISHYA et al., 2016). É recomendado para a maioria dos pacientes o tratamento conservador, entretanto, em alguns casos, o tratamento cirúrgico é aconselhado (VAISHYA et al., 2016; MUN & HENRIKUS, 2021 ). O objetivo deste estudo foi reunir as princi- pais informações a respeito da OSD, ampliando a disseminação do conhecimento a cerca da mesma, facilitando o diagnóstico e tratamento, fazendo-se especialmente necessário após se verificar a escassez de conteúdo atualizado so- bre a OSD escritos em português.

MÉTODO

A metodologia utilizada na construção des- se capítulo de livro foi a revisão integrativa da literatura, realizada através do método PVO, onde o P representa a Patologia pesquisada, o V representa as Variáveis, e O os Outcomes (desfecho). P – Síndrome de Osgood-Schlatter - Artigos onde um dos problemas seja a Síndrome de Osgood-Schlatter. V – Fatores de risco - Artigos que tragam variáveis que podem ter levado a esse desfecho, como idade e prática de atividades físicas. O – Diagnóstico - Como se conduziu esse desfecho, independente da forma (pois depende das variáveis). A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS, Latindex E MEDLINE, além de teses de doutorado, nos idiomas inglês, português ou espanhol, publi- cados nos últimos 15 anos. As palavras chaves usadas foram “Síndrome de Osgood Schlatter”, “Doença de Osgood Schlatter” e “Apofisite da tuberosidade anterior da tíbia”. Os dados foram

Quadro 5.1 Características gerais dos estudos incluídos neste trabalho Título Autores Tipo de estudo Contribuições A systematic review on conservative treatment options for Osgood-Schlatter disease Neuhaus, Cornelia et al., 2021 Revisão de literatura O estudo demonstrou que não existe evidência sobre a eficácia de programas de exercícios específicos como o alongamento para pacientes com OSD e que existem poucas evidências para o uso de injeções com anestésico local para a doença. Levantou a necessidade de mais ensaios clínicos randomizados que visem analisar a eficácia dos tratamentos propostos para a OSD. Long-term Prognosis and Impact of Osgood- Schlatter Disease 4 Years After Diagnosis Guldhammer et al., 2019 Estudo de coorte retrospectivo A OSD nem sempre é autolimitada, nesse sentido, ao analisar os participantes, o estudo demonstrou diminuição da qualidade de vida e da função autorrelatada pelos pacientes com dores contínuas decorrentes da OSD, além de prejuízo na prática de atividade física. Enfermedad de Osgood-Schlatter Miranda et al., 2019 Relato de caso O estudo acompanhou através de radiologias realizadas durante 3 anos um paciente de 11 anos (na época do diagnóstico) com OSD. Foi observado aumento da avulsão de ambas as tuberosidades tibiais anteriores. Apesar disso, não houve aumento da dor ou modificação no tratamento inicial, que foi conservador. Surgical Treatment Outcomes of Unresolved Osgood- Schlatter Disease in Adolescent Athletes Mum & Henrikus, 2021 Relato de caso O trabalho buscava elucidar o resultado do tratamento intervencionista da OSD em jovens atletas, concluindo que o a abordagem cirúrgica pode ser uma boa escolha para os casos em que os sintomas são persistentes, entretanto, destacou que é necessária uma população maior para melhor análise dos dados. Enfermedad de Osgood-Schlatter en un paciente de 23 años Carboni et al.,

Relato de caso Apontou que o início do desenvolvimento da OSD está mais relacionada à idade de desenvolvimento ósseo do indivíduo, que diretamente à idade cronológica. Fracturas de la tuberosidad anterior de la tibia en adolescentes con esqueleto inmaduro Levy et al., 2011 Estudo de caso controle Demonstrou a importância da diferenciação da fratura da TAT para a OSD para o tratamento adequado, visto que é mais comum a necessidade de tratamento cirúrgico na fratura da TAT que na OSD. Evaluating anterior knee pain Hong & Kraft, Revisão de literatura O artigo descreve algumas das causas comuns e menos comuns da dor na região anterior do joelho, como Bursite, Condromalácia, Doença de Osgood Schlatter, fraturas patelares, subluxação patelar e outras, abordando o diagnóstico e tratamento para cada condição, bem como pontos-chave. Osgood–Schlatter disease: a 2020 update of a common knee condition in children Ladenhauf, et al., 2020 Revisão de literatura Ressaltou o atual padrão de diminuição da diferença de prevalência da OSD na distribuição por sexo, devido ao aumento da participação de mulheres jovens em esportes de alto impacto.

Relationship between the clinical findings and radiographic severity in Osgood– Schlatter disease Hanada et al., 2012 Estudo transversal O estudo apontou que a idade média dos meninos era significativamente maior que a das meninas no momento do desenvolvimento da OSD. Mostrou também que os pacientes em um est ágio ósseo posterior apresentaram maior grau de gravidade da doença e que os meninos e meninas que tinham menos peso ou índice de massa corporal apresentaram menor gravidade da OSD. Osgood-Schlatter Disease as a Possible Cause of Tibial Tuberosity Avulsion Carius, Brandon et al., 2021 Relato de caso Demonstrou que quando o paciente não diminui a intensidade das atividades, o microtrauma contínuo da tuberosidade tibial pode levar à avulsão óssea em populações pediátricas. Apesar do manejo conservador com imobilização do membro ser uma opção, a fixação cirúrgica demonstra melhores resultados. Prevalência e fatores associados da síndrome de Osgood- Schlatter em uma amostra populacional de adolescentes brasileiros Lucena, 2010 Estudo transversal Demonstrou que, no Brasil, a prevalência da OSD na população analisada foi de 9,8%, sem diferenças entre os sexos e que a prática regular de esportes na puberdade e o encurtamento do músculo reto femoral foram os principais fatores associado à presença de doença. A prevenção da doença em jovens durante a fase de crescimento pode ser alcançada concentrando-se no alongamento muscular adequado antes atividades esportivas. Doença de Osgood Schlatter - Revisão Bibliográfica e Proposta de Tratamento Castilho & Silva, 2009 Revisão de literatura Constatou que há pequena parcela de trabalhos que abordem o tratamento fisioterapêutico da OSD, por isso, elaborou uma nova proposta de tratamento e prevenção da OSD através de exercícios de alongamentos, exercícios resistidos, propriocepção e eletroterapia. Pathogenic Factors Associated With Osgood-Schlatter Disease in Adolescent Male Soccer Players Watanabe et al., 2018 Estudo de coorte prospectivo O trabalho aponta que a altura, peso, IMC, tensão do músculo quadríceps femoral nas pernas de chute e apoio, e tensão do músculo gastrocnêmio, tensão do músculo solear e arco longitudinal medial na sustentação perna, foram os fatores patogênicos associados à OSD na perna de apoio de jogadores de futebol adolescentes do sexo masculino. Bony Maturity of the Tibial Tuberosity With Regard to Age and Sex and Its Relationship to Pathogenesis of Osgood-Schlatter Disease Kaneuchi et al., 2018 Estudo transversal O trabalho concluiu que o processo de maturação ó ssea ocorreu 1 a 2 anos antes nas participantes do sexo feminino em comparação com participantes do sexo masculino e que o risco de OSD aumenta com a idade nos homens, mas não nas mulheres. Além disso, também apontou que preval ência da OSD sintomá tico tendeu a aumentar com a idade e maturidade óssea. Apophysitis of the Tibial Tuberosity (Osgood-Schlatter Disease): A Review Vaishya, et al., 2016 Revisão de literatura Traz interessante contribuição sobre o tratamento cirúrgico, apontando que a cirurgia pode ser indicada principalmente apó s a fusão da apó fise e que a excisão do ossículo é o mé todo cir úrgico comum, sendo opcional a retirada de quaisquer proeminê ncias da tuberosidade tibial. Enfermedad de Osgood- Schlatter. Reporte de un caso Valdiviez, 2012 Relato de caso Reforçou a eficiência do tratamento conservador com descanso, gelo, anti-inflamatórios e fisioterapia para a melhora do quadro da OSD.

(idades 14-18 anos); e a fase óssea (idades> 18 anos) (WATANABE et al., 2018 ). A maior frequência dos acometimentos acontece no estágio apofisário (idade 11–14), causado por inflamação de fricção repetida do músculo quadríceps na cartilagem epifisária do tubérculo tibial. Logo, tensão repetitiva no ponto de inserção no tendão patelar pode re- sultar em pequenas fraturas por avulsão que ocorrem na TAT. Posteriormente, estes são seguidos por es- clerose e fragmentação do tubérculo tibial com inchaço e dor intensa dos tecidos moles, que pode levar a não união deste centro de ossificação secundário e subsequente aumento ósseo do tubérculo da tíbia (LADENHAUF et al., 2020 ). Manifestações Clínicas As principais manifestações clínicas que podem ser observadas são as dores intensas no joelho, especialmente após esforços que necessitem de uma forte contração do músculo quadríceps, revelando uma proeminência óssea bastante visível ao movimentar-se. Além da dor, o quadro clínico é acompanhado de edema, calor no local, aumento de volume do tubérculo tibial e incapacidade de movimentar o joelho em posição flexionada (LUCENA, 2010 ; LADENHAUF et al., 2020 ). Diagnóstico O diagnóstico é clínico, toma por base o resultado de um exame físico, porém, normal- mente utiliza-se alguns exames de imagem também (LADENHAUF et al., 2020 ). Na anamnese, pacientes com OSD relatam dor anterior no joelho que aumenta com ativi- dade física frequente. O desconforto anterior do joelho pode ser exacerbado por ajoelhado ou agachado, subindo ou descendo colinas ou inclinações, subindo ou descendo escadas, le- vantando-se da posição sentada ou permane- cendo na mesma posição por muito tempo. No exame físico, o joelho afetado pode se apresentar com leve inchaço, sensibilidade do tubérculo tibial e possível espessamento do ten- dão patelar (LADENHAUF et al., 202 0; HONG & KRAFT, 2014). Em geral, o diagnóstico de OSD pode ser obtido clinicamente sem avaliação radiológica. Contudo, a imagem do joelho é recomendada para diagnosticar ossículos livres e descarta ainda outras condições como lesões ósseas, tumores ou infecções. Quando solicitar ima- gens radiográficas, deve-se ter em mente que ainda é discutível se a fragmentação do tubér- culo tibial é um processo patológico concomi- tante com OSD ou se mostra apenas um estágio fisiológico de ossificação. Além disso, varreduras rápidas podem ser obtidas, como ultrassom que nos mostra um espessamento edematoso da inserção do tendão patelar, ressonância magnética também pode mostrar espessamento do tendão patelar ou tomografia computadorizada (LADENHAUF et al., 2020; CARBONI et al., 2010 ). Tratamento O objetivo principal no tratamento é a redução da dor e do inchaço na tuberosidade da tíbia. Para isso, podemos fazer o uso do trata- mento conservador ou do tratamento cirúrgico, sendo o tratamento conservador recomendado na maioria dos casos (VAISHYA et al., 2016; VALDIVIEZO, 2012). Tratamentos conservadores incluem imobilização controlada, alongamento e redu- ção da atividade, compressa de gelo, anti- inflamatórios como o Ibuprofeno e Naproxeno usados em curtos períodos. Atualmente existem vários estudos sobre injeção de dextrose, lido- caína ou plasma autólogo, condicionado no

tendão patelar para fornecer alívio sintomático também. (VAISHYA et al., 2016 ; VALDIVI- EZO, 2012). A diminuição das atividades é especialmente importante, pois quando o paci- ente não reduz a intensidade das atividades, o microtrauma contínuo da tuberosidade tibial pode levar à avulsão óssea em populações pedi- átricas (CARIUS et al., 2021). Todavia, a con- duta de cessar atividades até que a dor diminua pode levar a implicações sérias sobre as atividades ao longo prazo, se a dor durar por vá- rios anos, faz-se importante tentar maneiras de manter o paciente ativo, sem agravamento da dor (GULDHAMMER et al., 2019). Já o tratamento cirúrgico é indicado quando a dor persiste apesar das medidas de tratamento conservador e após a maturação óssea. Realizada por um cirurgião ortopédico, o pro- cedimento consiste em uma excisão aberta do ossículo, tuberculoplastia e reparo do tendão patelar ao osso com âncora de sutura em cada caso, procedimentos artroscópicos e procedi- mentos bursoscópicos. As recomendações pós- cirúrgicas são de repouso por quatro semanas, evitando realizar atividades que causem dor, aplicação de gelo local por 20 minutos, durante sete dias, e posteriormente, o paciente deve ser encaminhado para a reabilitação. Neste momento, a prioridade é o fortalecimento muscular, treinamento da marcha e o controle da dor, visando restaurar a funcionalidade do joelho. Para isso, são recomendados exercícios para a melhora dos músculos, quadríceps, is- quiotibiais e gastrocnêmio (VAISHYA et al., 2016 ; VALDIVIEZO, 2012; MUN & HENNRIKUS et al., 2021 ).

CONCLUSÃO

A doença de Osgood-Schlatter é uma con- dição que pode estar associada a um surto de crescimento (NEUHAUS et al., 2021 ), bem como a prática de esportes que envolvem cor- rida, salto (NEUHAUS et al. 2021 ), principal- mente o basquete, vôlei e futebol (NEUHAUS et al.; 2021). Além de fatores como o índice de massa corpórea que influenciam na gravidade da doença (HANADA et al., 2012 ). O diagnós- tico é clínico e radiológico (MIRANDA et al., 2019), com apresentação no exame físico de proeminência localizada no tubérculo tibial (HONG & KRAFT ,2014) com a possibilidade da doença se apresentar de forma autolimitada, geralmente no fim da infância e os sintomas desaparecerem sem necessidade de tratamento (VAISHYA et al., 2016; WATANABE et al., 2018). Porém, em casos que a doença evolui com dores contínuas e interfere na qualidade de vida (GULDHAMMER, C. et al., 2019), a aborda- gem incluiu tratamento conservador (NEU- HAUS et al. ; LEVY et al., 2011 ; CARIUS et al., 2021) com restrição de atividades físicas ou esportivas, evitar atividades que causem dor, tratamento farmacológico, reabilitação com exercícios de fortalecimento, imobilização gessada, (VALDIVIEZO, 2012) e alongamento (NEUHAUS et al.; 2021; CASTILHO & SILVA, 2009). Caso o tratamento conservador não seja suficiente para melhorar as dores que podem se tornar incapacitantes, a intervenção cirúrgica por meio da excisão do ossículo (MUN & HENRIKUS, 2021; VAISHYA et al., 2016) pode ser uma opção para indivíduos que al- cançarem a maturidade esquelética (MUN & HENRIKUS, 2021) após a fusão da apófise (VAISHYA et al., 2016). Indicações cirúrgicas são raras (VAISHYA et al., 2016), sendo mais realizadas principal- mente para atletas voltarem a praticar esportes (MUN & HENRIKUS, 2021). Neste caso, é importante o acompanhamento com fisioterapia no pós-cirúrgico (CASTILHO & SILVA,

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARBONI, M. B. et al. Enfermedad de Osgood- Schlatter en un paciente de 23 años: informe de un caso. Revista Asociação. Argentina de Ortopedia Traumatologia, v. 75, n.4, p. 388, 2010. CARIUS, B. et al. Osgood-Schlatter Disease as a Possible Cause of Tibial Tuberosity Avulsion. Cureus, v.13 p.2, 2021. CASTILHO, F.R. & SILVA, S.A. Doença de Osgood Schlatter - Revisão Bibliográfica e Proposta de Tratamento. Revista Inspirar, v. 1, n.2, p.24, 2009. GULDHAMMER C.; et al. Long-term Prognosis and Impact of Osgood-Schlatter Disease 4 Years After Diagnosis: A Retrospective Study. The Orthopaedic Journal of Sports Medicine, v. 31, p. 10, 2019. HANADA, M. et al. Relationship between the clinical findings and radiographic severity in Osgood–Schlatter disease. Open Access Journal of Sports Medicine, v. 3, p.17, 2012. HONG, E. & KRAFT, M.C. Evaluating anterior knee pain. Med Clin North Am, v. 98, n.4, p. 697, 2014. KANEUCHI, Y. e t al. Bony Maturity of the Tibial Tuberosity With Regard to Age and Sex and Its Relationship to Pathogenesis of Osgood-Schlatter Disease. The Orthopaedic Journal of Sports Medicine, v.6, n.1, p.8, 2018. LADENHAUF, H. N. et al. Osgood–Schlatter disease: a 2020 update of a common knee condition in children. Current Opinion in Pediatrics, v. 32, n.1, p.107, 2020. LEVY, E_. et al._ Fracturas de la tuberosidad anterior de la tíbia en adolescentes con esqueleto inmaduro. Revista Asssociação Argentina Ortopedia e Traumatologia, v. 77, p. 39, 2011. LUCENA, G.L. Prevalência e fatores associados da síndrome de Osgood-Schlatter em uma amostra populacional de adolescentes brasileiros [Tese]. Rio Grande do Norte: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2010. MIRANDA, P. et al. Enfermedad de Osgood-Schlatter. Revista Cubana de Ortopedia y Traumatología, v.33, n.1,

MUN, F. & HENRIKUS W. L. Surgical Treatment Outcomes of Unresolved Osgood-Schlatter Disease in Adolescent Athletes. Case Reports in Orthopedics, v.2021, 2021. NEUHAUS, C. et al. A systematic review on conservative treatment options for OSGOOD-Schlatter disease. Physical Therapy in Sport. V. 49, p. 178, 2021. VAISHYA, R. et al. Apophysitis of the Tibial Tuberosity (Osgood-Schlatter Disease): A Review. Cureus v. 8,9, p.13, 2016. VALDIVIEZO, A. A. Enfermedad de Osgood-Schlatter. Reporte de un caso clinico. Revista Electrónica de PortalesMedicos.com, 2012. Disponível em: < https://www.portalesmedicos.com/publicaciones/articles /4390/1/Enfermedad-de-Osgood-Schlatter-Reporte-de- un-caso-clinico.html>. WATANABE, H. et al. Pathogenic Factors Associated With Osgood-Schlatter Disease in Adolescent Male Soccer Players: A Prospective Cohort Study. Orthophaedic Journal Sports Medicine. v. 6, 2018.