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Capítulo 2 - Escoamento, Slides de Hidráulica

Cap2 - Escoamento. Introdução a conceitos básicos e exercícios resolvidos.

Tipologia: Slides

2020

Compartilhado em 21/01/2020

kalina-franquini-9
kalina-franquini-9 🇧🇷

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Hidráulica 13
2. ESCOAMENTO: CONCEITOS BÁSICOS
“Construímos muros demais e pontes de menos.”
Isaac Newton
2.1 Tipos e regimes de escoamento
Qual a diferença entre um conduto forçado e um conduto livre?
Condutos livres: estão sujeitos a pressão atmosférica, pelo menos em um ponto da
sua seção de escoamento.
Exemplos: canais, calhas, drenos, galerias pluviais, etc.
Condutos forçados: quando um líquido (ex.: água) escoa confinado em um conduto
de seção fechada com pressão diferente da pressão atmosférica tem-se um escoamento
forçado ou sob pressão. Em condutos forçados o movimento pode se efetuar em qualquer
sentido do conduto. As seções desses condutos são, em geral, de seção circular.
Exemplos: instalações hidráulicas prediais (água fria, água quente e combate à
incêndio), sistemas de abastecimento de água (adutoras e redes) e tubulações de sucção
e recalque.
Figura 2.1 – Condutos livres e condutos forçados.
Funcionamento:
Por gravidade: aproveitando a declividade do terreno.
Por recalque (bombeamento): vencendo desníveis entre os pontos de
captação e de utilização.
a) Escoamento por gravidade b) Escoamento por recalque
Figura 2.2 – Escoamento por gravidade e por recalque.
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2. ESCOAMENTO: CONCEITOS BÁSICOS

“Construímos muros demais e pontes de menos.” Isaac Newton

2.1 Tipos e regimes de escoamento

Qual a diferença entre um conduto forçado e um conduto livre?

Condutos livres: estão sujeitos a pressão atmosférica, pelo menos em um ponto da sua seção de escoamento.

Exemplos: canais, calhas, drenos, galerias pluviais, etc.

Condutos forçados: quando um líquido (ex.: água) escoa confinado em um conduto

de seção fechada com pressão diferente da pressão atmosférica tem-se um escoamento

forçado ou sob pressão. Em condutos forçados o movimento pode se efetuar em qualquer sentido do conduto. As seções desses condutos são, em geral, de seção circular.

Exemplos: instalações hidráulicas prediais (água fria, água quente e combate à incêndio), sistemas de abastecimento de água (adutoras e redes) e tubulações de sucção e recalque.

Figura 2.1 – Condutos livres e condutos forçados.

Funcionamento:  Por gravidade: aproveitando a declividade do terreno.  Por recalque (bombeamento): vencendo desníveis entre os pontos de captação e de utilização.

a) Escoamento por gravidade b) Escoamento por recalque Figura 2.2 – Escoamento por gravidade e por recalque.


Problema prático: Como fazer o dimensionamento das tubulações utilizadas para transportar água nos projetos de engenharia?

 Dimensionar uma tubulação é especificar o seu diâmetro (no caso de seções

circulares) de forma a atender a demanda (vazão, velocidade e pressão mínimas) e os critérios de segurança (velocidade e pressão máximas) estabelecidos por norma. As principais equações utilizadas para dimensionar as tubulações são a equação da continuidade e a equação da energia.

2.2 Equação da energia

Para escoamento permanente e incompressível (ρ = cte) em um tubo ou duto, e em situação ideal (sem atrito), a equação da energia, também conhecida como teorema de Bernoulli, pode ser escrita na forma:

2 tan 2

V p (^) gz cons te 

   (^) (2.1)

Se dividirmos a equação 2.1 por g, obteremos outra forma: 2 2

V p (^) z H g g

   (^) (2.2)

Aqui H é a altura de carga total do escoamento; ela mede a energia mecânica total em unidades de comprimento (m).

A experiência não confirma rigorosamente o teorema de Bernoulli porque os fluidos reais se afastam do modelo perfeito. Os principais responsáveis pela diferença são a viscosidade e o atrito externo. O escoamento somente se processa com uma perda de energia, a perda de carga, que é energia dissipada na forma de calor. Para escoamento com uma entrada (1) e uma saída (2) unidimensionais, a equação da energia pode ser escrita na forma:

z H

p

g

V

z e

p

g

V

   máq    2 

2

2 2 1

1

2 1

(2.3)

em que: emáq é a energia mecânica (máquina hidráulica); ΔH é a perda de carga (m).

  • A perda de carga representa a energia gasta para vencer as forças de atrito no deslocamento da partícula entre os pontos 1 e 2.

2.3 Linha de Energia e Linha Piezométrica

Considere o formato mais geral da equação da energia para escoamento permanente (sem máquina hidráulica atuando no sistema):


 No caso de fluidos reais em escoamento permanente, a linha de energia (LE) diminui ao longo da trajetória, no sentido do escoamento, como conseqüência do trabalho realizado pelas forças resistentes.

2.4 Velocidade de atrito

Considere o escoamento de um fluido ideal, incompressível, em regime permanente em um tubo circular de diâmetro constante. O balanço de forças em equilíbrio é dado por:

Figura 2.5 – Equilíbrio de forças no escoamento permanente. Fonte: Porto, 2006.

Fx p 1 A p 2 A^0 PLWsen^0

(2.7)

em que:  0 é a tensão média de cisalhamento (N/m 2 );

P é o perímetro da seção (m); W é o peso de fluido (N)

como: L

sen  z^2 z^1 e W  .A.L. A equação 2.7 fica:

( p 1  p 2 )A  0 PL A(z 2 z 1 ) 0 (2.8)

que desenvolvida torna-se:

L A

p z p z P 

  

( 1  1 )(^2  2 )^0 (2.9)

Observando-que a diferença entre os dois primeiros termos da equação é a perda de carga H e definindo como raio hidráulico (Rh), a relação entre área da seção ocupada pelo fluido (A) e perímetro da seção em contato com o fluido (P):

h

h (^) R H L P

R A 

  ^0 (2.10)

Definindo ainda como perda de carga unitária (J) a razão entre a perda de carga (ΔH) e o comprimento do conduto (L), que representa o gradiente ou a inclinação da linha de energia:

R J L

J H    h   (^0) (2.11)

No caso de escoamento forçado em seção circular: 4

R D h ^ então:


D

L

H

O termo H pode ser calculado pela Fórmula Universal de Perda de Carga ou equação de Darcy-Weisbach:

g

v

D

L

H f

2

em que: f é o fator de atrito da tubulação (adimensional)

Substituindo na equação 2.13:

0

2 0 0

(^2) f v

v f D

L

g

v D

L

H f     

(2.14)

A velocidade de atrito ou de cisalhamento é dada por:

 (^0) u*  (2.15)

2.5 Potência Hidráulica de Bombas e Turbinas

 A LE sempre decai no sentido do escoamento, a menos que uma fonte externa de energia seja introduzida.  Turbinas: máquinas hidráulicas que tem a função de extrair energia do escoamento.  Bombas: máquinas hidráulicas que têm a função de fornecer energia ao escoamento.

Figura 2.6 – Máquinas hidráulicas. Fonte: Porto, 2006.

Aplicando o Princípio da Conservação de Energia (PCE) entre um ponto localizado na entrada da máquina (ponto E) e um ponto localizado na saída da máquina (ponto S), resulta em:

(2.16)

Em que: He e Hs são energia por unidade de peso

emaq é a energia fornecida pela bomba (+) ou consumida pela turbina (-) pelo peso

V (^) e^2 2g

pe γ

+Ze +Hbomba -Hturbina =

V (^) s^2 2g

ps γ

+Zs + H (2.17)

O trabalho efetuado por uma máquina é expresso pela quantidade de energia (N x m = Joule) que deve ser transferida a cada unidade de peso (N) do líquido que por ela passa.

A potência é definida como trabalho por unidade de tempo (N x m/s = Watt). A potência hidráulica da máquina (fornecida ou consumida) é:


Para a bomba:

H = Zj - Zm + ΔHm + ΔHj = Zj - Zm + ΔH

Zj - Zm é a altura geométrica de elevação

Para a turbina:

Hu = Zm - Zj - ΔHm - ΔHj =Zm - Zj - ΔH

Zm - Zj é a queda bruta

LEITURA COMPLEMENTAR:

Cap. 1 do Livro Hidráulica Básica (Porto, 2006).

BIBLIOGRAFIA:

BOTELHO , M.H.C. Manual de primeiros socorros do engenheiro e do arquiteto. 2a ed. São Paulo: Ed. Edgard Blücher, 2009.

FOX, R.W.; MCDONALD, A.T.; PRITCHARD, P.J. Introdução à mecânica dos fluidos. 8a ed. Rio de Janeiro: Ed. LTC, 2014.

PORTO, R. M. Hidráulica Básica. 4ed São Carlos: EESC-USP, 2006. 540p.