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Capítulo 5 -Tipos de Bombas, Slides de Hidráulica

Capítulo 5 - Bombas. Introdução a conceitos e exercícios resolvidos.

Tipologia: Slides

2020

Compartilhado em 21/01/2020

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______________________________________________________________________________________
Hidráulica 42
5. SISTEMAS ELEVATÓRIOS - BOMBAS
“Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.”
Ditado popular
5.1. Introdução
A água sempre flui de uma condição de energia maior para outra de energia menor. Ex.:
de um reservatório elevado (altura geométrica maior) para a tubulação.
Como é possível fazer a água fluir para uma
condição de energia maior, como por exemplo de um
reservatório inferior para um reservatório elevado?
Fornecendo energia à água
Sistema elevatório ou de recalque
Sistema elevatório:
Tubulação de sucção liga o reservatório
inferior (R1) à bomba
Conjunto elevatório bomba(s) + motor(es)
elétrico(s) ou a combustão
Tubulação de recalque liga a bomba ao
reservatório superior (R2)
Bomba hidráulica:
Máquina hidráulica que recebe trabalho mecânico, fornecido por outra máquina (ex.:
motor elétrico ou a combustão), e o transfere para o fluido realizar trabalho.
Posição da Bomba:
Bomba Afogada: Oeixo da bomba está
abaixo da cota do nível de água (NA) do
reservatório inferior (R1).
Bomba Não Afogada:O eixo da bomba
está acima da cota do NA do R1.
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pf4
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pf9
pfa
pfd
pfe
pff

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5. SISTEMAS ELEVATÓRIOS - BOMBAS

“Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.”

Ditado popular

5.1. Introdução

A água sempre flui de uma condição de energia maior para outra de energia menor. Ex.:

de um reservatório elevado (altura geométrica maior) para a tubulação.

Como é possível fazer a água fluir para uma

condição de energia maior, como por exemplo de um

reservatório inferior para um reservatório elevado?

Fornecendo energia à água

Sistema elevatório ou de recalque

Sistema elevatório:

 Tubulação de sucção – liga o reservatório

inferior (R 1 ) à bomba

 Conjunto elevatório – bomba(s) + motor(es)

elétrico(s) ou a combustão

 Tubulação de recalque – liga a bomba ao

reservatório superior (R 2 )

Bomba hidráulica:

Máquina hidráulica que recebe trabalho mecânico, fornecido por outra máquina (ex.:

motor elétrico ou a combustão), e o transfere para o fluido realizar trabalho.

Posição da Bomba:

Bomba Afogada: O eixo da bomba está

abaixo da cota do nível de água (NA) do

reservatório inferior (R 1 ).

Bomba Não Afogada: O eixo da bomba

está acima da cota do NA do R 1.

5.2. Parâmetros Hidráulicos

Aplicando o princípio da conservação da energia para uma tubulação com bomba hidráulica:

2 12

2

2 2 1

1

2 1

+ + + = + + Z +∆ H −

p

g

V

Z H

p

g

V

 

 = + + +∆ − − + + 1

1

2 1 2 12

2

2 2

Z

p

g

V Z H

p

g

V H  

Onde: H é a altura total de elevação da bomba;

Altura manométrica: (^112)

1 2

2

= + − − Z +∆ H −

p

Z

p

Hm

Altura total de elevação: Hm

g

V

g

V

H = − +

2 1

2 2

Em alguns casos a carga cinética pode ser desprezada e a altura total de elevação se

iguala a altura manométrica:

H ≅ H m

Conjunto elevatório - composto de vários componentes com rendimentos diferentes - uma

potência associada para cada componente e para cada altura de bombeamento.

Potência de um conjunto elevatório:

Nem toda a potência que é fornecida pelo motor ao eixo da bomba é aproveitada

pelo rotor, parte é perdida nos mancais do eixo e gaxetas, parte é perdida no interior da

bomba em conseqüência de perdas hidráulicas.

( kW )

QH

Pot

( cv )

QH

Pot

3

Pot é a potência;

Q é a vazão (m

3 /s);

H é a altura total de elevação da bomba (m);

η é o rendimento global do conjunto elevatório.

4

24

h DR = Q

Em que:

DR é o diâmetro da tubulação de recalque (m);

Q é a vazão de recalque (m³/s);

h é o número de horas de funcionamento da moto-bomba (horas/dia).

  • Diâmetro de sucção: Adota-se o diâmetro comercial imediatamente superior ao diâmetro de

recalque.

5.4. Curvas Características

 Curva característica de uma máquina hidráulica (bomba ou turbina) –

representação gráfica ou em forma de tabela das funções que relacionam os diversos

parâmetros envolvidos em seu funcionamento.

 Curva característica de uma bomba (CCB) – obtida experimentalmente, para cada

vazão recalcada (Q) são medidas a altura de elevação (H) (com manômetros) e o

torque da máquina (para cálculo do rendimento).

 O ensaio é repetido para outros diâmetros de rotor e os resultados, H=f(Q), Pot = f(Q)

e η = f(Q), lançados em gráficos.

Qual é a “disponibilidade de energia” que a bomba pode fornecer para o

sistema?

Curva Característica da Bomba (CCB)

CCB

Curva característica da tubulação:

A curva característica do sistema ou da tubulação (CCS ou CCT) pode ser obtida

pela equação:

2

E = H = Hg + K. Q

Em que o termo K.Q

2 representa a perda de carga (sucção e recalque):

E = H = Hg +∆ Hs +∆ H R

Curva Característica da Tubulação (CCT)

Determinação do ponto de funcionamento:

O ponto de funcionamento (ou de operação) da bomba é obtido pelo cruzamento

das curvas características da bomba e da tubulação. O ponto de funcionamento deve

corresponder ao ponto ótimo de rendimento da bomba.

Ponto de funcionamento ou de operação.

Para que serve a rotação específica?

Para caracterizar a forma (geometria) do rotor e classificar o tipo de bomba.

Classificação das bombas

Ns Tipo de bomba

< 90 Radial centrífuga lenta

90 a 130 Radial centrífuga normal

130 a 220 Radial centrífuga rápida

220 a 440 Mista

440 a 500 Semi axial

> 500 Axial

Relações de semelhança

No estudo e desenvolvimento de máquinas hidráulicas, utiliza-se a teoria da semelhança

para prever o desempenho de um protótipo a partir de ensaios em modelos em escala reduzida,

ou as alterações de vazão, altura manométrica e potência em máquinas geometricamente

semelhantes, em função da rotação ou mudança do diâmetro do rotor. Parte-se da suposição

que máquinas geometricamente semelhantes trabalham em condições de semelhança, desde

que tenham o mesmo rendimento. As leis de semelhança que governam as relações entre

pontos homólogos (mesma eficiência) são:

2

2

1

2

2

1

2

1 

 ⋅ 

D

D

n

n

H

H

3

2

1

2

1

2

1 

 ⋅ 

D

D

n

n

Q

Q

5

2

1

3

2

1

2

1 

 ⋅ 

D

D

n

n

Pot

Pot

Influência da rotação no funcionamento da bomba

 Um mesmo tipo de bomba pode ser acionado por um motor de rotação n 1 ou por

outro de rotação n 2 ;

 Isto muda a faixa de aplicação da bomba;

 Dada a relação entre altura manométrica e vazão H= f(Q), numa dada rotação n 1 ,

podem-se determinar outras variáveis para uma rotação n 2 :

1 1

2 2 Q n

n Q = (^1)

2

1

2 (^2)  H 

n

n H (^) 1

3

1

2 2 Pot n

n Pot

Dada a relação entre altura

manométrica e vazão H= f(Q) de

uma bomba, numa dada rotação

n 1 , pode-se a H= f(Q)na rotação

n 2 :

Os pontos A 1 e A 2 são chamados

homólogos. O mesmo vale para

B 1 e B 2  São pontos de mesma

eficiência

Aplicação: Em algumas situações é desejável que a bomba funcione com outros

valores de vazão ou altura manométrica, uma das maneiras de fazer isso é mudando

a rotação da bomba. Como, por exemplo, em elevatórias de água ou esgoto em que

a vazão varia em função do horário e/ou dia da semana

Influência do diâmetro do rotor

 Se o diâmetro do rotor for modificado (de D 1 para D 2 ), as curvas características de

uma bomba operando na mesma rotação, apresentam as seguintes relações com

as características originais:

1

3

1

2 2 Q D

D Q

 = (^1)

2

1

2 2 H D

D H

 = (^1)

5

1

2

  1. Pot D

D Pot

 Das relações acima se conclui que a troca do diâmetro do rotor altera mais a vazão

do que a altura manométrica, seguido de uma forte variação na potência necessária,

uma vez que a relação é diretamente proporcional à quinta potência da relação de

diâmetros;

Aplicação: partindo do rotor de projeto (D 1 ), o fabricante diminui o diâmetro do rotor

( usinagem ou corte no rotor ), e obtém as novas curvas características, que se

deslocam para baixo (D 2 a D 5 ), conforme mostra a figura. Este recurso é utilizado

pelos fabricantes para permitir a utilização da bomba para faixas mais amplas de

vazão e/ou altura manométrica, sem alteração nas demais peças constitutivas da

bomba.

5. 7. Escolha do conjunto motor- bomba:

A especificação de uma bomba para atender uma certa condição de projeto é um dos

principais problemas práticos que se apresentam em vários campos da engenharia.

Vamos supor que uma instalação elevatória está sendo dimensionada para uma vazão

e uma altura manométrica.

Problema prático: Como escolher (especificar) o modelo de bomba que deve ser

instalado?

Em grandes unidades, recorre-se à rotação específica como um dos parâmetros para

a escolha da bomba, enquanto nos casos mais frequentes utilizam-se os catálogos dos

fabricantes. Neste caso:

 Qual o catálogo que devemos consultar?

 Como especificar uma bomba para funcionar no ponto de máximo rendimento?

Procedimento de especificação de bombas:

  1. Pré-seleção de bombas: Para os principais tipos de bombas, fixada uma

determinada rotação*, os catálogos dos fabricantes apresentam mosaicos de utilização:

  • Junção de quadrículas de uma série de bombas num diagrama - visualização global

de toda a série.

Números dentro das quadrículas:

1° = diâmetro nominal da saída de recalque (mm)

2° = família de diâmetro do rotor (mm).

  1. Escolha definitiva da bomba: determinação do diâmetro do rotor, rendimento no

ponto de funcionamento, potência necessária, etc – consulta, no catálogo, das curvas

características da bomba pré-escolhida.

Catálogos dos fabricantes de bombas (para cada velocidade de rotação):

  1. Gráfico da curva característica: altura de elevação (H) x vazão (Q), linhas de

isorrendimento;

  1. Gráfico da variável N.P.S.H. x Q;

  2. Curva: Potência (P) x Q

  • No Brasil, os valores de rotação mais comuns são: 3.500 rpm e 1.750 rpm. Deve-se dar

preferência a valores baixos de rotação, assim, preferencialmente deve-se optar pela

rotação de 1.750 rpm pois geralmente bombas com rotores de baixa rotação exigem menor

manutenção e gasto com energia, comparados à mesma bomba sujeita a uma rotação

maior.

Mosaico de utilização de bombas centrifugas da série KSB-Meganorm, para n=1750 rpm.

Curvas características das bombas KSB-M. 32-160. Curvas características das bombas KSB-M. 50-315.

Como: , , , , portanto:

2

2 2

p

g

V

Z H

p

s

a

O NPSHdisponível é dado por: (^) s

a v d Z H

p p

g

p V NPSH − −∆ 

2 2 2

Para bomba não afogada: (^) s

a v d Z H

p p NPSH − −∆ 

Para bomba afogada:

O NPSHrequerido é a "carga energética líquida requerida pela bomba" para promover

a sucção. Esse NPSH é objeto de estudo do fabricante, sendo fornecido graficamente nos

catálogos.

A energia disponível na instalação para sucção deve ser maior que a energia

requerida pela bomba, logo NPSHdisponível>NPSHrequerido. Caso contrário, haverá cavitação

em decorrência de uma sucção deficiente:

NPSHdisponível - NPSHrequerido> 0,5(folga contra cavitação)

Determinação da Máxima Altura Estática de Sucção:

Pressão atmosférica (pa) e pressão de vapor (pv):

Para água a 20°C: pv= 0,

 

 

 − ⋅

1000

760 0 , 081 13 , 6

pa h

5.9. Instalação, Operação e Manutenção de Bombas

Recomendações para Tubulação de Sucção

 A tubulação de sucção, tanto quanto possível deve ser curta e reta, evitando

perdas de carga e totalmente estanque impedindo a entrada de ar;

 Curvas e acessórios, quando necessários deverão ser projetadas e instaladas de

modo a propiciar menores perdas de carga. Ex.: curva de raio longo ou médio.

 Em bombas não afogadas: válvula de pé com crivo – para evitar a entrada de

materiais e manter a tubulação sempre cheia de água;

 Dispositivos de redução excêntrica, com o cone para baixo, de maneira que a

geratriz superior da redução fique em posição horizontal e coincidente com a

geratriz do flange da bomba. Para impedir a formação de bolsas de ar.

Recomendações para Tubulação de Recalque

 Dispositivos para o controle do golpe de aríete;

 A ligação da tubulação de recalque ao flange da bomba deverá ser executada com

uma redução concêntrica, quando seus diâmetros forem diferentes;

 Prever um registro de manobra (registro de gaveta), logo após a boca de recalque

da bomba, de modo a possibilitar a regulagem adequada da vazão e pressão do

bombeamento;

 Entre a bomba e o registro de manobra (válvula de saída) deve-se prever uma

válvula de retenção ou outro dispositivo, que proteja a bomba em caso de parada

brusca do motor.

Esquemas de Montagem das Bombas Centrífugas:

Providências para a Primeira Partida:

 Fixar a bomba firmemente na base.

 Fixar a tubulação de sucção e de recalque.

 Conectar e colocar em funcionamento as tubulações e conexões auxiliares.

 Fazer as ligações elétricas, certificando-se de que todos os sistemas de proteção

do motor encontram-se devidamente ajustados e funcionando.

 Deve-se garantir que a bomba esteja escorvada, cheia de liquido, antes de ser

posta em funcionamento;

 Abrir totalmente a válvula de sucção (quando houver) e fechar a de recalque.

Processos de escorva de bombas:

Antes do início do funcionamento de uma instalação de bombeamento, deve-se

encher a tubulação de sucção com o liquido a ser bombeado (escorva). Os processos