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cargos civis e religiosos, Resumos de História

cargos civis e religiosos em religioes

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 28/08/2020

napolijr
napolijr 🇧🇷

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TENDA DE UMBANDA CATARINA DOS ANJOS, CABOCLO GUARACY DAS MATAS VIRGES E
BOIADEIRO SERAPIÃO
CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS
CARGOS CIVIS E RELIGIOSOS
DA RELIGIÃO DOS ÒRÌSÀ
Observação:
o mais importante que mostrar os cargos religioso de uma casa de santo, para min e dizer que
todos eles tem direito a contribuir ao INSS e a aposentadoria. Peço que divulgue, para não
vermos sacerdotes depois de anos direito a um beneficio do INSS.
Abésùmulè ou Olusùmulè :Sacerdote do Culto a Èsù., o maior e o menor, estes cuido do
Orixá, o Oluponan do oráculo merindinlogun.
Abíyán :1º Cargo dentro da religião. (ambos os sexos). e cargo de conta lavada,
quando a pessoa tem apenas um bori na casa ou dar de comer a cabeça, pode ter ou
não santo arrumado. Mais não vira.
Abore:Sacerdote do Culto dos Òrìsà., oshoboni oni, quer dizer pai de santo ou
babalorixá.
Abòrisa : Seguidor(a) do Culto aos Òrìsà. Terminologia substituída incoerentemente
pelo termo candomblecista.
Àbúrò : Não é cargo religioso (simplesmente é o irmão mais novo), que todos devem
respeito e cuidado.
Adébo :Sacrificador de animais aos Òrìsà.
NB.: Termo totalmente abolido no Brasil. Motivo: Complexo da terminologia "ade -
homossexual".
Ahoun Osun : Homem chefe dos cantores do culto de Osun.
Agibonan: Mãe criadeira. Aquela que mostra/ensina o caminho ao neófito da religião
dos Òrìsà.
Àjimúdà : Sacerdotisa de Oya.
Ajoyé: Cargo de exclusividade feminina - Pessoa encarregada de cuidar e ladear os
Òrìsà, quando incorporados.
Corresponde a ekede do jeje.
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BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS

CARGOS CIVIS E RELIGIOSOS

DA RELIGIÃO DOS ÒRÌSÀ

Observação:

o mais importante que mostrar os cargos religioso de uma casa de santo, para min e dizer que todos eles tem direito a contribuir ao INSS e a aposentadoria. Peço que divulgue, para não vermos sacerdotes depois de anos direito a um beneficio do INSS.

Abésùmulè ou Olusùmulè : Sacerdote do Culto a Èsù., o maior e o menor, estes cuido do

Orixá, o Oluponan do oráculo merindinlogun.

Abíyán : 1º Cargo dentro da religião. (ambos os sexos). e cargo de conta lavada,

quando a pessoa tem apenas um bori na casa ou dar de comer a cabeça, pode ter ou não santo arrumado. Mais não vira.

Abore: Sacerdote do Culto dos Òrìsà., oshoboni oni, quer dizer pai de santo ou

babalorixá.

Abòrisa : Seguidor(a) do Culto aos Òrìsà. Terminologia substituída incoerentemente

pelo termo candomblecista.

Àbúrò : Não é cargo religioso (simplesmente é o irmão mais novo), que todos devem

respeito e cuidado.

Adébo :Sacrificador de animais aos Òrìsà.

NB.: Termo totalmente abolido no Brasil. Motivo: Complexo da terminologia "ade - homossexual". Ahoun Osun : Homem chefe dos cantores do culto de Osun.

Agibonan: Mãe criadeira. Aquela que mostra/ensina o caminho ao neófito da religião

dos Òrìsà.

Àjimúdà : Sacerdotisa de Oya.

Ajoyé: Cargo de exclusividade feminina - Pessoa encarregada de cuidar e ladear os

Òrìsà, quando incorporados. Corresponde a ekede do jeje.

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS

Alágbè : Mestre de Cerimoniais (civis ou religiosos), Cruner de um determinado

conjunto musical. NB.: Tornou-se cargo religioso no Brasil.

Alásé : Cozinheiro dos Òrìsà.

Alãrù : Cargo masculino - Encarregado de levar os ebo.

Apétèbi : Auxiliar feminina do Bàbálàwo. Ela não joga, leva a pessoa para o babalawo.

Ásogba, Apogan, Ejitata e Apotun : Títulos exclusivamente masculinos/cargos

dentro do Culto aos Orìsà Omolu/Obaluaiyé,

Ajágún, Etetu e Boromu. : NB.: A terminologia "Asògún" não e utilizada dentro do culto

aos Òrìsà acima discriminados.

Àràbà : A mais alta autoridade no Culto a Orunmila.

Asògún : Cargo exclusivamente masculino. Literalmente, significa aquele que possui

as bênçãos do Òrìsà Ogún, que é o portador do Obe/Faca. Possui dois auxiliares o Otun e Osi. NB.: somente os filhos do Òrìsà Ogún, podiam ocupar este cargo após iniciação religiosa.

Alagbã : O mais alto cargo do Culto de Egungun.

Alapini: Chefe supremo do Culto a Egungun.

Amúsan ou Amúisan : São os futuros Ojé. No Culto de egungun

Atelero : Que risca os signos junto com o babalawo, numa grande cerimônia grande

mais complexa.

Awoifá/Awo : quem esta aprendendo Ifá, normalmente pessoa que ainda não recebeu ingresso

no culto, ou não passou por uma cerimônia mais séria.

Carijebo : Cargo feminino que passa o ebó

Awere Osun : O principal dos Sacerdotes do Culto de Osun. Cargo exclusivamente masculino. NB.: Cargo determinado através de Ese Odu Onã. O homem que o ocupar, deverá ser omo Osun e não poderá cuidar de outro Òrìsà que não seja Osun.

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS Ìyádagan ( tem a otun e osi ) : Realiza os rituais do ipadé.

Ìyá Efun / Bàbá Efun : Mãe da pintura/encarregada de pintar os iniciados.

Ìyá Egbé : Conselheira da Comunidade. Assessora do Bàbá e Ìyá de Òrìsà., normalmente dado pelos filhos de santos aos seus zeladores.

Ìyá Kékeré : Mãe pequena.

Ìyá Kirun : Responsável pelas adura/reza dos Òrìsà.

Ìyángbá Osun ou yelowo : Mãe responsável por todos os preceitos inerentes à

divindade Òrìsà Osun. NB.: Cargo determinado por Ese Odu Onã. A mulher que ocupa-lo, deverá ser omo Osun e não poderá cuidar de outro Òrìsà que não seja Osun.

Ìyágbásé : A mais antiga das cozinheiras dos Òrìsà.

Ìyálòrìsà : Mãe que cuida de Òrìsà.

Ìyálóde : É o título mais honorífico que uma mulher pode receber. Autoridade

máxima de uma sociedade, tem muito haver com os filhos de Nanã.

Ìyámorò : Encarregada de encaminhar os ebo, após o término do ipadé.

Ìyá Pepe : É quem cuida dos altares dos Òrìsà. feminino de Pegigan

Ìyá Tebese : Encarregada dos cânticos dos Òrìsà., rodante

Ìyáaláàse/Bàbáláàse : sempre o zelador ou zeladora de um pai de santo ou mãe

de santo. Dirigente de uma linhagem sacerdotal, e

Ìyáaláàsoara : Que veste o orixá, principalmente o de yaô e o próprio yiaô. A

quizila deste orixá e a roupa suja.

Ìyá Bãra/Sidagan : Sacerdotisa de Èsù. Qu rodam o pade de Exu.

Iwero Osun : Sacerdote (a) do Culto de Osun, dona do Ekuró.

Magbà/Mogbà : Sacerdote do Culto a Sangó, Ayra, Aganjú, etc.

Obàlàse : É quem cuida dos altares de Òsàlá.

Obàlale : Guardião do Templo de Òsàlá.

Obaoriaté : Cargo dentro do culto de Orunmilá, é um babalorixá com funções similares a de

um babalawo

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS

Ogã : (pronuncia-se Ogam) Qualquer pessoa de ambos os sexos que exerça ou

ocupe altos cargos ou funções civis ou religiosas. No Brasil, tornou-se cargo religioso de exclusividade masculina. NB.: No que diz respeito ao cargo/posto de Ogã, que se lê Ogam, ressaltamos que o Òrisà Nanã é conhecida em terras da África por "Olori Ogã Egbé Àtióro" e Osun é conhecida por "Olori Ogã Egbé Gèlèdè."A palavra Ogã significa em yorubá "Chefe", e é de da sabença geral que esta palavra é comum aos dois gêneros.

Òjè : Sacerdote do Culto de Egúngun.

Ojugbonakan : Homem que tem a função de ensinar,

Oiê de Egun: pessoas que tem cargo para cuidar em caráter restrito de Egun.

Olùponan : Guardião dos Templos de Èsù e Ogún, serve aos sacerdotes dos dois

orixás senhores dos caminhos. é o dono do Merindinlogun

Olu = sr.

Opo = superfície/onde se risca os signos de Ifá

Onan = caminhos.

Oluwo : Título no culto de Ogboni. O mais alto cargo sacerdotal da religião dos

Òrìsà.

Onilú : Literalmente "proprietário/tocador do Ìlu/atabaque". Tornou-se cargo religioso

no Brasil.

Sarapegbé : Porta voz da comunidade (cargo comum aos dois gêneros).sempre

dos filhos da terra.

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS Gbogbo mònríwo Todos os espírito do mònriwo Ilè mo pè o Terra, eu vos chamo! Egúngún o Ó Egúngún! Ki o sare wá jé wa o Vem logo nos ouvir Ki o gbó ìwùre wá Ouve nossas rezas Ilè mo pè o Terra, eu vos chamo! Gbogbo mònríwo Todos os espírito do mònriwo Ilè mo pè o Terra, eu vos chamo! Egúngún o Ó Egúngún! Má jè a ríkú èwe Livra-nos da mortalidade “infantil” Má jè a ríjà Èsú Proteja-nos da ira de Èsú Má jè a ríjà Ògún Proteja-nos da ira de Ògún Má jè a rija omi Proteja-nos da ira das águas Má jè a rija Soponná Proteja-nos da ira de Soponná Ilè mo pè o Terra eu vos chamo! Gbogbo mònríwo Todos os espírito do mònriwo Ilè mo pè o Terra eu vos chamo! Egúngún o Ó Egúngún Mo tumba, bàbá Egúngún Eu vos peço abenção, Pais Espíritos Ilè mo pè o Terra eu vos chamo! Egúngún o Ó Egúngún

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS

Ewá também esta ligada às transformações orgânicas e inorgânicas, que se sucedem no

Planeta. É a mágica da transformação. Está ligada à mutação dos animais e vegetais. Ela

é o desabrochar de um botão de rosa; é a lagarta que se transforma em borboleta; é a

água que vira gelo e o gelo que vira água; faz e desfaz, num verdadeiro balé da

Natureza.

Senhora do belo, Ewá é aquela que vai dar cor ao seres; torná-los bonitos, vivos,

estimulando a sensibilidade; a fragilidade das coisas; a transformação das células,

gerando o que há de mais lindo no mundo. É a deusa da beleza; é o sentimento de prazer

pelo que é belo,; é o respeito pela maravilha que o mundo apresenta.

A força natural Ewá é ligada também à alegria, dividindo com Vungi (Ibeji) a regência

daquilo que se chama ou se tem como feliz. Está presente nas coisas e nos momentos

alegres, que têm vida.

É também a divindade do canto; da música; dos sons da natureza, que enchem nossos

ouvidos de alegria e contentamento. Está presente no canto dos pássaros; no correr dos

rios; no barulho das folhas, sopradas ao vento; na queda da chuva; no assovio dos

ventos; na música interpretada por uma criança, no choro do bebê, no canto mais que

sagrado da mãe Natureza.

Ewá é a própria beleza. É o som que encanta. É o canto da alegria. É a transformação do

mal para o bom. É a vida...

Mitologia

Ewá é filha de Nanã, irmã de Obaluaê, Ossãe e gêmea de Oxumarê. Apesar de gêmea,

foi a segunda a nascer sendo, assim a caçula dos filhos de Nanã. Cada um dos filhos

regia algo: Obaluaê, as pestes e moléstia contagiosas; Ossãe, as ervas, as plantas e seus

segredos e mistérios; Oxumarê, o arco íris, a riqueza.

Ewá nada regia. Era apenas uma menininha bonita, formosa, cheia de encantos. E assim

cresceu, bela e de brilho intenso.

Pouco a pouco, os homens foram se interessando por ela, tal era a sua beleza. Muitos

pretendente chegavam, de todas as partes, com a intenção de desposar Ewá, pois usa

beleza era tão grande que sua fama chegou a todos os reinos.

Em pouco tempo o reino de Nanã estava cheio de supostos noivos, que lutavam entre si

para conquistar o coração da jovem Ewá. As lutas foram crescendo e tomando

proporções, a ponto de, em cada canto do reino, haver um grupo em luta, com um só

objetivo: desposar Ewá, Isso tudo fugiu ao controle de todos, pois o encanto do jovem

parecia enfeitiçar os homens, a ponto de matarem-se uns aos outros.

A situação já passara dos limites e os pretendentes, que não paravam de chegar, foram

até a própria Ewá, obrigando-a a escolher um deles. Isto acontecia aos gritos,

empurrões, exibições de força e poder, cobranças violentas, barulho, levando a jovem a

um desespero que jamais sentira.

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS

A pressão foi tão grande, mas tão grande que, de repente, ouviu-se um grande estrondo.

Todos se calaram, voltaram-se para Ewá e ficaram imóveis, estáticos, e de olhos

arregalados com o que estavam vendo.

Ewá, impossibilitada de escolher um noivo, e atormentada por ver tanta morte e

confusão por sua causa, começou a se transformar. Como um reflexo do sol, sua

silhueta começou a perder a forma, até que restou apenas um poça d’água no chão. Aos

poucos, aquela poça foi evaporando e subindo em direção ao céu. Os homens,

pretendentes, não se moviam, só acompanhavam a evaporação, bem visível e o vapor

subindo.

Em pouco tempo uma enorme nuvem branca, contrastando com o azul-claro do céu, foi

desenhando um coração, numa visão de raríssima beleza. Ewá não se casou com

ninguém, mas colocou na mente dos homens que o amor nasce naturalmente, não com

disputas e guerras.

Assim, Ewá transformou-se e recebeu o poder de ir ao céu , como nuvem e voltar à

terra, como água, permanecendo como o símbolo da beleza, do canto e da alegria.

Dados Dia: sábado Data: 13 de dezembro; Metal: ouro, prata e cobre; Cor: vermelho maravilha; Partes do corpo: olhos; Comida: banana inteira da terra feita em azeite de dendê com farofa do mesmo azeite. Arquétipo: tendência a duplicidade devido a natureza andrógena da deusa, tendência

a riqueza, magnetismo, gosta de jogar, bonitos, gostam de elogios, imediatistas,

necessitam de outros odus para que ajudam com seu brilho nos processos difíceis.

Símbolo: ejô (cobra) e espada.

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS

EXU

Esù , é o senhor dos caminhos, caminhos que levam e trazem e fazem as pessoas se encontrarem ou distanciarem-se. É quem faz com que os ritos sejam cumpridos, principal responsável pela ligação do mundo espiritual ao mundo material,( orun- ayé). Entre dois caminhos lá está ele guardando, indicando. Não se faz nada pelo candomblé antes de agradar Esù, pois é o único orixá que faz o elo de ligação entre nós e os demais orixás. Esù é um orixá tão importante quanto todos os outros orixás. Por ser mais ligado com o mundo terrestre, possui certos costumes e temperamentos parecidos com os dos seres humanos. Esù é erradamente sincretizado pelo diabo cristão. Por ser um orixá que cuida dos caminhos onde percorrem homens, orixás, espíritos, etc. E sendo o elo de ligação entre esses mundos, ele possui múltiplos contraditórios, sendo bom e mau, astuto, grosseiro, indecente, protetor, alegre, brincalhão, violento, etc. Ou seja, é o orixá mais humanizado do panteão, pois em seus arquétipos incluem- se as impurezas causadas ou existente nos homens. Devido a esses aspectos, foi sincretizado pelos primeiros missionários, com o diabo cristão. Arquétipos: Os filhos de Esù possuem um caráter imprevisível ora são bravos, intrigantes e ficam muito contrariados, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros. Não aceitam derrotas, são melindrosos, de temperamento difícil. Se você tiver desentendimento com algum filho de Esù, aguarde que haverá retorno. Seus filhos precisam estar sempre em atividade para poderem liberar toda energia que possuem. Possuem muita tendência à espiritualidade; são fiéis fervorosos que esbanjam fé... Lendas: Todos os orixás possuem muitas lendas, passadas de boca em boca durante milhares de anos. Citamos aqui duas lendas referentes a exú/bará. Uma mulher que esqueceu de alimentar Esù. Se encontra no mercado vendendo os seus produtos. Exú põe fogo na sua casa, ela corre prá lá, abandonando seu negócio. A mulher chega tarde, a casa está queimada e, durante esse tempo, um ladrão levou suas mercadorias. Nada disso teria acontecido - se tivesse feito a exú as oferendas e os sacrifícios usuais ou em primeiro lugar. Um dia, Osalà cansado de ser zombado e trapaceado por Esù, pois Osalà era muito orgulhoso e geralmente não agradava exú por ser um orixá mais velho. Decidiu combater Esù para ver quem era o orixá mais forte e respeitado. E foi aí que oxalá provou a sua superioridade, pois durante o combate, oxalá apoderou-se da cabaça de Esù a qual continha o seu poder mágico, transformando-o assim em seu servo. Foi desde então que Osalà permitiu que Esù recebesse todas as oferendas e sacrifícios em primeiro lugar...

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS

Para se ter uma noção do comportamento e da regência paradoxal de Exu, cito um de

seus Orikis (versos sarados), que diz;

“ Exu matou um pássaro ontem, com a pedra que jogou hoje”

Assim, pode-se ter uma idéia exata de quem Exu é, como é, e como rege as coisas. Ele

esta presente em tudo..... em nada.

Exu esta presente no consumo de substâncias tóxicas, no álcool, na droga, no fumo. Ele

é o sólido, o liquido e o gasoso. Está nas conversas de esquinas, de bares, de

restaurantes, de praças. Está na aceitação ou recusa de qualquer coisa.

Está presente também nas refeições, pois ele é quem rege o ato de mastigar e engolir. A

gula é atributo de Exu. Está no coito, no prazer sexual, na preguiça; mas também está

presente na disposição, na energia, sem querer com isso carregar peso, pois Exu não

gosta de carregar peso. Outro Oriki fala claramente sobre esta sua particularidade:

“ Xonxô obé, odara kolori erú”

“ A lâmina (sobre a cabeça) é afiada; ele não tem cabeça para carregar fardos”

Exu é tudo isso e mais. Fogo é o seu elemento, mas a Terra e o Ar são bem conhecidos

de Exu. É a presença constante!

Mitologia

Exu é filho de Iemanjá e irmão de Ogun e Oxossi. Dos três é o mais agitado, capcioso,

inteligente, inventivo, preguiçoso e alegre.É aquele que inventa historias, cria casos e o

que tentou violar a própria mãe.

Numa de suas muitas histórias, podemos entender exatamente suas capacidade

inventiva, sua conduta maquiavélica e sua maneira pratica de resolver seus assuntos e

saciar seus desejos.

Conta-se que dois grandes amigos tinham, cada um deles,um pedaço de terra, dividido

por uma cerca. Diariamente os dois iam trabalhar, capinando e revirando a terra, para

plantio.Exu, interessado nas terras, fez a proposta para adquiri-las, o que foi negado

pelos agricultores. Aborrecido, mas determinado a possuir aqueles dois terrenos, Exu

procurou agir. Colocou na cerca um boné. De um lado branco, de outro vermelho.

Naquela manhã, os amigos lavradores chegaram cedo para trabalhar a terra e viram o

boné na cerca. Um deles via o lado branco e outro o lado vermelho.

Em dado momento, um dos amigos pergunto: - “O que este boné branco faz em minha

cerca?” Ao que o outro retrucou: - “Branco? Mas, o boné é vermelho!”

  • Não, não, amigo. O boné é branco, como algodão!
  • Não, não é mesmo! É vermelho como o sangue!

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  • Não sei como você pode ver vermelho, se é branco, está louco?
  • Não, o louco é você, que vê branco, se a coisa é vermelha!

Bem, daí desencadeou-se a maior discussão, até chegarem à luta corporal. E com as

mesmas ferramentas de trabalho, mataram-se.

Exu, que de longe assistiu a tudo, esperando o desfecho já imaginado por ele,

aproximou-se e assumiu a posse das terras, não sem antes fazer um comentário, bem ao

seu estilo:

  • Mas que gentes confusas, que não consegue solucionar problemas tão simples!

Esse é o tipo de Exu!

Não quero passar a impressão de que se trata de uma coisa ruim, má, mas Exu é nosso

próprio interior, é a nossa intimidade, o nosso poder de ser bom ou mau, de acordo, com

nossa própria vontade. Exu é o ponto mais obscuro do ser humano e é, ao mesmo

tempo, aquilo que existe de mais óbvio e claro.

Assim é Exu, Senhor dos caminhos, pai da verdade e da mentira. O Deus da

contradição, do calor, das estradas, do princípio ativo de vida. O mestre de tudo... e

nada!

Dados Dia: Segunda Feira Data: Não existe especificamente, pois todos os dias são de Exu. Metal: Não tem, sua matéria é a terra, pois nasceu da terra em forma de pênis. Cor: Preto e Vermelho Partes do Corpo: Sensações de sede e de fome, cavidade do Ori (cabeça), cavidade

do útero, atividade sexual (não da atividade procriadora, da fecundação, pois ele é o

resultado, o descendente), placenta fecundada, os pés (bola dos pés), uma parte do

fígado (a outra é de Oya).

Comida: Sangue de bode, galos, galinhas, farofa de azeite de dendê, carnes mal

passadas, pimenta e bebidas alcoólicas.

Arquétipos : magros, altos, sorridentes, extrovertidos demais, alegres, ambiciosos,

com fé na vida, esperançosos para melhorar, positivo.

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS vencer Aquele que tem seus caminhos abertos Terá saúde, o pai de todas as riquezas ÈSÙ o imprevisto venha a nos proteger hoje com todas as forças ÀSÉ ORIKI ÈSÚ Èsù òta òrìsà. Exú, o inimigo dos orixás. Osétùrá ni oruko bàbá mò ó. Osétùrá é o nome pelo qual você é chamado por seu pai. Alágogo Ìjà ni orúko ìyá npè é, Alágogo Ìjà é o nome pelo qual você é chamado por sua mãe. Èsù Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin, Exú Òdàrà, o homem forte de ìdólófin, O lé sónsó sí orí esè elésè Exú, que senta no pé dos outros. Kò je, kò jé kí eni nje gbé mì, Que não come e não permite a quem está comendo que engula o alimento. A kìì lówó láì mú ti Èsù kúrò, Quem tem dinheiro, reserva para Exú a sua parte, A kìì lóyò láì mú ti Èsù kúrò, Quem tem felicidade, reserva para Exú a sua parte. Asòntún se òsì láì ní ítijú, Exú, que joga nos dois times sem constrangimento. Èsù àpáta sómo olómo lénu, Exú, que faz uma pessoa falar coisas que não deseja. O fi okúta dípò iyò. Exú, que usa pedra em vez de sal. Lóògemo òrun, a nla kálù, Exú, o indulgente filho de Deus, cuja grandeza se manifesta em toda parte. Pàápa-wàrá, a túká máse sà, Exú, apressado, inesperado, que quebra em fragmentos que não se poderá juntar novamente, Èsù máse mí, omo elòmíràn ni o se. Exú, não me manipule, manipule outra pessoa. Esù - Com Tradução a Cada Linha Iba Esù Odara Esu Odara, inclino-me. A Ba Ni Wa Oran Ba O Ri Da Ele procura briga com alguém e encontra o que fazer. O San Sokoto Penpe Ti Nse Onibode Olorun Ele veste uma calça pequena para ser guardião na porta de Deus. Oba Ni Ile Ketu Rei da terra de Ketu. Alakesi Emeren Aji E Aji E M(u) Ògùn Aquele a quem se convida e que, tão logo acorda, toma um remédio. A Lun ( se) Wa Se Ibini Ele reforma Benin. Laguna Jo Igbo Bi Orò Laguna queima o mato como oro. Esù Foli Fò O Fi Ókò Fo Oju Anan Re

BOIADEIRO SERAPIÃO CERCCA – CENTRO DE ESTUDOS RURAIS E CULTURAIS CATARINA DOS ANJOS Esu arrebenta facilmente os olhos de seus sogros com uma pedra. LA Nyan Hamana Ele caminha movendo-se com altivez. Ika Kò Boro Boro O malfeitor não morre depressa. Kò Là Kò Rà O Ba Ona Oja Ile Su Ele faz com que no mercado nada se compre e nada se venda. Agbo L Ara A Yaba Má Pa ( Mo) Abemu Agbo faz com que a mulher do rei não cubra a nudez de seu corpo. O Se Firi Oko Ero Oja Ele se torna rapidamente o senhor daqueles que passam pelo mercado. Bara Fi Imu Fon Awon Sebi Okò L O Si Quando Bara assoa o nariz, todo mundo acredita que o trem vai partir. Ero Palemo Wara Wara Os passageiros preparam-se rapidamente ORÍKÌ TI ÈSÚ Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor à ti Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor à ti Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor à ti Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor à ti Èsú láaróyè, Èsú láaróyè Èsú láaróyè, Èsú láaróyè Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor à ti Èsú Láàlú Ogiri Òkò Ebìtà Okùnrin Èsú Láàlú Ogiri Òkò Ebìtà Okùnrin Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor à ti Èsú òta òrìsà Èsú inimigo de Orixá Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor à ti Osétùrá l’oruko bàbá mó ó Oxeturá é o nome pelo qual é chamado por seu pai Alágogo ìjà l’oruko ìyá npè o Alágogo Ìjà, é o nome pelo qual sua mãe o chama Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor à ti Èsú Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin Èsú bondoso, filho homem da cidade de Ìdólófìn O lé sónsó sórí orí esè elésè