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Carmem Miranda, Notas de estudo de Psicologia

Apostilas de Psicologia sobre Carmem Miranda, Infância, Início da carreira artística, Carreira cinematográfica no Brasil, carreira nos Estados Unidos e o começo da consagração, Vida amorosa e casamento.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 08/10/2013

Ipanema27
Ipanema27 🇧🇷

4.5

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Carmen Miranda |
Carmen Miranda no filme Entre a Loura e a Morena, 1943 |
Nome completo | Maria do Carmo Miranda da Cunha |
Nascimento | 9 de fevereiro de 1909
Marco de Canaveses, Distrito do Porto, Portugal |
Falecimento | 5 de agosto de 1955 (46 anos)
Beverly Hills, Estados Unidos |
Ocupação | atriz e cantora |
Atividade | 1928-1955 |
Carmen Miranda GCIH, nome artístico de Maria do Carmo Miranda da Cunha
(Marco de Canaveses, Portugal, 9 de fevereiro de 1909 Beverly Hills, 5
de agosto de 1955) foi uma cantora eatriz luso-brasileira.[nota 1] Sua
carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as
décadas de 1930 e 1950. Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no
cinema e na televisão. Chegou a receber o maior salário até então pago a
uma mulher nos Estados Unidos. Seu estilo eclético faz com que seja
considerada precursora do tropicalismo, movimento cultural brasileiro
surgido no final da década de 1960.
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Infância
Carmen Miranda recebeu o nome de Maria do Carmo Miranda da Cunha quando
foi batizada no local onde nasceu, a freguesia de Várzea da Ovelha e
Aliviada, concelho de Marco de Canaveses, em Portugal. Era a segunda
filha do barbeiro Jo Maria Pinto Cunha (1887-1938) e de Maria Emília
Miranda (1886-1971). Ganhou o apelido de Carmen no Brasil, graças ao
gosto que seu pai tinha por óperas.
Pouco depois de seu nascimento, seu pai, José Maria, emigrou para o
Brasil, onde se instalou no Rio
de Janeiro. Em 1910, sua mãe, Maria Emília seguiu o marido, acompanhada
da filha mais velha, Olinda, e de Carmen, que tinha menos de um ano de
idade. Carmen nunca voltou à sua terra natal, o que não impediu que a
câmara do concelho de Marco de Canaveses desse seu nome ao museu
municipal.
No Rio de Janeiro, seu pai abriu um salão de barbeiro na rua da
Misericórdia, número 70, em sociedade com um conterrâneo. A família
estabeleceu-se no sobrado acima do salão. Mais tarde mudaram-se para a
rua Joaquim Silva, número 53, na Lapa.
No Brasil, nasceram os outros quatro filhos do casal: Amaro (1911),
Cecília (1913), Aurora (1915 - 2005) e Oscar (1916).
Carmen estudou na escola de freiras Santa Teresa, na rua da Lapa, número
24. Teve o seu primeiro emprego aos 14 anos numa loja de gravatas, e
depois numa chapelaria. Contam que foi despedida por passar o tempo
cantando, mas o seu biógrafo Ruy Castro diz que ela cantava por
influência de sua irmã mais velha, Olinda, e que assim atraía clientes.
Nesta época, a sua família deixou a Lapa e passou a residir num sobrado
na Travessa do Comércio, número 13. Em 1925, Olinda, acometida de
tuberculose, voltou a Portugal para tratamento, onde permaneceu até sua
morte em 1931. Para complementar a renda familiar, sua mãe passou a
administrar uma pensão doméstica que servia refeições para empregados de
comércio.
Em 1926, Carmen, que tentava ser artista, apareceu incógnita em uma
fotografia na seção de cinema do jornalista Pedro Lima da revista
Selecta. Em 1929, foi
apresentada ao compositor Josué de Barros, que encantado com seu talento
passou a promovê-la em editoras e teatros. No mesmo ano, gravou na
editora alemã Brunswick, os primeiros discos com o samba Não Sim'bora
e o choro Se O Samba é Moda. Pela gravadora Victor, gravou Triste Jandaia
e Dona Balbinaou "Buenas Tardes muchachos".
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Carmen Miranda | Carmen Miranda no filme Entre a Loura e a Morena, 1943 | Nome completo | Maria do Carmo Miranda da Cunha | Nascimento | 9 de fevereiro de 1909 Marco de Canaveses, Distrito do Porto, Portugal | Falecimento | 5 de agosto de 1955 (46 anos) Beverly Hills, Estados Unidos | Ocupação | atriz e cantora | Atividade | 1928-1955 | Carmen Miranda GCIH, nome artístico de Maria do Carmo Miranda da Cunha (Marco de Canaveses, Portugal, 9 de fevereiro de 1909 — Beverly Hills, 5 de agosto de 1955) foi uma cantora eatriz luso-brasileira.[nota 1] Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950. Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Chegou a receber o maior salário até então pago a uma mulher nos Estados Unidos. Seu estilo eclético faz com que seja considerada precursora do tropicalismo, movimento cultural brasileiro surgido no final da década de 1960.


Infância Carmen Miranda recebeu o nome de Maria do Carmo Miranda da Cunha quando foi batizada no local onde nasceu, a freguesia de Várzea da Ovelha e Aliviada, concelho de Marco de Canaveses, em Portugal. Era a segunda filha do barbeiro José Maria Pinto Cunha (1887-1938) e de Maria Emília Miranda (1886-1971). Ganhou o apelido de Carmen no Brasil, graças ao gosto que seu pai tinha por óperas. Pouco depois de seu nascimento, seu pai, José Maria, emigrou para o Brasil, onde se instalou no Rio de Janeiro. Em 1910, sua mãe, Maria Emília seguiu o marido, acompanhada da filha mais velha, Olinda, e de Carmen, que tinha menos de um ano de idade. Carmen nunca voltou à sua terra natal, o que não impediu que a câmara do concelho de Marco de Canaveses desse seu nome ao museu municipal. No Rio de Janeiro, seu pai abriu um salão de barbeiro na rua da Misericórdia, número 70, em sociedade com um conterrâneo. A família estabeleceu-se no sobrado acima do salão. Mais tarde mudaram-se para a rua Joaquim Silva, número 53, na Lapa. No Brasil, nasceram os outros quatro filhos do casal: Amaro (1911), Cecília (1913), Aurora (1915 - 2005) e Oscar (1916). Carmen estudou na escola de freiras Santa Teresa, na rua da Lapa, número

  1. Teve o seu primeiro emprego aos 14 anos numa loja de gravatas, e depois numa chapelaria. Contam que foi despedida por passar o tempo cantando, mas o seu biógrafo Ruy Castro diz que ela cantava por influência de sua irmã mais velha, Olinda, e que assim atraía clientes. Nesta época, a sua família deixou a Lapa e passou a residir num sobrado na Travessa do Comércio, número 13. Em 1925, Olinda, acometida de tuberculose, voltou a Portugal para tratamento, onde permaneceu até sua morte em 1931. Para complementar a renda familiar, sua mãe passou a administrar uma pensão doméstica que servia refeições para empregados de comércio. Em 1926, Carmen, que tentava ser artista, apareceu incógnita em uma fotografia na seção de cinema do jornalista Pedro Lima da revista Selecta. Em 1929, foi apresentada ao compositor Josué de Barros, que encantado com seu talento passou a promovê-la em editoras e teatros. No mesmo ano, gravou na editora alemã Brunswick, os primeiros discos com o samba Não Vá Sim'bora e o choro Se O Samba é Moda. Pela gravadora Victor, gravou Triste Jandaia e Dona Balbinaou "Buenas Tardes muchachos".

O início da carreira artística

Carmen Miranda em 1930. O grande sucesso veio a partir de 1930, quando gravou a marcha "Pra Você Gostar de Mim" ("Taí") de Joubert de Carvalho. Antes do fim do ano, já era apontada pelo jornal O País como "a maior cantora brasileira". Em 1933 ajudou a lançar a irmã Aurora na carreira artística. No mesmo ano, assinou um contrato de dois anos com a rádio Mayrink Veiga para ganhar dois contos de réis por mês. Foi a primeira cantora de rádio a merecer contrato, quando a praxe era o cachê por participação. Logo recebeu o apelido de "Cantora do It".Em 30 de outubro realizou sua primeira turnê internacional, apresentando-se em Buenos Aires. Voltou à Argentina no ano seguinte para uma temporada de um mês na Rádio Belgrano. Em dezembro de 1936, Carmem deixou a Mayrink Veiga e assinou com a Tupi, ganhando cinco contos de réis


Carreira cinematográfica no Brasil Em 20 de janeiro de 1936, estreou o filme Alô, Alô Carnaval com a famosa cena em que ela e Aurora Miranda cantam "Cantoras do Rádio". No mesmo ano, as duas irmãs passaram a integrar o elenco do Cassino da Urca de propriedade de Joaquim Rolla. A partir de então as duas irmãs se dividiram entre o palco do cassino e excursões frequentes pelo Brasil e Argentina. Depois de uma apresentação para o astro de Hollywood Tyrone Power em 1938, aventou-se a possibilidade de uma carreira nos Estados Unidos. Carmen recebia o fabuloso salário de 30 contos de réis mensais no Cassino da Urca e não se interessou pela ideia. Em 1939, o empresário estadunidense Lee Shubert e a atriz Sonja Henie assistiram ao espetáculo de Carmen no Cassino da Urca. Depois de um espetáculo no transatlântico Normandie, Carmen assinou contrato com o empresário. A execução do contrato não foi imediata, pois a cantora fazia questão de levar o grupo musical Bando da Lua para a acompanhar, mas o empresário estava apenas interessado em Carmen. Depois de voltar para os Estados Unidos, Shubert aceitou a vinda do Bando da Lua. Carmen partiu no navio Uruguai em 4 de maio de 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.


A carreira nos Estados Unidos e o começo da consagração | Alô... Alô? | | Interpretado por Carmen Miranda e Mário Reis, gravado em 1934 | | Chegou a Hora da Fogueira | | Interpretado por Carmen Miranda e Mário Reis, gravado em 1933 | | | Problemas para escutar estes arquivos? Veja introdução à mídia. | Em 29 de maio de 1939 Carmen estreou no espetáculo musical "Streets of Paris", em Boston, com êxito estrondoso de público e crítica. As suas participações teatrais tornaram-se cada vez mais famosas. Em 5 de março de 1940, fez uma apresentação perante o presidente Franklin D. Roosevelt durante um banquete na Casa Branca. Em 10 de julho de 1940 retornou ao Brasil, onde foi acolhida com enorme ovação pelo povo carioca. No entanto, em uma apresentação no Cassino da Urca com a presença de políticos importantes do Estado Novo, foi apupada

completamente drogas, álcool e cigarro. Os exames realizados no Brasil não constataram alterações de frequência cardíaca.


A morte nos EUA Ligeiramente recuperada, retornou para os Estados Unidos em 4 de abril de

  1. Imediatamente começou com as apresentações. Fez uma turnê por Cuba e Las Vegas entre os meses de maio e agosto e voltou a usar barbitúricos. No início de agosto, Carmen gravou uma participação especial no programa televisivo do comediante Jimmy Durante. Durante um número de dança, sofreu um ligeiro desmaio, desequilibrou-se e foi amparada por Durante. Recuperou-se e terminou o número. Na mesma noite, recebeu amigos em sua residência em Beverly Hills, à Bedford Drive, 616. Por volta das duas da manhã, após beber e cantar algumas canções para os amigos presentes, Carmen subiu para seu quarto para dormir. Acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. Um colapso cardíaco fulminante a derrubou morta sobre o chão no dia 5 de agosto. Seu corpo foi encontrado pela empregada na mesma noite. Tinha 46 anos.

Funeral e sucesso no Brasil Aurora Miranda, sua irmã, recebeu na mesma madrugada um telefonema do marido de Carmen Miranda avisando sobre o falecimento. Aurora Miranda passou então a notícia para as emissoras de rádio e jornais. Heron Domingues, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi o primeiro a noticiar a morte de Carmen Miranda em edição extraordinária do Repórter Esso. Em 12 de agosto de 1955, seu corpo embalsamado desembarcou de um avião no Rio de Janeiro. Sessenta mil pessoas compareceram ao seu velório realizado no saguão da Câmara Municipal da então capital federal. O cortejo fúnebre até o Cemitério São João Batista foi acompanhado por cerca de meio milhão de pessoas que cantavam esporadicamente, em surdina, "Taí", um de seus maiores sucessos. No ano seguinte, o prefeito do Rio de Janeiro Francisco Negrão de Lima assinou um decreto criando o Museu Carmen Miranda, o qual somente foi inaugurado em 1976 no Aterro do Flamengo. Hoje, uma herma em sua homenagem se localiza no Largo da Carioca, Rio de Janeiro.