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livro de biologia pra estudar
Tipologia: Notas de estudo
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12 a 20μm, arredondado;
Relação núcleo/citoplasma alta;
Núcleo de contorno regular, arredondado ou oval;
Cromatina frouxa, sem grumos, homogeneamente
distribuída e com nucléolos visíveis ( 1 a 4 );
Citoplasma de leve a moderadamente basofílico;
Mieloblasto I, não apresenta granulações azurófilas
Mieloblasto é uma célula sanguínea imatura que é precursora do promielócito
também chamada de progranulócito. Mais tarde, o promielócito poderá divergir num
granulócito, podendo vir a ser um basófilo, um neutrófilo ou um eosinófilo. A
quantidade de mieloblasto pode ser detectada na análise de hemograma. Quando a
quantidade é elevada, o fenómeno toma o nome
de mieloblastose ou mieloblastemia. Se a quantidade for diminuta, descreve-se
como mielobalstopenia
Os promielócitos normais apresentam diâmetro de 15 – 25 μm, núcleo redondo ou oval com cromatina delicada ou levemente condensada apresentando nucléolo evidente. O citoplasma é basofílico contendo grânulos de coloração azulvioláceo e vermelhos. Uma área clara perinuclear é visível representando o Sistema de Golgi.
Seta Azul: Mielócito Neutrófilo
As células brancas do sangue são conhecidas como leucócitos e são responsáveis
pela defesa de nosso corpo. Os neutrófilos formam um subgrupo de leucócitos que
representam a primeira linha de defesa de nosso exército. O número dos neutrófilos normalmente aumenta quando há uma infecção em alguma parte do
corpo.
Os mielócitos são ligeiramente menores que os promielócitos (10 – 18 μm) com núcleo oval ou redondo que pode ser excêntrico. A cromatina nuclear exibe um grau moderado de condensação e os nucléolos, de modo geral, não são visíveis. Existe uma quantidade moderada de citoplasma contendo grânulos vermelho-arroxeados. À medida que o mielócito amadurece, os grânulos secundários se desenvolvem, exibindo a coloração característica da linhagem
neutrofílica, eosinofílica ou basofílica.
O mielócito basófilo pode ser identificado pelas granulações basofílicas grotescas e núcleo excêntrico.
Células maduras
As primeiras células sanguíneas do embrião surgem muito precocemente, no mesoderma do saco vitelínico. Posteriormente, o fígado e o baço funcionam como órgãos hemocitopoéticos temporários. Entretanto, no segundo mês de vida intra-uterina, já é iniciado o processo de ossificação da clavícula e tem início a formação da medula óssea, que se torna cada vez mais importante como órgão hemocitopoético.
Na vida pós-natal, os eritrócitos, granulócitos, linfócitos, monócitos e plaquetas se originam a partir de células-tronco da medula óssea vermelha. Conforme o tipo de glóbulo formado, o processo recebe os seguintes nomes: eritropoese, granulocitopoese , linfocitopoese, monocitopoese e megacariocitopoese. Muitos linfócitos são formados na medula óssea, porém existe proliferação dessas células nos órgãos linfáticos, a partir de linfócitos originados na medula óssea. As células sanguíneas passam por muitos estágios de diferenciação e maturação na medula óssea, antes de passarem para o sangue.
Células-tronco
As células-tronco originam células filhas que seguem dois destinos diferentes: uma permanece como células-tronco, mantendo a população destas células, e outras se diferenciam em outros tipos celulares com características específicas. O pool de células-tronco se mantém constante porque as que se diferenciam são substituídas por células filhas que se mantêm nesse pool.
Acredita-se que todas as células sanguíneas derivam de um único tipo celular da medula óssea, por isso recebe o nome de célula-tronco pluripotente. Estas últimas proliferam e originam duas linhagens: a das células linfóides, que vai dar origem aos linfócitos, e a das células mielóides, que origina os eritrócitos, granulócitos, monócitos e plaquetas. Durante sua diferenciação, os linfócitos são transportados pelo sangue para os linfonodos, timo, baço e outros órgãos linfáticos, onde proliferam.
A proliferação dessas células origina células-filhas com potencialidade mais baixa. Essas células filhas são células progenitoras uni- ou bipotentes que produzem as células precursoras (blastos). É nessas células que as características morfológicas diferenciadas das linhagens aparecem pela primeira vez, pois morfologicamente, as células-tronco pluripotentes e as progenitoras são indistinguíveis morfologicamente. As células-tronco pluripotentes se diferenciam apenas o necessário para manter sua população, que é reduzida. A freqüência das mitoses aumenta muito nas células progenitoras e precursoras. As células progenitoras, quando se dividem, podem originar outras células precursoras, mas as precursoras só originam células sanguíneas.
A hematopoese resulta da proliferação e diferenciação simultâneas de células-tronco que, à medida que se diferenciam, vão reduzindo sua potencialidade. As células-tronco
mielóides originam hemácias, granulócitos, monócitos e megacariócitos, aparecendo todos esses tipos celulares na mesma colônia. As células-tronco linfóides originam apenas linfócitos.
O processo de hematopoese depende de alguns fatores, como: um microambiente adequado e da presença de fatores de crescimento. O microambiente é favorecido pelas células do estroma dos órgãos hematopoéticos. Desde que haja o microambiente, o desenvolvimento das células sanguíneas depende de fatores que influem sobre a proliferação e diferenciação. Esses fatores são substâncias denominadas fatores de crescimento ou fatores estimuladores de colônias, responsáveis por estimular a proliferação e a diferenciação das células imaturas e a atividade funcional das células maduras.
Medula Óssea
A medula óssea é um órgão difuso, porém volumoso e muito ativo. Num adulto normal, produz por dia, cerca de 2,5 bilhões de eritrócitos, 2,5 bilhões de plaquetas e 1, bilhão de granulócitos por kg de peso corporal.
Esse órgão está localizado dentro do canal medular dos ossos longos e nas cavidades dos ossos esponjosos. Existem três tipos de medula óssea: