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Cerveja caseira, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Em tempos como este que estamos vivendo, onde a crise tem afetado grande parte da população, um dos poucos prazeres que ainda nos restam é receber os amigos para um gostoso bate-papo. E, para animar o ambiente nada melhor que oferecer a eles uma boa caneca de cerveja bem geladinha, saborosa e espumante. Produzindo sua própria cerveja, você faz muita economia e pode servir-se à vontade. Além disso, torna-se possível mudar o sabor da bebida ao seu paladar, criando assim uma CERVEJA PERSONALIZAD

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 01/10/2010

cassiano-santos-9
cassiano-santos-9 🇧🇷

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Introdução
Em tempos como este que estamos vivendo, onde a crise tem afetado grande parte da
população, um dos poucos prazeres que ainda nos restam é receber os amigos para
um gostoso bate-papo.
E, para animar o ambiente nada melhor que oferecer a eles uma boa caneca de
cerveja bem geladinha, saborosa e espumante.
Produzindo sua própria cerveja, você faz muita economia e pode servir-se à vontade.
Além disso, torna-se possível mudar o sabor da bebida ao seu paladar, criando assim
uma CERVEJA PERSONALIZADA.
Você vai ainda poder curtir um hobby muito divertido e que fará o maior sucesso
entre seus amigos.
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Baixe Cerveja caseira e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Mecânica, somente na Docsity!

IntroduÁ„o

Em tempos como este que estamos vivendo, onde a crise tem afetado grande parte da populaÁ„o, um dos poucos prazeres que ainda nos restam È receber os amigos para um gostoso bate-papo.

E, para animar o ambiente nada melhor que oferecer a eles uma boa caneca de cerveja bem geladinha, saborosa e espumante.

Produzindo sua prÛpria cerveja, vocÍ faz muita economia e pode servir-se ‡ vontade. AlÈm disso, torna-se possÌvel mudar o sabor da bebida ao seu paladar, criando assim uma CERVEJA PERSONALIZADA.

VocÍ vai ainda poder curtir um hobby muito divertido e que far· o maior sucesso entre seus amigos.

Vantagens da cerveja Caseira

DURABILIDADE: a cerveja caseira fica madura para se beber quinze dias apÛs o engarrafamento, e mantÈm-se em perfeito estado de conservaÁ„o por um ano! J· o produto industrializado comeÁa a piorar desde o dia em que sai da f·brica, ficando com o paladar inaceit·vel em quest„o de poucas semanas.

SABOR PERSONALIZADO: produzindo em casa, vocÍ pode fazer a cerveja como vocÍ gosta: doce ou amarga, com mais g·s, com menos ·lcool, com mais espuma etc., TUDO ISSO … CONTROLADO CONFORME SEU PALADAR!

SAUD¡VEL E NATURAL: o produto fabricado por vocÍ È caseiro, de confianÁa e sem aditivos quÌmicos prejudiciais, podendo ser bebido em grandes quantidades sem provocar mal-estar, boca amarga, ou dor de cabeÁa.

ECONOMIA: a cerveja feita em casa tambÈm sai muito mais barata! Em todos os hobbies vocÍ sempre gastou muito dinheiro, mas neste vocÍ sÛ economiza, se diverte e ainda faz muitas amizades!

LAZER: a cervejaria caseira È um passatempo divertido e apaixonante. N„o È preciso muito espaÁo: podemos fazer nossa cervejinha na pia da cozinha ou na ·rea de serviÁo. Fazer cerveja È uma atividade f·cil, relaxante e agrad·vel.

FARTURA: vocÍ vai ter a satisfaÁ„o de receber generosamente os amigos servindo cerveja ‡ vontade! AlÈm disso, È muito engraÁado ver o impacto causado quando eles descobrem que vocÍ È UM MESTRE CERVEJEIRO!

CONCLUS√O: A CERVEJA … UMA BEBIDA QUE FAZ AMIZADES!!!!

Cuidados a serem tomados

1 - Leia atentamente estas instruÁıes antes de comeÁar. Procure entender as instruÁıes t„o bem que praticamente vocÍ possa "VER" as operaÁıes acontecendo mentalmente.

S” DEPOIS DE TER CERTEZA DE QUE FOI TUDO MUITO BEM ENTENDIDO … QUE VOC DEVE INICIAR A FABRICA«√O DA SUA CERVEJA.

2 - COMECE PELA CERVEJA PRETA:

A cerveja preta È muito mais f·cil de fazer, alÈm disto, ela est· explicada passo-a-passo, minuciosamente para facilitar ao principiante. DEPOIS DE FAZER COM SUCESSO UMA BOA CERVEJA PRETA, VOC VAI ACHAR MUITO MAIS F¡CIL FAZER A CERVEJA CLARA!

3 - O TANQUE E SEU CHEIRO:

O tanque pl·stico usado para fermentaÁ„o, quando novo, tem um cheirinho desagrad·vel que pode contaminar a cerveja, Por isto, ao us·-lo pela primeira vez, devemos lav·-lo com ·gua SEM SAB√O, e deix·-lo com ·gua por um ou dois dias, destampado, para facilitar a saÌda do cheiro de pl·stico.

4 - COMECE PREPARANDO A ¡GUA:

Uma boa maneira de comeÁar a fazer uma cerveja, È fervendo uns 20 litros de ·gua, que assim j· estar· fria e aerada na hora de iniciarmos a fabricaÁ„o. AERA«√O È a operaÁ„o pela qual devolvemos o oxigÍnio ‡ ·gua fervida. A ·gua, ao ser fervida, perde todo o seu oxigÍnio, e, para recuper·-lo, passamos essa ·gua (j· fria) de um balde para outro, por diversas vezes, agitando bastante, o que permite ‡ ·gua RECAPTURAR o oxigÍnio perdido.

Receita da Cerveja Preta

INGREDIENTES:

Malte - 600g ; L˙pulo - 40g ; Caramelo de milho - A Gosto ; AÁ˙car - 1Kg ; ¡gua Filtrada, Fervida e Aerada - 20 litros ; Fermento Cervejeiro - 1 Dose (30cm≥) ; Sal de Cozinha - 1 Colher de Ch·.

MODO DE FAZER:

1 - Limpar o malte sacudindo-o numa peneira ou escorredor de macarr„o, para retirar a palha e o pÛ.

2 - Lavar este malte ligeiramente em ·gua corrente da torneira.

3 - Moer o malte com ·gua no liquidificador, atÈ ele adquirir a aparÍncia de trigo para quibe. A este material moÌdo, de agora em diante, passaremos a chamar de MOSTO.

NOTA: VocÍ n„o deve moer excessivamente o malte atÈ transforma-lo num mingau. Isto trar· problemas mais tarde, na hora da filtragem.

4 - Cozimento, vamos cozinhar o mosto em uma panela com cinco ou sete litros de ·gua, mexendo de vez em quando com uma colher para o material n„o grudar no fundo.

5 - Convers„o do amido em aÁ˙car. No gr„o de malte existe uma enzima chamada MALTASE, que ao ser aquecida tem a propriedade de transformar o amido do cereal em aÁ˙car de malte, ou seja, MALTOSE.

Brassagem È a operaÁ„o de cozinhar CONTROLADAMENTE este mosto por 45 minutos, obedecendo ‡ seguinte escala de temperaturas:

a) De 40∞ a 50∞C : 15 minutos (proteÌnas/acidez)

b) De 50∞ a 60∞C : 15 minutos (convers„o de maltose)

c) De 60∞ a 72∞C : 15 minutos (convers„o da dextrose)

fig 01

7 - Teste de Iodo.

Na segunda etapa de cozimento (50/60∞C) fazemos os testes de iodo para saber se a convers„o do amido em maltose ocorreu satisfatoriamente.

MODO DE FAZER:

Com a ponta do termÙmetro ou uma colherinha recolhemos quatro gotas de mosto em um pires branco. Pingamos em cima uma gota de iodo comum. O iodo tem a propriedade de reagir em contato com o amido, mudando de cor e ficando preto azulado. ¿ medida que o amido se transforma em aÁ˙car, o iodo reage cada vez menos, e a subst‚ncia resultante deste teste vai ficando cada vez mais alaranjada. Quanto mais alaranjada, mais perfeita e completa foi a convers„o em maltose.

NOTAS:

1∫.) QUANDO FAZEMOS O COZIMENTO CORRETAMENTE, OBSERVANDO AS ESCALAS DE TEMPERATURA E TEMPO, ESTA TRANSFORMA«√O ACONTECE SEMPRE AUTOMATICAMENTE. No entanto, os testes de iodo servem para tranq¸ilizar, PROVANDO VISUALMENTE que a sacarificaÁ„o do amido j· foi completada.

2∫.) O teste do iodo È feito ao final da segunda escala (50/60∞C), ou seja, apÛs 30 minutos de cozimento do mosto.

3∫.) Depois que o teste do iodo der positivo, ainda cozinhamos o mosto por mais 15 minutos, atÈ completar a terceira etapa (60/72∞C).

8 - Lupulagem

QUANDO A SACARIFICA«√O DO MOSTO SE COMPLETAR VOC N√O PRECISAR¡ MAIS SE PREOCUPAR COM A BARREIRA DOS 72∞C. Pode recolher o termÙmetro da panela e ferver o mosto ‡ vontade. As enzimas j· concluÌram a sua tarefa, transformando em maltose e dextrose todo o amido que era possÌvel converter.

Agora adicionamos ao mosto 40g de l˙pulo e vamos fervÍ-lo por mais uma hora para extrair o seu sabor e princÌpios arom·ticos.

9 - Coagem

Depois de uma hora, completada a fervura, coamos o mosto numa peneira de malha fina, para fazer a separaÁ„o entre o bagaÁo e o suco do malte.

10 - Lavagem

Juntamos um pouco de ·gua ao bagaÁo, para lavar e extrair os restinhos da maltose. Fervemos por 10 minutos, coamos e adicionamos este caldo ao suco j· separado no item anterior.

11 - Coagem fina

Coamos novamente todo este mosto em um saco de padaria.

12 - AdiÁ„o do aÁ˙car

Enquanto o mosto est· quente, adicionamos 1Kg de aÁ˙car refinado ou cristal, mexendo-o bastante para dissolver bem a aÁ˙car.

13 - Caramelo

Com o mosto ainda quente, juntamos o caramelo de milho, mexendo sempre para ele dissolver bem. Quanto mais caramelo vocÍ adicionar, mais escura e encorpada vai ficar a sua cerveja. Pouco caramelo vai resultar numa cerveja aguada e de colarinho muito fr·gil.

NOTA: VocÍ tambÈm pode deixar para acrescentar o caramelo mais tarde, depois da fermentaÁ„o, na altura da operaÁ„o n∫ 19.

14 - AdiÁ„o da ·gua

Agora que o mosto j· est· pronto, podemos coloc·-lo no tanque de fermentaÁ„o, completando com ·gua filtrada, fervida e aerada o que faltar para 20 litros.

NOTAS:

1∫.) VocÍ ganha muito tempo se ferver a ¡GUA ANTES DE COME«AR A FAZER O MOSTO. Assim,a ·gua j· estar· fria e aerada, servindo atÈ para esfriar o mosto.

2∫.) Coloque PRIMEIRO o mosto no botij„o, e depois acrescente a ·gua necess·ria para completar os 20 litros.

d) Abrindo a tampa veremos as borbulhas de g·s subindo do fundo do tanque.

NOTA: VocÍ pode abrir o tanque de fermentaÁ„o para dar uma espiadinha, mas deve fech·-lo logo em seguida para evitar o risco de contaminaÁıes.

19 - No terceiro dia de fermentaÁ„o j· se processou e est· na hora de sifonar e coar a cerveja.(AtenÁ„o: se nesta ocasi„o ainda estiver borbulhando muito. ESPERE MAIS ALGUM TEMPO, AT… DIMINUIR O RITMO DE SAÕDA DAS BOLHAS. N„o interrompa uma fermentaÁ„o que ainda est· ativa.)

Com um tubo pl·stico flexÌvel - o"pescador" - baldeamos esta cerveja para outro recipiente, TENDO CUIDADO DE N√O AGITAR O FUNDO DO TANQUE, e, tambÈm, o cuidado de n„o puxar o fermento pela sucÁ„o do "pescador". Para isto, È necess·rio que a extremidade do "pescador" fique uns 2cm acima do material que se depositou no fundo do tanque. Aproveitamos esta baldeaÁ„o para coar novamente a cerveja num pano. Depois desta coagem, acrescente uma colherinha de ch· com sal e misture muito bem.

NOTA: Se vocÍ n„o acrescentou o caramelo na operaÁ„o n∫ 13, deve faze-lo agora. Dissolva o caramelo em 1 litro de ·gua, junte-o ‡ cerveja j· coada, misturando bem.

20 - Aproveitamento do fermento:

O depÛsito que se formou no fundo do tanque È a nova colÙnia de fermento, que usaremos para fazer as nossas prÛximas cervejas. Agitando o botij„o, recolhemos este material numa garrafa, guardando-a na geladeira. Depois de dois dias o fermento se deposita no fundo da garrafa. Viramos a garrafa com cuidado e entornamos fora os restos de cerveja, substituindo-a por ·gua fresquinha, aerada e sem cloro. Aproveitamos a ocasi„o para alimentar o fermento, dando-lhe uma colherinha de aÁ˙car e outra de nutriente, e tambÈm 2 gotas de lim„o.

NOTA: A renovaÁ„o da ·gua e a alimentaÁ„o do fermento DEVEM SER FEITAS SEMANALMENTE. Um fermento bem cuidado vive mais de trÍs meses se for mantido em geladeira.

21 - Engarrafamento:

Agora que a cerveja j· est· pronta para ser engarrafada, o vasilhame j· deve estar aguardando, limpinho.

N„o lave suas garrafas com sab„o ou detergente. … melhor vocÍ lav·-las com uma escova prÛpria para garrafas ou sacudi-las com milho ou cascalho fino de aqu·rio.

NOTA: N√O ENCHA DEMAIS AS GARRAFAS. Basta encher com cerveja atÈ atingir a curvatura do ombro da garrafa.

22 - Tipos de garrafas utiliz·veis:

Use somente garrafas de cerveja tipo A, evitando as de pinga ou tubaÌnas, pois n„o oferecem resistÍncia ‡ press„o do g·s e explodem facilmente.

Nunca utilize garrafıes de vinho: Eles simplesmente n„o ag¸entam a press„o.

23 - Fechamento com chapinha met·lica:

a) Regule a m·quina de acordo com a altura da garrafa;

b) Coloque a chapinha sobre a garrafa;

c) Centralize a garrafa no bocal do fechador;

d) Pressione firme a alavanca atÈ o fim.

Se a garrafa prender no bocal, retire-a com uma pequena torÁ„o, para baixo. Evite o movimento de vaivÈm que pode afrouxar a chapinha, estragando a cerveja.

28 - Como servir

I - A cerveja preta È a melhor bebida para o inverno ou dias frios, por ser mais reconfortante. As cervejas claras s„o melhores para matar a sede em dias de calor.

II - N„o devemos gelar exageradamente a cerveja, pois o frio excessivo prejudica muito o sabor da bebida.

III - SÛ coloque na geladeira a bebida que vocÍ vai consumir nos prÛximos dias. … bom saber que a geladeira impede a maturaÁ„o da cerveja.

IV - Uma vez posta na geladeira, a cerveja n„o deve mais ser guardada fora.

V - O depÛsito que se forma no fundo da garrafa È normal. Afinal, È o nutritivo e saboroso malte que se sedimentou. Se vocÍ quiser elimin·-lo, uma r·pida sacudida na garrafa resolve o problema.

PasteurizaÁ„o

A pasteurizaÁ„o È um processo pelo qual matamos o fermento por meio do calor, para impedir excessiva formaÁ„o de g·s, que poder· explodir as garrafas.

  • MODO DE FAZER:

a) Forrar o fundo de uma panela com panos para proteger as garrafas do choque tÈrmico;

b) Encher a panela com ·gua atÈ cobrir a garrafas em pÈ, e finalmente aquecer atÈ 60∞C por 20 minutos, o que basta para matar o fermento e impedir a criaÁ„o de mais g·s.

  • CUIDADOS ESPECIAIS NA PASTEURIZA«√O:

I - O calor faz QUADRUPLICAR O VOLUME DE G¡S na hora da pasteurizaÁ„o. … por isto que recomendamos n„o encher demais as garrafas. Deixe um lugar para a expans„o que o g·s vai sofrer ao atingir os 60∞C.

II - N„o coloque uma garrafa quente, recÈm-saÌda da panela, sobre o m·rmore da pia ou sobre o ch„o frio, pois ela arrebentar·, com o choque tÈrmico.

III - Durante a pasteurizaÁ„o use Ûculos para proteger a vista e cubra a panela com tampa, deixando sÛ um pequeno espaÁo para enfiar o termÙmetro. Seja rigoroso na determinaÁ„o exata da temperatura.

N√O PERMITA QUE A TEMPERATURA DA PANELA SUBA AL…M DOS 60∞C, POIS AS GARRAFAS PODEM EXPLODIR.

IV - Manuseie as garrafas quentes com delicadeza e sem dar pancadas.

V - Se vocÍ vai pasteurizar o lote em duas ou trÍs vezes, retire as garrafas j· pasteurizadas com o fog„o desligado e coloque as outras garrafas na panela para se "acostumarem" com o calor por 10 minutos, antes de ligar novamente o fogo.

N√O … NECESS¡RIO RECOME«AR A PARTIR DA ¡GUA FRIA.

VI - Um jeito barato de fazer esta operaÁ„o È adquirir um tambor de Ûleo cortado com

Receita da Cerveja Clara

INGREDIENTES:

Malte - 1800g ; L˙pulo - 40g ; AÁ˙car - 250/500g (leve ou normal) ; Quirera de milho - 250g (1 copo grande) ; Bentonita 20g ; ¡gua Filtrada, Fervida e Aerada - 20 litros ; Fermento Cervejeiro - 1 Dose (30cm≥) ; Gelatina incolor - 1 Pacotinho

MODO DE FAZER:

1 - Peneirar: as 1800g de malte para retirar o pÛ.

2 - Tostagem: Separamos a metade de um saquinho de malte - 300g - e vamos tost·-lo numa assadeira, mexendo sempre com uma colher, atÈ o gr„o adquirir a cor amarelo queimado, mais ou menos a cor da madeira cerejeira.

NOTA: Quanto mais malte tostado vocÍ acrescentar mais corada ficar· a cerveja. A intensidade da tostagem tambÈm influi: Quanto mais se tostar o malte, mais escura ficar· a cerveja

3 - Lavagem: Lavamos o restante do malte em ·gua corrente da torneira, utilizando uma peneira ou um escorredor de macarr„o.

4 - Moagem: A seguir, num liquidificador, moemos junto o malte cru e o tostado. Se vocÍ trabalhar com o gr„o j· moÌdo, n„o È mais necess·rio peneirar, lavar ou moer o malte. Comece a sua cerveja ‡ partir da BRASSAGEM. (operaÁ„o N∫ 5).

5 - Brassagem: … a operaÁ„o de cozimento controlado do mosto. Em uma panela grande com aproximadamente sete litros de ·gua, colocamos para cozinhar o malte moÌdo, junto com a quirera de milho.

6 - Escalas de cozimento: Tenha muito cuidado para n„o perder o material por aquecimento excessivo, pois 2kg de material acumulam muito calor, e, È muito comum o cervejeiro principiante estragar o material por elevaÁ„o muito r·pida da temperatura o que destrÛi a enzima.

Obedecemos a seguinte escala de temperaturas:

a) De 40∞ a 50∞C : 15 minutos (proteÌnas/acidez)

b) De 50∞ a 60∞C : 20 minutos (convers„o de maltose)

c) De 60∞ a 72∞C : 20 minutos (convers„o da dextrose)

OBS: A ENZIMA MALTASE MORRE AOS 72∞C, RAZ√O PELA QUAL N√O PODEMOS ULTRAPASSAR ESSA TEMPERATURA ANTES QUE TODO O AMIDO J¡ TENHA SE CONVERTIDO EM MALTOSE.

7 - Teste de Iodo: Na segunda etapa de cozimento (50/60∞C) fazemos os testes de iodo para saber se a convers„o do amido em maltose ocorreu satisfatoriamente.

MODO DE FAZER:

Com a ponta do termÙmetro ou uma colherinha recolhemos quatro gotas de mosto em um pires branco. Pingamos em cima uma gota de iodo comum. O iodo tem a propriedade de reagir em contato com o amido, mudando de cor e ficando preto azulado. ¿ medida que o amido se transforma em aÁ˙car, o iodo reage cada vez menos, e a subst‚ncia resultante deste teste vai ficando cada vez mais alaranjada. Quanto mais alaranjada, mais perfeita e completa foi a convers„o em maltose.

NOTAS:

1∫.) QUANDO FAZEMOS O COZIMENTO CORRETAMENTE, OBSERVANDO AS ESCALAS DE TEMPERATURA E TEMPO, ESTA TRANSFORMA«√O ACONTECE SEMPRE AUTOMATICAMENTE. No entanto, os testes de iodo servem para tranq¸ilizar, PROVANDO VISUALMENTE que a sacarificaÁ„o do amido j· foi completada.

2∫.) O teste do iodo È feito ao final da segunda escala (50/60∞C), ou seja, apÛs 30 minutos de cozimento do mosto.

3∫.) Depois que o teste do iodo der positivo, ainda cozinhamos o mosto por mais 15 minutos, atÈ completar a terceira etapa (60/72∞C).

8 - Primeira coagem: A seguir coamos este mosto numa peneira fina para separ·-lo do bagaÁo.

16 - DecantaÁ„o: Deixamos este mosto repousar por SEIS HORAS para que o material mais pesado deposite-se no fundo do botij„o. Depois fazemos a baldeaÁ„o do mosto, separando-o do material grosso depositado no fundo do tanque, e que deve ser jogado fora, pois contem muita proteÌna deterior·vel que transmite mau gosto ‡ cerveja.

17 - FermentaÁ„o: Chegou ent„o a hora de ativar o fermento e adicion·-lo ao mosto. Esta fermentaÁ„o vai durar trÍs ou quatro dias, conforme a temperatura estiver quente ou fria.

NOTA: Releia o tÛpico sobre cerveja preta, pois o procedimento de ativaÁ„o do fermento e exatamente o mesmo.

18 - ClarificaÁ„o com bentonita: Ao completar o terceiro dia de fermentaÁ„o , dissolvemos 1 colher de ch· com bentonita em um copo de ·gua quente e que dever· ser adicionada ao mosto lentamente e sem agitar. Adicione a bentonita umas 10 horas antes de engarrafar.

19 - ClarificaÁ„o com gelatina: VocÍ tambÈm pode clarificar sua cerveja com gelatina branca em pÛ. Dissolva um pacotinho de gelatina em pÛ na ·gua quente e introduza-a no tanque umas 12 horas antes do engarrafamento. A gelatina tem a propriedade de captar as partÌculas em suspens„o na cerveja, arrastando-as para o fundo do tanque, e melhorando assim a transparÍncia da bebida. Se vocÍ usar gelatina, n„o precisar· usar bentonita pela segunda vez no item N∫ 18, a n„o ser que vocÍ queira uma cerveja absolutamente cristalina. Neste caso faÁa a clarificaÁ„o com a bentonita 24 horas antes de engarrafar, e a gelatina 12 horas antes, finalizando com a coagem em papel filtro.

20 - Filtragem: Completado o ˙ltimo dia de fermentaÁ„o, baldeamos a cerveja para outro recipiente, tendo cuidado para n„o agitar o recipiente, NEM LEVANTAR O FERMENTO DO FUNDO DO TANQUE. Aproveitamos esta baldeaÁ„o para coar a cerveja em um pano, feltro ou papel filtrante.

21 - Engarrafamento: Com uma mangueirinha pl·stica (pescador) sifonamos a cerveja e vamos encher as garrafas atÈ a altura do ombro. CUIDADO PARA N√O ENCHER AS GARRAFAS DEMASIADAMENTE! NO CASO DE USAR MAN‘METRO VOC PODE ENCHER AS GARRAFAS AT… O NÕVEL NORMAL.

22 - Repouso: Fechamos as garrafas com chapinhas met·licas. Depois, elas ficar„o DEITADAS em repouso por dois ou trÍs dias, aguardando a formaÁ„o do g·s.

23 - Teste do g·s: Por ocasi„o do engarrafamento, enchemos tambÈm trÍs garrafinhas para fazer o teste de g·s. A contar do engarrafamento, abrimos uma garrafinha a cada 24 horas, derramamos a cerveja no copo e observamos que altura a espuma atingiu. SE DER DOIS DEDOS DE ALTURA, PASTEURIZAMOS. Caso contr·rio ABRIMOS MAIS UMA GARRAFINHA A CADA 24 HORAS, AtÈ atingirmos o

ponto certo da pasteurizaÁ„o. NO CASO DE USAR MAN‘METRO PASTEURIZE QUANDO ATINGIR AS MARCAS DE 1,5 A 2,0 ATMOSFERAS ( 20 A 30 LIBRAS DE PRESS√O).

24 - PasteurizaÁ„o: Repetimos exatamente o mesmo procedimento j· ensinado na receita da cerveja preta.

25 - MaturaÁ„o: ApÛs pasteurizar, a cerveja deve MATURAR PELO MENOS POR 30 DIAS antes de ser consumida. A cerveja clara exige um tempo muito maior antes que o seu paladar a torne agrad·vel de ser degustada.

26 - ConservaÁ„o: Esta cerveja mantÈm-se em perfeito estado de conservaÁ„o por um ano.

SISTEMA PRIMING (PRONUNCIA-SE PR¡IMING)

Trata-se de um sistema de fazer cerveja muito usado na Europa, e que tem a vantagem de n„o necessitar de pasteurizaÁ„o. A aparÍncia desta cerveja È muito boa porque a bebida tem bastante tempo para decantar as impurezas.

Desvantagem: Este processo sempre forma um pequeno depÛsito no fundo da garrafa devido ‡ nova fermentaÁ„o que se processa dentro da garrafa.

17.1 - FermentaÁ„o: O procedimento È igual ao sistema anterior atÈ chegar ao item N∫ 17, sendo que neste caso a fermentaÁ„o prolonga-se por seis ou sete dias dependendo do tempo estar frio ou quente.

18.1 - ClarificaÁ„o com bentonita: … feita 10 horas antes de engarrafar.

19.1 - ClarificaÁ„o com gelatina: … feita 12 horas antes de engarrafar.

20.1 - Filtragem: Absolutamente igual ao anterior. Pode utilizar o papel filtrante, ou um pano fino de malha fina dobrado.

21.1 - Priming: ApÛs esta prolongada fermentaÁ„o, a cerveja perdeu todo o seu teor de g·s carbÙnico. Precisamos portanto devolver o g·s ‡ cerveja e utilizamos o seguinte processo: Em 1 litro de ·gua dissolvemos ao fogo um copo grande de aÁ˙car com trÍs gotas de lim„o. Fervemos por 20 minutos atÈ formar uma calda rala. derramamos esta calda rala na cerveja j· coada e filtrada. MEXE-SE BEM PARA HOMOGENEIZAR o aÁ˙car com a cerveja e ENGARRAFA-SE IMEDIATAMENTE.

NOTA: O fermento que est· vivo na cerveja vai recomeÁar a atividade criando dentro da garrafa todo o g·s necess·rio.