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Equilíbrio Químico durante o envazamento de cerveja.
Tipologia: Notas de estudo
Compartilhado em 03/11/2014
4.5
(78)180 documentos
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Introdução Defini-se genericamente cerveja como uma bebida carbonatada de teor alcoólico entre 3 e 8% (v/v), ou seja, para cada 100 mL de cerveja, tem-se 3 a 8 mL de álcool levando-se em consideração a pureza do álcool como sendo de 100%. Os ingredientes para sua preparação são malte de cevada, lúpulo, fermento e água de boa qualidade, permitindo-se ainda o uso de outras matérias primas como arroz, milho e trigo. [2] (Almeida e Silva, 2005) Por ser uma bebida que apresenta um equilíbrio entre sabor e aroma, é quimicamente instável e sofre diversas reações químicas e enzimáticas durante seu processamento e estocagem. O equilíbrio de seus compostos voláteis e não voláteis é responsável pela aceitação e qualidade da bebida. (Siqueira, Bolini, Macedo, 2008) Dentro da fábrica de cerveja o processo de produção envolve a moagem do malte, a mosturação, no qual tem por objetivo promover a hidrólise do amido a açúcares, a fervura, a fermentação e a maturação, no qual consiste de uma fermentação secundária com o intuito de clarificar a cerveja. (Siqueira, Bolini, Macedo, 2008) Referencial teórico No processo de fermentação, a levedura é adicionada no produto da mosturação, e se reproduz rapidamente devido a alta quantidade de O 2 dissolvido, oxidando o piruvato até gás carbônico (CO2) e água. Depois que todo o oxigênio é consumido, as células de levedura passam a utilizar o açúcar de forma anaeróbica, fermentando esses açúcares em etanol e CO2. A Eq. (1) a seguir apresenta a etapa de utilização do açúcar de forma anaeróbica pelas leveduras, com formação de CO 2 e água, caracterizando a fermentação alcoólica.
(1) O CO 2 é utilizado pela indústria de engarrafamento para carbonatação, na qual deriva-se o nome bebida carbonatada. (FREIRE, 2008) Os critérios mais importantes para o fornecimento do CO 2 são que seja de alta qualidade e que não produza sabor, odor ou aparência discrepante a bebida final. (FREIRE, 2008) Como apresentado na Eq. (1) o CO 2 pode ser obtido como produto final da fermentação alcoólica, porém este processo traz com ele uma variedade de contaminantes peculiares e, uma vez conhecidos os desafios apresentados por cada
fonte de CO2, é necessário garantir a capacidade da usina de beneficiamento de tratar esse fluxo de forma a obter um produto de CO 2 que atenda as normas de qualidade.
A função da adição do CO 2 no engarrafamento de bebidas é para contribuir com o perfil sensorial, atuar como inibidor e preservativo eficaz contra microorganismos. (Freire,
essa mesma quantidade CO 2 produzida em um tanque de 10 L, com temperatura de 24°C, pode fazer o cálculo da constante de equilíbrio em termos de pressões parciais para a Eq. (1). A constante de equilíbrio em termos de pressões parciais para a Eq. (1) será dada por: (4) Encontrando a quantidade de mols para CO (^) 2, por , sabendo que a massa molecular (MM) do CO 2 é 44 g/mol, e utilizando a equação , pode-se calcular a pressão exercida pelo CO 2 produzido na fermentação alcoólica. A constante de equilibro em termos de pressão parcial para a Eq. (1) será então. Percebe-se que participam da constante de equilíbrio em termos de pressão parcial somente os gases, sendo o CO 2 o único gás presente na Eq. (1)