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cobre e suas ligas, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

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Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 30/11/2008

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Mate
riais I
O Cobre e Suas Ligas
Propriedades e Aplicações
Processos de Produção – Diurno – 2º Semestre
Prof.ª
Sorocaba, 7 de Novembro de 2008
Sumário
1. Cobre 3
1.. Propriedades 4
1.2. Aplicações 4
2.Ligas de Cobre 4
2.1. O Bronze 4
2.1.1. Propriedades 6
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Mate

riais I

O Cobre e Suas Ligas

Propriedades e Aplicações

Processos de Produção – Diurno – 2º Semestre

Prof.ª

Sorocaba, 7 de Novembro de 2008

Sumário

  1. Cobre 3

1.. Propriedades 4

1.2. Aplicações 4

2.Ligas de Cobre 4

2.1. O Bronze 4

2.1.1. Propriedades 6

2.1.2. Aplicações 6

2.2 Outros Bronzes 9

2.2.1. Cobre-Alumínio 9

2.2.1.1 Aplicações 9

2.2.2. Cobre-Silício 10

2.2.2.1 Aplicações 10

2.2.3. Cobre-Berílio 11

2.2.3.1 Aplicações 11

3.. O Latão 11

2.3.1. Propriedades 12

2.3.2. Aplicações 13

  1. Novas Tecnologias 16

3.1. Meio Ambiente 17

1. O Cobre

Principais matérias-primas são o sulfeto de cobre e ferro (CuFeS 2 ) e o sulfeto de cobre (Cu 2 S). O enxofre é removido por calcinação e o cobre obtido é transformado em cobre metalúrgico por meio de fornos ou cobre eletrolítico por eletrólise.

Provavelmente, cobre foi o primeiro metal que o homem extraiu da natureza, o que deu início à Idade do Bronze. Na atualidade, a produção mundial de cobre está na faixa de 15,5 10 6 toneladas (dado de 2001). Estima- se que as reservas mundiais em forma de minerais sejam da ordem de 2600 106 toneladas.

Cobre é um dos metais mais versáteis. A combinação de propriedades mecânicas, elétricas, térmicas e químicas entre outras dá ao metal uma extensa gama de aplicações, seja na forma pura, seja em ligas como bronze,

farmacêuticos, de moedas e de dispositivos anticoncepcionais intra-uterinos, entre muitas outras aplicações

Alguns exemplos são:

  • A facilidade de soldagem e/ou a resistência à corrosão de alguns meios fazem do cobre o metal apropriado para certos tipos de tubulações, trocadores de calor, etc.
  • Condução de eletricidade é a aplicação básica do cobre. Desde cabos e transformadores de linhas de transmissão e instalações prediais a aparelhos elétricos e eletrônicos e seus componentes.
  • Ligas como latão e bronze têm importantes e variadas aplicações.
  • Usado também como veneno agrícola e para remover algas na purificação da água.

2. Ligas de Cobre

O cobre é normalmente usado em sua forma pura, mas também pode ser combinado com outros metais para produzir uma enorme variedade de ligas.cada elemento adicionado ao cobre permite obter ligas com diferentes características tais como: maior dureza, resistência a corrosão, resistência mecânica, usinabilidade ou até para obter uma cor especial para combinar com certas aplicações.

2.1 O Bronze

Os bronzes, ligas cobre-estanho, são as ligas metálicas utilizadas há mais tempo pela humanidade, pois a chamada Idade do Bronze antecede a Idade do Ferro. Entretanto, ao longo do tempo foram substituídas em muitas de suas antigas aplicações por outras ligas metálicas de menor custo, e atualmente, mesmo entre as ligas e cobre, são menos utilizadas do que os latões, por exemplo. Mesmo assim, para determinados tipos de aplicações continuam sendo os materiais mais adequados, o que garante sua permanência no grupo dos materiais de engenharia mais utilizados na indústria. Os átomos de estanho são relativamente grandes em comparação com os átomos de cobre, mas apesar disso possuem solubilidade relativamente elevada no cobre, e esses fatores conjugados proporcionam considerável resistência mecânica e dureza às ligas cobre-estanho, muito superior às dos latões com baixo teor de zinco. Por outro lado, ao contrário da resistência mecânica, a dutilidade (alongamento em tração) diminui com o aumento do teor de estanho, e embora o bronze com 8 % de estanho seja bastante dúctil, não apresenta trabalhabilidade comparável à do latão com 30 % de zinco. A solubilidade do estanho no cobre cai acentuadamente com o decréscimo da temperatura, mas abaixo de cerca de 300 ºC a taxa de precipitação da fase épsilon é lenta, de modo que ligas que contêm até 10 % de estanho serão monofásicas (fase alfa) após homogeneização adequada e resfriamento até 25 ºC. Termodinamicamente estas ligas poderiam ser

endurecíveis por precipitação, já que a fase delta possui elevada dureza, porém a cinética de precipitação é muito lenta, o que faz com que o tempo necessário para atingir um valor de dureza seja excessivamente longo, inviabilizando a aplicação industrial deste tratamento térmico para estas ligas. Por exemplo, o envelhecimento do bronze com 10 % de estanho a 315 ºC por 5 h não produz aumento significativo de dureza e resistência à tração.

O amplo intervalo entre as temperaturas liquidus e solidus fazem essas ligas susceptíveis à segregação durante a solidificação, mesmo as ligas com teores de estanho tão baixos como 8 %, que contêm fase delta como conseqüência da capacidade da região imediatamente externa às dendritas de fase alfa (matriz) conterem até cerca de 13,5 %. A fase alfa reage com a fase líquida para formar uma certa quantidade de fase beta através de uma reação peritética. A fase beta assim formada decompõe-se por uma reação eutetóide em fase alfa e fase gama. Por sua vez a fase gama decompõe-se em fase alfa e fase delta. Esta seqüência pode ser bastante complexa e depende da taxa de resfriamento.

Os bronzes com 10 % ou mais de estanho são usados em aplicações para mancais, que exigem elevada resistência mecânica para poder suportar pesadas cargas e o desgaste mecânico, o que só é possível devido ao significativo efeito de endurecimento por solução sólida (resistência mecânica) e à presença da fase delta, muito dura (resistência ao desgaste). Freqüentemente estas ligas são usadas na condição fundida, sem tratamento térmico subseqüente, para a fabricação de mancais, de modo que as propriedades iniciais dependem do desenvolvimento da fase delta durante o processo de solidificação. Se a liga for utilizada na condição fundida, as propriedades obtidas resultam unicamente das condições do processo de fundição. O fator principal é o tamanho do grão de fase alfa primária e a distribuição da fase delta na microestrutura da liga. Este tamanho de grão da fase alfa primária pode ser reduzido através do aumento da taxa de nucleação na fase líquida, tanto por inoculação como pelo controle adequado da taxa de resfriamento. Quanto mais rápido o resfriamento, mais finas serão as dendritas de fase delta.

2.1.1 Propriedades

Os bronzes mais utilizados na indústria possuem teores de estanho variando entre 2 e 10 % para as ligas trabalhadas e entre 5 e 11 % para as ligas fundidas. À medida que o teor de estanho aumenta, também aumenta a resistência mecânica da liga até 15 % de estanho, porém a dutilidade diminui sensivelmente, principalmente a partir de 5 % de estanho. Entretanto, as propriedades mecânicas podem ser melhoradas com a adição de até 0,4 % de fósforo, o qual também atua como desoxidante, originando o chamado bronze fosforoso.

A microestrutura do bronze que contém até entre 8 e 16 % de estanho (dependendo das condições de resfriamento), é monofásica (fase alfa) e assim constituída por uma solução sólida de estanho em cobre. Acima desses teores inicia-se a precipitação de uma fase intermetálica, denominada delta, a qual é rica em estanho e possui dureza elevada. A associação desta fase delta com uma matriz alfa dútil resulta em um material com excelentes propriedades antifricção, o qual é muito usado para a fabricação de mancais.

tubos de manômetros, engrenagens, componentes de bombas e eletrodos de soldagem.

Bronze C 521 (92 % de cobre e 8 % de estanho) – É uma liga monofásica (fase alfa), que contém, dependendo das condições de fabricação, pequenas quantidades de fase delta. Como possui elevados teores de estanho e de fósforo, apresenta elevadas resistência á fadiga e ao desgaste e propriedades antifricção, além de boa resistência á corrosão. Este bronze é produzido sob a forma de chapas, barras, fios e tubos. Na indústria química é destinado ao mesmo tipo de aplicação que o bronze C519, do mesmo modo que nas aplicações elétricas e na construção mecânica, mas no caso de molas, é uma liga mais adequada para condições de solicitações mais severas, além de ser muito apropriada para a fabricação de discos de fricção.

Bronze C 524 (90 % de cobre e 10 % de estanho) – É uma liga bifásica (contém as fases alfa e delta), que possui elevada resistência á fadiga e ao desgaste, o que recomenda seu uso como material antifricção. Entre os bronzes trabalhados é o que apresenta maior resistência mecânica e dureza, sendo produzido sob a forma de chapas e fios. Suas principais aplicações estão na construção de instalações da indústria de papel e na fabricação de molas para serviços pesados.

Bronzes fundidos

Cu 89 – Sn 11 – Usado para a fabricação de engrenagens diversas.

Cu 88 – Sn 10 – Zn 2 – Utilizado em conexões de tubos grandes, engrenagens, parafusos, válvulas e flanges.

Cu 88 – Sn 6 – Zn 4,5 – Pb 1,5 – Usado em válvulas para temperaturas de até 290 ºC, bombas de óleo e engrenagens.

Cu 87 – Sn 11 – Pb 1 – Ni 1 – Usado em buchas e engrenagens diversas.

Cu 85 – Sn 5 – Pb 9 – Zn 1 – É uma liga usada em mancais e buchas pequenas.

Cu 80 – Sn 10 – Pb 10 – Bronze usado na fabricação de mancais para altas velocidades e grandes pressões e mancais para laminadores.

Cu 78 – Sn 7 – Pb 15 – Bronze aplicado na fabricação de mancais para pressões médias e mancais para automóveis.

Cu 70 – Sn 5 – Pb 25 – Usado em mancais para altas velocidades e pequenas pressões.

Cu 85 – Sn 5 Pb 5 – Zn 5 – É uma liga especial que apresenta alta fundibilidade, sendo utilizada na fabricação de peças de resistência média, mas com boa estanqueidade e usinabilidade. É usada em geral na fabricação de válvulas para pequenas pressões e engrenagens de pequeno tamanho, entre outras aplicações.

Vale lembrar que bronze possui características acústicas e de geração de ondas sinusoidais bastante puras e apresentando um timbre bem distinto, tornando-se assim um metal excelente para a fabricação de instrumentos musicais de percussão como é o caso dos sinos e sinetas ou secções de instrumentos de sopro, onde o som é originado, como são os bocais para saxofones, trompetes e trombones, entre outros.De bronze foram as primeiras armas e ferramentas metálicas, também utilizado para a produção de estátuas. Material que, polido, chega ao amarelo ouro , é o mais usado no campo da escultura. Sua grande popularidade se deve à sua enorme resistência estrutural, à não corrosão atmosférica, à facilidade de fundição e uma capacidade de acabamento que permite excelent epolimento ou o uso de diversas cores e tipos.

2.2 “Outros Bronzes”

Além do já mencionado Bronze (liga de cobre e estanho), há outras ligas de cobre que são conhecidas como bronzes, entre elas: -Bronze de Alumínio; -Bronze de Silício; -Bronze de Berílio;

2.2.1 Cobre-Alumínio

Essas ligas também são conhecidas como bronzes de alumínio, entretanto neste texto evitamos a denominação “bronze” para evitar confusões com as ligas cobre-estanho, que são conhecidas como bronzes desde a chamada Antiguidade.

O diagrama de fases Cu-Al de um modo geral apresenta muitas semelhanças com o diagrama Cu-Zn. A solubilidade do alumínio no cobre é relativamente alta e para teores mais elevados de alumínio se formam diversos tipos de compostos intermetálicos, alguns dos quais possuem a mesma estrutura cristalina e estequiometria de alguns compostos intermetálicos do sistema Cu-Zn. Como a diferença entre os tamanhos dos átomos é grande e a solubilidade máxima do alumínio no cobre é relativamente alta, espera-se boa resistência mecânica para as ligas Cu-Al mesmo como soluções sólidas. De fato o alumínio é um eficiente agente de endurecimento e existem duas ligas comerciais, com teores de 5 e 8 % de alumínio, que são soluções sólidas, então seu tratamento térmico resume-se à homogeneização convencional da liga fundida e o recozimento da liga trabalhada.

2.2.1.1 Aplicações

Liga 95 cobre – 5 alumínio – É uma liga com microestrutura monofásica (fase alfa), que contém pequenos teores de arsênio, níquel ou manganês, que são adicionados com o objetivo de melhorar a resistência á corrosão e a resistência mecânica. É uma liga que apresenta boa resistência à corrosão, mesmo em

tubulações e cestos de decapagem; na construção mecânica em eletrodos de soldagem, parafusos, porcas, rebites, buchas e ganchos; na construção naval em eixos de hélices e na construção aeronáutica em linhas hidráulicas e de pressão.

2.2.3 Cobre Berílio

A diferença entre o diâmetro atômico dos átomos de cobre e de berílio é comparável à que existe entre os átomos de cobre e alumínio ou entre os átomos de cobre e de estanho. A solubilidade do berílio no cobre é muito limitada, reduzindo-se de 2,1 % a 864 ºC para menos de 0,25 5 à temperatura ambiente, o que faz com que o efeito de endurecimento por solução sólida seja pouco eficiente. Entretanto, o efeito de endurecimento por solução sólida é significativo, já que à temperatura de 800 ºC uma liga com cerca de 1,5 % de berílio é praticamente monofásica (fase alfa) e uma temperatura mais baixa bifásica (alfa + beta), de modo que a faz beta se precipita a partir da fase alfa, sendo que a temperaturas ainda mais baixas (abaixo de 575 ºC) , se precipita a fase gama. O endurecimento por precipitação é considerável e permite a esta liga atingir 40 unidades Rockwell C, um valor de dureza compatível com o de muitos aços.

2.2.3.1 Aplicações

As ligas Cu-Be, com boa resistência mecânica, e à fadiga em particular, além de boa condutividade elétrica e térmica, são usadas, na forma de tiras, arames, tubos e barras e também peças fundidas para a fabricação de molas de instrumentos, diafragmas e cabos flexíveis, componentes de chaves elétricas, de relês, de bombas e de máquinas de soldagem por resistência elétrica. Ferramentas anitfaiscantes são bons exemplos de aplicação de peças fundidas.

2.3 O Latão

É o nome de ligas de cobre e zinco com pelo menos 50% de cobre, podendo conter pequenas proporções de outros elementos.

Há basicamente dois tipos: o tipo alfa, que contém menos de 34-37% de zinco. É bastante dúctil e pode ser trabalhado a frio. Do contrário, é chamado tipo alfa-beta ou beta, que é mais duro, menos dúctil, apresenta menores resistência à corrosão e condutividade elétrica.

Nos itens a seguir, efeitos de alguns elementos que podem ser adicionados ao latão.

Alumínio : proporções usuais variam de 0,5 a 1%. Aumenta a dureza e a resistência à tração, com algum prejuízo para a ductilidade. Algumas ligas usam teores mais altos, até 6%, para obter elevada resistência à corrosão marítima.

Arsênio : proporções de 0,03 a 0,25% reduzem a corrosão do zinco da liga.

Chumbo : quando necessário, usado em proporções de 1,5 a 4,5%. Não é solúvel na liga e se distribui em finas partículas que atuam como "quebradores de cavacos" nas operações de usinagem. Isso proporciona maior velocidade de corte e menor desgaste de ferramenta.

Ferro : pequenos teores, até 0,5%, aumentam a resistência à tração. Proporções maiores dificultam a usinagem e aumentam o desgaste de ferramentas.

Estanho : são comuns proporções de até 1%. Aumenta ligeiramente a resistência à tração e melhora a resistência à corrosão marítima.

Manganês : teores de 0,5 a 2,5%, normalmente em conjunto com ferro, melhoram a resistência à tração e a dureza, com pequena redução de ductilidade.

Níquel : proporções de 1 a 2% ajudam a resistência à tração sem prejuízo para a ductilidade.

A tabela abaixo dá alguns tipos comerciais.

Tipo Designação comercial Composição principal Alfa C22000 - Latão comercial 90% Cu - 10% Zn " C23000 - Latão vermelho 85% Cu - 15% Zn " C24000 - Latão baixa liga 80% Cu - 20% Zn " C26000 - Latão para munição 70% Cu - 30% Zn Beta C27000 - Latão amarelo 65% Cu - 35% Zn " C28000 - Metal Muntz 60% Cu - 40% Zn

2.3.1 Propriedades

Um dos principais usos do cobre está na fabricação de peças com formato complexo por deformação mecânica, como no assim chamado processo de embutimento. O latão alia a vantagem de ser facilmente deformado com uma resistência mecânica mais alta do que a do cobre comercialmente puro. Aliás, o latão com teores de zinco entre 20 e 30 % apresentam maior dutilidade (alongamento) do que o cobre comercialmente puro e do que os latões com teores de zinco mais baixos. Embora os latões sejam mais duros que o cobre comercialmente puro, são ligas que endurecem por deformação a uma taxa muito mais baixa do que o cobre comercialmente puro, e assim o chamado “empescoçamento” (redução de seção reta causada pela deformação) somente ocorre para uma deformação bem maior. Deste modo, ao se deformar uma dessas ligas numa matriz, a mesma pode se deformar consideravelmente antes que ocorra o empescoçamento, o qual leva a uma mudança dimensional indesejada e finalmente à fratura. As ligas que mais mantêm essa característica para maiores graus de deformação a frio são

eletro-eletrônicos.

Latão C 240 (80 % de cobre e 20 % de zinco) – Como os demais latões vermelhos não, apresenta dezincificação e possui elevada resistência à corrosão sob tensão. Sua principal aplicação consiste na fabricação de objetos decorativos (estojos e componentes de relógios) obtidos pelos processos de conformação mecânica e brasagem.

Latão C 260 (70 % de cobre e 30 % de zinco) – Ainda é uma liga monofásica, mas já possui características bem diferentes dos latões vermelhos, começando por sua coloração amarelada. Pode apresentar problemas de dezincificação, dependendo do ambiente na qual está sendo utilizada, mas em compensação apresenta a mais favorável combinação de resistência mecânica e dutilidade (elevadas) entre todos os latões, razão pela qual é muito indicada para processos de conformação em geral, particularmente a estampagem e o embutimento profundo. Sua principal aplicação está na fabricação de cartuchos para munição (esta liga é popularmente conhecida como “latão para cartucho”), mas também pode ser utilizada para as mais diversas aplicações, como tubos de trocadores de calor para água não poluída, evaporadores e aquecedores de produtos alimentícios, cápsulas e roscas de lâmpadas, instrumentos musicais de sopro, radiadores de automóveis, metais sanitários, extintores de incêndio, rebites, pinos e parafusos.

Latão C 268 (66 a 67 % de cobre, 33 a 34 % de zinco) – Esta liga possui propriedades mecânicas ligeiramente inferior às do latão C 260, porém seu custo de fabricação é menor, sendo utilizada como alternativa ao uso daquela liga, em aplicações nas quais os requisitos de propriedades mecânicas não são tão importantes e o custo de fabricação é um fator determinante.

Latão C 272 (63 a 64 % de cobre, 36 a 37 % de zinco) – Esta liga já pode apresentar uma pequena quantidade de fase beta. Não pode ser usada em ambientes corrosivos. Pode ser trabalhada a frio e a quente, porém sua dutilidade é um tanto inferior à das ligas C 260 e C 268, embora suporte condições de conformação mecânica relativamente severas. É utilizada para fabricação de peças por estampagem não profunda como componentes de lâmpadas e chaves elétricas, recipientes para instrumentos, componentes de radiadores, rebites, pinos e parafusos.

Latão C 280 (60 % de cobre e 40 % de zinco) – Esta é uma típica liga bifásica (alfa e beta) com excelente trabalhabilidade a quente, relacionada com a presença da fase beta, que por outro lado dificulta a conformação a frio. Suas aplicações também estão limitadas a ambientes não muito corrosivos. Possui melhores propriedades de conformação a frio e de soldagem do que as do latão C 370 (61 % de cobre, 38 % de zinco e 1 % de chumbo), porém usinabilidade inferior. É usado na fabricação de placas, barras e perfis, na arquitetura em seções estruturadas e painéis espessos, na indústria química em placas de tubos de condensadores e trocadores de calor e componentes mecânicos fabricados por forjamento.

Latão C 340 (65 % de cobre, 34 % de zinco e 1 % de chumbo) – Possui partículas de chumbo dispersas em uma matriz de fase alfa, podendo no entanto conter uma pequena quantidade de fase beta. Apresenta elevada

usinabilidade e pode ser conformada para a fabricação de parafusos, rebites, porcas, componentes de instrumentos e de relógios.

Latão C 353 (62 % de cobre, 36 % de zinco e 2 % de chumbo) – Apresenta uma estrutura bifásica (fases alfa e beta) e com partículas dispersas de chumbo. Possui aplicações semelhantes à do latão C 340, porém apresenta menor trabalhabilidade. É utilizada para a fabricação de terminais de baterias elétricas e de velas de ignição de motores, e de peças gravadas mecanicamente.

Latão C 360 (61 % de cobre, 36 % de zinco e 3 % de chumbo) – Apresenta microestrutura muito semelhante à do latão C 353. É conhecido como latão de usinagem fácil (“free cutting brass”). É muito utilizada sob a forma de barras extrudadas que são posteriormente usinadas para a fabricação de diversos produtos, entre os quais porcas, parafusos, pinos, buchas, mancais, afastadores e peças tubulares com extremidades abertas ou fechadas.

Latão C 370 (61 % de cobre, 38 % de zinco e 1 % de chumbo) – Apresenta o mesmo tipo de microestrutura presente nas ligas anteriormente citadas, porém além da elevada usinabilidade, possui boa trabalhabilidade a quente. É fornecida geralmente sob a forma de tubos usados para a fabricação de peças tubulares em máquinas operatrizes de usinagem.

Latão C 442 (71 % de cobre, 28 % de zinco e 1 % de estanho) – Esta liga monofásica (fase alfa) contém, além de estanho uma pequena adição de arsênio para aumentar a resistência à dezincificação. O estanho é adicionado com o objetivo de proporcionar boa resistência à corrosão em água de rios e mares não poluída, paradas ou em movimento de baixa velocidade (até cerca de 2m/s). É muito usada na fabricação de tubos e placas para equipamentos de trocadores de calor, principalmente de refinarias de petróleo e de centrais de produção de energia.

Latão C 464 (61 % de cobre, 38 % de zinco e 1 % de estanho) – Esta liga, entre as últimas da série dos latões, possui uma microestrutura bifásica (alfa e beta), mas contém estanho e até mesmo chumbo em pequenos teores para aumentar a usinabilidade. É usada na forma de placas, chapas e barras utilizadas na fabricação de placas de condensadores, parafusos, porcas, peças forjadas e usinadas para uso em locais submersos em água ou equipamentos usados na construção naval. Esta liga pode conter inibidores contra corrosão, como o arsênio, o antimônio e o fósforo, porém limitados em teores de 0,02 a 0,10 %.

3. Novas Tecnologias

Desde cabeamentos mais seguros até casas inteligentes e transbordadores espaciais ultramodernos, as aplicações tecnológicas do cobre ocupam uma ampla gama de novas tecnologias. Conheça o uso inovador do cobre em um menu quase incalculável de aplicações e saiba porque este antigo metal tem uma função tão importante no futuro tecnológico do homem

A indústria do cobre está procurando programas para reduzir a demanda de energia de maneira que se beneficie o ambiente e não se atinja negativamente o padrão de vida. Estes programas, que operam sem o uso de mandatos governamentais, confiam nas forças do mercado e nas novas tecnologias para nos levar a um futuro melhor.

  • Programa de eficiência de energia elétrica

Existe um programa de eficiência de energia elétrica na América do Norte que compara o maior custo dos motores eficientes e os sistemas de entrega elétrica com os menores custos de utilizar sistemas mais eficientes. Esta informação ajuda a determinar quando tem sentido econômico converter a sistemas de motores e entrega elétrica mais eficientes.

  • O programa de rotor de motores pode reduzir as plantas de potência

Nos Estados Unidos se está financiando um programa de rotor de motores que está desenvolvendo uma nova tecnologia para permitir usar cobre em vez do alumínio, menos eficiente, nos rotores dos motores. Substituir o alumínio por cobre nos rotores dos motores oferece substanciais aumentos na eficiência energética. O programa de rotor de motores tem o potencial para eliminar a necessidade de até 3,5 plantas de potência de 600 MW nos Estados Unidos. Seu impacto positivo a nível global seria ainda maior, já que as plantas de potência produzem gases que são responsáveis pelo aquecimento global.

Veículos elétricos que reduzem os gases de efeito estufa Os veículos elétricos terão um grande impacto na infra-estrutura de fornecimento de energia e oferecerão enormes reduções nas emissões de gás de efeito estufa, porque utilizam a energia em uma forma muito mais eficiente que os motores de combustão interna.

  • Cobre reciclável

Desde tempos pré-históricos, o cobre foi um dos materiais mais valiosos e mais reciclados da sociedade. Devido a seu alto valor intrínseco e sua fácil reciclagem, o cobre é o material renovável por excelência. Ao contrário da maioria dos outros materiais, o cobre pode reutilizar-se uma e outra vez. Virtualmente não há limites para a quantidade de vezes que o cobre pode ser reciclado em novos produtos.

Não importa com que freqüência se recicla o cobre, ao refinar-se, sempre manterá suas propriedades benéficas sem perda de qualidade. De fato, não existe diferença alguma entre o cobre reciclado e o metal primário. O cobre é valorado por sua durabilidade, maleabilidade (capacidade de ser moldado), condutibilidade elétrica e térmica, resistência à corrosão, e excelentes características tanto de liga como antimicrobianas.

A reciclagem é um segmento vital e crescente da oferta total de cobre. De fato, estima-se que até 40% da demanda mundial anual de cobre é satisfeita com cobre reciclado. Enquanto os restringidos ciclos de vida dos produtos continuam diminuindo os resíduos na fabricação de produtos, a tonelagem de cobre reciclado continuará aumentando.

Uso Mundial Estimado de Cobre Refinado e Reciclado Fonte: Relatório Ambiental Outokumpu, 2000, p

Ano Toneladas de Cobre Refinado

Toneladas de Cobre Reciclado 1949 3,0 milhões 1,8 milhões 1959 4,0 milhões 2,5 milhões 1969 7,5 milhões 5,0 milhões 1979 10,0 milhões 5,8 milhões 1989 11,0 milhões 6,5 milhões 1999 14,5 milhões 7,5 milhões

O cobre tem o histórico de reciclagem mais extensa entre os materiais conhecidos para a civilização. Estima-se que 80% de todo o cobre extraído durante os últimos 10 mil anos ainda está em uso na atualidade. Em tempos de guerra, os sinos das Iglesias, moedas e outros artefatos elaborados de cobre se fundiam para fabricar canhões, balas e outras armas. Em tempos de paz, estas armas se voltaram a fundir para produzir bens de consumo e insumos industriais vitais. Na atualidade, a fonte mais importante de cobre reciclado provém de produtos que finalizaram seu ciclo de vida funcional. Entre eles se encontram os resíduos de construção (instalações de encanamentos, gás, calefação ou cabos elétricos), e aparelhos elétricos (desde computadores até celulares, incluindo motores). As placas exteriores do famoso “Colosso de Roda” na Antiga Grécia se fizeram em cobre. Quando a estátua foi destruída, seu cobre se reciclou, provavelmente numerosas vezes ao longo das diferentes eras. A eletrônica de cobre em seu computador portátil pode-se ter usado 5 mil anos atrás para confeccionar belíssimos ornamentos para um rei egípcio. As moedas de cobre em seu bolso puderam ter se usado faz 500 anos para fabricar canhões para a Armada Espanhola. E os artefatos sanitários de cobre baixo sua máquina de lavar pratos puderam ter se usado para fabricar ferramentas na Idade de Bronze, sinos de igreja no Renascimento, ou arames elétricos em um edifício que foi demolido justo no ano passado.