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Como elaborar um relatório científico
Tipologia: Esquemas
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Não perca as partes importantes!
























Um relatório de uma actividade prática, é uma exposição escrita de um
determinado trabalho ou experiência laboratorial.
Não é apenas uma descrição do modo de proceder (técnicas, reagentes, material,
etc.), pois este conjunto de informações constitui o protocolo.
De alguma forma, elaborar um relatório deve ser visto pelo aluno como uma etapa
importante na sua formação académica, para que mais tarde, como profissional,
possa ter adquirido e desenvolvido a praxis e o raciocínio crítico necessários à
elaboração de um artigo científico.
A elaboração do relatório deve passar por um esboço (planeamento da informação) e, quase sempre, por alguns rascunhos.
O aspecto geral e qualidade gráfica do relatório têm uma importância primordial. Por isso deve evitar-se rasurar, riscar ou utilizar corrector.
Apertar a letra, diminuir o espaço entre linhas, ocupar as margens tornará a leitura difícil e a apresentação pouco atraente.
É importante deixar-se sempre margens interiores (esquerdas) e superiores com, aproximadamente, três centímetros e margens exteriores (direitas) e inferiores com, aproximadamente, dois centímetros (ver figura).
As frases utilizadas devem ser completas, para que, através da sua leitura seja possível seguir um raciocínio lógico.
Em ciência, todas as afirmações devem ser baseadas em provas factuais e não em opiniões não fundamentadas.
Factos especulativos não podem tomar o lugar de outros já demonstrados.
De igual modo, o aluno (futuro investigador e/ou professor) deve evitar o excesso de conclusões, sendo estas precisas e sintéticas.
As conclusões devem, igualmente, ser coerentes com a discussão dos resultados.
A linguagem deve ser cuidada e cientificamente correcta.
Por exemplo, é preferível :
"graus célcius" em vez de "graus centígrados“
"quantidade química" em vez de "número de moles“
"banho de água" em vez de "banho maria“
A escrita de símbolos e fórmulas químicas,
bem como de unidades e grandezas,
obedecem a regras e normas que devem ser
respeitadas.
Um relatório de actividade experimental não tem obrigatoriamente uma estrutura rígida.
No entanto deverá, sempre que possível, apresentar um conjunto de linhas gerais mais ou menos fixas.
É preferível utilizar uma estrutura menos subdividida pois assim consegue-se uma melhor adaptação a diferentes trabalhos laboratoriais.
Por exemplo, se tivéssemos:
Introdução, Objectivos, Fundamentos Teóricos, Material, Procedimento, Observações, Resultados, Cálculos, Análise dos Resultados, Discussão, Conclusão,
seria mais complicado situar a informação em cada uma destas partes, distinguir se um dado tópico deveria figurar na discussão ou nas conclusões, e se outro tópico deveria estar na apresentação ou na análise dos resultados.
O relatório deve ter uma capa.
No entanto, sobretudo se for pequeno, pode dispensar uma encadernação.
Deve conter a informação seguinte pela ordem indicada:
1º nome da instituição ou entidade onde a investigação foi realizada,
2º título do trabalho, (destacado com letra maior ou sublinhado)
3º nome do autor e identificação do mesmo,
4º âmbito de realização o trabalho (disciplina, projecto, unidade, programa, etc.)
5º local e data
Deverá incluir sumariamente qual ou quais os objectivos do trabalho a realizar.
Nesta parte do relatório deve ser introduzido o trabalho experimental a realizar, bem como as noções teóricas que servem de base ao mesmo.
A introdução deve conter a informação essencial à compreensão do trabalho.
Por exemplo:
_- num trabalho de análise de água para consumo humano deve indicar-se o Valor Máximo Recomendado e o Valor Máximo Admitido para o parâmetro que está a ser analisado.
Deverá ainda indicar de modo claro e breve quais são os objectivos do trabalho (o propósito), ou seja, qual é o problema a ser resolvido.
Evidentemente, é quem orienta a investigação/pesquisa/estudo que deve definir, claramente, quais são os objectivos do trabalho.
A maior parte das vezes 3 ou 4 parágrafos, bem escritos e fundamentados em bibliografia adequada, são suficientes para introduzir o assunto a tratar.
De pouco vale copiar de livros e enciclopédias longos textos que não se percebem, abordando aspectos irrelevantes e enfadonhos, utilizando linguagem e conceitos que não se dominam e, por vezes até, repetindo várias vezes a mesma ideia.