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Um projeto de pesquisa que tem por objetivo analisar os registros de atestados médicos menores de 15 dias dos auxiliares de enfermagem do bloco cirúrgico do hospital nossa senhora da conceição (hnsc). O estudo busca identificar os motivos que determinam a ausência ao serviço, caracterizar o tipo de absenteísmo, mensurar as perdas econômicas e propor ações para modificar os índices atuais. Os dados foram coletados no hospital nossa senhora da conceição, envolvendo os auxiliares de enfermagem, enfermeiros e a coordenação do setor saúde do trabalhador.
Tipologia: Teses (TCC)
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Patricia N. De Collatto
Orientador: Prof. Edenilson Bomfim da Silva
Projeto de Conclusão do Curso de Especialização em Informação Científica e Tecnológica em Saúde – CEICTS apresentado ao Grupo Hospitalar Conceição e à Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz como requisito parcial para a obtenção de título de Especialista em Informação Científica e Tecnológica em Saúde
Orientador: Prof. Edenilson Bomfim da Silva
Partindo do pressuposto de que as faltas ao trabalho acarretam problemas na organização do trabalho, prejudicam a assistência de enfermagem, geram um alto custo para a instituição e indicam a existência de problemas preocupantes quando relacionados às condições de saúde, este projeto tem como objetivo analisar os registros de atestados médicos menores de 15 dias dos auxiliares de enfermagem do bloco do HNSC, conhecer os motivos que determinam a ausência ao serviço, caracterizar o tipo de absenteísmo por atestados médicos dos auxiliares de enfermagem dentro do Bloco Cirúrgico do HNSC, bem como mensurar as perdas econômicas que tais índices ocasionam ao GHC e HNSC e propor ações para modificar os índices atuais de absenteísmo. Trata-se de uma pesquisa exploratória com abordagem qualitativa, na qual os dados do embasamento teórico foram levantados de forma quantitativa, sendo fornecidos pelo setor de Saúde do Trabalhador do HNSC. A pesquisa será realizada no Hospital Nossa Senhora da Conceição, envolvendo os auxiliares de enfermagem do Bloco Cirúrgico, os enfermeiros do referido setor e a coordenação do setor Saúde do Trabalhador do HNSC. Os resultados obtidos subsidiaram a elaboração de um plano estratégico que permita reduzir o crescimento do absenteísmo dentro do setor onde será aplicada a pesquisa, repercutindo em ganhos para a instituição GHC.
Palavras-chave : Absenteísmo, Bloco Cirúrgico, Equipe de Enfermagem, Saúde do Trabalhador
Nas instituições de saúde, a organização do trabalho da equipe de enfermagem é essencial para o atendimento adequado e de qualidade ao cliente/paciente. No bloco cirúrgico (setor onde predominam as atividades complexas, as quais requerem habilidades e conhecimentos específicos para instrumentar e circular durante o ato cirúrgico), existe a necessidade de garantir número adequado de trabalhadores a fim de assegurar o cumprimento de uma escala de cirurgias sejam elas eletivas ou de urgência durante as 24 horas do dia. Dentro da nossa experiência, as escalas diárias de auxiliares de enfermagem para o atendimento das salas cirúrgicas são feitas com programação do turno anterior, as faltas ao serviço sem prévio aviso ou mesmo com pouco tempo de antecedência ocasionam graves transtornos ao andamento do serviço, assim como geram desgaste físico e emocional aos funcionários que se reprogramaram para fazer 12h. Além do mais, há o desgaste nos funcionários que não faltam, além de um alto índice de estresse de parte das chefias que precisarão providenciar funcionários para substituir os faltosos e completar a escala do dia para manter o serviço com pleno funcionamento. Quando isso não acontece, é possível que se suspenda o procedimento por falta de funcionário, acarretando transtorno para o paciente que já realizou o preparo cirúrgico, o que gera custo para a instituição que necessitará deixar mais tempo o paciente internado se é o caso, para aguardar uma nova data de cirurgia. Nesse sentido, dados levantados do setor de Saúde do Trabalhador e do Departamento de Pessoal do HNSC indicam que houve um aumento de quase 50% de dias de atestados apresentados em comparação dos anos 2003 e 2004. O mesmo serviço informa que 53,5% do total dos dias de atestados apresentados nos blocos cirúrgicos do GHC pertencem ao bloco cirúrgico do HNSC. Tais dados mostram ainda que 93% dos dias dos atestados pertenciam aos auxiliares de enfermagem e 6,8% aos enfermeiros do bloco. (Doc. Institucional). Obviamente são muitas as razões que podem explicar a ausência dos funcionários ao trabalho, doença, motivos pessoais, cansaço, conflitos nos relacionamentos dentro da equipe, descontentamento com chefias ou mera desmotivação. Por outro lado, é de vital importância entender duas coisas: de que forma as chefias encaram essa situação e como o
absenteísmo repercute no trabalho das equipes de enfermagem. Em relação aos questionamentos levantados, surge uma questão: sabemos que temos de fazer alguma coisa, no entanto precisamos descobrir o que, como e quando fazer. Nessa perspectiva, este trabalho pretende aprofundar o desenvolvimento do absenteísmo dos auxiliares de enfermagem do Bloco Cirúrgico do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), o qual se caracteriza por ser uma área fechada (restrita aos profissionais do setor, que deverão transitar vestindo roupas exclusivas ao mesmo), com a circulação controlada, onde são realizados tratamentos complexos e modernos, envolvendo vários profissionais. Os profissionais desse setor estão expostos a eventos traumáticos, vulneráveis aos efeitos do ambiente, submetidos a regras organizacionais claras e explícitas, alta complexidade tecnológica, onde o objeto de trabalho é a vida humana, cujas situações de risco podem acontecer a qualquer momento, exigindo dos profissionais decisões rápidas e precisas. As equipes defrontam-se, frequentemente, com situações inesperadas, dificuldades, ambigüidades e com a morte. Tais fatores têm como resultado um nível elevado de estresse, o que repercute psicologicamente em toda a equipe e não raro gera ansiedade, depressão e estresse. O Bloco Cirúrgico do HNSC compreende uma extensa área física, na qual estão localizadas 13 salas cirúrgicas de grande e médio porte, bem como uma sala auxiliar para exames diagnósticos. Realizam-se em média 1.500 procedimentos cirúrgicos por mês nas diferentes especialidades médicas, a saber: cirurgia geral, ginecologia, odontologia, oftalmologia, urologia, proctologia, vascular, obesidade, plástica, oncologia, cardíaca, torácica e otorrino. Além da imensa estrutura física, o Bloco Cirúrgico conta com uma equipe especializada composta por 46 anestesistas, 96 auxiliares de enfermagem, 09 enfermeiros e 14 administrativos, organizados com o intuito de atender uma extensa equipe de cirurgiões, residentes e doutorandos. Escolheu-se o estudo das faltas por atestado médico menores de 15 dias, em virtude de que a instituição trabalha com sistema de banco de horas, o que torna possível aos funcionários acumularem horas e as utilizarem quando necessário para compensar os dias não trabalhados por necessidade pessoal que não seja doença. Contudo, esse tipo de
Com a finalidade de compor a revisão de literatura, buscou-se embasamento teórico em autores e obras que oferecessem subsídios no que diz respeito aos temas que dialoguem com a proposta da pesquisa. Em um primeiro momento, foram revisados conceitos de definição, etiologia e consequências do absenteísmo. Para situar o leitor dentro da instituição da pesquisa, faz-se uma descrição do Grupo Hospitalar Conceição, a qual aborda especificamente as características do serviço dentro do bloco cirúrgico do Hospital Nossa Senhora da Conceição, procurando desvendar de que modo o absenteísmo desenvolve-se tanto nessa instituição como em outras com características similares. Finalmente se faz uma rápida abordagem do absenteísmo relacionado a política de Humanização do SUS.
Segundo FERREIRA (1999), ao se trabalhar com absenteísmo, convém esclarecer a abordagem que é dada ao tema. A palavra “absenteísmo” tem sua origem no francês (absentéisme) e significa falta de assiduidade ao trabalho ou a outras obrigações sociais. CHIAVENATO (1994) define o conceito como a soma dos períodos em que os empregados de determinada organização encontram-se ausentes do trabalho, não sendo a ausência motivada por desemprego, doença prolongada ou licença legal. Para QUICK & LAPERTOSA (1982 apud MARZIALE), o absenteísmo é dividido em absenteísmo voluntário (ausência no trabalho por razões particulares não justificadas por doença); absenteísmo por doença (inclui todas as ausências por doença ou por procedimento médico, excetuam-se os infortúnios profissionais); absenteísmo por patologia profissional (ausências por acidentes de trabalho ou doença profissional); absenteísmo legal (faltas ao serviço amparado por leis, tais como: gestação, nojo^2 , gala^3 , doação de sangue e serviço militar) e absenteísmo compulsório (impedimento ao trabalho devido à suspensão
(^2) Licença nojo é aquela cedida pela instituição por motivo da morte de parente de 1º grau ou cônjuge. (^3) Licença gala é a cedida pela instituição por motivo de casamento do funcionário.
Segundo Inoue (2008), o absenteísmo desorganiza o serviço, gera insatisfação e sobrecarga entre os trabalhadores presentes, reduz a produção e se constitui em problema administrativo complexo e oneroso capaz de aumentar substancialmente o custo operacional. Além de tudo isso, não raro torna-se uma forma de enfrentamento das dificuldades do cotidiano de trabalho e estratégia para se proteger da sobrecarga física e emocional. Outros estudos referem que o absenteísmo apresenta-se como um obstáculo para as chefias de enfermagem manter a qualidade da assistência, acrescido às limitações no desempenho de suas funções frente aos trabalhos que dispensam um esforço físico maior. (REIS, 1986). Couto (1982) enumera alguns dos problemas acarretados pelos altos índices de absenteísmo: diminuição de produtividade com aumento de custo de produção; no caso do trabalho ser realizado em série, a falta de um trabalhador pode prejudicar toda a série; aumento do custo da Previdência Social; diminuição dos rendimentos econômicos do trabalhador; o trabalhador que se ausenta por mais tempo perde em grande parte sua rapidez de trabalho (um afastamento de um mês diminui a rapidez do operador em 35% aproximadamente). Ressalta, ainda, que o absenteísmo aumenta a si mesmo já que o número insuficiente de recursos humanos pode contribuir para a sobrecarga e insatisfação dos trabalhadores, desencadeando o afastamento de outros. Com base nos diversos autores, este estudo assume a compreensão de que o absenteísmo torna-se uma questão complexa e onerosa para a instituição, uma vez que a peculiaridade do trabalho na saúde não permite que a assistência seja protelada. Mesmo considerando as condições de trabalho adversas e variáveis, o trabalho tem que ser realizado, o que coloca em risco a saúde das pessoas que trabalham nesses ambientes, favorecendo o absenteísmo.
O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) é um complexo hospitalar da rede pública de Porto Alegre-RS, vinculado diretamente ao Ministério da Saúde, que presta atendimento exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É composto por quatro unidades hospitalar: Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), com 3980 funcionários; Hospital Cristo Redentor (HCR), com 1.278 funcionários; Hospital Fêmina (HFE), com 769 funcionários; Hospital Criança Conceição (HCC), com 319 funcionários e a Unidade de Saúde Comunitária (GSC), com 319 funcionários, totalizando 7.314 trabalhadores. O GHC conta com 1.578 leitos e realiza 3.000 procedimentos cirúrgicos/mês, 114. consultas e outros procedimentos/mês, 13.718 internações/mês e 9.754 partos/mês. Trata-se de uma instituição pública de direito privado, vinculada ao Ministério da Saúde, onde todos os trabalhadores são contratados pelo regime das Consolidações das Leis Trabalhistas (CLT). De acordo com Ferreira (2005), no ano de 2003 o índice geral do absenteísmo no HNSC por faltas, atestados, licença para tratamento de saúde, acidentes de trabalho, licença maternidade, atrasos, dentre outros, em média foi de 10,4% chegando a 12,8% em 2005. Comparativamente, o índice de absenteísmo-doença composto por afastamentos superiores há 15 dias, ou seja, aqueles em que o trabalhador é encaminhado à perícia do INSS passou de 5,2% em média em 2003 para 7,9% em maio de 2005. Neste estudo, referenciou-se o índice de absenteísmo como nº de horas de ausências dividido o nº de horas disponíveis. O n° de horas de ausências compreende: faltas, atrasos, licença tratamento de saúde, acidente de trabalho, licença maternidade. E n° de horas disponíveis compreende o somatório de todas as cargas horárias dos trabalhadores. Ferreira (2005) embasa a sua pesquisa com os dados retirados do sistema do setor da Saúde do Trabalhador, o qual registra os dias de afastamentos por setor. Ele aponta que, no ano de 2003, os afastamentos no bloco cirúrgico do HNSC representavam mais de 400 dias de atestados neste ano, sendo superado somente pelo setor de higienização, nutrição e processamento de roupas. No ano de 2004, o centro cirúrgico apresenta menor número de
Segundo dados fornecidos pelo setor de Saúde do Trabalhador do HNSC, de janeiro a outubro de 2008, foram realizados 202 atendimentos com atestados por menos de 15 dias, o equivalente a 650 dias de atestados (equivalentes a 55,2% do total dos dias de atestados dos blocos cirúrgicos do GHC). Desse montante, 188 pertenciam a auxiliares de enfermagem e 14 a enfermeiros, de um quadro total de 96 auxiliares e 09 enfermeiros, sinalizando uma média de 02 atendimentos por auxiliar de enfermagem e 1,5 por enfermeiro. Os dados indicam também que 40,1 % pertencem a funcionários do turno da manhã; 48,0 % do turno da tarde e 11,9 % do turno noite.
Tabela 3 – Comparativo de atendimentos médicos por turno nos blocos cirúrgicos do HNSC e GHC
Fonte: Dados do sistema de informações da Saúde do Trabalhador – HNSC, jan – out 2008.
De janeiro a outubro de 2008, no bloco cirúrgico do HNSC, foram registrados 37 afastamentos por doenças respiratórias, 31 afastamentos por doenças do aparelho osteomuscular e 21 afastamentos por processos infecciosos, tais ocorrências se repetem nos outros blocos cirúrgicos do GHC. De suma importância, esses dados sinalizam as doenças mais prevalentes dos trabalhadores dentro dos blocos cirúrgicos considerando que a área física dos blocos não apresenta sistema de refrigeração central com exaustão e filtro adequados, acrescido do fator de ter que utilizar constantemente máscaras cirúrgicas. Os funcionários realizam transporte de macas, transportam os pacientes das mesmas para as
mesas cirúrgicas e movimentam o mobiliário pesado existente no setor, como aparelho de anestesia, torres de vídeo e mesas cirúrgicas entre outros.
Tabela 4 – Motivos de afastamentos mais comuns no bloco cirúrgico do HNSC
MOTIVOS DE AFASTAMENTOS
RESPIRATÓRIO OSTEOMUSCULAR PROCESSOS INFECCIOSOS BLOCO HNSC 37 31 21
Fonte: Dados do sistema de informações da Saúde do Trabalhador – HNSC, jan – out 2008.
Conforme dados da Saúde do Trabalhador, o bloco cirúrgico do HCR no mesmo período apresentou 411 dias de atestados com prazos inferiores a 15 dias, distribuídos em 129 atendimentos médicos (equivalentes a 34,9% do total dos dias de atestados dos blocos cirúrgicos do GHC). Dos atendimentos prestados, 36 pertenciam a auxiliares, 85 a técnicos e 8 a enfermeiros. Comparado com o quadro total de funcionários do bloco cirúrgico de 46 técnicos de enfermagem, 6 auxiliares e 8 enfermeiros, concluímos que foram apresentados em média 02 atestados por técnico, 06 por auxiliar e 01 por enfermeiro. Os dados sinalizam ainda que 42,6 % foram funcionários do turno matutino, 31,7 % do vespertino e 25,6 % do noturno. Salientamos que por um lado os funcionários da noite tenham apresentado um significativo índice de atendimentos comparados com o HNSC e GHC como um todo, por outro o turno matutino apresentou maior porcentagem de atendimentos a diferencia do HNSC onde a maior porcentagem foi do vespertino.
Tabela 7 – Porcentagem de atendimentos médicos por turno no bloco cirúrgico do HFE
Nº de ATENDIMENTOS (PORCENTAGEM) JAN-OUT 2008
Fonte: Dados do sistema de informações da Saúde do Trabalhador – HNSC, jan – out 2008.
Os dados atuais revelam uma situação alarmante, e, nesse sentido, é de extrema relevância estudar esse fenômeno crescente a fim de que se possa conter esse aumento considerando que o maior número de atendimentos médicos nos bloco cirúrgicos do GHC, com atestados menores de 15 dias, pertenciam ao bloco cirúrgico do HNSC. É relevante o fato de que os atendimentos no HCR foram em média 50% menores do que no bloco do HNSC; todavia, nesse bloco existe o dobro de funcionários de enfermagem que no HCR, o que indica que o absenteísmo no bloco do HCR também é um problema preocupante.
Muito se tem ouvido acerca da importância dos custos para o funcionamento de uma instituição seja ela pública ou privada. O absenteísmo nas instituições é um dos mais importantes fatores geradores de custos e o grupo GHC não foge dessa realidade. Quando o trabalhador ausenta-se por alguns dias do local de trabalho por motivo de doença, o impacto financeiro disso sobre a empresa nem sempre afeta apenas as atividades desempenhadas pelo trabalhador ausente. Invariavelmente, ele repercute por toda a organização, sobretudo se o empregado pertencer a um grupo cuja produção tem implicações praticamente imediatas sobre o cronograma de atenção ao cliente. Considerando que atualmente o valor da hora do auxiliar de enfermagem no bloco cirúrgico do GHC é de R$ 8,03, a do técnico de enfermagem R$ 10,03 e a do enfermeiro
R$ 20,90, e que a carga horária do pessoal de enfermagem corresponde a 6 horas/dia, concluímos que, no mesmo período, a instituição disponibilizou aproximadamente R$ 33.400,00 com pagamentos para auxiliar de enfermagem, R$ 21.484,26 com pagamentos de técnicos de enfermagem e R$ 3.500,00 com pagamentos para enfermeiros, totalizando um montante de R$ 58.384,26 somente no que se refere ao absenteísmo nos blocos cirúrgicos do GHC com o pessoal de enfermagem, sem considerar os adicionais.
Tabela 8 – Resumo de atendimentos médicos com prazo inferior a 15 dias nos diferentes blocos cirúrgicos do GHC e no bloco cirúrgico do HNSC
Fonte: Sistematização da autora.
De acordo com dados fornecidos pelo setor de Saúde do Trabalhador do HNSC, o bloco cirúrgico de referido hospital apresentou, no período citado acima, 650 dias de atestados menores de 15 dias, dentre os funcionários da equipe de enfermagem (auxiliares de enfermagem e enfermeiros); dos 202 atendimentos, 188 correspondiam a auxiliares de enfermagem e 14 a enfermeiros. Não existem registros em relação a atendimentos de técnicos de enfermagem em virtude de tal categoria não estar cotada no bloco cirúrgico do HNSC. A média de dias de atestados por cada atendimento proveniente do boco cirúrgico do HNSC foi de 3,2 dias, o que corresponde a R$ 28.985,00, o valor gasto com o absenteísmo dos auxiliares de enfermagem e R$ 5.617,92 com absenteísmo de enfermeiros do bloco cirúrgico do HNSC, totalizando um montante de 34.602,92R$ aproximadamente, nos primeiros dez meses do ano 2008.