Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Comparação das Práticas IFRS, Notas de estudo de Contabilidade

Comparação das Práticas Internacionais de Contabilidade

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 18/11/2008

lidiane-almeida-12
lidiane-almeida-12 🇧🇷

1 documento

1 / 72

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
1
Descrição da Norma Internacional Principais diferenças em relação à
norma brasileira
Principais áreas das
demonstrações
contábeis afetadas
Conselho Federal
de Contabilidade
Sumário da Comparação das Práticas
Contábeis Adotadas no Brasil com as Normas
Internacionais de Contabilidade - IFRS
Janeiro de 2006
Conselho Federal
de Contabilidade
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Comparação das Práticas IFRS e outras Notas de estudo em PDF para Contabilidade, somente na Docsity!

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

Conselho Federal de Contabilidade

Sumário da Comparação das Práticas

Contábeis Adotadas no Brasil com as Normas

Internacionais de Contabilidade - IFRS

Janeiro de 2006

Conselho Federal de Contabilidade

Editor CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE IBRACON – INSTITUTO DOS AUDITORES INDEPENDENTES DO BRASIL

Elaboração Grupo de Estudo sobre Convergência das Práticas Contábeis

Coordenação de edição Celia Schwindt

Capa Simone Silva

Tiragem: 20.

Sumário da Comparação das Práticas Contábeis

Adotadas no Brasil com as Normas Internacionais de Contabilidade – IFRS

Jan/

FICHA CATALOGRÁFICA

S

Sumário da comparação das práticas comtábeis adotadas no brasil com as Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS. — Brasília: Conselho Federal de Contabilidade ; São Paulo : Ibracon, 2006.

72 p.

  1. Práticas Contábeis - Brasil. 2. Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS. I.Conselho Federal de Contabilidade. II. Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. III. Título.

CDU 657(083.74)

Ficha Catalográfica elaborada pela Bibliotecária Lúcia Helena Alves de Figueiredo CRB 1/1.

Sumário da Comparação das Práticas Contábeis Adotadas no Brasil com as Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

Conselho Federal de Contabilidade

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e o IBRACON – Instituto dos Auditores

Independentes do Brasil, na qualidade de entidades que possuem legitimidade para

apresentar sugestões de interesse público aos profissionais da Contabilidade e aos

usuários das Demonstrações Contábeis, criou o Grupo de Estudo sobre

Convergência das Práticas Contábeis.

Ao considerarmos os constantes estudos e os projetos sobre o tema que têm sido

desenvolvidos por essas entidades, o CFC e o IBRACON decidiram juntar seus

esforços constituindo esse Grupo de Estudo conjunto para preparar um comparativo

das práticas contábeis adotadas no Brasil com as Normas Internacionais de

Contabilidade (IFRS) emitidas pelo IASB – International Accounting Standards Board.

O objetivo é buscar a evolução das Normas Brasileiras de Contabilidade,

principalmente pela sua atual importância nos contextos financeiros nacional e

internacional e pela necessidade da unificação das Normas Contábeis Brasileiras,

emanadas de diversas fontes de origem.

Esse trabalho conjunto tem por objetivo constituir-se num marco, que servirá de base

para a busca das soluções que venham viabilizar a pretendida unificação das normas

no Brasil e a sua natural e necessária convergência para com as normas internacionais.

Este livro deve muito ao trabalho de ilustres profissionais que despenderam seu

tempo para contribuir com suas inestimáveis qualidades técnicas e de produtividade

no preparo e na elaboração das descrições das normas internacionais e no

estabelecimento das principais diferenças observadas destas em relação às normas

brasileiras e às principais áreas das Demonstrações Contábeis afetadas.

Agradecemos ao Grupo de Estudo formado por representantes do CFC e do

IBRACON, pelos esforços e pela excelência dessa contribuição técnica de grande

importância para a área contábil brasileira, destacando-se os contadores Adeildo

Osório de Oliveira, Francisco Papellás Filho, Irineu De Mula, Nelson Mitimaza Jinzenji,

Plínio Biscalchin e Valdir Renato Coscodai. Contamos também com a atuação dos

colegas contadores Tadeu Cendón Ferreira, Rogério Mota, José Luiz Ribeiro de

Carvalho e Pedro Siqueira Farah.

Maria Clara Cavalcante Bugarim Edison Arisa Pereira

Conselho Federal de Contabilidade IBRACON - Instituto dos Auditores

Independentes do Brasil

Agradecimentos

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

Conselho Federal de Contabilidade

O International Accounting Standards Board , ou IASB, está sediado em Londres e iniciou

suas atividades em 2001, substituindo o antigo International Accounting Standards

Committee , ou IASC. O IASB tem como compromisso principal desenvolver um modelo

único de normas contábeis internacionais de alta qualidade, que requeiram transparência

e comparabilidade na elaboração de Demonstrações Contábeis, e que atendam ao público

interessado nas Demonstrações Contábeis sejam eles investidores, administradores,

analistas, pesquisadores ou quaisquer outros usuários e leitores de tais demonstrações.

O IASB emite as normas internacionais de contabilidade, que são denominadas

International Financial Reporting Standards, ou IFRS. Até o momento, já foram emitidas

sete IFRSs. O IASC, que foi substituído pelo IASB, emitiu 41 normas, que eram

denominadas International Accounting Standards , ou IAS, a maioria das quais continua

em vigência até hoje. Neste contexto, é importante observar que a IFRS 1 que trata de

adoção de IFRS, pela primeira vez, é diferente da IAS 1, que trata do formato, do conteúdo

e da apresentação das Demonstrações Contábeis preparadas de acordo com o IFRS, e

assim por diante. Em 2003 e 2004, o IASB revisou e atualizou quinze das IASs que

haviam sido, anteriormente, emitidas pelo IASC, em linha com seu compromisso de

desenvolvimento contínuo das normas contábeis.

Adicionalmente às normas internacionais de contabilidade, existem interpretações,

denominadas IFRIC, que são emitidas, para auxiliar a aplicação de uma norma em relação

a um determinado assunto que esteja em evidência, e que requeira direcionamento sobre

sua correta interpretação técnica. O International Financial Reporting Interpretations

Committee , ou IFRIC, é o comitê de interpretações ligado ao IASB que emite as

interpretações técnicas oficiais. O IFRIC já emitiu nove interpretações. Na época do antigo

IASC, também havia um comitê de interpretações denominado Standing Interpretations

Committee , ou SIC, que desempenhava funções semelhantes às do atual IFRIC. O SIC

emitiu, durante sua existência, 33 interpretações, denominadas SIC. Muitas delas foram

incorporadas aos IAS pelos IASB quando da revisão e da atualização daquelas normas,

conforme descrito acima, e outras continuam em vigor até hoje.

O conjunto de normas e interpretações composto por IFRS, IAS, IFRIC e SIC forma o

que se conhece por normas internacionais de contabilidade, ou International Financial

Reporting Standards.

Conselho Federal de Contabilidade

IASB e IFRS - Visão Geral

Sumário da Comparação das Práticas Contábeis Adotadas no Brasil com as Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

Sumário da Comparação das Práticas Contábeis Adotadas no Brasil com as Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

Determina a forma de apresentação de demonstrações contábeis preparadas de acordo com as normas internacionais de contabilidade ("IFRS") para fins gerais, incluindo diretrizes e seu conteúdo mínimo.

Os seguintes pressupostos básicos devem ser considerados pela administração no processo de preparação das demonstrações contábeis: de continuidade da entidade, da consistência na apresentação e classificação das demonstrações contábeis, das bases de competência de contabilizações e de materialidade.

Os ativos, passivos, receitas e despesas não devem ser compensados (apresentação líquida) a não ser que tal compensação seja permitida ou requerida por outra norma, ou caso a compensação reflita a essência da transação ou operação efetuada.

As informações comparativas do período anterior devem ser apresentadas para todos os saldos e valores divulgados nas demonstrações contábeis e nas notas explicativas, exceto quando em casos específicos, uma outra norma ou interpretação de norma permita ou requeira que a informação comparativa não seja apresentada.

Um conjunto completo de demonstrações contábeis inclui: balanço patrimonial, demonstração do resultado, demonstração da mutação do patrimônio líquido, demonstração do fluxo de caixa, notas explicativas (incluindo as políticas contábeis adotadas pela entidade).

A demonstração da mutação do patrimônio líquido deve conter:

  • todas as mudanças no patrimônio; ou
  • mudanças no patrimônio que não sejam provenientes de transações com acionistas.

As demonstrações contábeis devem ser apresentadas pelas entidades no mínimo anualmente. Se houver mudança na data do exercício social e as demonstrações contábeis forem apresentadas para um período diferente de 1 (um) ano (em comparação com as últimas demonstrações contábeis apresentadas), é requerida a divulgação do motivo para utilização de um período diferente de um ano, bem como do fato de que as informações comparativas da

IAS 1 - Apresentação das demonstrações contábeis

O balanço patrimonial deve apresentar as contas ou grupo de contas em ordem decrescente de liquidez ou exigibilidade.

A apresentação da demonstração das origens e aplicações de recursos é obrigatória.

A apresentação da demonstração de fluxo de caixa é opcional.

Certos itens na demonstração do resultado devem ser demonstrados como resultado não-operacional.

Itens de natureza inusitada, pouco freqüentes e de valores significativos são registrados como itens extraordinários.

O descumprimento de cláusulas contratuais pode tornar uma dívida originalmente de longo prazo como devida imediatamente, ensejando sua reclassificação total para o curto prazo. Nos casos em que, mesmo após a data do balanço, a administração renegocia e consegue a suspensão da penalidade ou alongamento do prazo, este fato é considerando na elaboração das demonstrações contábeis e a dívida é mantida como de longo prazo.

Apresentação e divulgação

(continua)

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

Conselho Federal de Contabilidade

demonstração de resultado, da mutação do patrimônio líquido e do fluxo de caixa, não serem totalmente comparáveis.

A distinção de ativos e passivos entre itens correntes e não correntes deve ser apresentada no balanço patrimonial, exceto quando a apresentação de tais componentes em ordem de liquidez, proporcionarem ao usuário das demonstrações contábeis, informações mais relevantes e confiáveis. Em linhas gerais, os eventos subseqüentes (tais como renegociação para o prolongamento da data de vencimento de uma dívida além do final do exercício seguinte) não são considerados nas classificações de itens como correntes ou não correntes.

O IAS 1 especifica requerimento mínimo de itens a serem apresentados no balanço patrimonial, na demonstração do resultado, na demonstração do patrimônio líquido. A norma também apresenta um guia para identificação de itens em linhas adicionais. O IAS 1 também especifica a apresentação mínima de notas explicativas.

A demonstração de resultado deve ser apresentada pela entidade classificando os itens de resultado com base em sua natureza (ex.: receitas, outros ganhos, variações nos saldos de estoques, custos com benefícios a empregados, depreciação, etc) ou função (ex.: receitas, custo de vendas, despesas administrativas, despesas de vendas, etc.).

A administração ao decidir sobre o formato da demonstração de resultado (natureza ou função), deve levar em consideração àquele que fornecer informações mais relevantes e confiáveis aos usuários das demonstrações contábeis. Em caso de apresentação da demonstração de resultado por função de itens de receitas e despesas, informações adicionais por natureza (tais como: depreciação e amortização, e custos com funcionários) devem ser divulgadas em notas explicativas.

Nenhum item de receita ou despesa deve ser classificado como item extraordinário nas demonstrações contábeis, quer seja como parte da demonstração de resultado ou notas explicativas.

A demonstração do resultado deve ser apresentada por função.

IAS 1 - Apresentação das demonstrações contábeis (continuação)

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

Conselho Federal de Contabilidade

IAS 7 - Demonstração dos fluxos de caixa

A demonstração do fluxo de caixa tem o objetivo de auxiliar o usuário das demonstrações contábeis a avaliar a capacidade de gerar e como está sendo utilizado o caixa da entidade. A sua apresentação é requerida para todas as entidades.

A demonstração do fluxo de caixa apresenta a geração e o uso do caixa durante um determinado período. A movimentação é classificada em três categorias segundo a natureza de sua atividade: operacional, de investimento e financiamento.

Fluxos de caixa das operações da entidade compreendem todos os fluxos que não se qualificam para serem classificados como de investimento ou financiamento. A apresentação dos fluxos de caixa das operações pode ser feita pelo método direto ou indireto. Neste último os fluxos de caixa são apresentados ajustando-se o resultado do período pelos itens que não geram caixa e pelos itens que são classificados como de investimento ou financiamento.

Fluxos de caixa de atividades de investimento incluem pagamentos para aquisição de ativo imobilizado e outros ativos de longo prazo. Nas aquisições de investimentos em outras entidades o caixa pago e o caixa adquirido na transação também compõem esta atividade. Também são classificados nesta atividade os empréstimos e adiantamentos concedidos para terceiros.

Fluxos de caixa de atividades financeiras incluem aqueles relacionados com a obtenção e pagamento de empréstimos e fundos obtidos nas operações de financiamento da entidade. Estas atividades incluem empréstimos obtidos, debêntures emitidas e emissão de ações.

No caso de fluxos de caixa das atividades de investimento e financeira, eles devem ser apresentados pelo bruto sendo vedada a sua apresentação pelo líquido, exceto no caso de algumas transações para instituições financeiras, quando a apresentação pelo líquido de certas transações pode ser feita.

No caso de instituições financeiras, atividades do dia-a- dia são classificadas como operacionais, mesmo que estas atividades em outras entidades, por exemplo em uma indústria, fossem normalmente classificadas como operacional. A classificação de uma transação deve ser avaliada considerando a natureza das atividades da entidade.

Esta demonstração não é requerida pelas práticas contábeis adotadas no Brasil. Sua apresentação é incentivada e tratada como suplementar.

Para as entidades registradas no Novo Mercado(*) esta demonstração é requerida.

A norma brasileira sobre demonstração de fluxos de caixa é menos detalhada que o IAS 7. Entretanto, assuntos não endereçados especificamente na norma brasileira são tratados de acordo com a orientação da norma internacional.

Caixa e bancos e equivalentes de caixa e demonstração dos fluxos de caixa.

(*) Mercado instituído pela Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (BOVESPA) onde as empresas que se registrarem se comprometem a divulgar informações contábeis adicionais, dentre outros requisitos de Governança Corporativa.

Sumário da Comparação das Práticas Contábeis Adotadas no Brasil com as Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

IAS 8 - Práticas contábeis, mudanças de estimativas contábeis e erros

Deve ser aplicada por uma entidade para: definição de suas políticas contábeis, contabilização dos efeitos de mudanças das políticas contábeis adotadas, contabilização dos efeitos de mudanças de estimativas contábeis e correção de erros.

No processo de escolha de suas políticas contábeis, a administração deve considerar inicialmente normas (IAS, IFRS) e interpretações (SIC, IFRIC) que sejam aplicáveis a uma transação especifica. Na ausência de uma norma ou interpretação específica, a administração deve utilizar-se de seu julgamento para desenvolver e aplicar políticas contábeis que sejam relevantes para os usuários das demonstrações contábeis, e confiáveis no contexto das demonstrações como um todo.

A administração, no exercício de seu julgamento para desenvolver uma política contábil, deve considerar as seguintes fontes:

i) verificar os requisitos e orientações nas normas e interpretações existentes, que tratam de assuntos similares e relacionados; e

ii) buscar as definições, critério de reconhecimento e conceito de mensuração para ativos, passivos, receitas e despesas na estrutura conceitual básica das IFRS ("Framework");

Adicionalmente, a administração poderá também, quando não existir norma ou interpretação sob IFRS aplicável para tratamento contábil de uma transação específica, considerar pronunciamentos técnicos emitidos por outros órgãos internacionais que possuam uma estrutura conceitual básica similar, e cujo pronunciamento não seja conflitante com pronunciamentos da IFRS.

As políticas contábeis determinadas pela entidade devem ser aplicadas consistentemente para transações similares.

Alterações de políticas contábeis somente podem ser efetuadas se forem exigidas por uma norma ou interpretação ou quando a alteração resultar em melhoria na apresentação de eventos ou transações nas demonstrações contábeis.

Se uma mudança nas práticas contábeis for requisitada por uma norma ou interpretação, ela deve seguir o requisito de transição da norma em questão.

As práticas contábeis adotadas no Brasil são formadas por um conjunto de normas e interpretações emitidas por diferentes organismos no país. Essas práticas normalmente se baseiam nos princípios fundamentais de contabilidade, nas normas brasileiras de contabilidade, na legislação pertinente e em aspectos contábeis específicos para os diferentes segmentos do mercado conforme determinado pelos órgãos reguladores e desde que amparadas na legislação societária e reconhecidas como avanço na harmonização de normas contábeis no âmbito internacional.

A correção de erros e mudanças de práticas contábeis devem ser ter seus efeitos cumulativos ajustados diretamente à conta de lucros ou prejuízos acumulados, sem afetar o resultado do exercício nem modificar as demonstrações contábeis de exercícios anteriores.

(continua)

Apresentação das demonstrações contábeis.

Sumário da Comparação das Práticas Contábeis Adotadas no Brasil com as Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

IAS 10 - Eventos subseqüentes

Eventos ocorridos subseqüentemente à data do balanço podem ser classificados como eventos que requerem ajustes às demonstrações contábeis ou eventos que não requerem ajustes. São classificados como eventos subseqüentes que ajustam as demonstrações contábeis aqueles em que o evento traz evidência adicional de condições que já existiam na data do balanço. Os eventos que não requerem ajustes são aqueles que se relacionam de fato com situações que surgiram após a data do balanço.

Dessa forma, itens do balanço devem ser ajustados somente quando o evento for do tipo de requer ajuste ou, adicionalmente, quando é um evento indicativo de que a entidade não atende ao pressuposto de continuidade operacional.

Mesmo que um evento subseqüente seja considerado como evento que não ajusta as demonstrações contábeis, em sendo relevante, deve ser divulgado em nota explicativa e seus efeitos mensurados, se praticável. Como exemplo destes eventos temos aumentos de capital, emissão de ações e emissão de dívidas.

Dividendos propostos ou declarados depois da data do balanço mas antes da autorização para emissão das demonstrações contábeis não devem ser reconhecidos como passivos, a menos que atendam a definição de passivo na data do balanço.

A entidade deve divulgar a data em que as demonstrações contábeis foram autorizadas para emissão e quem autorizou (ex.: conselho de administração, diretoria etc)

Dividendos propostos ou declarados depois da data do balanço mas antes da autorização para emissão das demonstrações contábeis são registrados como passivo na data do balanço independentemente se atendia à definição de passivo na data do balanço.

De uma maneira geral todas as demonstrações contábeis.

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

Conselho Federal de Contabilidade

IAS 11 - Contratos de construção

A receita de um contrato de construção, deve compreender: (i) a importância inicial da receita estipulada contratualmente e (ii) variações no serviço contratado, valores adicionais a serem cobrados do cliente e pagamento de incentivos a serem recebidos do cliente (normalmente vinculados a performances do projeto).

Os valores provenientes dos itens incluídos em (ii) acima, somente serão considerados na extensão em que seja provável que tais variações resultarão em receitas, e quando estas puderem ser quantificadas com segurança. A mensuração da receita deverá ser efetuada pelo valor justo dos montantes recebidos ou a serem recebidos.

O custo do contrato deve compreender os custos relacionados diretamente com um contrato específico, custos que forem geralmente atribuíveis à atividade contratual e possam ser alocados ao contrato, e, outros custos especificamente debitáveis ao cliente, de acordo com os termos contratuais.

O método do percentual completado deve ser utilizado para contabilizar receitas de serviços ou de construções oriundas de contratos de longo prazo quando for razoavelmente possível estimar o resultado do contrato. Isso ocorre quando são satisfeitos os critérios de reconhecimento de receita e é possível fazer uma medição confiável do estágio de conclusão do contrato. Quando o resultado do contrato não puder ser mensurado com segurança, a receita somente será reconhecida na extensão dos custos recuperáveis incorridos.

Uma perda relacionada com um contrato deve ser contabilizada imediatamente, tão logo esta seja identificada, e por um valor suficiente para cobrir os prejuízos incorridos até a data e os prejuízos futuros necessários para completar o contrato.

Nenhum método de avaliação do estágio de acabamento é obrigatório. Os métodos aceitos pela norma compreendem a porcentagem de trabalho executado (progresso físico) e a porcentagem de custos incorridos.

(NPC 17 do IBRACON)

Não há diferenças em relação a IAS.

Receita de vendas, estoques e custo dos serviços prestados.

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

Conselho Federal de Contabilidade

IAS - 14 Relatório por segmento

Informações por segmentos de negócios são requeridas para as companhias abertas (aquelas que possuem ações, títulos mobiliários ou dívidas negociadas no mercado), incluindo também aquelas que estejam em processo de emissão de ações e/ou títulos para negociação no mercado.

Segmento de negócio é um componente diferenciado de uma companhia que fornece produtos e serviços específicos, ou um grupo de produtos e serviços que estão sujeitos a riscos e retornos distintos de um outro segmento de negócio.

Segmento geográfico é um componente diferenciado de uma companhia que fornece produtos e serviços específicos, ou um grupo de produtos e serviços dentro de um determinado ambiente de mercado e que estão sujeitos a riscos e retornos distintos de um outro ambiente de mercado.

O IAS 14 determina que uma entidade divulgue as informações por segmento em dois formatos: segmento primário e segmento secundário. A origem e natureza dominantes dos riscos e retornos de uma companhia devem direcionar se o segmento primário será o de "negócios" ou "geográfico", considerando-se a importância desses segmentos em relação ao risco e retorno da companhia. A estrutura organizacional interna e de gestão de uma companhia, bem como seus sistemas de elaboração dos relatórios financeiros devem normalmente constituir as bases para determinar qual será o segmento primário e/ou secundário.

Um segmento de negócio ou geográfico deve ser divulgado se a maioria das receitas registradas é proveniente de vendas para clientes externos e representa pelo menos: 10% do total das receitas, internas e externas, de todos os segmentos; ou 10% do resultado combinado de todos os segmentos; ou 10% do total dos ativos de todos os segmentos.

Segmentos adicionais para divulgação devem ser identificados se o total de receitas externas atribuíveis a segmentos divulgados constituir menos de 75% do total das receitas consolidadas ou da companhia.

As práticas contábeis adotadas no Brasil não requerem informações segmentadas por negócios ou áreas geográficas. A CVM encoraja a divulgação de informações segmentadas, referendando o disposto no IAS 14 como base para a elaboração destas informações.

Apresentação das demonstrações contábeis (Notas explicativas)

(continua)

Sumário da Comparação das Práticas Contábeis Adotadas no Brasil com as Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS

Descrição da Norma Internacional

Principais diferenças em relação à norma brasileira

Principais áreas das demonstrações contábeis afetadas

As informações por segmento devem ser preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas na preparação e apresentação das demonstrações contábeis do grupo consolidado ou da companhia.

O IAS 14 requer divulgação dos segmentos primários e secundários. As divulgações para o segmento primário são mais extensivas do que para o segmento secundário.

Para cada segmento primário as seguintes principais informações devem ser divulgadas: receitas (externas e inter-segmentos); resultado líquido; total dos ativos; total dos passivos; total das aquisições de ativos permanentes; depreciação e amortização do período; e o total de despesas que não representaram desembolsos de caixa. No caso de segmento secundário, em geral, as informações a serem divulgadas incluem total da receita, ativos e aquisições de ativos permanentes, e não incluem o resultado do segmento.

Também deve ser divulgada reconciliação entre as informações divulgadas por segmentos e as informações agregadas incluídas nas demonstrações contábeis consolidadas ou da companhia.

IAS - 14 Relatório por segmento (continuação)