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COMPLEXO DENTINA-POLPA, Esquemas de Histologia

COMPLEXO DENTINA-POLPA histologia oral

Tipologia: Esquemas

2019

Compartilhado em 08/08/2019

paula-rubato
paula-rubato 🇧🇷

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
Disciplina: Histologia Buco-Dental
Monitora: Clara Letícia Moreira Costa
COMPLEXO DENTINA - POLPA (originado da papila)
- Dentina é um tecido mineralizado, coberto pelo esmalte na cora do dente, e pelo cemento na raiz. Ela
aloja a polpa no seu interior, que é um tecido conjuntivo não mineralizado, vascularizado, que tem
ligação com o ligamento periodontal, possui forames apicais e acessórios, e é sensível à dor e
inflamação.
- Função: sustentação do esmalte, amortecer forças de mastigação e possui elasticidade.
- A dentina possui características parecidas com os ossos, como a presença de osteoblastos dentro de
túbulos (percorre desde a polpa até a junção amelodentinária), não apresenta células em seu interior
(acelular) e é avascular, porém inervada. Possui coloração branco amarelado que vai se tornando mais
amarelo com o passar da idade. É menos mineralizado que o esmalte:
70% de hidroxiapatita
18% de matéria orgânica
12% de água
DENTINOGÊNESE:
- Formação da dentina através da diferenciação de células da periferia da papila dentaria, onde se
transformam em odontoblastos. O restante vai formar a polpa que é invadida por capilares e colágeno.
A dentina é depositada em camadas: dentina do manto na fase de campânula e a dentina
circumpulpar.
- Deposição da dentina é do tipo centrípeta (de fora pra dentro).
- No local das futuras cúspides para a proliferação
começa a diferenciação celular, que são células
cilíndricas mais longas e núcleo voltado para o estrato
intermediário, essa diferenciação é controlada pelo
fluxo de informações entre as células do epitélio oral e
ectomesenquimais, com secreção de mensageiros
químicos a partir dos pré-odontoblastos que interagem
com receptores específicos (integrinas) (para moléculas
de adesão da superfície celular como laminina da
lamina basal e domínios de ligação com fibrionectina-
localizada na parte distal dos odontoblastos), presentes na membrana das células ectomesenquimais.
Essas mudanças na conformação das superfícies celulares são reguladas por fatores de crescimento
(polipeptídios). *O pré-odontoblasto produz a 1ª matriz da dentina do manto*
- Lamina basal: a interação do epitélio interno e da papila é mediado por essa lâmina e ela possui 3
subdivisões:
Lâmina lucida: voltada para o epitélio interno (colágeno tipo 1 e 3, ácido hialurônico e sulfato de
condroitina)
Lâmina densa: central (formado por células do epitélio interno, constitui colágeno do tipo 4,
laminina e heparan sulfato)
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA

Disciplina: Histologia Buco-Dental

Monitora: Clara Letícia Moreira Costa

COMPLEXO DENTINA - POLPA (originado da papila)

- Dentina é um tecido mineralizado, coberto pelo esmalte na cora do dente, e pelo cemento na raiz. Ela aloja a polpa no seu interior, que é um tecido conjuntivo não mineralizado, vascularizado, que tem ligação com o ligamento periodontal, possui forames apicais e acessórios, e é sensível à dor e inflamação.

  • Função: sustentação do esmalte, amortecer forças de mastigação e possui elasticidade.
  • A dentina possui características parecidas com os ossos, como a presença de osteoblastos dentro de túbulos (percorre desde a polpa até a junção amelodentinária), não apresenta células em seu interior (acelular) e é avascular, porém inervada. Possui coloração branco amarelado que vai se tornando mais amarelo com o passar da idade. É menos mineralizado que o esmalte:
  • 70% de hidroxiapatita
  • 18% de matéria orgânica
  • 12% de água

▲ DENTINOGÊNESE:

  • Formação da dentina através da diferenciação de células da periferia da papila dentaria, onde se transformam em odontoblastos. O restante vai formar a polpa que é invadida por capilares e colágeno. A dentina é depositada em camadas: 1ª dentina do manto na fase de campânula e a 2ª dentina circumpulpar.
  • Deposição da dentina é do tipo centrípeta (de fora pra dentro).
  • No local das futuras cúspides para a proliferação começa a diferenciação celular, que são células cilíndricas mais longas e núcleo voltado para o estrato intermediário, essa diferenciação é controlada pelo fluxo de informações entre as células do epitélio oral e ectomesenquimais, com secreção de mensageiros químicos a partir dos pré-odontoblastos que interagem com receptores específicos (integrinas) (para moléculas de adesão da superfície celular como laminina da lamina basal e domínios de ligação com fibrionectina- localizada na parte distal dos odontoblastos), presentes na membrana das células ectomesenquimais. Essas mudanças na conformação das superfícies celulares são reguladas por fatores de crescimento (polipeptídios). O pré-odontoblasto produz a 1ª matriz da dentina do manto
  • Lamina basal: a interação do epitélio interno e da papila é mediado por essa lâmina e ela possui 3 subdivisões:
    • Lâmina lucida: voltada para o epitélio interno (colágeno tipo 1 e 3, ácido hialurônico e sulfato de condroitina)
    • Lâmina densa: central (formado por células do epitélio interno, constitui colágeno do tipo 4, laminina e heparan sulfato)
  • Lâmina difusa: voltada para a papila dentaria (colágeno tipo 1 e 3, se torna mais espessa, possui ácido hialurônico e sulfato de condroitina)

O colágeno 3 da lâmina difusa desaparece na diferenciação do odontoblasto, e com a deposição da matriz org., os odontoblastos se afastam das cristas da papila e formam um prolongamento odontoblástico que tem ramificação ao limite amelodentinária.

FORMAÇÃO DA MATRIZ ORGANICA:

  • Célula principal: odontoblasto, responsável pela síntese e secreção de proteínas, e de todos os componentes da matriz devido aos complexos juncionais. Composta por fibras colágenas do tipo I (90%) e V (proporção mais baixa), e substancia fundamental interfibrilar. 10% de proteínas: fosfoproteina dentinária, proteína da matriz, sialoproteina dentinaria, osteonectina, osteocalcina e osteopontina.

PRÉ DENTINA:

  • Camada de dentina não mineralizada, que posteriormente quando mineralizar vai ser a dentina circumpulpar, ela permanece nos dentes dos adultos separando a dentina mineralizada dos odontoblastos e evita o contato com a polpa.

FORMAÇÃO DA DENTINA DO MANTO:

- Começa com a secreção da matriz orgânica (fibrilas colágenas) e das vesículas da matriz, que brotam dos odontoblastos e estão entre as fibrilas e vão armazenar os cristais de hidroxiapatita. - Os ameloblastos vão emitir processos curtos que se comunicam com os processos curtos dos odontoblastos, com o aumento da deposição da matriz esses processos vão se tornar um único prolongamento.

  • Quando a matriz orgânica forma uma pequena camada na região periférica, começa a aparecer mineral no seu interior onde posteriormente será ocupado pela dentina do manto. Após essa mineralização aparece zonas eletron-opacas muito densas que não vão mais liberar vesículas da matriz. Quando forma a dentina do manto, os odontoblasto alcançam a completa diferenciação e continuam a síntese para a dentina circumpulpar.

FORMAÇÃO DA DENTINA CIRCUMPULPAR:

-As junções oclusivas restringem passagem de substancias onde as moléculas de mineralização ficam no interior.

-A dentina do manto é extremamente adjacente à pré-dentina (camada não mineralizada que posteriormente será a primeira camada da dentina circumpulpar).

  • A dentina possui prolongamentos: os túbulos dentinários. Esses tubos passam a existir ao longo da deposição de dentina. O líquido que os nutre é chamado de fluido dentinário. - A dentina circumpulpar é formada de fora pra dentro, enquanto os odontoblasto recuam em direção a papila dentária quando a pré-dentina é depositada, rodeada assim pela peritubular, que forma a parede do túbulo dentinário e aloja o prolongamento e espaço periodontoblástico.

-Durante a mineralização, permanece o espaço periodontoblástico em volta do prolongamento, que secreta uma fina camada de matriz de composição distinta , que

Terciaria: se forma através de algum agressor, atrito ou carie, onde o odontoblasto forma uma barreira reestabelecendo a espessura da dentina que é a Reacional, e a Reparativa é formada por células indiferenciadas da polpa, em casos de carie de evolução lenta.

POLPA:

DESENVOLVIMENTO DA POLPA:

  • Deriva da papila dentária, através do aparecimento de fibroblastos, do aumento gradual das fibrilas colágenas e se completa nos estágios avançados de erupção dentaria. Constitui vasos, substancia fundamental e fibras nervosas. - Tecido conjuntivo frouxo, não mineralizado, vascularizado e inervado. Se for reabsorvido, leva a necrose da pré-dentina. Possui duas camadas periféricas:
    • Camada de odontoblastos: células de origem ectomesenquimal, responsável pela formação da dentina; É uma camada de célula acoplada a pré-dentina, contornando a periferia da polpa, é uma célula constituída por prolongamentos (contato com a dentina) e corpo celular (contato com a pré-dentina e polpa). Na coroa tem corpo celular com forma cilíndrica, na raiz com forma cubica. Sintetiza e secreta também proteínas como colágeno tipo I. Quando estão totalmente diferenciados (isso é, quando a dentina circumpulpar estiver depositada) o núcleo está voltado para a camada subodontoblastica. O corpo celular realiza contato entre si através de junções: intercelulares, comunicantes (desmossomos, adesão) e aderentes (rodeia a célula por inteiro). Seus prolongamentos possuem poucas organelas e muitos microtúbulos e filamentos de actina, possui o sistema lisossômico e vesículas.

Camada subodontoblastica: encontra-se abaixo do odontoblasto, dividida em duas zonas: rica em células e pobre em células.

■ Zona pobre em células: (ou Will); é atravessada por fibras nervosas, por numerosos prolongamentos das células que se ramificam estabelecendo contato entre si (através de junções comunicantes e aderentes), apresenta numerosos vasos sanguíneos que penetram na camada de odontoblasto.

■ Zona rica em células: constituídas por células indiferenciadas, células que emitem prolongamentos que atingem a zona pobre de células e a região central da polpa, aparecem corpos celulares.

  • Região central: constituída por tecido conjuntivo frouxo, rodeado pela dentina, possui fibroblastos como célula mais abundantes e células indiferenciadas, macrófagos, linfócitos e plasmócitos, suas proteínas são capazes de renovar e produzir a matriz, pode ocorrer processos de inflamações por ter vasos e nervos.

Inervação do dente e sensibilidade dentino-pulpar:

  • Os nervos provenientes do 5 par (trigêmeo) penetra no forame apical e acessório e estabelece contato com a polpa, possibilitando sensibilidade traduzida como dor. Chegando a câmera pulpar, faz ramificações e constitui assim o plexo de Raschkow. Existem 3 teorias para explicar essa sensibilidade:

Por existirem fibras nervosas na porção inicial dos túbulos, provenientes da polpa, ocasiona em estímulos

e causa a sensibilidade, chegando nas terminações nervosas.

  1. Odontoblastos e seus prolongamentos funcionam como receptores sensoriais por ser originados da crista neural
  2. Hidrodinâmica: mais aceita; pelos túbulos dentinários estarem preenchidos por fluido tissular, quando ocorre movimentação e gera um estimulo nos fluidos, alcança assim as fibras nervosas na porção inicial dos túbulos.

Suprimento vascular:

  • Artérias de pequeno calibre invade a polpa e atravessa o canal radicular até chegar na câmera pulpar e chegando assim na região subodontoblastica, transportando nutrientes para os odontoblastos.