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Dentina, polpa e esmalte, Esquemas de Histologia

Resumo sobre dentina, polpa e esmalte, da disciplina de histologia e embriologia oral.

Tipologia: Esquemas

2023

Compartilhado em 04/04/2023

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vitoria-mendes-17 🇧🇷

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Vitória Mendes S. e Melo - Odontologia 2021.2 UFPE
AULA 4: COMPLEXO DENTINA POLPA
DENTINA
Tecido conjuntivo mineralizado, recoberto pelo esmalte e aloja a polpa.
Avascular e acelular (não apresenta células em seu interior, apresenta prolongamentos de células
da polpa).
Dureza um pouco maior que a do osso (70% mineral, 18% material orgânico e 2% de água).
Propriedade “elástica” (tem capacidade maior de absorver impacto do que o esmalte).
Cor: a baixa translucidez, aliada a alta saturação cromática, faz da dentina a principal responsável
pela cor dos dentes naturais. Essa cor varia de acordo com a espessura da dentina: grande
espessura na região cervical - mais amarelada e uma gradual diminuição dessa espessura em
direção à incisal - menos amarelada.
Dentinogênse
Formação centrípeta (produzida do centro para fora), portanto, a dentina mais jovem sempre estará
mais perto do odontoblasto e a primeira dentina a ser formada vai estar mais afastada, perto do
esmalte.
Lembrando: os pré-odontoblastos produzem a dentina do manto e os odontoblastos produzem a
dentina circumpulpar.
A dentinogênese passa por 3 FASES:
1. Diferenciação dos odontoblastos;2. Deposição da matriz orgânica e3. Mineralização.
**A dentina recém produzida pelo odontoblasto ainda não foi mineralizada essa dentina é chamada de
pré-dentina! Na lâmina, aparece como um rosa bem clarinho próximo ao odontoblasto.
1ª fase: diferenciação dos odontoblastos
Quando o pré-odontoblasto produz toda a dentina do
manto, ele se divide uma última vez e forma duas
células: o ODONTOBLASTO (que vai produzir a
dentina circumpulpar - maior parte) e uma célula
indiferenciada que atua como uma célula tronco.
A partir daí, o odontoblasto não se divide mais.
2ª fase: deposição da matriz orgânica
A matriz orgânica pode ser:
Não fibrilar (10%): são algumas proteínas. Ex: a sialoproteína dentinária (DSP) é um marcador
da dentinogênese e desempenha um papel vital na diferenciação dos odontoblastos e na
mineralização da dentina.
Fibrilar (90%): colágeno tipo I e colágeno tipo V.
Tipos de dentina
1. Primária: dividida em dentina do manto (produzida pelos
pré-odontoblastos) e dentina circumpulpar (produzida pelos
odontoblastos).
2. Secundária
3. Terciária.
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Vitória Mendes S. e Melo - Odontologia 2021.2 UFPE AULA 4: COMPLEXO DENTINA POLPA DENTINA ● Tecido conjuntivo mineralizado, recoberto pelo esmalte e aloja a polpa. ● Avascular e acelular (não apresenta células em seu interior, apresenta prolongamentos de células da polpa). ● Dureza um pouco maior que a do osso (70% mineral, 18% material orgânico e 2% de água). ● Propriedade “elástica” (tem capacidade maior de absorver impacto do que o esmalte). ● Cor: a baixa translucidez, aliada a alta saturação cromática, faz da dentina a principal responsável pela cor dos dentes naturais. Essa cor varia de acordo com a espessura da dentina: grande espessura na região cervical - mais amarelada e uma gradual diminuição dessa espessura em direção à incisal - menos amarelada. Dentinogênse ● Formação centrípeta (produzida do centro para fora), portanto, a dentina mais jovem sempre estará mais perto do odontoblasto e a primeira dentina a ser formada vai estar mais afastada, perto do esmalte. ● Lembrando: os pré-odontoblastos produzem a dentina do manto e os odontoblastos produzem a dentina circumpulpar. ● A dentinogênese passa por 3 FASES:

1. Diferenciação dos odontoblastos ; 2. Deposição da matriz orgânica e 3. Mineralização. **A dentina recém produzida pelo odontoblasto ainda não foi mineralizada → essa dentina é chamada de pré-dentina! Na lâmina, aparece como um rosa bem clarinho próximo ao odontoblasto. 1ª fase: diferenciação dos odontoblastos Quando o pré-odontoblasto produz toda a dentina do manto, ele se divide uma última vez e forma duas células: o ODONTOBLASTO (que vai produzir a dentina circumpulpar - maior parte) e uma célula indiferenciada que atua como uma célula tronco. A partir daí, o odontoblasto não se divide mais. 2ª fase: deposição da matriz orgânica A matriz orgânica pode ser: ● Não fibrilar (10%): são algumas proteínas. Ex: a sialoproteína dentinária (DSP) é um marcador da dentinogênese e desempenha um papel vital na diferenciação dos odontoblastos e na mineralização da dentina. ● Fibrilar (90%): colágeno tipo I e colágeno tipo V. Tipos de dentina

  1. Primária: dividida em dentina do manto (produzida pelos pré-odontoblastos) e dentina circumpulpar (produzida pelos odontoblastos).
  2. Secundária
  3. Terciária.

3ª fase: mineralização ● A mineralização da dentina do manto é diferente da circumpulpar. Na do MANTO , toda matéria orgânica será produzida e existirão várias vesículas de calcificação, com cristais de hidroxiapatita no interior, que vão se romper e se depositar ali, mineralizando a matriz orgânica do manto. ● Entre as vesículas de calcificação, vai haver um espaço entre elas - áreas de hipomineralização - que aparecem na lâmina como espaços enegrecidos. Essa dentina entre as vesículas é chamada de DENTINA INTERGLOBULAR (menos mineralizadas). ● Já na dentina CIRCUMPULPAR , isso não existe, ela é mais mineralizada, à medida que a matriz orgânica é produzida, ela vai atraindo os cristais de hidroxiapatita que vão se depositando mais uniformemente. DENTINA PRIMÁRIA Dentina do manto ● Produzidas por pré odontoblastos – odontoblastos imaturos; ● 10 - 30μm ● Fibrilas grossas (100nm) perpendiculares à lâmina basal ● Estabelece a junção amelodentinária Dentina circumpulpar ● Começa quando os odontoblastos alcançam a completa diferenciação. ● Produz fibras mais finas (50nm) ● Fibras em torno do longo eixo do túbulo dentinário. Túbulos dentinários ● O odontoblasto fica na polpa e emite um prolongamento pra dentro da dentina e esse prolongamento fica dentro do túbulo dentinário. ● São ramificados próximo ao limite amelodentinário e mais numerosos e mais grossos próximo à polpa (para pegar suprimento da polpa, já que a dentina não tem vasos sanguíneos). Não são tão grossos próximo ao esmalte porque é no esmalte onde ocorrem as agressões. ● Os túbulos dentinários têm formato de S alongado (mais evidente na coroa). ● A angulação dos túbulos varia nas diversas regiões da dentina e isso influencia na previsão de sensibilidade, eficácia das técnicas de ligação ou previsão de possíveis caminhos para a invasão bacteriana. A angulação dos túbulos é diferente entre dentes superiores e inferiores ● Na raiz e em região de cúspides, o túbulo desenvolve um trajeto quase retilíneo. ● Formam uma rede para a difusão de nutrientes para toda a dentina, através dos canalículos dentinários (conectam um túbulo a outro).

OUTRAS ESTRUTURAS DA DENTINA

Linhas incrementais de Von Ebner ● Linhas decorrentes da formação de dentina em padrão rítmico, curtos períodos de repouso, perpendiculares ao túbulos. ● Quando o odontoblasto está produzindo a dentina, ele para, recua para abrir espaço e produz outra camada. Cada vez que ele para e recua, imprime uma marcação na dentina, então as linhas de Von Ebner são formadas justamente por conta dessas paradas e recuos dos odontoblastos. OBS .: um estudo observou que os odontoblastos produzem 2 vezes mais colágeno durante o dia do que a noite. Linhas de Owen: distúrbios ou alterações metabólicas na fase da dentinogênese, que podem interferir na espessura da linha. Tratos mortos ● Processo odontoblásticos mortos por algum estímulo → são túbulos dentinários vazios. ● Refração ao microscópio ótico – se apresenta com uma cor escura. Camada granulosa de Tomes ● Prolongamentos dos odontoblastos formam alças na camada mais externa da dentina radicular, os espaços entre essas alças formam a camada granulosa de Tomes. ● Refração da luz do MO – se apresenta como pontos escuros na interface dentina-cemento. POLPA DENTÁRIA A polpa é formada por duas zonas principais: a ZONA ODONTOGÊNICA (região periférica) e a ZONA CENTRAL. A zona odontogênica é dividida em: camada odontoblástica e camada subodontoblástica (que ainda é dividida em zona pobre em células e zona rica em células). Zona odontogênica – camada odontoblástica ● Uma camada de células em paliçadas ● Na coroa: células cilíndricas e mais numerosas (pseudoestratificado). ● Na raiz: células cúbicas e menos numerosas. ● Perde a capacidade de se dividir.

Zona odontogênica – camada subodontoblástica ● Zona pobre em células (Zona de Weill): 40 μm de espessura. Contém prolongamentos de células, vasos sanguíneos e fibras nervosas amielínicas – plexo nervoso de Raschkow. ● Zona rica em células: constituída de células indiferenciadas (ou células de Köhl) e fibroblastos. ➢ Células indiferenciadas: podem se diferenciar em odontoblastos ou fibroblastos e elas diminuem com a idade (tratamento expectante, estimula as células indiferenciadas a produzirem dentina terciária). ➢ É a camada mais visível na polpa coronária, pois é na coroa que acontecem a maior parte das agressões, então precisa-se de mais células indiferenciadas ali. Zona central da polpa ● Constituída de fibroblastos – maioria; ● Poucas células indiferenciadas; ● Vasos sanguíneos; ● Meio extracelular constituído por: substância fundamental amorfa (glicoproteínas, proteoglicanas, água, glicosaminoglicanas) e fibras colágenas tipo I e tipo III. Inervação pulpar ● Fibras sensitivas do nervo trigêmio e ramos simpáticos do gânglio cervical superior penetram através do forame apical. ● Plexo de Raschkow – ramificação dos nervos na camada subodontoblástica ● Alguns axônios avançam além da camada subodontoblástica, sem o revestimento da célula de Schwann e: 1. Alcançam a pré dentina ou 2. Penetram na porção inicial do túbulo.

Esmalte interprismático ou aprismático : cristais paralelos entre si e perpendiculares à membrana. São as primeiras camadas produzidas. → Esmalte prismático : produzido na face do processo de Tomes - cristais em todas as direções, é mais resistente. A mesma composição, só difere a orientação dos cristais. Cristais e primas do esmalte ● Os cristais são dispostos de forma repetida formando estruturas que chamamos de prismas ou bastões do esmalte. O prisma então tem vários cristais e é a unidade morfológica do esmalte. ● Entre um prisma e outro, fica um espaço que chamamos de esmalte interprismático ou bainha do prisma e que é uma região muito desmineralizada. Isso é importante porque essa região é mais suscetível a cáries. Os prismas estão menos expostos na face oclusal, ou seja, há menos bainhas de prismas, então a cárie entra e depois se espalha - forma-se um triângulo com a base voltada para dentro do dente. Já nas superfícies lisas dos dentes, os prismas estão mais expostos, então é mais fácil da cárie entrar - forma-se um triângulo com a base voltada para o meio externo.

Condicionamento ácido do esmalte Tipo I: Remoção preferencial dos prismas Tipo II: Remoção da região interprismática Tipo III: Irregular e indiscriminado → Expõe os prismas para facilitar a penetração do adesivo. FINAL DA FASE DE SÍNTESE : ● Ameloblastos diminuem → perdem processo de Tomes → secretam a última camada de esmalte, que será APRISMÁTICO. 4 - FASE DE MATURAÇÃO ● Fase pré eruptiva: tem função de destruir material orgânico e aumentar/acrescentar cristais → mineraliza mais o esmalte. ● Fase pós eruptiva: não tem mais ameloblastos. A nossa saliva será responsável por terminar de maturar o esmalte depois de erupcionar. 5 - FASE DE PROTEÇÃO ● Ameloblastos sofrem apoptose. ● Demais camadas do órgão do esmalte vão diminuído e formam o epitélio reduzido do órgão do esmalte → essa camada fica sobre o esmalte, protegendo-o até a erupção