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Análise qualitativa de compósitos processados via moldagem por compressão
Tipologia: Trabalhos
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1.2 Fibras de Carbono e Resina Epóxi Fibras de carbono normalmente são empregadas em compósitos com aplicações que requerem elevadas propriedades mecânicas, bem como alta resistência mecânica e alto módulo de elasticidade associadas a uma baixa massa específica. Isto é, materiais compósitos de matriz polimérica reforçada com fibras de carbono, também chamados do inglês de CFRP, apresentam os valores mais elevados de resistência mecânica específica e módulo de elasticidade dentre os materiais de mercado. As matrizes
Figura SEQ Figura * ARABIC 1. Camadas do tecido de fibra de carbono
Fonte: Autores Feito isso, com o volume da fibra previamente obtido, calculou-se a massa de Resina Epóxi, partindo-se do fato de que o preparo desse compósito deve apresentar as mesmas porcentagens volumétricas de Fibra e de Resina, isto é, 50% de Resina e 50% de Fibra. Logo, o será o mesmo que o calculado anteriormente. Calculou-se, portanto, a massa de resina utilizando a equação (2) abaixo, considerando um acréscimo de 20% em massa para possíveis perdas.
Com a massa de resina obtida, calculou-se a massa de endurecedor, sendo que sua porcentagem na matriz deve ser de 35%. Utilizou-se a equação (3) abaixo:
Figura SEQ Figura * ARABIC 2. Resina Epóxi e endurecedor utilizados na laminação do compósito.
Fonte: Autores Além das etapas apresentadas acima, higienizou-se também com acetona os moldes de vidro e após a secagem dos mesmos adicionou-se homogeneamente três camadas consecutivas de desmoldante sobre os moldes. Após esse processo, depositou-se sobre uma das placas de vidro o Molde de Silicone e iniciou-se a laminação das camadas de Fibra de Carbono, envolvendo-se as 5 camadas de Fibra com 4 camadas da mistura de Endurecedor com a Resina Epóxi, isto é, a cada camada de Fibra espalhou-se uma parcela da Mistura e assim por diante, ao terminar este processo, acoplou-se a outra placa de vidro sobre o molde de Silicone, unindo-as com prendedores para papel.
Figura SEQ Figura * ARABIC 3. Laminação do compósito.
Fonte: Autores Após a laminação do compósito utilizando o molde de silicone e as placas de vidro, levou-se o material ao forno por 2 horas e depois realizou-se o desmolde do Compósito.
Figura SEQ Figura * ARABIC 4. Compósito final
Fonte: Autores
SMITH, B. W.; Fractography for Continuous Fiber Composites. In: Americam Society For Metals International. Composites. Metals Park: ASM International, p. 786-793, 1993.
Para avaliar algumas propriedades mecânicas fundamentais desses materiais são recomendados ensaios de caracterização mecânica podendo avaliar sua resistência ao cisalhamento interlaminar, à compressão e à tração transversal, onde as propriedades mecânicas da matriz exercem maior influência sobre o compósito.
[1] PARDINI, L. C.; NETO, F. L., Compósitos Estruturais ; Edgar Blücher, Edgard Blücher, 309 f., 1 ed. 2006. [2] REZENDE, M.C., COSTA, M.L., BOTELHO, E.C. Compósitos Estruturais Tecnologia e Prática. Editora ArtLiber, São Paulo, 2011. [3] CALLISTER, W. D. J.; RETHWISCH, D. G. Fundamentos da Ciência e Engenharia de Materiais: Uma Abordagem Integrada. 4a ed. Rio de Janeiro: LTC, 2014. [4] WALSH, C. et al. Carbon Fibers, Volume 21, Composites Handbook ASM International , 2001. [5] MAZUMDAR, S. Composites Manufacturing – Materials, Product and Process Engineering CRC Press , 2002.