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COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO, Exercícios de Pedagogia

Questionário unidade I comunicação e Expressão, Exercícios de Comunicação

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 18/03/2020

francisco-josimar-lopes-ddos-santos
francisco-josimar-lopes-ddos-santos 🇧🇷

4.7

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COMUNICAÇÃO E
EXPRESSÃO
Teste QUESTIONÁRIO UNIDADE
II
Pergunta 1
0,5 em 0,5 pontos
Leia o texto.
Justiça ou
vingança?
Maria Rita
Kehl
“Sou obrigada a concordar com Friedrich Nietzsche: na origem da demanda
por justiça está o desejo de vingança. Nem por isso as duas coisas se
equivalem. O que distingue civilização de barbárie é o empenho em produzir
dispositivos que separem um de outro. Essa é uma das questões que
devemos responder a cada vez que nos indignamos com as consequências
da tradicional violência social em nosso país.
Escrevo ‘tradicional’ sem ironia. O Brasil foi o último país livre no Ocidente a
abolir a prática bárbara do trabalho escravo. Durante três séculos, a elite
brasileira capturou, traficou, explorou e torturou africanos e seus
descendentes sem causar muito escândalo.
Joaquim Nabuco percebeu que a exploração do trabalho escravo perverteria
a sociedade brasileira – a começar pela própria elite escravocrata. Ele tinha
razão.
Ainda vivemos sérias consequências desse crime prolongado que só
terminou porque se tornou economicamente inviável. Assim como pagamos
o preço, em violência social disseminada, pelas duas ditaduras – a de Vargas
e a militar (1964 a 1985) – que se extinguiram sem que os crimes de lesa-
humanidade praticados por agentes de Estado contra civis capturados e
indefesos fossem apurados, julgados, punidos.
Hoje, três décadas depois de nossa tímida anistia ‘ampla, geral e irrestrita’,
temos uma polícia ainda militarizada, que comete mais crimes contra
cidadãos rendidos e desarmados do que o fez durante a ditadura militar.
Por que escrevo sobre esse passado supostamente distante ao me incluir no
debate sobre a redução da maioridade penal? Porque a meu ver, os
argumentos em defesa do encarceramento de crianças no mesmo regime
dos adultos advêm dessa mesma triste ‘tradição’ de violência social.
É muito evidente que os que conduzem a defesa da mudança na legislação
estão pensando em colocar na cadeia, sob a influência e a ameaça de
bandidos adultos já muito bem formados na escola do crime, somente os
‘filhos dos outros’.
Quem acredita que o filho de um deputado, evangélico ou não, homofóbico
ou não, será julgado e encarcerado aos 16 anos por ter queimado um índio
adormecido, espancado prostitutas ou fugido depois de atropelar e matar
um ciclista?
Sabemos, sem mencioná-lo publicamente, que essa alteração na lei visa
apenas os filhos dos ‘outros’. Estes outros são os mesmos, há 500 anos. Os
expulsos da terra e ‘incluídos’ nas favelas. Os submetidos a trabalhos
forçados.
São os encarcerados que furtaram para matar a fome e esperam anos sem
julgamento, expostos à violência de criminosos periculosos. São os
militantes desaparecidos durante a ditadura militar de 1964-85, que a
Comissão da Verdade não conseguiu localizar porque os agentes da
repressão se recusaram a revelar seu paradeiro.
Este é o Brasil que queremos tornar menos violento sem mexer em nada
além de reduzir a idade em que as crianças devem ser encarceradas junto
de criminosos adultos. Alguém acredita que a medida há de amenizar a
violência de que somos (todos, sem exceção) vítimas?
As crianças arregimentadas pelo crime são evidências de nosso fracasso em
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COMUNICAÇÃO E

EXPRESSÃO

Teste QUESTIONÁRIO UNIDADE II

 Pergunta 1

0,5 em 0,5 pontos Leia o texto. Justiça ou vingança? Maria Rita Kehl “Sou obrigada a concordar com Friedrich Nietzsche: na origem da demanda por justiça está o desejo de vingança. Nem por isso as duas coisas se equivalem. O que distingue civilização de barbárie é o empenho em produzir dispositivos que separem um de outro. Essa é uma das questões que devemos responder a cada vez que nos indignamos com as consequências da tradicional violência social em nosso país. Escrevo ‘tradicional’ sem ironia. O Brasil foi o último país livre no Ocidente a abolir a prática bárbara do trabalho escravo. Durante três séculos, a elite brasileira capturou, traficou, explorou e torturou africanos e seus descendentes sem causar muito escândalo. Joaquim Nabuco percebeu que a exploração do trabalho escravo perverteria a sociedade brasileira – a começar pela própria elite escravocrata. Ele tinha razão. Ainda vivemos sérias consequências desse crime prolongado que só terminou porque se tornou economicamente inviável. Assim como pagamos o preço, em violência social disseminada, pelas duas ditaduras – a de Vargas e a militar (1964 a 1985) – que se extinguiram sem que os crimes de lesa- humanidade praticados por agentes de Estado contra civis capturados e indefesos fossem apurados, julgados, punidos. Hoje, três décadas depois de nossa tímida anistia ‘ampla, geral e irrestrita’, temos uma polícia ainda militarizada, que comete mais crimes contra cidadãos rendidos e desarmados do que o fez durante a ditadura militar. Por que escrevo sobre esse passado supostamente distante ao me incluir no debate sobre a redução da maioridade penal? Porque a meu ver, os argumentos em defesa do encarceramento de crianças no mesmo regime dos adultos advêm dessa mesma triste ‘tradição’ de violência social. É muito evidente que os que conduzem a defesa da mudança na legislação estão pensando em colocar na cadeia, sob a influência e a ameaça de bandidos adultos já muito bem formados na escola do crime, somente os ‘filhos dos outros’. Quem acredita que o filho de um deputado, evangélico ou não, homofóbico ou não, será julgado e encarcerado aos 16 anos por ter queimado um índio adormecido, espancado prostitutas ou fugido depois de atropelar e matar um ciclista? Sabemos, sem mencioná-lo publicamente, que essa alteração na lei visa apenas os filhos dos ‘outros’. Estes outros são os mesmos, há 500 anos. Os expulsos da terra e ‘incluídos’ nas favelas. Os submetidos a trabalhos forçados. São os encarcerados que furtaram para matar a fome e esperam anos sem julgamento, expostos à violência de criminosos periculosos. São os militantes desaparecidos durante a ditadura militar de 1964-85, que a Comissão da Verdade não conseguiu localizar porque os agentes da repressão se recusaram a revelar seu paradeiro. Este é o Brasil que queremos tornar menos violento sem mexer em nada além de reduzir a idade em que as crianças devem ser encarceradas junto de criminosos adultos. Alguém acredita que a medida há de amenizar a violência de que somos (todos, sem exceção) vítimas? As crianças arregimentadas pelo crime são evidências de nosso fracasso em

cuidar, educar, alimentar e oferecer futuro a um grande número de brasileiros. Esconder nossa vergonha atrás das grades não vai resolver o problema. Vamos vencer nosso conformismo, nossa baixa estima, nossa vontade de apostar no pior – em uma frase, vamos curar nossa depressão social. Inventemos medidas socioeducativas que funcionem: sabemos que os presídios são escolas de bandidos. Vamos criar dispositivos que criem cidadãos, mesmo entre os miseráveis – aqueles de quem não se espera nada. ” Fonte: . Acesso em 20 jun. 2015 Com base na leitura, analise as afirmativas: I - Infere-se que, para a autora, a criminalidade tem causa nos problemas sociais e o desejo de vingança fundamenta a ideia da redução da maioridade penal, que não resolveria o problema da violência no Brasil. II - Na argumentação, a autora vale-se do apelo à autoridade e da apresentação de fatos históricos. III - O texto é um artigo de opinião, com estrutura argumentativa. É correto o que se afirma em: Resposta Selecionada: a. I, II e III. Respostas: (^) a. I, II e III. b. I e II. c. II e III. d. I e III. e. II, apenas. Feedback da resposta: Resposta: A Comentário: a pergunta do título já sugere a tese de que a redução da maioridade penal é ineficiente e provém de um desejo de vingança. Trata-se de um texto argumentativo, um artigo de opinião publicado na imprensa.

 Pergunta 2

0,5 em 0,5 pontos Leia o texto e analise as afirmativas. Extra, extra. Este macaco é humano. Não somos tão especiais “Todas as características tidas como exclusivas dos humanos são compartilhadas por outros animais, ainda que em menor grau. INTELIGÊNCIA A ideia de que somos animais racionais tem sido destruída desde os anos

Considere o post e analise as afirmativas. Fonte: acervo pessoal I - O post ratifica a validade do raciocínio dedutivo para se chegar a conclusões gerais. II - O post comprova a importância e a validade do argumento por exemplo ou por ilustração. III - Há problemas gramaticais no post: falta de pontuação e de acento e erro de concordância verbal. Assinale a alternativa correta. Resposta Selecionada: b. Somente a afirmativa III é correta. Respostas: a. Nenhuma afirmativa é correta. b. Somente a afirmativa III é correta. c. I e III são corretas. d. I e II são corretas. e. II e III são corretas. Feedback da resposta: Resposta: B Comentário: a pessoa tenta fazer uma generalização (base do raciocínio indutivo) para transformar em caso em verdade universal. Trata-se de um defeito de argumentação, pois um exemplo não pode ser tomado como uma prova universal. Falta pontuação no texto, “história” está sem acento e o correto seria “existem”.

 Pergunta 4

0,5 em 0,5 pontos João, gerente de uma agência bancária, escreveu o seguinte e-mail a um cliente. Prezado Sr. Marco Antônio, Foi observado uma movimentação incomum na sua conta corrente na última semana, onde houveram saques de alto valor. Solicitamos que verifique seu extrato a fim de identificar possíveis FRAUDES. I - Há dois erros de concordância no e-mail. II - O uso de letras maiúsculas, como em FRAUDES, sugere que o enunciador está falando mais alto. III - No e-mail , faltam a despedida e a assinatura. É correto o que se afirma em: Resposta (^) a.

Selecionada: (^) I, II e III. Respostas: (^) a. I, II e III. b. I e II. c. II e III. d. I e III. e. III, apenas. Feedback da resposta: Resposta: A Comentário: há dois erros de concordância. O correto seria: “foi observada” e “houve”. O uso de caixa-alta indica que se aumenta o tom de voz, e faltam elementos constitutivos do gênero, como a despedida e a assinatura.

 Pergunta 5

0,5 em 0,5 pontos Leia o texto, de autoria de Luiz Ruffato. Nossa democracia em xeque O cenário de intolerância e incapacidade de diálogo que constatamos hoje na sociedade brasileira é um sério sinal de debilidade do nosso sistema político “Se pensarmos que estamos há 34 anos do fim da ditadura militar e há 29 anos da primeira eleição direta para a Presidência da República, é preocupante observarmos que a nossa democracia já aparenta cansaço e desmotivação. O exercício da democracia pressupõe participação efetiva, ou seja, cidadãos livres que se engajam no debate público, alinhando-se a este ou aquele partido político, que tentará colocar em prática suas ideias ao alcançar o poder. Para isso, são necessários cidadãos livres, partidos políticos, ideias... Não são cidadãos livres aqueles que não possuem as condições mínimas de sobrevivência: moradia e alimentação. Calcula-se que o déficit habitacional no Brasil chegue a mais de 6 milhões de famílias — e a insegurança alimentar atinge cerca de 52 milhões de brasileiros. Também é muito difícil ser um cidadão livre quem não teve acesso à educação formal, chave que abre as portas de um conhecimento mais sofisticado do mundo. Segundo o Instituto Paulo Montenegro, 27% da população brasileira é analfabeta funcional. Partidos políticos, ou seja, agremiações que possuem um programa com o qual os eleitores se identificam e que, portanto, os representam ideologicamente, na prática inexistem no Brasil. Segundo recente pesquisa CNI/Ibope, metade dos entrevistados não demonstra simpatia por nenhum partido existente — 19% citaram o PT, 7% o MDB e 6% o PSDB. Para 72% dos entrevistados, o voto é dado ao candidato, independentemente da sigla à qual ele esteja filiado. Ideias, ninguém as tem. Os políticos brasileiros defendem interesses, não ideias. Segundo resultado da pesquisa CNI/Ibope, mais importante de tudo é que o candidato de predileção acredite em Deus — fato importante para oito em cada dez eleitores... Nesse sentido, a retórica, sempre vazia, tornou-se uma espécie de roupa que os políticos vestem para se apresentar nos palanques. Dependendo do público, usam um ou outro discurso — que

Considere o texto a seguir e analise as asserções e a relação entre elas. Fonte: . Acesso em 17 mai. 2019. I - A combinação da linguagem verbal com a não verbal é uma característica dos memes. PORQUE II - Os memes utilizam nível de linguagem informal, por isso o desvio em relação à colocação pronominal do texto apresentado é aceitável. Assinale a alternativa correta. Resposta Selecionada: b. As asserções I e II são verdadeiras, e a II não justifica a I. Respostas: a. As asserções I e II são verdadeiras, e a II justifica a I. b. As asserções I e II são verdadeiras, e a II não justifica a I. c. A asserção I é verdadeira. d. A asserção I é falsa. e. As duas asserções são falsas. Feedback da resposta: Resposta: B Comentário: o meme é normalmente um texto híbrido (combina linguagem verbal e não verbal). Na parte linguística, vale-se da informalidade, por isso o “me avise” do texto é aceitável. As duas asserções são verdadeiras, mas não há relação entre elas.

 Pergunta 7

0,5 em 0,5 pontos Leia o trecho a seguir. “A ‘sociedade de consumidores’ é um tipo de sociedade (recordando um

termo, que já foi popular, cunhado por Althusser) que ‘interpela’ seus membros (ou seja, dirige-se a eles, saúda-os, apela a eles, questiona-os, mas também os interrompe e ‘irrompe sobre’ eles) basicamente na condição de consumidores. [...] Ela avalia – recompensa e penaliza – seus membros segundo a prontidão e adequação da resposta deles à interpelação. Como resultado, os lugares obtidos ou alocados no eixo da excelência/inépcia do desempenho consumista se transformam no principal fator de estratificação e no maior critério de inclusão e exclusão, assim como orientam a distribuição do apreço e do estigma sociais, e também de fatias da atenção do público.” Fonte: BAUMAN, Z. Vida para consumo. São Paulo: Nacional, 2008. Assinale a alternativa que apresenta uma paráfrase adequada e bem escrita do trecho. Resposta Selecionada: b. De acordo com Bauman, na sociedade dos consumidores, o desempenho consumista do indivíduo é o principal critério para definir sua inclusão ou sua exclusão social. Respostas: a. A sociedade de consumidores busca atrair a atenção do público, onde o desempenho do cidadão, é interpelado, tornando a inclusão e a exclusão um critério para a estratificação social, por meio de saudações. b. De acordo com Bauman, na sociedade dos consumidores, o desempenho consumista do indivíduo é o principal critério para definir sua inclusão ou sua exclusão social. c. Bauman retoma o conceito de Althusser e afirma que os estigmas sociais, distribuindo apreço, inclusão e exclusão irrompem sobre o público, e chamam a atenção dele. d. Os lugares obtidos pelo público na estratificação social indicam a recompensa ou a penalização da interpelação popular, ou seja, a sociedade apela aos consumidores. e. A excelência do consumo na sociedade atual dirige-se aos consumidores e isso segundo Bauman, orienta os estigmas sociais e questiona os cidadãos quanto à sua estratificação. Feedback da resposta: Resposta: B Comentário: Bauman afirma que, na sociedade dos consumidores, a excelência ou a inépcia do desempenho consumista dos indivíduos é o principal critério de estratificação social e de inclusão ou exclusão.

 Pergunta 8

0,5 em 0,5 pontos

um rio.

  • Você me carrega nas costas para eu poder atravessar o rio? - Perguntou o escorpião ao sapo.
  • De jeito nenhum. Você é a mais traiçoeira das criaturas. Se eu te ajudar, você me mata em vez de me agradecer.
  • Mas, se eu te picar com meu veneno - respondeu o escorpião com uma voz terna e doce -, morro também. Me dê uma carona. Prometo ser bom, meu amigo sapo. O sapo concordou. Durante a travessia do rio, porém, o sapo sentiu a picada mortal do escorpião.
  • Por que você fez isso, escorpião? Agora nós dois morreremos afogados! - disse o sapo. E o escorpião simplesmente respondeu:
  • Porque esta é a minha natureza, meu amigo sapo. E eu não posso mudá- la.” Fonte: . Acesso em 20 abr. 2019. I - Trata-se de um texto com estrutura argumentativa, que defende a tese de as pessoas não se livram da sua natureza. II - O texto é predominantemente figurativo, pois prevalecem os elementos concretos. III - O tema do texto é “O sapo e o escorpião”. É correto o que se afirma em: Resposta Selecionada: e. II, apenas. Respostas: a. I, II e III. b. II e III. c. I e II. d. I e III. e. II, apenas. Feedback da resposta: Resposta: E Comentário: a fábula tem estrutura narrativa e é um texto figurativo, pois trabalha com elementos concretos. “O sapo e o

escorpião” é o título do texto, não seu tema.

 Pergunta 10

0,5 em 0,5 pontos Leia os quadrinhos e analise as afirmativas. Fonte: . Acesso em 20 abr. 2019. I - O objetivo dos quadrinhos é denunciar o plágio, prática que, embora comum em trabalhos escolares, é crime. II - Infere-se que o professor solicitou a Calvin uma paráfrase das Leis de Newton. III - O personagem valeu-se da ambiguidade da expressão “suas palavras” para livrar-se da lição. É correto o que se afirma em: Resposta Selecionada: c. II e III. Respostas: a. I, II e III. b. I e II. c. II e III. d. I e III. e. III, apenas. Feedback da resposta: Resposta: C Comentário: o professor solicitou que o menino explicasse as leis da Física com uma redação autoral, ou seja, pediu que ele fizesse uma paráfrase delas. A expressão “suas palavras” pode ser compreendida de duas formas, o que possibilitou a “brecha” para que Calvin escapasse da lição. Ele não plagiou a resposta; ele inventou suas próprias palavras.