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Questionário de Comunicação e Expressão, Provas de Comunicação

Unidade II da matéria de Comunicação e expressão, com todas as respostas certas

Tipologia: Provas

2022

Compartilhado em 15/09/2022

AM3nd01N
AM3nd01N 🇧🇷

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Revisar envio do teste: QUESTIONÁRIO UNIDADE II
COMUNICACAO E EXPRESSAO D253_13701_R_20222
CONTEÚDO
COMUNICACAO E
EXPRESSAO
(D253_13701_R_20
222)
CONTEÚDO
Sexta-feira, 2 de Setembro de 2022 12h05min36s GMT-03:00
Usuário PEDRO HENRIQUE DA C DE MIRANDA
Curso COMUNICACAO E EXPRESSAO
Teste QUESTIONÁRIO UNIDADE II
Iniciado 02/09/22 11:55
Enviado 02/09/22 12:05
Status Completada
Resultado da tentativa 5 em 5 pontos 
Tempo decorrido 10 minutos
Resultados exibidos Respostas enviadas, Perguntas respondidas incorretamente
Pergunta 1
Resposta Selecionada: a.
Leia o texto.
Justiça ou vingança?
Maria Rita Kehl
“Sou obrigada a concordar com Friedrich Nietzsche: na origem da demanda por justiça está o desejo de vingança. Nem por isso as duas coisas se equivalem.
O que distingue civilização de barbárie é o empenho em produzir dispositivos que separem um de outro. Essa é uma das questões que devemos responder a
cada vez que nos indignamos com as consequências da tradicional violência social em nosso país.
Escrevo ‘tradicional’ sem ironia. O Brasil foi o último país livre no Ocidente a abolir a prática bárbara do trabalho escravo. Durante três séculos, a elite brasileira
capturou, traficou, explorou e torturou africanos e seus descendentes sem causar muito escândalo.
Joaquim Nabuco percebeu que a exploração do trabalho escravo perverteria a sociedade brasileira – a começar pela própria elite escravocrata. Ele tinha razão.
Ainda vivemos sérias consequências desse crime prolongado que só terminou porque se tornou economicamente inviável. Assim como pagamos o preço, em
violência social disseminada, pelas duas ditaduras a de Vargas e a militar (1964 a 1985) que se extinguiram sem que os crimes de lesa-humanidade
praticados por agentes de Estado contra civis capturados e indefesos fossem apurados, julgados, punidos.
Hoje, três décadas depois de nossa tímida anistia ‘ampla, geral e irrestrita’, temos uma polícia ainda militarizada, que comete mais crimes contra cidadãos
rendidos e desarmados do que o fez durante a ditadura militar.
Por que escrevo sobre esse passado supostamente distante ao me incluir no debate sobre a redução da maioridade penal? Porque a meu ver, os argumentos
em defesa do encarceramento de crianças no mesmo regime dos adultos advêm dessa mesma triste ‘tradição’ de violência social.
É muito evidente que os que conduzem a defesa da mudança na legislação estão pensando em colocar na cadeia, sob a influência e a ameaça de bandidos
adultos já muito bem formados na escola do crime, somente os ‘filhos dos outros’.
Quem acredita que o filho de um deputado, evangélico ou não, homofóbico ou não, será julgado e encarcerado aos 16 anos por ter queimado um índio
adormecido, espancado prostitutas ou fugido depois de atropelar e matar um ciclista?
Sabemos, sem mencioná-lo publicamente, que essa alteração na lei visa apenas os filhos dos ‘outros’. Estes outros são os mesmos, há 500 anos. Os expulsos
da terra e ‘incluídos’ nas favelas. Os submetidos a trabalhos forçados.
São os encarcerados que furtaram para matar a fome e esperam anos sem julgamento, expostos à violência de criminosos periculosos. São os militantes
desaparecidos durante a ditadura militar de 1964-85, que a Comissão da Verdade não conseguiu localizar porque os agentes da repressão se recusaram a
revelar seu paradeiro.
Este é o Brasil que queremos tornar menos violento sem mexer em nada além de reduzir a idade em que as crianças devem ser encarceradas junto de
criminosos adultos. Alguém acredita que a medida há de amenizar a violência de que somos (todos, sem exceção) vítimas?
As crianças arregimentadas pelo crime são evidências de nosso fracasso em cuidar, educar, alimentar e oferecer futuro a um grande número de brasileiros.
Esconder nossa vergonha atrás das grades não vai resolver o problema.
Vamos vencer nosso conformismo, nossa baixa estima, nossa vontade de apostar no pior em uma frase, vamos curar nossa depressão social. Inventemos
medidas socioeducativas que funcionem: sabemos que os presídios são escolas de bandidos. Vamos criar dispositivos que criem cidadãos, mesmo entre os
miseráveis – aqueles de quem não se espera nada.”
Fonte: <http://app.folha.uol.com.br/#noticia/562864>. Acesso em 20 jun. 2015
Com base na leitura, analise as afirmativas:
I. Infere-se que, para a autora, a criminalidade tem causa nos problemas sociais e o desejo de vingança fundamenta a ideia da redução da maioridade penal,
que não resolveria o problema da violência no Brasil.
II. Na argumentação, a autora vale-se do apelo à autoridade e da apresentação de fatos históricos.
III. O texto é um artigo de opinião, com estrutura argumentativa.
É correto o que se afirma em:
I, II e III.
Pergunta 2
Resposta Selecionada: b.
Leia o texto e analise as armativas.
Extra, extra. Este macaco é humano.
Não somos tão especiais
“Todas as características tidas como exclusivas dos humanos são compartilhadas por outros animais, ainda que em menor grau.
INTELIGÊNCIA
A ideia de que somos animais racionais tem sido destruída desde os anos 40. A maioria das aves e mamíferos tem algum tipo de raciocínio.
AMOR
O amor, tido como o mais elevado dos sentimentos, é parecido em várias espécies, como os corvos, que também criam laços duradouros, se
preocupam com o ente querido e cam de luto depois de sua morte.
CONSCIÊNCIA
Chimpanzés se reconhecem no espelho. Orangotangos observam e enganam humanos distraídos. Sinais de que sabem quem são e se distinguem dos
outros. Ou seja, são conscientes.
CULTURA
O primatologista Frans de Waal juntou vários exemplos de cetáceos e primatas que são capazes de aprender novos hábitos e de transmiti-los para as
gerações seguintes. O que é cultura senão isso?”
Fonte: BURGIERMAN, D. Superinteressante, nº 190, jul. 2003.
I. A tese do autor é de que não há diferenças entre o homem e o macaco.
II. O autor vale-se do argumento de autoridade para defender seu ponto de vista.
III. A fotograa tem papel na sustentação da tese, pois atua como um argumento com base no real.
É correto o que se arma em:
II e III.
Pergunta 3
Resposta Selecionada: b.
Considere o post e analise as armativas.
Fonte: acervo pessoal
I. O post ratica a validade do raciocínio dedutivo para se chegar a conclusões gerais.
II. O post comprova a importância e a validade do argumento por exemplo ou por ilustração.
III. Há problemas gramaticais no post: falta de pontuação e de acento e erro de concordância verbal.
Assinale a alternativa correta.
Somente a armativa III é correta.
Pergunta 4
Resposta Selecionada: a.
João, gerente de uma agência bancária, escreveu o seguinte e-mail a um cliente.
Prezado Sr. Marco Antônio,
Foi observado uma movimentação incomum na sua conta corrente na última semana, onde houveram saques de alto valor. Solicitamos que verique
seu extrato a m de identicar possíveis FRAUDES.
I. Há dois erros de concordância no e-mail.
II. O uso de letras maiúsculas, como em FRAUDES, sugere que o enunciador está falando mais alto.
III. No e-mail, faltam a despedida e a assinatura.
É correto o que se arma em:
I, II e III.
Pergunta 5
Resposta Selecionada: e.
Leia o texto, de autoria de Luiz Ruato.
Nossa democracia em xeque
O cenário de intolerância e incapacidade de diálogo que constatamos hoje na sociedade brasileira é um sério sinal de debilidade do nosso
sistema político
“Se pensarmos que estamos 34 anos do m da ditadura militar e 29 anos da primeira eleição direta para a Presidência da República, é
preocupante observarmos que a nossa democracia já aparenta cansaço e desmotivação. O exercício da democracia pressupõe participação efetiva, ou
seja, cidadãos livres que se engajam no debate público, alinhando-se a este ou aquele partido político, que tentará colocar em prática suas ideias ao
alcançar o poder. Para isso, são necessários cidadãos livres, partidos políticos, ideias...
Não são cidadãos livres aqueles que não possuem as condições mínimas de sobrevivência: moradia e alimentação. Calcula-se que o décit habitacional
no Brasil chegue a mais de 6 milhões de famílias — e a insegurança alimentar atinge cerca de 52 milhões de brasileiros. Também é muito difícil ser um
cidadão livre quem não teve acesso à educação formal, chave que abre as portas de um conhecimento mais sosticado do mundo. Segundo o Instituto
Paulo Montenegro, 27% da população brasileira é analfabeta funcional.
Partidos políticos, ou seja, agremiações que possuem um programa com o qual os eleitores se identicam e que, portanto, os representam
ideologicamente, na prática inexistem no Brasil. Segundo recente pesquisa CNI/Ibope, metade dos entrevistados não demonstra simpatia por nenhum
partido existente — 19% citaram o PT, 7% o MDB e 6% o PSDB. Para 72% dos entrevistados, o voto é dado ao candidato, independentemente da sigla à
qual ele esteja liado.
Ideias, ninguém as tem. Os políticos brasileiros defendem interesses, não ideias. Segundo resultado da pesquisa CNI/Ibope, mais importante de tudo é
que o candidato de predileção acredite em Deus — fato importante para oito em cada dez eleitores... Nesse sentido, a retórica, sempre vazia, tornou-se
uma espécie de roupa que os políticos vestem para se apresentar nos palanques. Dependendo do público, usam um ou outro discurso — que serve,
apenas, para iludir as massas.
A falta de partidos fortes, que defendam ideias claras, oferecendo soluções racionais para problemas objetivos, empurra nossa política para o colo de
líderes personalistas.
O grande perigo para a existência da democracia é o ressentimento, a humilhação, a desesperança — sobre esse tripé alicerçaram-se os fascismos de
direita e de esquerda que varreram o mundo na primeira metade do século XX. E o cenário de intolerância e incapacidade de diálogo que constatamos
hoje na sociedade brasileira é um sério sinal de debilidade do nosso sistema político.”
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/15/opinion/1521073446_462021.html>. Acesso em 20 jun. 2018 (com adaptações).
Com base na leitura, analise as armativas:
I. A tese do texto é que a desmotivação e o cansaço apresentados pela democracia brasileira advêm do grande número de partidos políticos, pois o
excesso de siglas provoca indiferença no eleitor.
II. O texto tem estrutura narrativa, pois remete à história do Brasil.
III. O autor vale-se de dados estatísticos na sua argumentação.
É correto o que se arma em:
Pergunta 6
Resposta Selecionada: b.
Considere o texto a seguir e analise as asserções e a relação entre elas.
Fonte: <www.gerarmemes.com.br/meme/662258-me-avise-quando-o-inverno-acabar>. Acesso em 17 mai. 2019.
I. A combinação da linguagem verbal com a não verbal é uma característica dos memes.
PORQUE
II. Os memes utilizam nível de linguagem informal, por isso o desvio em relação à colocação pronominal do texto apresentado é aceitável.
Assinale a alternativa correta.
As asserções I e II são verdadeiras, e a II não justica a I.
Pergunta 7
Resposta
Selecionada:
b.
Leia o trecho a seguir.
“A ‘sociedade de consumidores’ é um tipo de sociedade (recordando um termo, que já foi popular, cunhado por Althusser) que ‘interpela’ seus membros
(ou seja, dirige-se a eles, saúda-os, apela a eles, questiona-os, mas também os interrompe e ‘irrompe sobre’ eles) basicamente na condição de
consumidores. [...] Ela avalia – recompensa e penaliza – seus membros segundo a prontidão e adequação da resposta deles à interpelação. Como
resultado, os lugares obtidos ou alocados no eixo da excelência/inépcia do desempenho consumista se transformam no principal fator de estraticação
e no maior critério de inclusão e exclusão, assim como orientam a distribuição do apreço e do estigma sociais, e também de fatias da atenção do
público.”
Fonte: BAUMAN, Z. Vida para consumo. São Paulo: Nacional, 2008.
Assinale a alternativa que apresenta uma paráfrase adequada e bem escrita do trecho.
De acordo com Bauman, na sociedade dos consumidores, o desempenho consumista do indivíduo é o principal critério para
denir sua inclusão ou sua exclusão social.
Pergunta 8
Resposta Selecionada: b.
Leia os quadrinhos a seguir.
Fonte: <http://1.bp.blogspot.com/_H8nf5IO7N14/S_gmofyVXzI/AAAAAAAABnE/8G9RIpN1Ts0/s1600/a_era_das_incertezas_quadrinhos.gif>. Acesso em 19
jul. 2015.
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as alternativas.
I. As facilidades de propagação de informações na sociedade em rede possibilitam a divulgação de textos sem a correta referência, o que invalida a
internet como fonte de pesquisa para trabalhos acadêmicos.
II. As redes sociais permitem o compartilhamento de textos sem a checagem de fontes, o que provoca, muitas vezes, a disseminação de informações
incorretas.
III. A referência correta a fontes e a redação autoral são duas características essenciais dos textos acadêmicos.
É correto o que se arma em:
II e III.
Pergunta 9
Resposta Selecionada: e.
Leia a fábula e analise as armativas.
O sapo e o escorpião
“Era uma vez um sapo e um escorpião que estavam parados à margem de um rio.
- Você me carrega nas costas para eu poder atravessar o rio? - Perguntou o escorpião ao sapo.
- De jeito nenhum. Você é a mais traiçoeira das criaturas. Se eu te ajudar, você me mata em vez de me agradecer.
- Mas, se eu te picar com meu veneno - respondeu o escorpião com uma voz terna e doce -, morro também. Me dê uma carona. Prometo ser bom, meu
amigo sapo.
O sapo concordou.
Durante a travessia do rio, porém, o sapo sentiu a picada mortal do escorpião.
- Por que você fez isso, escorpião? Agora nós dois morreremos afogados! - disse o sapo.
E o escorpião simplesmente respondeu:
- Porque esta é a minha natureza, meu amigo sapo. E eu não posso mudá-la.”
Fonte: <https://www.recantodasletras.com.br/fabulas/5377500>. Acesso em 20 abr. 2019.
I. Trata-se de um texto com estrutura argumentativa, que defende a tese de as pessoas não se livram da sua natureza.
II. O texto é predominantemente gurativo, pois prevalecem os elementos concretos.
III. O tema do texto é “O sapo e o escorpião”.
É correto o que se arma em:
II, apenas.
Pergunta 10
Resposta Selecionada: c.
Leia os quadrinhos e analise as armativas.
Fonte: <https://exercicios.mundoeducacao.bol.uol.com.br/exercicios-sica/exercicios-sobre-as-leis-newton.htm>. Acesso em 20 abr. 2019.
I. O objetivo dos quadrinhos é denunciar o plágio, prática que, embora comum em trabalhos escolares, é crime.
II. Infere-se que o professor solicitou a Calvin uma paráfrase das Leis de Newton.
III. O personagem valeu-se da ambiguidade da expressão “suas palavras” para livrar-se da lição.
É correto o que se arma em:
II e III.
OK
UNIP BIBLIOTECAS MURAL DO ALUNOCONTEÚDOS ACADÊMICOS
0,5 em 0,5 pontos
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0,5 em 0,5 pontos
PEDRO MIRANDA

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COMUNICACAO E EXPRESSAO D253_13701_R_20222 CONTEÚDO Revisar envio do teste: QUESTIONÁRIO UNIDADE II

COMUNICACAO E

EXPRESSAO

(D253_13701_R_

CONTEÚDO

Sexta-feira, 2 de Setembro de 2022 12h05min36s GMT-03:

Usuário PEDRO HENRIQUE DA C DE MIRANDA Curso COMUNICACAO E EXPRESSAO Teste QUESTIONÁRIO UNIDADE II Iniciado 02/09/22 11: Enviado 02/09/22 12: Status Completada Resultado da tentativa 5 em 5 pontos Tempo decorrido 10 minutos Resultados exibidos Respostas enviadas, Perguntas respondidas incorretamente

Pergunta 1

Resposta Selecionada: (^) a.

Leia o texto.

Justiça ou vingança? Maria Rita Kehl

“Sou obrigada a concordar com Friedrich Nietzsche: na origem da demanda por justiça está o desejo de vingança. Nem por isso as duas coisas se equivalem. O que distingue civilização de barbárie é o empenho em produzir dispositivos que separem um de outro. Essa é uma das questões que devemos responder a cada vez que nos indignamos com as consequências da tradicional violência social em nosso país. Escrevo ‘tradicional’ sem ironia. O Brasil foi o último país livre no Ocidente a abolir a prática bárbara do trabalho escravo. Durante três séculos, a elite brasileira capturou, traficou, explorou e torturou africanos e seus descendentes sem causar muito escândalo. Joaquim Nabuco percebeu que a exploração do trabalho escravo perverteria a sociedade brasileira – a começar pela própria elite escravocrata. Ele tinha razão. Ainda vivemos sérias consequências desse crime prolongado que só terminou porque se tornou economicamente inviável. Assim como pagamos o preço, em violência social disseminada, pelas duas ditaduras – a de Vargas e a militar (1964 a 1985) – que se extinguiram sem que os crimes de lesa-humanidade praticados por agentes de Estado contra civis capturados e indefesos fossem apurados, julgados, punidos. Hoje, três décadas depois de nossa tímida anistia ‘ampla, geral e irrestrita’, temos uma polícia ainda militarizada, que comete mais crimes contra cidadãos rendidos e desarmados do que o fez durante a ditadura militar. Por que escrevo sobre esse passado supostamente distante ao me incluir no debate sobre a redução da maioridade penal? Porque a meu ver, os argumentos em defesa do encarceramento de crianças no mesmo regime dos adultos advêm dessa mesma triste ‘tradição’ de violência social. É muito evidente que os que conduzem a defesa da mudança na legislação estão pensando em colocar na cadeia, sob a influência e a ameaça de bandidos adultos já muito bem formados na escola do crime, somente os ‘filhos dos outros’. Quem acredita que o filho de um deputado, evangélico ou não, homofóbico ou não, será julgado e encarcerado aos 16 anos por ter queimado um índio adormecido, espancado prostitutas ou fugido depois de atropelar e matar um ciclista? Sabemos, sem mencioná-lo publicamente, que essa alteração na lei visa apenas os filhos dos ‘outros’. Estes outros são os mesmos, há 500 anos. Os expulsos da terra e ‘incluídos’ nas favelas. Os submetidos a trabalhos forçados. São os encarcerados que furtaram para matar a fome e esperam anos sem julgamento, expostos à violência de criminosos periculosos. São os militantes desaparecidos durante a ditadura militar de 1964-85, que a Comissão da Verdade não conseguiu localizar porque os agentes da repressão se recusaram a revelar seu paradeiro. Este é o Brasil que queremos tornar menos violento sem mexer em nada além de reduzir a idade em que as crianças devem ser encarceradas junto de criminosos adultos. Alguém acredita que a medida há de amenizar a violência de que somos (todos, sem exceção) vítimas? As crianças arregimentadas pelo crime são evidências de nosso fracasso em cuidar, educar, alimentar e oferecer futuro a um grande número de brasileiros. Esconder nossa vergonha atrás das grades não vai resolver o problema. Vamos vencer nosso conformismo, nossa baixa estima, nossa vontade de apostar no pior – em uma frase, vamos curar nossa depressão social. Inventemos medidas socioeducativas que funcionem: sabemos que os presídios são escolas de bandidos. Vamos criar dispositivos que criem cidadãos, mesmo entre os miseráveis – aqueles de quem não se espera nada.” Fonte: . Acesso em 20 jun. 2015

Com base na leitura, analise as afirmativas: I. Infere-se que, para a autora, a criminalidade tem causa nos problemas sociais e o desejo de vingança fundamenta a ideia da redução da maioridade penal, que não resolveria o problema da violência no Brasil. II. Na argumentação, a autora vale-se do apelo à autoridade e da apresentação de fatos históricos. III. O texto é um artigo de opinião, com estrutura argumentativa. É correto o que se afirma em:

I, II e III.

Pergunta 2

Resposta Selecionada: (^) b.

Leia o texto e analise as armativas.

Extra, extra. Este macaco é humano. Não somos tão especiais “Todas as características tidas como exclusivas dos humanos são compartilhadas por outros animais, ainda que em menor grau. INTELIGÊNCIA A ideia de que somos animais racionais tem sido destruída desde os anos 40. A maioria das aves e mamíferos tem algum tipo de raciocínio. AMOR O amor, tido como o mais elevado dos sentimentos, é parecido em várias espécies, como os corvos, que também criam laços duradouros, se preocupam com o ente querido e cam de luto depois de sua morte. CONSCIÊNCIA Chimpanzés se reconhecem no espelho. Orangotangos observam e enganam humanos distraídos. Sinais de que sabem quem são e se distinguem dos outros. Ou seja, são conscientes. CULTURA O primatologista Frans de Waal juntou vários exemplos de cetáceos e primatas que são capazes de aprender novos hábitos e de transmiti-los para as gerações seguintes. O que é cultura senão isso?” Fonte: BURGIERMAN, D. Superinteressante , nº 190, jul. 2003. I. A tese do autor é de que não há diferenças entre o homem e o macaco. II. O autor vale-se do argumento de autoridade para defender seu ponto de vista. III. A fotograa tem papel na sustentação da tese, pois atua como um argumento com base no real. É correto o que se arma em: II e III.

Pergunta 3

Resposta Selecionada: (^) b.

Considere o post e analise as armativas.

Fonte: acervo pessoal I. O post ratica a validade do raciocínio dedutivo para se chegar a conclusões gerais. II. O post comprova a importância e a validade do argumento por exemplo ou por ilustração. III. Há problemas gramaticais no post : falta de pontuação e de acento e erro de concordância verbal. Assinale a alternativa correta. Somente a armativa III é correta.

Pergunta 4

Resposta Selecionada: (^) a.

João, gerente de uma agência bancária, escreveu o seguinte e-mail a um cliente. Prezado Sr. Marco Antônio, Foi observado uma movimentação incomum na sua conta corrente na última semana, onde houveram saques de alto valor. Solicitamos que verique seu extrato a m de identicar possíveis FRAUDES. I. Há dois erros de concordância no e-mail. II. O uso de letras maiúsculas, como em FRAUDES, sugere que o enunciador está falando mais alto. III. No e-mail , faltam a despedida e a assinatura. É correto o que se arma em: I, II e III.

Pergunta 5

Resposta Selecionada: (^) e.

Leia o texto, de autoria de Luiz Ruato.

Nossa democracia em xeque O cenário de intolerância e incapacidade de diálogo que constatamos hoje na sociedade brasileira é um sério sinal de debilidade do nosso sistema político

“Se pensarmos que estamos há 34 anos do m da ditadura militar e há 29 anos da primeira eleição direta para a Presidência da República, é preocupante observarmos que a nossa democracia já aparenta cansaço e desmotivação. O exercício da democracia pressupõe participação efetiva, ou seja, cidadãos livres que se engajam no debate público, alinhando-se a este ou aquele partido político, que tentará colocar em prática suas ideias ao alcançar o poder. Para isso, são necessários cidadãos livres, partidos políticos, ideias... Não são cidadãos livres aqueles que não possuem as condições mínimas de sobrevivência: moradia e alimentação. Calcula-se que o décit habitacional no Brasil chegue a mais de 6 milhões de famílias — e a insegurança alimentar atinge cerca de 52 milhões de brasileiros. Também é muito difícil ser um cidadão livre quem não teve acesso à educação formal, chave que abre as portas de um conhecimento mais sosticado do mundo. Segundo o Instituto Paulo Montenegro, 27% da população brasileira é analfabeta funcional. Partidos políticos, ou seja, agremiações que possuem um programa com o qual os eleitores se identicam e que, portanto, os representam ideologicamente, na prática inexistem no Brasil. Segundo recente pesquisa CNI/Ibope, metade dos entrevistados não demonstra simpatia por nenhum partido existente — 19% citaram o PT, 7% o MDB e 6% o PSDB. Para 72% dos entrevistados, o voto é dado ao candidato, independentemente da sigla à qual ele esteja liado. Ideias, ninguém as tem. Os políticos brasileiros defendem interesses, não ideias. Segundo resultado da pesquisa CNI/Ibope, mais importante de tudo é que o candidato de predileção acredite em Deus — fato importante para oito em cada dez eleitores... Nesse sentido, a retórica, sempre vazia, tornou-se uma espécie de roupa que os políticos vestem para se apresentar nos palanques. Dependendo do público, usam um ou outro discurso — que serve, apenas, para iludir as massas. A falta de partidos fortes, que defendam ideias claras, oferecendo soluções racionais para problemas objetivos, empurra nossa política para o colo de líderes personalistas. O grande perigo para a existência da democracia é o ressentimento, a humilhação, a desesperança — sobre esse tripé alicerçaram-se os fascismos de direita e de esquerda que varreram o mundo na primeira metade do século XX. E o cenário de intolerância e incapacidade de diálogo que constatamos hoje na sociedade brasileira é um sério sinal de debilidade do nosso sistema político.” Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/15/opinion/1521073446_462021.html>. Acesso em 20 jun. 2018 (com adaptações). Com base na leitura, analise as armativas: I. A tese do texto é que a desmotivação e o cansaço apresentados pela democracia brasileira advêm do grande número de partidos políticos, pois o excesso de siglas provoca indiferença no eleitor. II. O texto tem estrutura narrativa, pois remete à história do Brasil. III. O autor vale-se de dados estatísticos na sua argumentação. É correto o que se arma em:

III, apenas.

Pergunta 6

Resposta Selecionada: (^) b.

Considere o texto a seguir e analise as asserções e a relação entre elas.

Fonte: . Acesso em 17 mai. 2019. I. A combinação da linguagem verbal com a não verbal é uma característica dos memes.

PORQUE

II. Os memes utilizam nível de linguagem informal, por isso o desvio em relação à colocação pronominal do texto apresentado é aceitável. Assinale a alternativa correta.

As asserções I e II são verdadeiras, e a II não justica a I.

Pergunta 7

Resposta Selecionada:

b.

Leia o trecho a seguir. “A ‘sociedade de consumidores’ é um tipo de sociedade (recordando um termo, que já foi popular, cunhado por Althusser) que ‘interpela’ seus membros (ou seja, dirige-se a eles, saúda-os, apela a eles, questiona-os, mas também os interrompe e ‘irrompe sobre’ eles) basicamente na condição de consumidores. [...] Ela avalia – recompensa e penaliza – seus membros segundo a prontidão e adequação da resposta deles à interpelação. Como resultado, os lugares obtidos ou alocados no eixo da excelência/inépcia do desempenho consumista se transformam no principal fator de estraticação e no maior critério de inclusão e exclusão, assim como orientam a distribuição do apreço e do estigma sociais, e também de fatias da atenção do público.” Fonte: BAUMAN, Z. Vida para consumo. São Paulo: Nacional, 2008. Assinale a alternativa que apresenta uma paráfrase adequada e bem escrita do trecho.

De acordo com Bauman, na sociedade dos consumidores, o desempenho consumista do indivíduo é o principal critério para denir sua inclusão ou sua exclusão social.

Pergunta 8

Resposta Selecionada: (^) b.

Leia os quadrinhos a seguir.

Fonte: . Acesso em 19 jul. 2015. Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as alternativas. I. As facilidades de propagação de informações na sociedade em rede possibilitam a divulgação de textos sem a correta referência, o que invalida a internet como fonte de pesquisa para trabalhos acadêmicos. II. As redes sociais permitem o compartilhamento de textos sem a checagem de fontes, o que provoca, muitas vezes, a disseminação de informações incorretas. III. A referência correta a fontes e a redação autoral são duas características essenciais dos textos acadêmicos. É correto o que se arma em: II e III.

Pergunta 9

Resposta Selecionada: (^) e.

Leia a fábula e analise as armativas.

O sapo e o escorpião

“Era uma vez um sapo e um escorpião que estavam parados à margem de um rio.

  • Você me carrega nas costas para eu poder atravessar o rio? - Perguntou o escorpião ao sapo.
  • De jeito nenhum. Você é a mais traiçoeira das criaturas. Se eu te ajudar, você me mata em vez de me agradecer.
  • Mas, se eu te picar com meu veneno - respondeu o escorpião com uma voz terna e doce -, morro também. Me dê uma carona. Prometo ser bom, meu amigo sapo. O sapo concordou. Durante a travessia do rio, porém, o sapo sentiu a picada mortal do escorpião.
  • Por que você fez isso, escorpião? Agora nós dois morreremos afogados! - disse o sapo. E o escorpião simplesmente respondeu:
  • Porque esta é a minha natureza, meu amigo sapo. E eu não posso mudá-la.” Fonte: . Acesso em 20 abr. 2019. I. Trata-se de um texto com estrutura argumentativa, que defende a tese de as pessoas não se livram da sua natureza. II. O texto é predominantemente gurativo, pois prevalecem os elementos concretos. III. O tema do texto é “O sapo e o escorpião”. É correto o que se arma em:

II, apenas.

Pergunta 10

Resposta Selecionada: (^) c.

Leia os quadrinhos e analise as armativas.

Fonte: . Acesso em 20 abr. 2019. I. O objetivo dos quadrinhos é denunciar o plágio, prática que, embora comum em trabalhos escolares, é crime. II. Infere-se que o professor solicitou a Calvin uma paráfrase das Leis de Newton. III. O personagem valeu-se da ambiguidade da expressão “suas palavras” para livrar-se da lição. É correto o que se arma em: II e III.

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PEDRO MIRANDA