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Comunicado IPEA - Censo, Notas de estudo de Geografia

Cadernos do IPEA

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 15/06/2014

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Nº 68
Análise preliminar
dos dados do Censo 2010
1º de dezembro de 2010
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Nº 68

Análise preliminar

dos dados do Censo 2010

1º de dezembro de 2010

Comunicados do Ipea

Os Comunicados do Ipea têm por objetivo

antecipar estudos e pesquisas mais

amplas conduzidas pelo Instituto de

Pesquisa Econômica Aplicada, com uma

comunicação sintética e objetiva e sem a

pretensão de encerrar o debate sobre os

temas que aborda, mas motivá-lo. Em

geral, são sucedidos por notas técnicas,

textos para discussão, livros e demais

publicações.

Os Comunicados são elaborados pela

assessoria técnica da Presidência do

Instituto e por técnicos de planejamento e

pesquisa de todas as diretorias do Ipea.

Desde 2007, mais de cem técnicos

participaram da produção e divulgação de

tais documentos, sob os mais variados

temas. A partir do número 40, eles deixam

de ser Comunicados da Presidência e

passam a se chamar Comunicados do

Ipea. A nova denominação sintetiza todo o

processo produtivo desses estudos e sua

institucionalização em todas as diretorias

e áreas técnicas 100

do Ipea.

Governo Federal

Secretaria de Assuntos Estratégicos da

Presidência da República

Ministro Samuel Pinheiro Guimarães Neto

Fundação pública vinculada à Secretaria de

Assuntos Estratégicos da Presidência da

República, o Ipea fornece suporte técnico e

institucional às ações governamentais –

possibilitando a formulação de inúmeras políticas

públicas e programas de desenvolvimento

brasileiro – e disponibiliza, para a sociedade,

pesquisas e estudos realizados por seus

técnicos.

Presidente

Marcio Pochmann

Diretor de Desenvolvimento Institucional

Fernando Ferreira

Diretor de Estudos e Relações Econômicas e

Políticas Internacionais

Mário Lisboa Theodoro

Diretor de Estudos e Políticas do Estado, das

Instituições e da Democracia

José Celso Pereira Cardoso Júnior

Diretor de Estudos e Políticas

Macroeconômicas

João Sicsú

Diretora de Estudos e Políticas Regionais,

Urbanas e Ambientais

Liana Maria da Frota Carleial

Diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de

Inovação, Regulação e Infraestrutura

Márcio Wohlers de Almeida

Diretor de Estudos e Políticas Sociais

Jorge Abrahão de Castro

Chefe de Gabinete

Pérsio Marco Antonio Davison

Assessor-chefe de Imprensa e Comunicação

Daniel Castro

URL: http://www.ipea.gov.br

Ouvidoria: http://www.ipea.gov.br/ouvidoria

A estrutura de desenvolvimento do texto compõe-se desta introdução e seis breves seções. Na que vem logo a seguir será tratada de forma geral a dinâmica populacional que pode ser inferida do Censo 2010 e sua diferença em relação à projeção e estimativa existentes. Depois há quatro seções com recortes específicos de análise populacional (de acordo com a Unidade da Federação (UF); com a Região Metropolitana (RM); com o estrato de tamanho da cidade; e com os 58 novos municípios criados de 2000 até o momento). Por fim é apresentado o atual mapa de variação populacional do Brasil na última década. Dinâmica geral e precisão das projeções Em 2000, o Brasil possuía uma população de 169,8 milhões de habitantes conforme o Censo 2000. A projeção do IBGE mais atual da população para 2010 indicava que o país cresceria a uma taxa geométrica média anual de 1,3%, alcançando 193,2 milhões. Os dados do Censo 2010 demonstram, contudo, que o crescimento ocorreu em um ritmo menor que o previsto, mantendo a média de 1,17% ao ano, totalizando 190,7 milhões de habitantes em 2010. Portanto, comparando os dados preliminares do Censo 2010 com a revisão 2008 da projeção da população com base na tendência 2000 ajustado para 2007, o crescimento se deu a uma taxa geométrica média anual 0,13 ponto percentual (p.p.) menor do que o projetado. Partindo para a observação dos municípios, percebe-se que dentre os dez que mais cresceram ao longo da década, três encontram-se no Pará. O município paulista de Balbinos apresenta o mais intenso crescimento encontrado, porém a partir de base inicial pequena. Os municípios de Rio das Ostras e São Félix do Xingu, por outro lado, apresentaram incremento preliminar de população de 69.338 e 56.672, respectivamente conforme se observa na tabela a seguir.

TABELA 1 - Municípios com maiores taxas de crescimento populacional     Balbinos-SP 1.313 3.932 11,59% Rio das Ostras-RJ 36.419 105.757 11,25% Pedra Branca do Amapari-AP 4.009 10.773 10,39% São Félix do Xingu-PA 34.621 91.293 10,18% Canaã dos Carajás-PA 10.922 26.727 9,36% Cujubim-RO 6.536 15.873 9,28% Lucas do Rio Verde-MT 19.316 45.545 8,96% Nova Mutum-MT 14.818 34.099 8,69% Sapezal-MT 7.866 18.080 8,68% Ulianópolis-PA 19.254 43.345 8,45% Do outro lado da listagem, os dez municípios que mais perderam população, se concentram no Nordeste (seis), sendo quatro deles na Bahia. Todos os dez possuíam populações abaixo de 30 mil habitantes e terminaram o decênio variando de 4,5 mil a 17 mil. As taxas mais negativas ultrapassaram os 6% de decréscimo geométrico anual médio e todos ficaram abaixo de -3,9% a.a. de acordo com a tabela seguinte. TABELA 2 - Dez municípios com maiores taxas de redução populacional     Maetinga-BA 13.686 7.031 -6,44% Itaúba-MT 8.565 4.570 -6,09% Severiano Melo-RN 10.579 5.752 -5,91% Ribeirão do Largo-BA 15.303 8.573 -5,63% Jacareacanga-PA 24.024 14.040 -5,23% Caraíbas-BA 17.164 10.225 -5,05% Altamira do Paraná-PR 6.999 4.306 -4,74% Campos Verdes-GO 8.057 5.022 -4,62% Cumaru-PE 27.489 17.166 -4,60% Jitaúna-BA 21.056 14.115 -3,92% Os dados calculados pelo IBGE para a projeção populacional até 2010 não são apresentados de maneira desagregada para o nível municipal, mas observando-se a estimativa 2009, conclui-se que tanto as taxas negativas quanto as positivas de crescimento chegavam a valores mais extremos do que os observados na prática. No extremo positivo estimou-se que o mesmo município (Balbinos) ocuparia o primeiro lugar em crescimento populacional, mas com maiores taxas.

TABELA 3 - Taxas de crescimento por UF Populaçãotx. geom. méd. anodiferença na taxaUFinicial (2000)esperadarealesperadarealem p.p.em %  Acre 557.526 701.623 732.793 2,33% 2,77% 0,44 18,94% Alagoas 2.822.621 3.183.194 3.120.922 1,21% 1,01% -0,20 -16,55% Amapá 477.032 639.363 668.689 2,97% 3,44% 0,47 15,66% Amazonas 2.812.557 3.442.959 3.480.937 2,04% 2,15% 0,11 5,64% Bahia 13.070.250 14.765.239 14.021.432 1,23% 0,70% -0,53 -42,69% Ceará 7.430.661 8.640.099 8.448.055 1,52% 1,29% -0,23 -15,03% Distrito Federal 2.051.146 2.654.059 2.562.963 2,61% 2,25% -0,36 -13,69% Espírito Santo 3.097.232 3.519.028 3.512.672 1,28% 1,27% -0,01 -1,04% Goiás 5.003.228 6.003.431 6.004.045 1,84% 1,84% 0,00 0,01% Maranhão 5.651.475 6.425.576 6.569.683 1,29% 1,52% 0,23 17,59% Mato Grosso 2.504.353 3.043.396 3.033.991 1,97% 1,94% -0,03 -1,67% Mato Grosso do Sul 2.078.001 2.383.684 2.449.341 1,38% 1,66% 0,28 20,12% Minas Gerais 17.891.494 20.207.839 19.595.309 1,22% 0,91% -0,31 -25,10% Pará 6.192.307 7.534.925 7.588.078 1,98% 2,05% 0,07 3,71% Paraíba 3.443.825 3.795.943 3.766.834 0,98% 0,90% -0,08 -8,11% Paraná 9.563.458 10.777.396 10.439.601 1,20% 0,88% -0,32 -26,63% Pernambuco 7.918.344 8.882.415 8.796.032 1,16% 1,06% -0,10 -8,90% Piauí 2.843.278 3.169.638 3.119.015 1,09% 0,93% -0,16 -14,69% Rio de Janeiro 14.391.282 16.141.412 15.993.583 1,15% 1,06% -0,09 -7,72% Rio Grande do Norte 2.776.782 3.167.054 3.168.133 1,32% 1,33% 0,01 0,55% Rio Grande do Sul 10.187.798 10.970.021 10.695.532 0,74% 0,49% -0,25 -34,12% Rondônia 1.379.787 1.513.758 1.560.501 0,93% 1,24% 0,31 33,16% Roraima 324.397 429.767 451.227 2,85% 3,36% 0,51 17,72% Santa Catarina 5.356.360 6.181.506 6.249.682 1,44% 1,55% 0,11 7,95% São Paulo 37.032.403 41.737.337 41.252.160 1,20% 1,08% -0,12 -9,59% Sergipe 1.784.475 2.038.941 2.068.031 1,34% 1,49% 0,15 10,87% Tocantins 1.157.098 1.303.001 1.383.453 1,19% 1,80% 0,61 51,49% Região Norte12.900.70415.565.396  15.865.678 1,90%  2,09% 0,19 10,02% Região Nordeste47.741.71154.068.099  53.078.137 1,25%  1,07% -0,18 -14,78% Região Sudeste72.412.41181.605.616  80.353.724 1,20%  1,05% -0,15 -12,83% Região Sul25.107.61627.928.923  27.384.815 1,07%  0,87% -0,20 -18,51% Região Centro-Oeste11.636.72814.084.570  14.050.340 1,93%  1,90% -0,03 -1,42% BRASIL169.799.170193.252.604190.732.6941,30%  1,17% -0,13 -10,05% 

Dinâmica por RM A análise desta seção restringe-se as nove regiões metropolitanas originais (anteriores à Constituição de 1988)^2 de acordo com sua composição no ano de 2000. Optou-se por verificar o ritmo de crescimento populacional da capital com sua região metropolitana e desta com o estado na qual está inserida. A capital (município sede da RM) cresce a uma taxa menor do que a sua RM e ao seu estado em cinco estados. Nenhuma capital cresceu a taxas mais altas que o Brasil. Em todas as RMs, com exceção do Rio de Janeiro, a capital cresce a taxas bem inferiores que sua periferia. Periferias, aliás, que crescem a taxas bem superiores à média nacional, com exceção de Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro. A tabela a seguir apresenta essas relações. TABELA 4 - Taxas de crescimento RMs                                                                                                                    

2 Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Dinâmica dos 58 novos municípios Em 2010, a população dos 58 municípios emancipados a partir de 2000 é de 441. habitantes, sendo que três apresentam população acima de 15 mil habitantes: i ) Mesquita - RJ 168.403; ii ) Luís Eduardo Magalhães - BA 60.179 e iii ) Colniza - MT 26.390. A mediana da população entre os 58 municípios é de apenas 2.626 habitantes. A grande maioria dos municípios emancipados (48 dos 58), portanto, apresenta população inferior a 5.000 habitantes. Rio Grande do Sul e Mato Grosso são os estados com maior número de municípios emancipados: 29 e 15, respectivamente. No total os 53 municípios originais em 2000 com população de 3.895. habitantes se converteram em 111 (58 novos) municípios no ano de 2010 com população de 4.333.115. Dessa forma tiveram uma taxa geométrica média anual de 1,07%, ficando um pouco abaixo da taxa nacional 1,17%. Apesar de esse recorte ser apenas populacional, era de se esperar uma taxa de crescimento maior que a nacional, já que o desmembramento em tese se justificaria por uma maior dinâmica municipal e perspectivas de crescimento. Analisando caso a caso, há situações bem diferentes, em que a população do município original decresceu quando consideradas a população dos dois ou três municípios desmembrados (a taxas médias de até -0,88% a.a.) ou cresceu acentuadamente (8,69% a.a.). Nesse contexto, 9 perderam população, 24 cresceram abaixo da taxa do Brasil e apenas 20 cresceram acima da média ponderada brasileira. A tabela a seguir detalha esses números. TABELA 5 - Taxas de crescimento novos municípios município em 2000municípios em 2010 ^ pop. 2000 ^ pop. 2010tx. geom. méd. ano  Cruz Alta-RS Boa Vista do Incra-RS + Cruz Alta-RS 71.254 65.250 -0,88% Campinas do Sul- RS Campinas do Sul-RS + Cruzaltense-RS^ 8.258^ 7.650^ -0,76% Caibaté-RS Caibaté-RS + Mato Queimado-RS 7.243 6.753 -0,70% São Luiz Gonzaga-RS Rolador-RS + São Luiz Gonzaga-RS 39.553 37.104 -0,64% Palmeira das Missões-RS Palmeira das Missões-RS + São Pedro das Missões-RS^ 38.192^ 36.221^ -0,53% Esmeralda-RS Esmeralda-RS + Pinhal da Serra-RS 5.521 5.299 -0,41% Itajá-GO Itajá-GO + Lagoa Santa-GO 6.572 6.325 -0,38% Constantina-RS Constantina-RS + Novo Xingu-RS 11.667 11.498 -0,15% Lagoa Vermelha- RS Capão Bonito do Sul-RS + Lagoa Vermelha-RS 29.833 29.282 -0,19% Camapuã-MS Camapuã-MS + Figueirão-MS 16.446 16.575 0,08% Santiago-RS Capão do Cipó-RS + Santiago-RS 52.138 52.189 0,01% São Gabriel-RS Santa Margarida do Sul-RS + São Gabriel-RS 62.249 62.860 0,10% Pelotas-RS Arroio do Padre-RS + Pelotas-RS 323.158 330.508 0,23%

município em 2000municípios em 2010 ^ pop. 2000 ^ pop. 2010tx. geom. méd. ano  Nova Iguaçu-RJ Mesquita-RJ + Nova Iguaçu-RJ 920.599 963.615 0,46% Bagé-RS Aceguá-RS + Bagé-RS 118.767 121.186 0,20% Carazinho-RS Almirante Tamandaré do Sul-RS + Carazinho-RS 59.894 61.363 0,24% Novo São Joaquim-MT Novo São Joaquim-MT + Santo Antônio do Leste-MT^ 9.464^ 9.800^ 0,35% Cáceres-MT Cáceres-MT + Curvelândia-MT 85.857 92.810 0,78% Ijuí-RS Bozano-RS + Ijuí-RS 78.461 81.120 0,33% Nova Bréscia-RS Coqueiro Baixo-RS + Nova Bréscia-RS 4.564 4.712 0,32% Sobradinho-RS Lagoa Bonita do Sul-RS + Sobradinho-RS 16.328 16.947 0,37% Ceres-GO Ceres-GO + Ipiranga de Goiás-GO 22.209 23.530 0,58% Herval-RS Herval-RS + Pedras Altas-RS 8.487 8.975 0,56% Várzea-RN Jundiá-RN + Várzea-RN 8.238 8.812 0,68% Colatina-ES Colatina-ES + Governador Lindenberg-ES 112.711 122.668 0,85% Altos-PI Altos-PI + Pau D'Arco do Piauí-PI 39.122 42.580 0,85% Terra de Areia-RS Itati-RS + Terra de Areia-RS 11.453 12.467 0,85% Erechim-RS Erechim-RS + Quatro Irmãos-RS 90.347 97.883 0,80% Silvânia-GO Gameleira de Goiás-GO + Silvânia-GO 20.339 22.371 0,96% Serrinha-BA Barrocas-BA + Serrinha-BA 83.206 91.474 0,95% Picos-PI Aroeiras do Itaim-PI + Picos-PI 68.974 75.859 0,96% Pontes e Lacerda- MT Conquista D'Oeste-MT + Pontes e Lacerda-MT + Vale de São Domingos-MT

Espumoso-RS Espumoso-RS + Jacuizinho-RS 16.185 17.747 0,93% Teresina-PI Nazária-PI + Teresina-PI 715.360 822.478 1,41% Garibaldi-RS Coronel Pilar-RS + Garibaldi-RS 28.337 32.417 1,35% Anápolis-GO Anápolis-GO + Campo Limpo de Goiás-GO 288.085 341.302 1,71% Augusto Pestana- RS Augusto Pestana-RS + Boa Vista do Cadeado-RS^ 8.173^ 9.538^ 1,56% São José do Xingu-MT São José do Xingu-MT + Santa Cruz do Xingu-MT^ 5.944^ 7.166^ 1,89% Lajeado-RS Canudos do Vale-RS + Forquetinha-RS + Lajeado-RS 64.133 75.761 1,68% Barão de Cotegipe-RS Barão de Cotegipe-RS + Paulo Bento-RS^ 6.927^ 8.725^ 2,33% Água Santa-RS Água Santa-RS + Santa Cecília do Sul-RS 4.127 5.381 2,69% Coruripe-AL Coruripe-AL + Jequiá da Praia-AL 48.846 64.195 2,77% Cláudia-MT Cláudia-MT + Nova Santa Helena-MT 10.249 14.447 3,49% Cocalinho-MT Cocalinho-MT + Novo Santo Antônio-MT 5.504 7.503 3,15% Água Boa-MT Água Boa-MT + Nova Nazaré-MT 16.737 23.865 3,61% Barreiras-BA Barreiras-BA + Luís Eduardo Magalhães-BA 131.849 197.607 4,13% Ernestina-RS Ernestina-RS + Tio Hugo-RS 3.941 5.812 3,96% Imigrante-RS Imigrante-RS + Westfalia-RS 3.850 5.818 4,22% Aripuanã-MT Aripuanã-MT + Colniza-MT + Rondolândia-MT 27.560 48.509 5,82% Tapurah-MT Ipiranga do Norte-MT + Itanhangá-MT + Tapurah-MT 11.561 20.773 6,04% Maratá-RS Maratá-RS + São José do Sul-RS 2.513 4.609 6,25% Alto Boa Vista- MT Alto Boa Vista-MT + Bom Jesus do Araguaia-MT + Serra Nova Dourada-MT 6.206^ 11.845^ 6,68% Nova Mutum-MT Nova Mutum-MT + Santa Rita do Trivelato-MT 14.818 34.099 8,69% Total3.895.0214.333.115  1,07%  Percebe-se que parte dos novos municípios emancipou-se de outros que tinham pouca população em 2000 (17 deles com menos de 10 mil habitantes, sendo três com

Conclusões preliminares A análise preliminar dos dados divulgados do Censo 2010 permite algumas inferências básicas sobre a dinâmica populacional dos municípios brasileiros no período 2000-

  1. A taxa média de crescimento geométrico anual brasileiro foi de 1,17% a.a. Municípios litorâneos e cidades médias, entre 100 e 500 mil habitantes cresceram a taxas maiores, respectivamente 1,36% a.a. e 1,50% a.a. Detalhamento desta análise identifica as cidades das periferias metropolitanas com crescimentos ainda maiores que esses em alguns casos. A região Norte e o estado do Mato Grosso também cresceram a taxas elevadas. O Estado do Rio Grande do Sul e o interior de Minas Gerais e do Nordeste cresceram a taxas bem menores que a média nacional. Confirma-se, portanto, uma dinâmica de mais intenso crescimento populacional nas metrópoles, cidades médias, fronteira agrícola e litoral, a despeito do interior dos estados.

FIGURA 1 - Taxas de crescimento municípios