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Concurso público, Provas de Cultura

.. para ajudar em concursos públicos

Tipologia: Provas

2011

Compartilhado em 26/02/2011

allan-oliveira-12
allan-oliveira-12 🇧🇷

5

(2)

9 documentos

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LÍNGUA PORTUGUESA
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SUMÁRIO
1 Compreensão e interpretação de textos ...................................................03
2 Tipologia textual ........................................................................................ 11
3 Ortografia oficial........................................................................................ 16
4 Acentuação gráfica ................................................................................... 26
5 Emprego das classes de palavras.............................................................29
6 Emprego do sinal indicativo de crase........................................................ 40
7 Sintaxe da oração e do período ................................................................ 43
8 Pontuação................................................................................................. 53
9 Concordância nominal e verbal................................................................. 58
10 Regência nominal e verbal......................................................................62
11 Significação das palavras........................................................................ 65
12 Redação de correspondências oficiais.................................................... 68
COLETÂNEA DE PROVAS DE CONCURSOS E TESTES......................... 87
GABARITO ................................................................................................107
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LÍNGUA PORTUGUESA

  • 1 Compreensão e interpretação de textos SUMÁRIO
  • 2 Tipologia textual
  • 3 Ortografia oficial
  • 4 Acentuação gráfica
  • 5 Emprego das classes de palavras.............................................................
  • 6 Emprego do sinal indicativo de crase........................................................
  • 7 Sintaxe da oração e do período
  • 8 Pontuação.................................................................................................
  • 9 Concordância nominal e verbal
  • 10 Regência nominal e verbal
  • 11 Significação das palavras........................................................................
  • 12 Redação de correspondências oficiais....................................................
  • COLETÂNEA DE PROVAS DE CONCURSOS E TESTES
  • GABARITO

LÍNGUA PORTUGUESA

1. COMPREENSÃO E

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Veja inicialmente as seguintes questões.

TEXTO

Diário Catarinense, Florianópolis, p. 27, 05 jul. 2005.

1 ) Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o texto acima. A( ) Carlos foi morto no Complexo da Maré (zona norte do Rio). B( ) O garoto de onze anos, ao regressar de um treino no Botafogo, foi atingido por uma bala e morreu. C( ) O garoto que morreu jogava no juvenil do Botafogo. D( ) O tráfego no Rio foi o motivo principal da morte. E( ) Carlos, sua mãe e um amigo voltavam de uma festa no momento da tragédia.

2 ) Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o texto acima. Na frase ... uma bala perdida interrompeu o sonho de Carlos Henrique da Silva, a expressão bala perdida significa: A( ) que o projétil foi desferido acidentalmente. B( ) que o tiro veio de um revólver perdido.

GUERRA DO TRÁFICO

no Rio mata garoto

Uma baia perdida interrompeu o sonho de Carlos Henrique da Silva, 11 anos, de ser um craque no futebol. Ele jogava no mirim do Botafogo e foi morto durante operação policial no Complexo da Maré (zona norte do Rio). No confronto, outras sete pessoas morreram. 0 corpo de Carlos ficou estendido no chão por 11 horas. Ele estava na colo do pai, no banco traseiro do automóvel. Voltavam de uma festa, junto com um amigo da família, que dirigia o carro. O motorista entrou numa favela. Ali havia uma festa junina, onde a mãe de Carlos o aguardava. 0 tiro de fuzil acertou a cabeça do garoto.

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Quando se tratar de responder as questões interpretativas, há alguns elementos que são comuns aos textos e se apresentam, normalmente da seguinte forma:

a) a idéia básica do texto: O que o autor pretende provar com este texto? Se você interpretar corretamente, a resposta será a idéia básica. Ela pode estar claramente estampada na frase-chave (se for um texto dissertativo), ou, então pode ser depreendida através da leitura de todo o texto.

b) os argumentos: O autor usa a argumentação com o objetivo de reforçar a idéia básica. Os argumentos apresentam-se como afirmações secundárias, idéias e afirmações que o autor usa para convencer o leitor quanto a validade de sua tese. Muitas vezes, o autor também usa a exemplificação e as citações de outros autores como recurso argumentativo.

c) as objeções: Normalmente, o autor já conhece a contra-argumentação e apresenta-a para então rebatê-la. É como se o autor estivesse tentando adivinhar as objeções que o leitor possa fazer quanto a validade de seu pensamento. Através desse recurso, o escritor pode tornar mais consistente e convincente a argumentação. Além disso, a melhor forma de realizar um bom trabalho de interpretação é seguir estas etapas: 1 - Leitura atenta do texto, procurando focalizar o seu núcleo, a sua idéia central. 2 - Reconhecimento dos argumentos que dão sustentação à idéia básica. 3 - Levantamento das possíveis objeções à idéia básica. 4 - Levantamento das possíveis exemplificações usadas para reforçar a idéia central.

A partir desse esquema, torna-se mais fácil distinguir o essencial (a idéia básica) do secundário (justificativas e exemplificações).

Ao fazer uma interpretação de texto, é preciso ter muito cuidado para não se envolver emocionalmente; mantenha um distanciamento crítico e objetivo em relação a mensagem. Ainda que você não concorde com o posicionamento do autor, não é o momento para discordar. Procure ater-se a informação apresentada, sem se deixar perturbar por outras idéias. As respostas às questões interpretativas exigem imparcialidade do leitor. É preciso sempre considerar o significado da palavra dentro do texto e não o seu conteúdo individual. Como deve ser de seu conhecimento, uma mesma palavra pode ter muitos significados. Veja o caso de palavras como MANGA, PENA, etc. Assim como elas, outras palavras também têm seu significado determinado conforme o objetivo do autor ou o “espírito” do texto. Uma palavra sempre deve ser analisada em função de sua posição dentro do texto. O mesmo pode ser dito em relação as expressões. De acordo com Dubois, texto é a palavra que “designa um enunciado qualquer falado ou escrito, longo ou curto, velho ou novo”. O texto constitui uma unidade dupla: temática (o mesmo assunto) e estrutural (organização das partes, isto é, as partes aparecem seqüenciadas e interligadas). A finalidade de um texto é a transmissão de uma mensagem, uma vez que ambas as unidades - a temática e a estrutura - formam um todo significativo apto a introduzir interação comunicatória. A interpretação de um texto, para ser bem feita, pressupõe o reconhecimento dos elementos que o compõem. Quando o texto possui uma natureza técnica e dissertativa, sua intenção é colocar ou comprovar uma idéia - ao contrário de um texto literário, que procura provocar sentimentos, enredos. Num concurso, o texto pode servir a dois objetivos distintos: para a interpretação de texto através de respostas ou como proposta para a redação.

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Num sentido mais amplo, interpretar um texto significa todo e qualquer trabalho que tenha motivação a partir do próprio texto, objetivando a compreensão do conjunto, das relações e das estruturas.

COESÃO TEXTUAL Esses termos referem-se à trama e ao encadeamento semânticos, respectivamente, de um texto. Para definirmos de maneira mais específica, podemos dizer que a coesão é uma forma de recuperar, em uma sentença B, um termo presente na sentença A. Vejamos um exemplo: “Pegue algumas peras. Coloque-as sobre a mesa.” Nesse caso, o elemento responsável pela coesão textual, ou seja, pela ligação existente entre as duas orações é o pronome as, porque ele recupera, semanticamente, na segunda sentença, o termo algumas peras. Quando se trata de coesão e textualidade, o mais comum, no que se refere a um texto, é o uso de mesmo e referido, para a coesão. Ex.: Pegue algumas peras. Coloque as mesmas sobre a mesa. João Paulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Na referida cidade, o mesmo disse que a Igreja continua a favor do celibato.

O uso das palavras mencionadas acima, todavia, é um procedimento desagradável, que pode e deve ser evitado, pois a língua dispõe de muitos outros recursos para constituir a textualidade. Mesmo, referido, ou expressões semelhantes são recursos que evidenciam a pobreza vocabular do autor, além de afetar a qualidade do texto. Ex.: João Paulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Lá, ele disse que a Igreja continua a favor do celibato. Essa coesão pode ser feita através de sinônimos. Ex.: João Paulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Na capital da Polônia, o Papa disse que a Igreja ...

Uma outra maneira de obter coesão é através do uso da metonímia (empregar uma parte para

significar um todo). Ex.:

O presidente Reagan (1) deverá reunir-se ainda nesta semana com o premier Gorbatchev (2). Fontes bem-informadas acreditam, entretanto, que não será ainda desta vez que Moscou (2) cederá as pressões da casa Branca (1). (1) Representam o governo americano. (2) Representam o governo soviético. Em se tratando de Brasil, podemos dizer, o Planalto ainda não decidiu sobre as novas medidas econômicas ou Brasília é contra o acordo. Observe um último exemplo em três versões: “As revendedoras de automóveis não estão mais equipando os automóveis para vender os automóveis mais caros. O cliente vai lá com pouco dinheiro e, se tiver que pagar mais caro o automóvel, desiste de comprar o automóvel e as revendedoras de automóveis tem prejuízo.”

Através de sinônimos, podemos obter o seguinte texto: “As revendedoras de automóveis não estão mais equipando os carros para vendê-los mais caro. O cliente vai lá com pouco dinheiro e, se tiver que pagar mais caro o produto, desiste e as agências têm prejuízo.”

Usando o recurso da elipse, obtemos outra versão: “As revendedoras de automóveis não estão mais equipando-os para vendê-los mais caro. O cliente vai lá com pouco dinheiro e, se tiver que pagar mais, desiste e as revendedoras têm prejuízo.” Como vimos anteriormente, a coesão é um processo que cuida da articulação semântica entre as sentenças de um texto. Há ainda, um outro mecanismo que cuida da ligação sintática das sentenças: é a articulação sintática, e pode ser de:

OPOSIÇÃO - quando se faz por meio de dois processos:

Coesão é um processo que cuida da articulação semântica entre as sentenças de um texto.

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(Observe que o advérbio não é desnecessário.)

FIM - a forma mais comum de manifestar finalidade é utilizando preposição para. HÁ, ainda: a fim de, com o propósito de, com a intenção de, com o intuito de, etc. Ex.: Os preços precisam subir, para que haja uma recuperação dos custos. Os preços precisam subir, para haver uma recuperação dos custos. Jorge promoveu Jonas, com o objetivo de angariar mais votos.

CONCLUSÃO - Logo, portanto, então, assim, por isso, por conseguinte, pois (posposto ao verbo), de modo que, .... Ex.: Ele vendeu a moto, logo só poderá viajar de ônibus. Aníbal comprou um carro, poderá, pois, viajar mais cedo. Aníbal comprou um jatinho, de modo que poderá visitá-lo com maior freqüência. Há, ainda, uma forma de articulação que usa simplesmente o verbo gerúndio sob forma de orações reduzidas. Ex.: Estando com pressa de voltar, não fui visitá-la. (causa) Enviando hoje, poderei receber amanhã. (condição) Jorge promoveu Carlos, objetivando angariar mais votos. (fim)

VEJA A QUESTÃO COMENTADA: Leia o trecho abaixo.

O berço de Mílton Dias é Ipu. Ele nasceu na pequena rua da Goela do seu torrão natal. O município tem 403 km^2 e fica a 391 km de Fortaleza. A cidade da bica em que Iracema, de Alencar, se banhava está na região norte do Estado e seu padroeiro é São Sebastião. A bica do Ipu é uma queda d’água que surge por entre o Despenhadeiro da Morte e desprende-se de uma altura de 180m, formando um “Véu de Noiva” que encanta a todos os visitantes da pequena localidade do Ceará. As expressões que retomam, no texto, a expressão “o berço” são: A) Ipu – município – região norte – “Véu de Noiva” – pequena localidade do Ceará. B) torrão natal – município – bica do Ipu – Despenhadeiro da Morte – “Véu de Noiva”. C) Ipu – torrão natal – município – cidade da bica – pequena localidade do Ceará. D) pequena rua – torrão natal – município – bica do Ipu – “Véu de Noiva”. E) Ipu – torrão natal – município – região norte – pequena localidade do Ceará.

Comentário - A questão trata de leitura, precisamente coesão referencial. O candidato deve ser

capaz de identificar as expressões que se referem a "o berço". Está correta a opção C. O berço é retomado no texto pelas expressões "Ipu", "torrão natal , "município", "cidade da bica" e "pequena localidade do Ceará". "Região Norte", nas opções A e E, não retoma "berço", porque o segundo está localizado no primeiro, mas não o substitui. Do mesmo modo, "Véu de Noiva", nas opções A, B e D, retoma o termo "bica do Ipu"e não, "berço". "Despenhadeiro da Morte", na opção B, também não retoma "berço", refere-se ao local onde fica a bica do Ipu. Finalmente, "pequena rua", na opção D, refere-se a uma rua da cidade onde o escritor nasceu e não à cidade onde nasceu.

*****EXERCÍCIOS***** Leia o texto a seguir para responder às questões 1 e 2. Texto I

História para ninar executivos

Havia um pastor chamado Pedro – como aliás se chamam todos os pastores de histórias como esta. Ele tinha um jeito todo especial para cuidar de seu rebanho. Até parece que os bichinhos reconheciam esse talento e o admiravam por isso. Acho que se pudessem falar e escolher o próprio pastor, sem dúvida Pedro seria o favorito. Ele sabia criar um clima organizacional muito especial, como, por exemplo, dar nome para cada carneirinho e ovelhinha, respeitando os hábitos e costumes de cada um.

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Ao longo dos anos, Pedro acabou desenvolvendo uma sensibilidade muito apurada em seu trabalho. Graças a essa habilidade, aprendeu a identificar com rapidez quando havia uma ovelha mais estressada no grupo. Mas descobriu também que a causa não era tão importante assim. O que realmente interessava era, fosse qual fosse a circunstância, neutralizar o problema. Se não agisse com vigor, o rebanho inteiro poderia se contaminar com o comportamento de uma ovelha, tornando-se incontrolável em alguns minutos. Para se defender de situações como essa, Pedro cercou-se de uma série de ferramentas. A primeira delas foi estabelecer sensores que o alertassem com antecedência sobre fatos muitas vezes despercebidos, mas com potencial para se transformarem em sérios problemas para o rebanho. Assim, se uma ovelha apresentasse uma tendência à histeria, berrando desnecessariamente e provocando contínua ansiedade no grupo, era implacável na punição. Também sabia reconhecer e premiar os melhores colaboradores. Fábio Steinberg. Exame, 17/12/97, p. 71-2 (com adaptações).

QUESTÃO 1

Os trechos destacados em negrito, a seguir, constam no texto original do autor e devem retornar a seus lugares. A esse respeito, julgue os seguintes itens. a) É correta a inserção de Pois animais, assim como os homens, têm as suas idiossincrasias. no final do primeiro parágrafo, na forma de um comentário ao que havia sido exposto anteriormente. b) É correto inserir As razões, a experiência o ensinou, podiam ser múltiplas. Ora um ferimento ou um problema orgânico, ora uma ameaça externa, como a proximidade de um predador. no segundo parágrafo, imediatamente após o segundo período. c) É correto inserir Paralelamente, uma vez identificado, liquidava com presteza o foco do problema, evitando futuros aborrecimentos ou recorrências. imediatamente após o primeiro período do terceiro parágrafo. d) É correta a inserção de Foi assim até mesmo com Elvira, a sua ovelha favorita, que foi transformada em costeletas, por mais que isso tenha entristecido Pedro. no final do quarto parágrafo, por ser a exemplificação da afirmativa nele contida. e) O trecho Quando Eduardo, um carneiro caolho e coxo, alertou o rebanho com seus frágeis e desafinados balidos sobre a proximidade de um lobo, Pedro não só deixou de castrá-lo como também assegurou sua aposentadoria por velhice. O que, convenhamos, no mundo ovino, não é pouca coisa!, por não ter relação com a última idéia expressa, deve constituir um sexto parágrafo.

QUESTÃO 2

A respeito das idéias contidas no texto, julgue os itens que se seguem. a) O texto classifica-se como uma fábula ou um apólogo, por atribuir a seres inanimados características de seres humanos. b) O texto apresenta uma forte conotação religiosa, haja vista a inserção, já no início da narrativa, do nome bíblico “Pedro”. c) Pelo emprego de algumas palavras e expressões, percebe-se o tom irônico empregado na história. d) Com o trecho “Mas descobriu também que a causa não era tão importante assim” (L. 9-10), há uma crítica ao tratamento dispensado aos empregados pelos patrões. e) As atitudes do pastor estão fundadas na seguinte máxima: uma ovelha ruim põe a perder todo o rebanho.

Leia o texto abaixo, que apresenta lacunas a serem preenchidas, para responder às questões 3 e 4. Texto II Um dia, o dono do pasto decidiu desfazer-se do negócio e vendeu a área para uma construtora, que resolveu fazer um condomínio de lazer de luxo. Mas era preciso dar um ar de natureza sem os seus problemas inerentes, como insetos em geral e animais que pudessem sujar o ambiente. I, criar ovelhas, até pela falta de espaço, não se enquadrava no novo cenário. Assim, o dono indenizou Pedro e vendeu o rebanho para um frigorífico, congelando o

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que, no fundo, a humanidade caminha em grandes círculos. Por vezes, as respostas aos problemas mais complexos com que defrontamos nas empresas já foram encontradas em circunstâncias bem mais simplórias e por alguns de nossos menos nobres antepassados. Afinal, tudo se passa como se estivéssemos num velho teatro onde o público tem a sensação de estar vendo novas peças. Na realidade, o que muda é apenas o cenário, pois o enredo é rigorosamente o mesmo! Idem, ibidem.

Este parágrafo apresenta-se distribuído nos itens abaixo, com mudanças estruturais. Julgue-os quanto à correção gramatical. a) Pois bem, meus jovens colegas, foi assim que Pedro se tornou um bem sucedido executivo: trabalhou em recursos humanos, nome que, aliás, foi um dos pioneiros a propor para a sua área. b) Nunca mais sentiu saudades: nem do antigo DP e nem do campo, o que me faz pensar que no fundo, a humanidade caminha em grandes círculos. c) Por vezes, as respostas aos problemas de maior complexidade com que nos defrontamos nas empresas já foram encontradas em circunstâncias bem mais simples e por alguns dos nossos menos nobres antepassados. d) Afinal, tudo se passa como se nos encontrássemos em um velho teatro em que nós, o público, tivéssemos a impressão de estar vendo peças novas. e) Haja vista que o enredo é rigorosamente o mesmo, na realidade muda apenas o cenário!

GABARITO 1: C-C-E-C-E 2: E-E-C-C-C 3: C-C-E-E-C 4: C-E-C-C-C 5: E-E-C-C-C

2. TIPOLOGIA TEXTUAL

A estrutura e a composição do parágrafo se relacionam com as idéias que queremos expressar. Temos idéias reunidas num parágrafo, quando elas se relacionam entre si pelo seu sentido. Dentro do mesmo parágrafo podemos ter diferentes idéias, desde que elas, reunidas, formem uma idéia maior. São qualidades principais do parágrafo, a unidade e a coerência. O período contém um pensamento completo que, embora se relacionando com os anteriores ou se ampliando nos posteriores, forma um sentido completo.

Era uma borboleta. Passou roçando em meus cabelos, e no primeiro instante pensei que fosse uma bruxa ou outro qualquer desses insetos que fazem vida urbana; mas, como olhasse, vi que era uma borboleta amarela. (Rubem Braga)

Temos aqui um parágrafo, com dois períodos. O primeiro período tem apenas uma idéia. O segundo, tem várias, mas forma um todo. No total, o primeiro e o segundo período formam um bloco homogêneo, o parágrafo. O período pode ser simples (como, no exemplo, a frase: “Era uma borboleta”) ou composto (como a frase: “Passou roçando (...) borboleta amarela”). No período simples temos apenas uma oração, no período composto temos várias orações articuladas entre si. A predominância de períodos longos ou curtos na composição de um texto depende muito do estilo de quem escreve. Na linguagem moderna predomina o uso de períodos curtos.

Depois, as coisas mudaram. Há duas explicações para isso. Primeira, que nos tornamos homens, isto é, bichos de menor sensibilidade. Segunda, o governo, que mexeu demais na pauta dos feriados, tirando-lhes o caráter de balizas imutáveis e amenas na estrada do ano... Multiplicaram-se os feriados enrustidos, ou dispensas de ponto e de aula, e perdemos, afinal, o espírito dos feriados. (Carlos Drummond de Andrade)

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Nesse parágrafo de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro contemporâneo, os períodos curtos predominam. Em escritores do Romantismo, os períodos longos eram freqüentes e abundantes, como, por exemplo, neste trecho de José de Alencar: Felizmente todo o deserto tem seus oásis, nos quais a natureza, por um faceiro capricho, parece esmerar-se em criar um pequeno berço de flores e de verdura concentrando nesses cantinhos de terra toda a força de seiva necessária para fecundar as vastas planícies.

O uso de períodos curtos oferece a vantagem de maior clareza de pensamento (e, em última análise, de comunicação), evitando-se o perigoso entrelaçamento de frases em que se pode perder quem utiliza períodos muito longos. No período composto os pensamentos podem se articular por coordenação ou subordinação. Quanto à tipologia vejamos o texto dissertativo, narrativo, descritivo, persuasivo. Dissertação é um texto que apresenta idéias, opiniões, reflexão ou julgamento sobre um determinado assunto. A dissertação apresenta uma estrutura determinada:

ESTRUTURA DO TEXTO DISSERTATIVO

  1. Introdução a) Apresentação do assunto (idéia principal a ser desenvolvida). b) Posicionamento do autor sobre o assunto. (Argumentos)
  2. Desenvolvimento

(Contra-argumentos)

a) Defesa do posicionamento do autor, através de argumentos. A argumentação para tornar-se mais convincente e verdadeira pode valer-se de : -exemplos -citações -fatos acontecidos -dados comprovados -causas/conseqüências -enumeração, etc.

b) Também pode haver contra-argumentos, ou seja, idéias contrárias aos argumentos apresentados. No final, faz-se um balanço e os argumentos devem prevalecer. Na verdade, os contra-argumentos também sustentam a idéia defendida, o posicionamento do autor.

  1. Conclusão a) Retomada de idéia principal e conclusão. b) Podem-se apresentar sugestões sobre o assunto.

Veja o texto:

O casamento atual Anna Narbone de Faria^1 O casamento atual, como todas as demais instituições, sofreu incríveis modificações. Se a moça ainda aguarda o cavaleiro montado em um corcel branco e que a faça feliz para toda a vida, vai morrer de velha, nessa espera. O cavaleiro se desmistificou. Já não vem mais montado, mas sim a pé sofrendo as agruras de um mercado de trabalho.cada vez mais difícil para o homem e mais exigente com a sua capacidade. A mulher tem mais condições de trabalho, por aceitar ganhar menos, trabalhar em qualquer hora, deixando de ver reconhecidas, pelas suas necessidades, as suas qualidades de operária. O casamento já não diz mais "até que a morte nos separe", pelo menos não se pensa assim, e nem o homem diz para a mulher "mulher minha não trabalha fora de casa". A família é sustentada pelos dois, ou pelo trabalho da mulher quando o homem fica desempregado. Também os casais já não têm uma casa grande, muito menos quatro a seis filhos para educar. A vida atual exigiu que o apartamento de dois ou três quartos fosse a morada da família. Os pais trabalham, os filhos ficam por conta da avó, ou permanecem sozinhos, ou em cursos que auxiliam sua vida escolar. Raramente, a família se encontra durante a semana. Dentro dessas modificações, fica mais fácil a separação quando as desavenças aparecem. E é nesse

1 Anna Narbone de Faria é advogada, especialista em Direito de Família.

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normal o jeito quieto e calado dela. No sexto dia quase dei um grito quando adivinhei: "Lisete está morrendo! Vamos levá-la a um veterinário !" Veterinário é médico que só cuida de bichos. Ficamos muito assustados porque já amávamos Lisete e sua carinha de mulher. Ah, meu Deus, como nós gostávamos de Lisete! E como nós queríamos que ela não morresse! Ela já fazia parte de nossa família. Enrolei Lisete num guardanapo e fomos de táxi correndo para um hospital de bichos. Lá deram-lhe imediatamente uma injeção para ela não morrer logo. A injeção foi tão boa que até parecia que ela estava curada para sempre, porque de repente ficou tão alegre que pulava de um canto para outro, dava guinchos de felicidade, fazia caretinhas de macaco mesmo, estava doida para agradar a gente. Descobrimos, então, que ela nos amava muito e que não demonstrava antes porque estava tão doente que não tinha forças. Mas, quando passou o efeito da injeção, ela de repente parou de novo e ficou toda quieta e triste na minha mão. O médico então disse uma coisa horrível: que Lisete ia morrer. Aí compreendemos que Lisete já estava muito doente quando a comprei. O médico disse que não se compram macacos na rua porque às vezes estão muito doentes. Nós perguntamos muito nervosos:  E agora? Que é que o senhor vai fazer? Ele respondeu assim:  Vou tentar salvar a vida de Lisete, mas ela tem que passar a noite no hospital. Voltamos para casa com o guardanapo vazio e o coração vazio também. Antes de dormir, pedi a Deu para salvar Lisete. No dia seguinte o veterinário ligou avisando que Lisete tinha morrido durante a noite. Compreendi então que Deus queria levá-la. Fiquei com os olhos cheios de lágrimas, e não tinha coragem de dar esta notícia ao pessoal de casa. Afinal avisei, e todos ficaram muito, muito tristes. De pura saudade, um de meus filhos perguntou:  Você acha que ela morreu de brincos e colar? Eu disse que tinha certeza que sim, e que, mesmo morta, ela continuaria linda. Também de pura saudade, o outro filho olhou para mim e disse com muito carinho:  Você sabe, mamãe, que você se parece muito com Lisete? Se vocês pensam que eu me ofendi porque me parecia com Lisete, estão enganados. Primeiro, porque a gente se parece mesmo com um macaquinho; segundo, porque Lisete era cheia de graça e muito bonita.  Obrigada, meu filho, foi isso que eu disse a ele e dei-lhe um beijo no rosto.

A descrição é um tipo de texto que procura retratar, através de palavras, as características

de uma pessoa, de um objeto, de um animal, de uma paisagem ou de uma situação qualquer.

Um bom texto descritivo é aquele que permite que o ser descrito seja identificado pelo que

ele tem de particular, de característico em relação aos outros seres da mesma espécie.

Os textos que apresentaremos a seguir descrevem animal, objeto e pessoa.

TEXTO A Amiga " Ele chegou ao bar, pálido e trêmulo. Sentou-se.

  • Por enquanto, nada - desculpou-se ao garçom.
  • Estou esperando uma amiga.

Dali a dois minutos estava morto. Quanto ao garçom que o atendeu, esse adorava repetir a história, mas sempre acrescentava ingenuamente:

  • E , até hoje, a 'grande amiga' não chegou! "

Texto persuasivo (geralmente solicitado na forma de uma carta) é endereçado a uma pessoa específica, única, a quem o interlocutor (que o escreve) deverá tentar convencer, persuadir, a respeito de determinado assunto do conhecimento de ambos.

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Além da parte formal, cabeçalho com data e o cumprimento inicial, o escritor se despede ao final. Ao desenvolver esse texto, durante a argumentação deverão estar presentes as marcas de interlocução. Observe essas marcas simples de interlocução nos exemplos abaixo:

  • Como o senhor pode bem verificar, algumas pesquisas são fraudulentas e visam confundir as pessoas."
  • É nosso dever de cidadão - tanto meu quanto seu - observar o que existe de errado e denunciar, sempre que preciso."
  • " Entendo que lhe seja difícil admitir estar errado." ( lhe = ao senhor)

Geralmente o assunto proposto para a esse tipo de texto é polêmico e atual, cabendo a você discuti-lo e, muitas das vezes, usando os próprios argumentos do interlocutor fortalecer sua oposição a ele. Tal recurso é a conta-argumentação que, bem sucedida, enriquece seu texto.

VEJA AS QUESTÕES A SEGUIR, DE CONCURSOS REALIZADOS: QUESTÃO 1. Quando o entrevistado foi questionado a respeito das dificuldades do trabalhador nessa adaptação aos novos tempos, a resposta, registrada em um parágrafo, contemplou os seguintes aspectos, aqui apresentados em tópicos. I - Um exemplo? Muitos operários não compreendem como uma série de comandos num teclado, exibida somente na tela de um micro, pode resultar em mudanças numa máquina industrial que não está diante deles. II - O pensamento do trabalhador comum é analógico. Ele tem dificuldade para exercitar a realidade digital do computador. III - É preciso reeducá-los. Não se trata de treinar o homem apenas para mexer nos equipamentos automaticamente, como se fosse um robô. IV - Ensinar computação, especialmente para os operários, é ensinar a mexer na máquina, mas sobretudo a entender o que ela pode fazer. V - Não se trata de transformá-lo numa peça da engrenagem na linha de montagem. Não basta saber operar uma máquina sem compreender o que está se fazendo.

Aplicando os conhecimentos de tipologia textual à habilidade de compreensão detalhada de uma resposta, em função da pergunta formulada, julgue os seguintes itens.

  1. A ordem acima é apropriada para que os tópicos formem um único parágrafo coerente.
  2. Os tópicos I, III e IV, nesta seqüência, são inter-relacionados e fazem parte do desenvolvimento da resposta.
  3. Pela estrutura interna do tópico II, é correta a sua colocação no início da resposta à pergunta formulada.
  4. Os tópicos III e V apresentam grande coesão interna, o que favorece a colocação deles, nesta seqüência, dentro do desenvolvimento da resposta.
  5. A organização interna do tópico IV, com o emprego do vocábulo “sobretudo”, torna correto o seu uso como fechamento da resposta, por dar reforço às idéias apresentadas.

Leia os períodos seguintes – adaptados de SUN Network, ano 5, fev./98, p. 14 –, identificados por letras, mas dispostos desordenadamente, para responder às questões 2 e 3. a) Teve continuidade, ainda, a implantação de caixas eletrônicos, de dispensadores de talões de cheques e de terminais de extrato, essenciais à melhoria das condições de atendimento das agências bancárias. b) Itaú, Banespa, Unibanco e Bradesco saíram na frente, e o país chegou a deter a incrível cifra de 20% das transações bancárias efetuadas através da Internet, em março de 1997. c) Operações como saque, transferência, depósito e obtenção de extrato via Internet são hoje uma realidade tanto para os usuários, que abandonaram as filas, quanto para os bancos, que passaram a usufruir de uma tecnologia confiável, de custo até dez vezes inferior aos serviços manuais oferecidos em agências. d) Do ponto de vista tecnológico, o grande destaque do setor financeiro no Brasil foi o crescimento dos serviços e dos investimentos com base em Internet Banking. e) Depois do processo de liquidações, fusões e aquisições, os bancos passam agora para a fase de incorporação dos ativos e de unificação das estruturas de negócios.

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O h usa-se apenas:

a) no início de certas palavras: haver hoje homem

b) no fim de algumas interjeições: ah! oh! uh!

c) no interior de palavras compostas, em que o segundo elemento, iniciado por h, se une ao

primeiro por meio de hífen: anti-higiênico pré-histórico super-homem d) nos dígrafos ch, lh, e nh: chave talho banho

“m” antes do “p” e “b”

O “m” é usado antes das únicas consoantes que são o “p” e do “b”. Para lembrar,

faça de conta que o m é de mamãe, o p de papai e o b de bebê. Assim, “a mamãe

está sempre do lado (antes) do papai e do bebê.”

Exemplos:

BOMBOM CAMPO

SAMBA POMPOM

JAMBO PIMPOLHO

TAMBOR EMPADA

L E M B R E – S E: só usamos a letra m antes do b e p. Antes das demais consoantes

usamos n.

EXEMPLO: tampa, bomba, laranja

h, lh, nh Por que usar a letra H se ela não representa nenhum som? Realmente ela não possui valor fonético, mas continua sendo usada em nossa língua por força da etimologia e da tradição escrita.

Emprega-se o H:

  • Inicial, quando etimológico: horizonte, hulha, etc.
  • Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh: chamada, molha, sonho, etc.
  • Em algumas interjeições: oh!, hum!, etc.
  • Em palavras compostas unidos por hífen, se algum elemento começa com H: hispano- americano, super-homem, etc.Palavras compostas ligadas sem hífen não são escritas com H. Exemplo: reaver
  • No substantivo próprio Bahia (Estado do Brasil), por tradição. As palavras derivadas dessa são escritas sem H.Exemplo: baiano...

ch/x X CH Depois de ditongo. Ex.: peixe, ameixa...

Palavras derivadas de outras escritas com pl, fl e cl. Ex.: chumbo( plúmbeo), chave (clave)... Depois da sílaba me-. Ex.: mexer, mexerico... A palavra mecha (substantivo) é uma exceção. Depois da sílaba en-. Ex.: enxoval, enxaqueca... São exceções encher, encharcar, enchumaçar e seus derivados.

Verbos encher, encharcar, enchumaçar e seus derivados. Ex.: preencher, encharcado...

Em palavras de origem indígena ou africana. Ex.: orixá, abacaxi...

Palavras derivadas de primitivas que tenham o ch. Ex.: enchoçar (choça ç/ss

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SS Ç (só é grafado antes de a, o, u) Terminação dos superlativos sintéticos e do imperfeito de todos verbos. Ex.: lindíssimo, corrêssemos...

Palavras derivadas de primitivas escritas com ç. Ex.: embaçado (embaço)...

Palavras ou radicais iniciados por s que entram na formação de palavras derivadas ou compostas. Ex.: homossexual ( homo + sexual)

Verbos em -ecer, -escer. Ex.:anoiteça (anoitecer)...

Palavras de origem árabe, indígena e africana. Ex.: paçoca, muçulmano, miçanga...

s/z S Z

Derivadas de primitivas com "s" Ex.: visitante ( visita)...

Derivadas de primitivas com "z". Ex.: enraizar ( raiz), vazar (vazio)... Nas formas dos verbos pôr, querer e seus derivados (repor, requerer...). Ex.: pusesse, quisesse...

Sufixo formador de verbo -izar. Ex.: realizar, modernizar...

Após um ditongo. Ex.: maisena, pausa... Sufixo -oso formador de adjetivos. Ex.: amoroso, atencioso...

Sufixo -ez (a) formador de substantivos abstratos. Ex.: timidez, viuvez... Sufixos -isa, -ês, -esa usados na constituição de vocábulos que indicam: profissão, nacionalidade, estado social e títulos. Ex.: baronesa, norueguês, sacerdotisa, cortês, camponês...

Deve-se distinguir rigorosamente os vocábulos parônimos (de sons semelhantes)

e os de dupla grafia, com E ou I, O ou U, c ou Q, CH ou X. G ou J, S, SS ou C,

Ç, S ou X, S ou Z.

“g” e “j”; “g” e “gu” antes de vogais O som Z pode ser representado pelas letras J ou G, quando seguidas pelas vogais E ou I. Veja como o som é o mesmo, embora as letras usadas sejam diferentes:

JEITO - GESTO - JILÓ - FRÁGIL

GU - GUERRA / GUISADO

O uso do = J

As palavras de origem latina: jeito, sujeição, hoje, majestade, trejeito... As palavras de origem árabe, indígena, africana ou mesmo populares com sentido exótico, quando se sente o som palatal do "J": Alfanze, alforje, jibóia, jiló, jenipapo, pajé, jipe, jiu - jitsu, jirau, jingar, manjericão...

As palavras derivadas de outras escritas com "J" (Observe dentro dos parênteses): Gorjeio, gorjear, gorjeta (de gorja), sarjeta (de sarja), lisonjear, lisonjeiro (de lisonja).

Nos substantivos sempre que a etimologia não justificar um "g", represente - se o som palatal por "j". Arranje (arranjar), suja (sujar), viaje (viajar)... e

Substantivos vindos de verbos em "JAR": arranjo, sujeira, jia, jerico, manjerona, caçanje, pajé...

O uso do = G

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Do latim a palavra - sexaginta - sessenta.

As palavras em que há prefixo em vogal ou terminado por ela; logo, "SE" juntado a palavras que comecem por "S", este deve ser dobrado, para se Ter tom de "SÊ" assilábico, assindeto, ressurgir, assindética, assimilado.

r/rr Duplicam-se o S e o RR em dois casos:

1. quando intervocálicos, representam os sons simples do R e S iniciais: carro, ferro,

pêssego, missão.

2. quando um elemento de composição terminado em vogal, seguir, sem interposição do

hífen, palavra começada por uma daquelas: derrogar, prerrogativa, prorrogação, pressentimento, madressilva etc.

NOTAÇÕES LÉXICAS Além das letras do alfabeto, servimo-nos, na língua escrita, de um certo número de sinais auxiliares, destinados a indicar a pronúncia exata da palavra. Estes sinais acessórios da escrita, chamados NOTAÇÕES LÉXICAS, são os seguintes:

O ACENTO

O ACENTO pode ser AGUDO ( ´ ), GRAVE ( ` ) e CIRCUNFLEXO ( ^ )

1. O ACENTO AGUDO é empregado para assinalar:

a) as vogais tônicas fechadas i e u: aí horrível físico baú açúcar lúgubre

b) as vogais tônicas abertas e semi-abertas a, e e o: há amável pálido pé tivésseis exército pó herói inóspito

  1. O ACENTO GRAVE é empregado para indicar a crase da preposição a com a forma feminina do artigo (a, as) e com os pronomes demonstrativos a(s), aquele(s), aquela(s), aquilo:
  2. O ACENTO CIRCUNFLEXO é empregado para indicar o timbre semi-fechado das vogais tônicas a, e e o: câmara cânhamo hispânico mês dêem fêmea avô pôs cômoro

O TIL O TIL ( ~ ) emprega-se sobre o a e o o para indicar a nasalidade dessas vogais: maçã mãe pão caixões põe sermões

O TREMA O TREMA ( '' ) só se emprega na ortografia em vigor no Brasil, em que assinala o u que se pronuncia nas sílabas gue, gui, que e qui:

O APÓSTROFO O APÓSTROFO ( ‘ ) serve para assinalar a supressão de um fonema - geralmente a de uma vogal - no verso, em certas pronúncias populares e em palavras compostas ligadas pela

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proposição de:

esp'rança, minh’ alma, ‘stamos, por ⇒ esperança, coroa, minha alma, estamos.

Então: O uso deste sinal gráfico limita-se aos seguintes casos:

  • Indicar a supressão de uma vogal nos versos, por exigências métricas, como ocorre, mais freqüentemente entre poetas portugueses: c’roa.
  • Reproduzir certas pronúncias populares: Olh ‘ ele aí ... (Guimarães Rosa) Não s ‘ enxerga, enxerido! (Peregrino Jr.)
  • Indicar a supressão da vogal da preposição de em certas palavras compostas: copo- d’água, pau-d’arco, estrela-d’alva , etc.

Não será usado o apóstrofo:

  1. Na palavra pra, na forma reduzida da preposição para: Puxa! Você não presta nem pra tirar gelo, Simão. (Origenes Lessa)
  2. Nas contrações das preposições com artigos, pronomes e advérbios: dum, num, dalém, doutro, doutrora, noutro, nalgum, naquele, nele, dele, daquilo, dacolá, doravante, co, cos, coa, coas (com o, com os, com a, com as), pro, pra, pros, pras, (para o, para a, para os, para as). Exemplos: escritores dalém-mar; costumes doutrora; ir pra beira do rio.
  3. Nas combinações dos pronomes pessoais: mo, mos, ma, mas, to, lho, lhos, etc.
  4. Nas expressões cujos elementos se aglutinaram numa unidade fonética e semântica: dessarte, destarte, homessa, tarreneg, tesconjuro, vivalma.
  5. Nos títulos de livros, jornais etc.: a leitura dO Guarani, a campanha dO Globo, a reportagem dA Noite. A CEDILHA A CEDILHA ( , ) coloca-se debaixo do c, antes de a, o e u, para representar a fricativa linguodental surda [ s ]: caçar maciço açúcar praça cresço muçulmano

DIFICULDADES ORTOGRÁFICAS

Uso do porquê A palavra “porquê”, conforme sua posição e seu significado na frase, aparece escrita de quatro maneiras distintas: A) POR QUE = por que motivo, o motivo pelo qual, pelo qual. Ex.: Por que chegamos atrasados? (Por que motivo ...) Daí por que estamos alegres. (Daí o motivo pelo qual ... )

B) POR QUÊ = por qual motivo. (É usado somente no fim da frase, antes de um ponto.). Ex.: Eles estão alegres, mas eu não sei por quê. Você chegou tão atrasado, por quê?

C) PORQUE = por causa que; porquanto; pois. (É usado para dar uma explicação.). Ex.: Estão alegres porque hoje é dia de festa. Chegou atrasado porque perdeu o ônibus.

D) PORQUÊ = o motivo (o porquê). (Está substantivado e admite artigo ou pronome adjetivo.). Ex.: Não sei o porquê de sua alegria. Os seus porquês não me interessam!

Mário observou a tristeza do colega e quis saber o porquê. Então, perguntou-lhe:  Você está com uma cara tão triste, meu amigo, por quê?  Claro! É que meu cachorro desapareceu na semana passada e até agora não recebi nenhuma informação.