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Conectividade Sem Fio, Notas de estudo de Análise de Sistemas de Engenharia

Conectividade Sem Fio / wirelless

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 14/02/2011

luciana-sampaio-10
luciana-sampaio-10 🇧🇷

4.5

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CONECTIVIDADE SEM FIO
Módulo 1 - Conceituação
O avanço tecnológico registrado nas últimas décadas modificou profundamente as
relações pessoais e profissionais. Depois da verdadeira revolução provocada pela
Internet, uma nova onda de mudanças, sintetizada na possibilidade de uma
comunicação total sem fio – a chamada tecnologia wireless – promete elevar a
patamares nunca imaginados conceitos como conectividade e mobilidade, criando
novos hábitos, relações e formas de trabalho.
Há muito tempo os dispositivos móveis deixaram de ser simples organizadores
pessoais. Com o desenvolvimento tecnológico de fabricação de circuitos integrados
que ocorreu, principalmente, desde o ano 2000, tem sido possível fabricar
dispositivos computacionais com um novo paradigma: o da mobilidade. A tecnologia
de hoje permite uma enorme mudança na nossa forma de trabalhar, de se
comunicar, se divertir, estudar e qualquer outra atividade que preferimos fazer
enquanto estamos em movimento e não queremos mais ficar presos aos fios e cabos
de uma infra-estrutura fixa de comunicação de dados.
A cada ano, a computação móvel ganha território e fica cada vez mais fácil prever
que dentro em breve irá dominar o panorama computacional nas empresas e casas.
Dispositivos móveis, como os handhelds, tornam-se cada vez mais sofisticados e
estão sendo substituídos pelos smartphones, que unem as funcionalidades de um
PDA (assistente pessoal digital ou “personal digital assistant”, do inglês) à
capacidade de comunicação dos celulares.
Os dispositivos móveis do futuro terão incorporado funcionalidades e interfaces como
o cada vez mais popular GPS (Global Positioning System), tocadores de áudio e
câmeras fotográficas digitais, jogos eletrônicos e capacidade de conexão à Internet
por banda larga sem fio. Essas facilidades não ficarão restritas a apenas um
mercado, mas serão aproveitadas nas mais diferentes áreas, dos negócios à
indústria, da educação à saúde, sem falar no uso doméstico.
Sem fio, mas conectado
A tecnologia móvel Intel® Centrino® foi a primeira plataforma lançada pela
companhia. Até o seu lançamento, em março de 2003, os notebooks eram
construídos por componentes convencionais adaptados, a partir de modelos
inicialmente projetados para desktops, por exemplo. Partindo da premissa que os
usuários de notebooks precisam de modelos leves e compactos, com baixo consumo
de energia – para que as baterias durem mais – e conexão por banda larga sem fio à
Internet, é que foi desenvolvida a plataforma Centrino, projetada especificamente
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CONECTIVIDADE SEM FIO

Módulo 1 - Conceituação

O avanço tecnológico registrado nas últimas décadas modificou profundamente as relações pessoais e profissionais. Depois da verdadeira revolução provocada pela Internet, uma nova onda de mudanças, sintetizada na possibilidade de uma comunicação total sem fio – a chamada tecnologia wireless – promete elevar a patamares nunca imaginados conceitos como conectividade e mobilidade, criando novos hábitos, relações e formas de trabalho.

Há muito tempo os dispositivos móveis deixaram de ser simples organizadores pessoais. Com o desenvolvimento tecnológico de fabricação de circuitos integrados que ocorreu, principalmente, desde o ano 2000, tem sido possível fabricar dispositivos computacionais com um novo paradigma: o da mobilidade. A tecnologia de hoje permite uma enorme mudança na nossa forma de trabalhar, de se comunicar, se divertir, estudar e qualquer outra atividade que preferimos fazer enquanto estamos em movimento e não queremos mais ficar presos aos fios e cabos de uma infra-estrutura fixa de comunicação de dados.

A cada ano, a computação móvel ganha território e fica cada vez mais fácil prever que dentro em breve irá dominar o panorama computacional nas empresas e casas. Dispositivos móveis, como os handhelds, tornam-se cada vez mais sofisticados e estão sendo substituídos pelos smartphones, que unem as funcionalidades de um PDA (assistente pessoal digital ou “personal digital assistant”, do inglês) à capacidade de comunicação dos celulares.

Os dispositivos móveis do futuro terão incorporado funcionalidades e interfaces como o cada vez mais popular GPS (Global Positioning System), tocadores de áudio e câmeras fotográficas digitais, jogos eletrônicos e capacidade de conexão à Internet por banda larga sem fio. Essas facilidades não ficarão restritas a apenas um mercado, mas serão aproveitadas nas mais diferentes áreas, dos negócios à indústria, da educação à saúde, sem falar no uso doméstico.

Sem fio, mas conectado

A tecnologia móvel Intel® Centrino® foi a primeira plataforma lançada pela companhia. Até o seu lançamento, em março de 2003, os notebooks eram construídos por componentes convencionais adaptados, a partir de modelos inicialmente projetados para desktops, por exemplo. Partindo da premissa que os usuários de notebooks precisam de modelos leves e compactos, com baixo consumo de energia – para que as baterias durem mais – e conexão por banda larga sem fio à Internet, é que foi desenvolvida a plataforma Centrino, projetada especificamente

para a computação móvel, que reúne essas funcionalidades e garante a compatibilidade de seus componentes.

O lançamento da Tecnologia Móvel Intel® Centrino® Duo, com o processador Intel® Core™ Duo, representa a evolução da plataforma lançada em 2003, agora em um projeto único com dois processadores, que proporciona um aumento significativo de desempenho (mais de 70%), e reduz o consumo de energia em até 28%, em comparação aos modelos das gerações anteriores.

O resultado possibilita a resposta mais rápida do sistema e uma melhoria na vida útil da bateria, além de uma grande variedade de modelos inovadores de notebooks, cada vez mais portáteis.

Os notebooks que contam com a Tecnologia Móvel Intel® Centrino® Duo se destinam àqueles que desejam uma nova experiência em relação a alto desempenho, conectividade sem fio, e eficiência no consumo de bateria, podendo, assim, usufruir da liberdade trazida pela mobilidade.

A conectividade sem fio dá total liberdade aos usuários de computadores. Mas para ter mobilidade de verdade é preciso estar em um espaço conhecido como “hot spot”, ou seja, coberto por tecnologia de conexão à Internet por banda larga sem fio, e possuir um computador capaz de estabelecer essa conexão. A conexão à Internet por banda larga sem fio é uma realidade que já se consolida no Brasil e que, pouco a pouco, toma o espaço das redes tradicionais.

Um dos conceitos que mudará completamente com a conectividade sem fio é o do trabalho, que deixa de ser um lugar para onde você vai, mas sim algo que você faz, onde quer que esteja. Essa é uma vantagem competitiva que significa estar conectado a qualquer hora, em qualquer lugar, com acesso às informações que você precisa para fazer o seu trabalho.

Por que mobilidade?

Ao adotar a estratégia de mobilidade, a empresa pode obter ganhos significativos de produtividade, agilidade nas respostas e na tomada de decisão, além de mais satisfação dos seus clientes. Estudos mostraram que um aumento de duas horas na produtividade dos funcionários é um retorno maior do que o pago pelos upgrades já no primeiro ano. Pesquisas realizadas junto aos usuários de tecnologia wireless mostram que eles ficaram entusiasmados com a maior duração da bateria, que aprovaram a capacidade de processamento, e que aproveitaram as novas oportunidades de conectividade oferecidas pelo acesso sem fio.

Foram realizados diversos testes em cidades do Brasil como Brasília, Ouro Preto, Mangaratiba e São Paulo, com a transmissão de dados por redes sem fios. Além disso, governos e prefeituras brasileiras também se engajaram para ajudar na

A Telsinc, parceira da fabricante Cisco Systems, tinha sua tecnologia implementada em empresas como Santos Brasil, Cummins e Bandeirante Energia e previa mais negócios para 2006. Com o wireless, as empresas não ganham apenas em mobilidade, mas passam a ter um diferencial competitivo.

Empresa da Cisco Systems, a Linksys também tinha planos ambiciosos para o mercado brasileiro de wireless, em 2006. A previsão era atingir crescimento de 100% na base de clientes em 2006 e 2007. A empresa tem sua atuação focada em pequenas empresas, principalmente escritórios de advocacia, consultórios médicos e odontológicos.

Previsões para 2008

A inCode Telecom Group, empresa de consultoria de negócios e tecnologia, divulgou suas principais previsões para o mercado wireless global em 2008. As previsões têm o objetivo de ajudar a identificar tendências de aplicações sem fio emergentes e a apontar as possíveis maneiras encontradas por empresas e consumidores para se beneficiar desse novo cenário.

As tendências apontadas pela empresa incluem a disseminação no uso de redes sociais móveis, uma ampla variedade de dispositivos multifuncionais e mais opções de entretenimento doméstico wireless.

De acordo com a empresa, em 2008 telefones e combinações de serviços com preços acessíveis farão dos dados móveis uma oferta mais atrativa em mercados estabelecidos. A maioria dos clientes optará preferencialmente pelas redes de terceira geração (3G). Prósperos fornecedores de infra-estrutura e aparelhos telefônicos na Ásia ajudarão a trazer a tecnologia sem fio de baixo custo para mercados emergentes, possibilitando que um grande número de pequenas empresas se junte ao mainstream econômico.

Nos últimos anos, a consolidação racionalizou e estabilizou a maioria dos mercados wireless. A próxima etapa trará serviços de Internet com mobilidade, que se tornam profundamente entrelaçados às nossas vidas cotidianas, seja em casa, no trabalho ou no lazer.

Hoje, é fato que a competição está acirrada entre as empresas de Internet, como Google, Yahoo! e Skype, entre si e com as operadoras de telefonia móvel. A queda dos preços de telefones 3G multifuncionais com combinações variadas de música, localização, vídeo e outros recursos para abaixo de US$ 90 também chama a atenção. Também é esperada uma mudança profunda, à medida que tecnologias sem fio são desenvolvidas e implementadas, primeiramente na China e na Índia, em vez de Europa e América do Norte. Além disso, registra-se o movimento das marcas globais para subsidiar telefones e serviços para demografias específicas em direção aos canais de marketing móvel.

CONECTIVIDADE SEM FIO

Módulo 2 – Segurança

As vantagens dos equipamentos móveis são inúmeras para o ambiente corporativo: aumento da produtividade, disponibilidade e flexibilidade de trabalho. Não é por acaso que todas as médias e grandes empresas de todo o mundo estão se rendendo ao mundo da conectividade sem fio. Uma questão, no entanto, permanece sem resposta: até que ponto o produto nas mãos do executivo é seguro?

Não é difícil imaginar que essa questão tenha sido repetida inúmeras vezes quando o mainframe perdeu seu reinado para os computadores pessoais. Na época, especialistas em Tecnologia da Informação não poderiam prever o tamanho das vulnerabilidades que decorreram do final da utilização dos terminais “burros” para o uso de desktops. Os benefícios se mostraram gritantes demais para que as brechas em segurança pudessem representar um entrave no que foi uma das maiores revoluções na era tecnológica.

Hoje temos os terminais móveis dominando completamente o cenário, predominantemente os notebooks, mas também com a presença crescente de handhelds, smartphones, PDAs e os próprios telefones celulares. Para se ter uma idéia do tamanho da presença dos dispositivos móveis no mundo atual, é só imaginar algum executivo de sucesso, em qualquer vertical de atuação, que não carregue consigo seu aparelho sem fio, seja qual for ele. A explicação maior está no contexto do mercado globalizado: é obrigatório ter a capacidade de estar conectado a qualquer momento, pronto para fazer algum negócio assim que ele surja.

O preço da mobilidade

Não é nenhuma novidade dizer que essa reestruturação está revolucionando o mercado corporativo. É possível atingir níveis de produtividade inalcançáveis no formato antigo – com o executivo preso no ambiente tradicional de escritório –, além disso, garantir uma grande disponibilidade, o acesso a informações da rede da companhia em qualquer horário, e a flexibilidade única, de qualquer lugar. Por outro lado, a Segurança da Informação surge como o seu calcanhar-de-aquiles. É o preço da mobilidade.

Os desafios para Segurança da Informação se alteram com a nova realidade. Um erro comum de diversos gestores de tecnologia tem sido replicar as mesmas estratégias consagradas no universo com fio para o mundo wireless. Além de demonstrar falta de conhecimento, esse tipo de postura ignora a fragilidade dos dispositivos móveis, que não encontram paralelo nas estações fixas. Isso não significa, contudo, que certas políticas não possam ser replicadas de um universo para o outro, mas sim que a conectividade sem fio exige uma nova abordagem de segurança, precedida por uma rigorosa fase de análise.

Já os celulares, atualmente, precisam estar protegidos para enfrentar atentados contra a privacidade. Celebridades já tiveram seus aparelhos invadidos em busca da sua agenda de contatos, assim como vírus que se espalhavam por bluetooth, que inutilizavam os aparelhos infectados. No entanto, a maior parte dos especialistas define o celular como o aparelho que vai consolidar as funções multimídia no futuro, o que abre a possibilidade desse tipo de ameaça piorar sensivelmente.

Essa receita, no entanto, pode mudar rapidamente com o desenvolvimento dessas aplicações. Se, hoje, elas ainda não têm capacidade de processamento e nem a utilização em larga escala que fazem do notebook um dos alvos preferidos, essa situação pode mudar com o passar do tempo. Para se ter uma idéia, o desenvolvimento do primeiro worm de rede demorou 20 anos, enquanto o primeiro verme de celular surgiu em 8 meses. As ameaças virtuais seguem em ritmo jamais visto e, sem sombra de dúvida, vão migrar para a plataforma que oferecer mais possibilidade de lucro e, claro, estiver mais desprotegida.

Inimigo Interno

As aplicações móveis preocupam em função do que podem fazer na rede da empresa, mas também é preciso tomar cuidado com as informações que elas armazenam. Isso, dentro do contexto do desenvolvimento da tecnologia, que permitiu uma evolução considerável da capacidade dos discos de armazenamento, gerou um comportamento problemático dos usuários. Ao contrário do que deveriam, não é raro os dispositivos armazenarem dados confidenciais da empresa no hard disk do terminal, o que representa um problema de segurança.

Por outro lado, a disseminação de USB Drives, bem como gravadores de CDs e DVDs, preocupam pela proteção à propriedade intelectual e aos dados confidenciais da empresa. Se dentro da estrutura da companhia já é difícil controlar o que esses aparelhos possibilitam em cópias de informações para espionagem industrial, num ambiente externo – que pode ser da casa do empregado a um aeroporto – torna-se praticamente impossível esse controle, se não existir uma política clara e estruturada definindo as responsabilidades sobre esses conteúdos.

Um tópico que também vem sendo ignorado está muito mais relacionado com o status desses objetos do que com a tecnologia em si. Pelo seu valor e fetiche, os dispositivos móveis atraem muita atenção dos criminosos e são roubados constantemente. Em São Paulo, para citar um exemplo, existem quadrilhas especializadas em furtos e roubos de laptops, procurando suas vítimas constantemente em locais estratégicos, especialmente aeroportos ou regiões com concentração de grandes empresas. Existem também casos de roubo direcionados de notebooks que buscam não o terminal, mas sim as informações ali armazenadas.

A miniaturização dos dispositivos trouxe um fator colateral preocupante para segurança. Além da possibilidade de roubos, a perda desses aparelhos também é um

risco muito real. Para se ter uma idéia, dados da polícia londrina dão conta de que, apenas no Metrô da cidade, foram encontrados 6.832 dispositivos móveis, entre celulares, handhelds e smartphones.

Redes sem fio

Além dos aparelhos sem fio, as redes que se apóiam na tecnologia wireless também têm motivado debates constantes sob o prisma da Segurança da Informação. Ainda assim, a questão evoluiu muito da primeira impressão dos especialistas, com certa desconfiança a esse tipo de tecnologia. Hoje, no entanto, as redes sem fio conquistaram diversas corporações, isso sem contar com os usuários domésticos – talvez os maiores entusiastas da tendência.

Independentemente do tipo de uso, as vulnerabilidades são pontos que demandam extrema atenção dos usuários. A rede corporativa não está mais, no mundo sem fio, com seu perímetro definido e noção de entrada e saída bem clara. O conceito de perímetro de rede é completamente diferente e, como esse tipo de solução é extremamente fácil de ser instalada, chegando próximo ao conceito de plug and play, os benefícios podem acabar nublando as brechas intrínsecas à tecnologia, especialmente pela falta de atenção dos usuários.

Para se ter um exemplo do descaso, basta procurar por redes Wi-Fi em qualquer grande cidade do mundo. É muito simples encontrar inúmeras “abertas” para o uso, sem nenhuma forma de controle, sem que isso represente uma ideologia do usuário. Os dispositivos de segurança que vêm nos aparelhos para criação de redes sem fio não são ativados, de uma questão de acesso com simples nome de usuário e senha a ferramentas de maior complexidade como criptografia de 128 a 256 bits.

Dependendo do padrão de comunicação sem fio utilizado, seja um simples Bluetooth a Wi-Fi, WiMax, WiMesh ou 3G, certas questões de segurança devem ser abordadas tendo em vista o uso da tecnologia e os dados que serão trafegados. Com as certificações e padronização acontecendo, não demora muito para as redes sem fio terem o mesmo nível de segurança do mundo com fio. A tendência do mercado é caminhar nesse sentido, mas analisar as vulnerabilidades e se proteger continua sendo a melhor resposta.

CONECTIVIDADE SEM FIO

Módulo 3 – Dispositivos Móveis

O mercado corporativo está cada vez mais dependente da mobilidade e se vê diante da necessidade de adotá-la para ganhar maior competitividade. A conectividade sem fio coloca à disposição dos funcionários uma gama de opções não encontradas

Na nova era da tecnologia móvel, o bluetooth tem sido um padrão bastante utilizado em diversos produtos como celulares, computadores de mão e notebooks. A tecnologia é um padrão para comunicação sem fio por meio de conexões ad hoc. Dessa forma, os usuários podem conectar dispositivos de computação, de telecomunicações e eletrodomésticos sem que haja necessidade de carregar ou conectar cabos de ligação.

Esse padrão facilita as transmissões em tempo real de voz e dados. A idéia é eliminar a necessidade de cabos, ao mesmo tempo em que se efetiva a comunicação entre dispositivos. Essa atuação está se expandindo cada dia mais.

Hoje já se utiliza a conexão sem fio para conectar o computador de mesa ou o laptop a impressoras, scanners ou mesmo à rede local, além do mouse e do teclado. O celular é outro aparelho que tem sido muito utilizado em conjunto com o bluetooth, já que com a ferramenta é possível se conectar e enviar mensagens, fotos ou qualquer arquivo para todo dispositivo que tenha o mesmo padrão. Além disso, há muitos aparelhos celulares que são comercializados com um fone de ouvido sem fio com bluetooth, para que o usuário fale ao telefone enquanto faz outras atividades, por exemplo.

Há ainda a possibilidade de utilizar a tecnologia como um identificador pessoal. Um exemplo é usá-la para que alguns elementos de uma casa reconheçam o dono e iniciem o seu funcionamento, ao detectar o bluetooth que identifica o usuário correto. Pode ser feita uma programação para que as portas abram, as luzes acendam, entre outras ações.

Outra atuação que surge e em breve poderá ser utilizada em mais larga escala é a possibilidade de funcionar como carteira eletrônica de dinheiro ou mesmo como chave de um quarto de hotel previamente liberado para acesso de determinado cliente.

O celular na era do negócio móvel

O celular é o mais popular dispositivo móvel do momento. Quando surgiu, era privilégio de poucos, porém hoje, com o barateamento dos preços, o produto já atinge grande parte da população brasileira e bilhões de usuários no mundo. Além disso, a telefonia móvel começou a roubar parte do mercado de linhas fixas, desde

  1. A empresa de consultoria em telecomunicações Teleco divulgou uma pesquisa que mostra que a receita do setor de celulares cresceu 21% entre 2004 e 2005, subindo de R$ 35 bilhões para R$ 43 bilhões. Por outro lado, a telefonia fixa teve aumento de R$ 64 bilhões para R$ 69 bilhões, no mesmo período, o que representa uma alta de 8%.

O incremento da receita está relacionado com o fato de os celulares estarem cada vez mais atraentes. Exemplo disso é que o número de aparelhos cresceu 30% em

  1. Em contrapartida, a telefonia fixa está sofrendo um grande impacto em suas receitas em virtude da aceitação do VoIP, principalmente nas chamadas de longa distância.

Porém, o fator de maior importância nessa briga entre mobilidade e fios é que os celulares têm maior participação no rendimento geral das empresas que trabalham tanto com telefonia fixa quanto com móvel. Para se ter uma idéia, houve uma inversão no reflexo dessas tecnologias na produtividade: a participação da telefonia celular na receita geral cresceu de 35% em 2004 para 38% em 2005, por outro lado, a telefonia fixa (serviço local, fixo-móvel e longa distância) teve queda de 57% para 53% no mesmo período.

Uma pesquisa feita pela A T. Kearney e pela Universidade de Cambridge ouviu 4 mil usuários de celulares em 21 países da América Latina, América do Norte, Europa e Ásia e constatou que um em cada quatro usuários utiliza o celular para transmissão de dados. Além disso, 53% dos celulares usados pelos entrevistados eram capacitados para receber e transmitir dados em 2005. Desses, 56% afirmaram utilizar serviços web ou acessar e-mails pelo menos uma vez por mês.

A importância tem crescido tanto que algumas empresas aéreas, como a pioneira Air France, por exemplo, passaram a utilizar, em suas aeronaves, tecnologias que permitem o uso do aparelho celular durante o vôo, sem que haja interferência nas ferramentas eletrônicas do avião.

Computadores de mão ou smartphones

Conhecidos como palmtops, handhelds ou PDAs, os computadores de mão deixaram de ser usados como agenda e estão se tornando microcomputadores, pois o desempenho pode ser equiparado ao dos desktops e notebooks, porém pesam pouco mais de 100g e cabem no bolso do usuário.

Desde 2006, já era possível acessar a Internet via Wi-Fi, conectar um teclado por bluetooth, transmitir arquivos por infravermelho e conectar o produto ao computador. Também em 2006, começaram a ser lançados no mercado modelos de celulares que apresentavam funcionalidades como câmera de foto e vídeo, mp3, editor de textos e a possibilidade de instalar uma série de programas que podem aumentar a produtividade dos usuários.

Entre janeiro e março de 2006 foram vendidos 3,4 milhões de PDAs, o que significa crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, tem crescido muito o mercado de smartphones, que oferecem o serviço de celular acoplado ao computador de mão, substituindo, inclusive, os usuários de handhelds. Por esse motivo, as previsões eram que as vendas do convergente computador de mão com celular cresceriam de 46 milhões de unidade em 2005 para 96 milhões em 2006, segundo o Gartner.

na residência. A mobilidade está presente cada vez mais no mundo corporativo. O mercado de notebooks é um exemplo claro do crescimento dessa tendência, principalmente porque estão sendo utilizados para agregar valor ao negócio e para tornar a rotina de trabalho mais eficiente.

O mercado corporativo está convencido da importância da adoção dos notebooks como ferramenta estratégica de trabalho, para fechar negócios mais rapidamente, para não perder aquele e-mail importante assim que ele chega à caixa de entrada, para dar a resposta ao cliente dentro do prazo ideal. Depois de experimentar essas vantagens, o caminho de volta aos desktops fica cada vez mais distante. Os notebooks já assumem o papel principal no cenário corporativo e passam, cada vez mais, a substituir os desktops.

Os notebooks têm se tornado uma ferramenta de produtividade e impulsionado os negócios e a força de venda. Com o advento da conectividade sem fio, os notebooks ganham mais importância ainda, já que passam a expandir os horizontes de atuação das companhias.

Para se ter uma idéia da importância desse segmento, as previsões eram que o mercado de notebooks dobraria de 2005 para 2006. A consultoria IDC apontava que, em 2005, haviam sido vendidas 300 mil unidades de laptops, mas a expectativa para 2006 era a de que esse montante atingiria mais de 600 mil unidades. De acordo com a IDC, o mercado brasileiro deverá superar a marca de 1 milhão de máquinas em 2008 e 2 milhões em 2010.

Todo esse crescimento está ligado, principalmente, à queda de 30% nos preços desses produtos. Pelo fato de haver modelos que custam menos de R$ 2 mil, além do baixo valor do dólar, o câmbio e as medidas de incentivo fiscal promovidas pelo governo, as consultorias acreditavam que seriam mais de 400 mil unidades vendidas ao longo de 2006.

Os produtos estão adquirindo mais valor na medida em que ganham mais recursos de memória e HD, ainda que o preço não tenha alta elevada. Outro ponto importante a ressaltar é a queda dos preços das telas LCD que são utilizadas nos produtos, o que reflete no preço final do produto. Por volta de 2004/2005, um monitor desse tipo custava, em média, R$ 1,6 mil e em 2006 o preço havia caído pela metade, cerca de R$ 800.

Nova geração

Até o lançamento da plataforma móvel Intel Centrino, em março de 2003, os notebooks eram construídos por componentes convencionais adaptados, a partir de modelos inicialmente projetados para desktops. Mas os usuários de notebooks passaram a demandar modelos leves e compactos, com baixo consumo de energia - para que as baterias durassem mais - e conexão por banda larga sem fio à Internet.

Para atender esse público, foi desenvolvida a plataforma Centrino, projetada especificamente para a computação móvel. Em 2006, foi lançada a plataforma Intel Centrino Duo, com o processador Intel Core Duo, que proporciona um aumento significativo de desempenho (mais de 70%), e reduz o consumo de energia em até 28%, em comparação aos modelos das gerações anteriores. O resultado possibilita a resposta mais rápida do sistema e uma melhoria na vida útil da bateria, além de uma grande variedade de modelos inovadores de notebooks, cada vez mais portáteis.

Simultaneamente ao lançamento dessa plataforma, mais de 15 fabricantes anunciaram seus produtos, com a nova tecnologia já incorporada, o que demonstra que OEMs como Dell, HP, Itautec, LG, Positivo e Semp Toshiba, para citar apenas os mais conhecidos, apostam na adoção da conectividade sem fio.

Disputa com os desktops

Comprar um notebook em vez de um desktop tem sido também uma boa opção até mesmo para usuários domésticos quando decidem adquirir uma máquina nova. Essa motivação tem sido alimentada pela vantagem da mobilidade. Até porque, o notebook oferece as duas opções, ou seja, atende tanto as necessidades do usuário quando ele está trabalhando no escritório, como pode acompanhá-lo quando está fora da empresa fechando negócios, ou fazendo alguma apresentação corporativa.

Não por acaso, esse setor representou 35% das compras em 2005, de acordo com a IT Data Consulting. Já a IDC acredita que esse perfil representou 28% das aquisições de laptops no mesmo período, mas previa que em 2006 a porcentagem subiria para 30%.

Embora o preço de um desktop com as mesmas configurações (memória, disco rígido e processador) de um notebook custe menos, a relação custo/benefício proporcionada pelo equipamento portátil acaba interferindo significativamente na escolha pelo notebook.

Os notebooks com custo entre R$ 1 mil e R$ 2 mil geralmente são voltados ao público que está adquirindo o seu primeiro laptop e não exige tantos recursos. Eles atendem à demanda de quem tem restrição orçamentária, mas deseja aproveitar a tendência da mobilidade, ainda que não conheçam todas as vantagens disponíveis no mercado.

Em 2005, as vendas de notebooks cresceram 47%, ainda de acordo com a IDC. Por outro lado, a IT Data Consulting afirma que o aumento foi ainda maior com um resultado que dobrou as vendas de 2004, chegando a 313 mil unidades vendidas. De acordo com as consultorias, elas apostavam em um crescimento de 50%, em 2006, o que significava algo entre 410 mil e 470 mil produtos.

empresa e passa para as mãos do usuário. É uma forma de a companhia ficar isenta das responsabilidades que têm criado grandes problemas.

Com isso, será criada uma rotina de concessão de notebooks, assim como acontece hoje com os carros. Ou seja, a empresa paga pelo uso do computador pessoal do funcionário. A vantagem dessa utilização é que apesar dos custos da plataforma ainda ficarem nas mãos da corporação, os operacionais da solução passam para o usuário.

Redes sem fio

Pela mobilidade que oferece, o mercado de notebooks corporativos está movimentando também as tecnologias de comunicação por redes sem fio (wireless). Isso porque a junção dessas tecnologias traz ganho de produtividade. Primeiro porque há a possibilidade de transmitir dados em locais remotos e segundo porque essas tecnologias estão cada vez mais baratas.

Por esses motivos, o mercado sem fio está crescendo cerca de 50% ao ano. Em 2006 houve um salto ainda maior, já que além do varejo, que utiliza os recursos, outros segmentos passaram a buscar a tecnologia. Até mesmo hospitais e repartições públicas passaram a consumir mais as soluções de mobilidade.

Nos Estados Unidos, os negócios ligados à tecnologia wireless movimentaram US$ 158,6 bilhões em 2005, de acordo com a Telecommunications Industry Association (TIA). Como a tecnologia é utilizada há mais tempo, a TIA previu que até 2008, o valor chegaria a US$ 212,5 bilhões e US$ 446 bilhões nos demais mercados, incluindo a América Latina.

A conectividade sem fio traz um ganho para empresa não somente pela facilidade de ter acesso em qualquer lugar, mas também porque tem um custo de implementação muito mais baixo do que a conectividade convencional.

Mais cuidados

A facilidade que o uso de notebooks traz aos usuários e para as corporações – além da vantagem de ocuparem menos espaço, com capacidade de armazenamento e processamento compatível com a dos desktops – tem um alto preço: vulnerabilidade.

As máquinas ficam a maior parte do tempo em trânsito e por isso tornam-se mais vulneráveis a ameaças lógicas e também físicas, como assaltos, exposição à chuva e quedas. Por esse motivo, as companhias precisam estar atentas em relação ao tratamento dado aos novos equipamentos. É preciso considerar algumas dicas. As corporações devem:

  • Reconhecer e incluir os notebooks no inventário de ativos da companhia
  • Ter o mesmo grau de cuidado dedicado aos desktops, com instalação de antivírus e outros programas de segurança
  • Projetar a aquisição de um seguro para os equipamentos
  • Estabelecer um termo de cessão temporária do direito de uso para o funcionário
  • Conscientizar os usuários de que a utilização indevida de software nos notebooks é de responsabilidade deles
  • Adotar programas educacionais que incentivem os cuidados com o aparelho

CONECTIVIDADE SEM FIO

Módulo 5 – WiMax

Se a conectividade sem fio foi uma das maiores revoluções tecnológicas desde a mudança do ambiente de mainframe para uma estrutura baseada em cliente- servidor, ela também abriu a disputa entre diversas tecnologias wireless que buscam se tornar padrão de mercado. Depois da consolidação do bluetooth para distâncias menores e do Wi-Fi para um ambiente de conectividade maior, questões técnicas como cobrir grandes distâncias e ultrapassar paredes e muros sem perder qualidade de serviço ainda se colocam como entraves para a banda larga sem fio.

Para tanto, inúmeras tecnologias foram lançadas e começaram a disputar espaço a fim de se tornar o padrão de mercado. Nesse momento, começou a discussão em torno do WiMax (Worldwide Interoperability for Microwave Access), WiMesh, 3G, UWB (Ultra Wideband), Flash-OFDM, entre muitas outras. Mais do que tornar-se o padrão de tecnologia banda larga sem fio por rádio, a disputa gira em torno de conquistar o maior número de fabricantes e oferecer as melhores soluções para os clientes, sejam eles usuários finais ou grandes organizações espalhadas pelo mundo.

Nesse contexto, ainda não está definido quem é o vencedor. O WiMax, padrão aberto definido pelo IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) sob o nome de 802.16, se mostra um dos mais sólidos competidores pelo domínio do mercado, não só pelas suas capacidades técnicas que abordaremos no tópico seguinte, mas, também, por contar com a adoção de peso de grandes fornecedores de tecnologia do mercado. Além disso, mais do que um padrão de transferência de dados sem fio, o WiMax também está preocupado com a interoperabilidade entre suas soluções. Vale a pergunta: O WiMax tem a capacidade de se tornar o padrão de tecnologia sem fio?

Sim, segundo o WiMax Fórum (www.wimax.com), responsável por estimular a adoção do WiMax no mundo e certificar as soluções. Contando com a adoção de mais de 300 companhias das mais diversas especialidades, entre elas Alcatel, AT&T, Cisco e Intel, o WiMax Fórum tem também a atribuição de certificar produtos, avaliando não só sua capacidade dentro do padrão de tecnologia sem fio, mas também formula

O desenvolvimento da indústria de banda larga sem fio, tanto acesso fixo quanto móvel, com a adoção e utilização em larga escala, está intimamente relacionado tanto com a queda do preço do hardware quanto a um ambiente estruturado que deve operar internamente de forma consolidada. O desenvolvimento de padrões como o DSL (digital subscriber line) e a indústria de banda larga via cabo (DOCSIS) também foram responsáveis em grande parte por motivar a adoção das tecnologias sem fio.

Dados da Pyramid Research dão conta de que as soluções proprietárias de tecnologias sem fio de transferência de dados proprietárias e o WiMax vão batalhar pelo mercado nos próximos anos. Em 2006, a divisão desse mercado estava em menos de 20% para o WiMax, mas esperava-se que essa proporção saltasse para mais de 60% do mercado de tecnologia sem fio em 2009.

Atualmente, os membros do WiMax Fórum já implementaram soluções em mais de 125 países no mundo. Um dos projetos mais destacados foi a implementação de WiMax nas cidades de Dalian e Chengdu, na China. Dalian, cidade portuária na região nordeste da China, tem 5,9 milhões de pessoas e é um centro industrial e financeiro; já Chengdu é a capital da província de Sichuan, tem mais de 12 mil quilômetros quadrados, população de mais de 10 milhões de pessoas e 20 universidades.

No Brasil, existem diversos projetos para utilização do WiMax. Primeiro, foram conectadas quatro escolas em Brasília, Distrito Federal, com a tecnologia de transferência de dados sem fio. Depois, a cidade de Ouro Preto foi a escolhida para receber a infra-estrutura de WiMax, com suas células cobrindo uma área de cinqüenta quilômetros, sendo responsável por conectar escolas, universidade, órgãos públicos e telecentros.

Tecnologias complementares

Por mais que o cenário futuro ainda seja nebuloso em relação a qual padrão será adotado pela maior parte do mercado, uma coisa está clara: o Wi-Fi continuará presente. Os participantes do WiMax Fórum observam que as duas tecnologias sem fio de transmissão de dados terão papel complementar e, até, de estimular o crescimento das duas tecnologias wireless. De outra forma, a grande disponibilidade dos padrões de Wi-Fi 802.11b/g/a tanto em notebooks, chegando ao usuário final, como hotéis, restaurantes e aeroportos, para citar alguns exemplos, representa para o WiMax uma metodologia de como uma ferramenta pode ganhar o público em geral.

Para o WiMax Fórum, os notebooks do futuro próximo devem ter dupla disponibilidade, aceitando livremente tanto Wi-Fi/WiMax quanto numa abordagem mais ampla que vislumbre também a rede de celular, Wi-Fi/WiMax/Cellular. Diz o relatório da aliança que “com o crescimento do padrão WiMax, maior aceitação do grande público e queda dos preços das soluções, será mais comum novos chipsets

que incorporem a habilidade de funcionar entre as diversas plataformas. De forma geral, a migração será gradual para sistemas mais robustos baseados em WiMax conforme os casos de negócios provarem o valor”.

Os primeiros produtos com WiMax integrado conheçam a ser lançados no mercado. A Nokia apresentou o Nokia N810 Internet Tablet - WiMax Edition, o primeiro modelo da companhia compatível com as novas redes móveis WiMax. O aparelho vem com navegador Mozilla, tela sensível a toques de 4,13 polegadas e do teclado QWERTY deslizante. Estão disponíveis diversos aplicativos de voz sobre IP (VoIP) e de Mensagens Instantâneas (IM), inclusive o Skype (TM), o Google Talk (TM) e o Gizmo5, que também utilizar a câmera integrada. O telefone tem GPS e um reprodutor integrado de mídia e 2 GB de memória interna, expansível a até 10 GB com o acréscimo de um cartão de memória microSD opcional. A novidade deve estar disponível nos Estados Unidos durante o terceiro trimestre de 2008, em áreas onde há conectividade de WiMax.

De maneira análoga, outros padrões tecnológicos de LAN como Bluetooth, Ultrawideband e o emergente 802.11n, que ofereçam valor agregado em distâncias menores, também continuarão crescendo, demandando novos chipsets e laptop radios que deverão, segundo a visão do Fórum, cruzar essas redes de dados de curta capacidade de maneira transparente para o usuário, da mesma forma que transita pelas redes de telefonia celular e redes WiMax. O relatório conclui que “o padrão WiMax é parte majoritária numa visão de futuro brilhante, na qual o acesso sem fio à banda larga tenha realmente toda a flexibilidade que prometeu no seu início”.

O Futuro

Dentro da clássica lei da oferta e da procura, com pretendentes buscando se tornar o padrão de mercado, uma previsão sobre o futuro do mundo da tecnologia wireless se mostra um tanto quanto óbvia: a disputa muito acirrada por market share. Fazendo esse raciocínio para o futuro próximo, o WiMax vai competir e “roubar” fatias de mercado tanto do 3G quanto de DSL. Segundo a empresa de pesquisa TelecomView, esse caminho é inexorável, já que o padrão WiMax vai ser a opção escolhida entre os dois concorrentes, atuando em locais em que os outros não podem e, inclusive, substituindo aplicações dos concorrentes.

O instituto estima que o WiMax será responsável por mais de 40% do mercado de banda larga sem fio em 2009, com o restante do mercado nas mãos do 3G. Além de “roubar” mercado da terceira geração de redes, o padrão aberto de tecnologia sem fio também vai representar uma ameaça de canibalização dos serviços fixos de banda larga, baseado tanto em cabo quanto em DSL. A TelecomView aponta que o WiMax vai ser o vencedor “claro” entre as tecnologias de transporte de dados, graças a sua alta performance e flexibilidade se comparado aos concorrentes. Ainda que o 3G seja importante por sua mobilidade, de acordo com a instituição de pesquisa, apenas o WiMax vai competir diretamente com o DSL.