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Estimativa do Fluxo de Calor em Ferramentas de Corte com COMSOL® e Problemas Inversos, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Um estudo sobre o uso de técnicas de problemas inversos e o pacote comercial comsol multiphysics® para estimar o fluxo de calor e obter o campo de temperatura na zona de contato em regime transiente em uma ferramenta de corte de torneamento. O estudo utiliza a técnica da função especificada e foi validado por meio de experimentos controlados.

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 13/08/2014

prof-bac014-2
prof-bac014-2 🇧🇷

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O Uso do COMSOL® e de Técnicas de Problemas
Inversos para Estimar o Fluxo de Calor em uma
Ferramenta de Corte
Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI
Instituto de Engenharia Mecânica - IEM
Rogério Fernandes Brito – UNIFEI – Itabira
Solidônio Rodrigues Carvalho – UFU – Uberlândia
Sandro Metrevelle Marcondes de Lima e Silva – UNIFEI – Itajubá
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O Uso do COMSOL

®

e de Técnicas de Problemas

Inversos para Estimar o Fluxo de Calor em uma

Ferramenta de Corte

Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI Instituto de Engenharia Mecânica - IEM Rogério Fernandes Brito – UNIFEI – Itabira Solidônio Rodrigues Carvalho – UFU – Uberlândia Sandro Metrevelle Marcondes de Lima e Silva – UNIFEI – Itajubá

1 – INTRODUÇÃO

  • (^) Vários processos de engenharia têm o seu desempenho afetado por

elevados valores de temperatura, como em processos de usinagem

(900 ºC);

  • (^) As temperaturas elevadas alteram a microestrutura da ferramenta de

corte, reduzindo a sua vida (menor resistência à tensão mecânica) e

desempenho;

  • (^) O conhecimento correto dos valores de temperatura e fluxo de calor

resulta em vantagens como o desenvolvimento de técnicas de

resfriamento mais eficientes, além da otimização dos parâmetros de

corte;

  • (^) Essas temperaturas influenciam na taxa de desgaste e na vida da

ferramenta;

2 - OBJETIVOS

  • (^) Este trabalho propõe o uso de técnicas de problemas inversos com o

pacote comercial COMSOL Multiphysics

®

v4.4 para estimar o fluxo de

calor e obter o campo de temperatura na zona de contato em regime

transiente, em uma ferramenta de corte de torneamento;

  • (^) A validação da metodologia proposta foi realizada em experimentos

controlados em laboratório.

3 – FORMULAÇÃO TEÓRICA

Figura 1. a) Esquema de problema térmico e b) Detalhe da interface de contato entre a ferramenta e a peça de trabalho. a) b)

3 – FORMULAÇÃO TEÓRICA

O uso do COMSOL

®

para as soluções numéricas das equações

diferenciais que governam o fenômeno físico investigado deve ser

destacado.

Figura 2: Malha tetraédrica com 119.943 elementos.

3 – FORMULAÇÃO TEÓRICA

3.2 - O problema inverso  (^) A técnica inversa adotada neste trabalho é a Função Especificada (Beck et al ., 1985).  (^) Esta técnica requer o cálculo do coeficiente de sensibilidade que é feito numericamente.  (^) Uma vez que o coeficiente de sensibilidade é conhecido, através dos pontos equivalentes onde os termopares foram colocados nos experimentos, o fluxo de calor é estimado com o uso de um código escrito para o ambiente MATLAB ® .  (^) Na técnica da função especificada, um valor determinado dos passos dos tempos futuros “ r ” é utilizado para estimar o fluxo de calor no presente instante.

4 - VALIDAÇÃO DA METODOLOGIA PROPOSTA

Figura 3: Esboço do aparato experimental utilizado na validação.  (^) A validação da técnica inversa é realizada através de um experimento controlado, no qual o fluxo de calor e a temperatura são medidos na ferramenta de corte de metal duro com dimensões de 0,0127 x 0,0127 x 0,0047 (m);  (^) Um transdutor de fluxo de calor, dois termopares previamente calibrados e um aquecedor elétrico tipo kapton foram utilizados nesta ferramenta ( Carbide tool ).

Figura 4: a) Fluxo de calor experimental medido e estimado pela técnica inversa.

4 - VALIDAÇÃO DA METODOLOGIA PROPOSTA

 (^) O método da Função Especificada para “r” igual a 10 intervalos de tempos futuros foi usado na Fig. 4a.  (^) A área em verde na Fig. 4b, de aquecimento, possui dimensões 10,4 (mm) x 10,4 (mm).  (^) As propriedades térmicas da ferramenta de corte simuladas numericamente foram: k = 43,1 (W m-1^ K-1), cp = 332,94 (J kg-1^ K-1) e  = 14.900 (kg m-3). Figura 4: b) Malha computacional utilizada na validação com 15.548 elementos.

5 - MONTAGEM EXPERIMENTAL EM UM PROCESSO

REAL DE USINAGEM

Figura 6: Aparato experimental utilizado para a aquisição dos sinais de temperatura na ferramenta durante a usinagem.  (^) O teste de usinagem foi realizado em um torno IMOR MAXI-II-520-6CV convencional sem refrigeração.  (^) O material utilizado no experimento foi um cilindro de ferro fundido cinzento FC 20 EB 126 ABNT.  (^) O inserto e o porta-ferramentas usados foram: ferramenta de metal duro ISO SNUN12040408 K20/Brassinter e ISO CSBNR 20K12/SANDVIK COROMAT, respectivamente.

Figura 7: a) Posição dos termopares soldados no conjunto.

5 - MONTAGEM EXPERIMENTAL EM UM PROCESSO

REAL DE USINAGEM

 (^) As temperaturas foram medidas em locais acessíveis do conjunto, conforme a localização dos termopares de T1 a T8 mostrados na Fig. 7a. Figura 7: b) Origem do sistema.

Tabela 2: Condições de corte.

Em cada experimento, o número total de medidas de cada termopar foi

de NT = 180, com um passo de tempo de 0,5 (s).

5 - MONTAGEM EXPERIMENTAL EM UM PROCESSO REAL DE USINAGEM

Parâmetros de corte Teste 1 Teste 2

Avanço 0, 138 (mm/rev) 0, 138 (mm/rev)

Velocidade de Corte 135, 47 (m/min) 135, 47 (m/min)

Profundidade de Corte 5, 0 (mm) 1, 0 (mm)

Diâmetro final 72 ,0 (mm) 76 ,0 (mm)

6 - RESULTADOS

Na Figura 9a, o fluxo de calor foi estimado para o Teste 1 (Tab. 2), usando a

técnica da função especificada para o parâmetro tempos futuros r = 10.

a) b) Figura 9: a) Fluxo de calor estimado e b) Comparação entre as temperaturas estimadas e experimentais para os termopares T 3 , T 6 e T 7.

Figura 11. Comparação entre as temperaturas estimadas para as posições T 3 , T 6 e T 7 para os Testes 1 e 2.

6 - RESULTADOS

Parâmetros de corte Teste 1 Teste 2 Avanço 0, 138 (mm/rev) 0, 138 (mm/rev) Velocidade de Corte 135, 47 (m/min) 135, 47 (m/min) Profundidade de Corte (^) 5, 0 (mm) 1, 0 (mm) Diâmetro final 72 ,0 (mm) 76 ,0 (mm)

a) t = 5 (s) b) t = 10 (s) c) t = 50 (s) d) t = 80 (s) Figura 12: Campos de temperaturas no conjunto ferramenta de corte, calço e porta-ferramenta.