Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


CONSEPÇAO DE PROJETO, Manuais, Projetos, Pesquisas de Arquitetura

CONSEPÇAO DE PROJETO HOTEL DE SELVA

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 03/10/2019

lucas-rangel-35
lucas-rangel-35 🇧🇷

5

(2)

2 documentos

1 / 29

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Conceão de Projeto - Hotel de Selva
Prof. Maria Tereza Guerreiro 1
Sumário
1) Breve histórico sobre hotelaria;
2) Tipos e meios de hospedagem;
3) Atividades e coleta de dados que precedem o início do projeto;
4) Planejamento – Aspectos construtivos;
o Ambientação e mobiliário do hotel;
o Recursos energéticos;
o Tratamento de resíduos;
5) Planejamento e Concepção do Projeto;
o Construção sem danos;
o Conforto térmico;
o Linguagem arquitetônica;
o Materiais e sistemas construtivos;
o Algumas possíveis técnicas construtivas;
o Fundações
o Estrutura e vedações
o Portas e janelas
o Coberturas
o Tipologias possíveis de cobertura
o Louças sanitárias
o Uso de tradições locais
o Água limpa – abastecimento
o Água suja – efluentes líquidos
o Energia
6) Etapas do Projeto
o Partido – Estudo Preliminar
o Estudos setoriais – croquis
o Estudo de Uso do Solo – croquis
7) O ESTUDO PRELIMINAR
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d

Pré-visualização parcial do texto

Baixe CONSEPÇAO DE PROJETO e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Arquitetura, somente na Docsity!

Sumário

1) Breve histórico sobre hotelaria;

2) Tipos e meios de hospedagem;

3) Atividades e coleta de dados que precedem o início do projeto;

4) Planejamento – Aspectos construtivos;

o Ambientação e mobiliário do hotel; o Recursos energéticos; o Tratamento de resíduos;

5) Planejamento e Concepção do Projeto;

o Construção sem danos; o Conforto térmico; o Linguagem arquitetônica; o Materiais e sistemas construtivos; o Algumas possíveis técnicas construtivas; o Fundações o Estrutura e vedações o Portas e janelas o Coberturas o Tipologias possíveis de cobertura o Louças sanitárias o Uso de tradições locais o Água limpa – abastecimento o Água suja – efluentes líquidos o Energia

6) Etapas do Projeto

o Partido – Estudo Preliminar o Estudos setoriais – croquis o Estudo de Uso do Solo – croquis

7) O ESTUDO PRELIMINAR

Breve Histórico sobre Hotelaria

Na antiguidade, os primeiros vestígios de hospedagem estavam associados ao comércio. Famílias reais, sábios, músicos, artistas e comerciantes de um modo geral, deixavam suas casas com o propósito de comercializar seus produtos e serviços em outras localidades. No entanto, os viajantes dessa época dividiam-se em duas classes sociais distintas: nobreza e peregrinos. Estes últimos eram atendidos precariamente em albergues, estalagens ou em igrejas e mosteiros. Já a nobreza hospedava-se em castelos e palácios luxuosos com várias mordomias. Na Grécia e na Roma antiga, surgiram para abrigar frequentadores das termas e os participantes das primeiras versões dos Jogos Olímpicos". A evolução dos meios de transporte tornou as viagens mais acessíveis para outros segmentos da população além da nobreza. Após a Segunda Guerra Mundial, o caráter das viagens não era mais apenas comercial; estava relacionado também ao lazer. O primeiro hotel verdadeiramente planejado foi o Hotel Ritz, em Paris, no ano de 1870 construído pelo suíço César Ritz. A principal inovação desse hotel foi a existência de banheiros privativos nos apartamentos, mas ocorreu ainda a uniformização de empregados e outras melhorias. No Brasil, havia a divisão de classes sociais. Os viajantes comuns eram acolhidos em ranchos e casas de senhores de engenho da época. Este fato, além de ter contribuído para o desenvolvimento hoteleiro no país, proporcionou também a formação de novas cidades surgidas da aglomeração de ranchos que se expandia com rapidez. Enquanto isso, os viajantes considerados ilustres eram hospedados nas igrejas e nos mosteiros. Aliás, no século XVI, no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, foi construída uma área destinada especialmente para hospedar viajantes de prestígio. Em 1808, com a chegada da corte portuguesa ao Brasil, mais especificamente ao Rio de Janeiro, houve uma grande abertura para que estrangeiros de outras procedências também viessem ao país para ocupar cargos diplomáticos, científicos e econômicos. Devido a isso, ocorreu o aumento da procura por alojamentos, a ponto de a estrutura física hoteleira do Rio de Janeiro tornar-se insuficiente. Diante dessa situação, empreendedores de outras regiões notaram que o setor de hotéis era um bom empreendimento para capitalização, e então começaram surgir novos meios de hospedagem por todo o Brasil, em especial nas grandes capitais, áreas paisagísticas e em estâncias minerais. Dessa forma, descobriu-se o potencial turístico e hoteleiro do país, sendo este hoje uma das atividades econômicas mais significativas e em expansão no país.

Antigo Albergue em Santiago de Compostela -Espanha - 1752

Castelo de Chillon - Suíça - 1150

Mosteiro de São Bento - RJ

Foco da disciplina → hotéis de selva

Hotéis de selva ou de floresta, são localizados em áreas florestais. Sua estrutura é direcionada ao turismo de natureza, como o ecoturismo. Seu público-alvo geralmente são turistas de classe alta, principalmente os estrangeiros. São denominados também como lodges* e a maioria deles estão nas florestas da Amazônia e são considerados grandes agentes no desenvolvimento dessa atividade, ou seja, a de contato direto com a selva tropical.

(*) O lodge, por sua vez, possui forte apelo ecológico pelo seu estilo de construção e dos recursos que utiliza. Pode ser composto por chalés, bangalôs, cabanas e similares, destinado ao turismo ecoturismo, turismo de caça, de pesca e de aventura. Eco hotéis (EH), ou hotéis ecológicos, pousadas ecológicas, são meios de hospedagem localizados em florestas tropicais, flutuantes em rios, lagos ou lagoas e visam proporcionar aos hóspedes o contato com áreas naturais protegidos por lei específica.

Atividades e coleta de dados que precedem o início do estudo preliminar

I. Estudos de Caso;

II. Legislação vigente – Lei Complementar 003 de janeiro / 2014 * – Código de Edificações - Conhecimento de áreas e dimensões

“mínimas” para espaços interiores. a. Pé-direito mínimo dos dormitórios e de varandas; b. Altura de guarda-corpo de corrimões; c. Dimensões de degraus para escadas: altura do espelho e largura do piso d. Dimensões mínimas de portas de acesso: altura e largura; e. Largura mínima de corredores e/ou circulações para o público; f. Lay out com dimensões mínimas de conforto em banheiros privativos e públicos.

(*) Lei Complementar 003 de janeiro / 2014 - Art. 52. Os compartimentos deverão atender as medidas necessárias conforme abaixo:

( * ) consultar o livro compartilhado no Google Drive: Las dimensiones humanas em los espacios interiores

Planejamento- Aspectos Construtivos

É importante a escolha do local de construção do hotel, tanto o bloco central como todas as habitações que fazem parte do complexo e para isso, é necessário pesquisar os níveis de cheia e de vazante, observando as áreas alagadiças e as de terra firme. Não menos importante é a orientação, insolação, topografia, vegetação e regime dos ventos e chuvas para gerar soluções arquitetônicas que propiciem o maior conforto térmico possível sem o uso de equipamentos mecânicos de ventilação. As edificações devem proporcionar segurança para os turistas e funcionários, tanto no interior como no exterior das construções. As construções em áreas que alagam, deverão ser suspensas do solo (palafitas) com circulação e acessos por passarelas elevadas e as que ficam em terra firme podem dispensar o uso de palafitas ou seguir o mesmo sistema elevado. Quanto ao

deslocamento dos turistas para os hotéis-selva que se localizam próximos da cidade de

Manaus deve ser realizado por meio de barcos ou lanchas. Nas áreas do hotel, o meio de locomoção acontece através de barcos, lanchas, canoas ou a pé.

TABELA PARA USO RESIDENCIAL – PESQUISAR PARA HOTEIS

Tratamento Resíduos

Com relação às questões ligadas ao recolhimento e tratamento de resíduos, os hotéis- selva devem:  Providenciar nas cabeceiras as trilhas, recipientes para coleta de lixo ambientalmente adequados, para os hóspedes e visitantes;  Adotar métodos para a remoção do lixo que não prejudiquem o meio ambiente com uma armazenagem que seja segura em relação a insetos e outros animais e tecnologias apropriadas para o tratamento de resíduos orgânicos tais como Estação de Tratamento de Esgoto - ETE;  Utilizar meios de reciclagem como o da água para usos não-potáveis e métodos de tratamento de águas contaminadas antes que elas sejam lançadas novamente aos rios.  O projeto de um hotel de selva deve: prever um baixo impacto ecológico; proporcionar comodidade em um ambiente considerado de difícil acesso para as pessoas; uma experiência enriquecedora para os visitantes, permitindo-lhes apreciar a floresta com segurança e relativo conforto.

Planejamento e Concepção do Projeto

A concepção, o planejamento, a implantação e a construção do espaço físico de um empreendimento ecoturístico (e seu posterior funcionamento) devem sempre buscar ter o menor impacto sobre o sítio e a menor pegada

ecológica possível sobre o planeta.

A Pegada Ecológica é uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia a

pressão do consumo das populações humanas sobre os recursos naturais

https://www.wwf.org.br/natureza̲brasileira/especiais/pegada̲ecologica/o̲que̲e̲pegada̲ecologica/

Isso significa que a sustentabilidade ambiental deve estar presente em todas as etapas de concepção, planejamento, construção e operação de um hotel de selva. Deve estar, ainda, explicitada de todas as formas possíveis para o ecoturista. Nesse sentido, o Hotel de selva pode ser visto ao mesmo tempo como:

  • uma edificação hoteleira – portanto, deve contemplar todo o espectro de funções e necessidades típicas dessa atividade;
  • um centro de educação e interpretação ambiental – por isso, deve procurar colocar em prática tudo o que existe em discurso sobre um viver mais integrado à natureza, mostrando como isso é mais do que simplesmente se extasiar com as maravilhas do mundo natural.

Hitesh Mehta (1998) oferece uma definição mais completa de um hotel de selva, que incorpora uma série de características que

ele deve apresentar: Trata-se de uma instalação para acomodação turística que vai ao encontro dos seguintes critérios:  Ajuda na conservação do ambiente circundante (tanto natural como cultural);  Tem o mínimo impacto no entorno natural durante sua construção;  Se encaixa em seu contexto físico e cultural específico por meio da atenção cuidadosa com a forma, o paisagismo, a cor, assim como do uso da arquitetura vernacular;  Usa meios alternativos e sustentáveis para o abastecimento de água e reduz seu consumo;  Prevê o manejo e a deposição cuidadosos dos resíduos sólidos e esgotos;  Supre suas necessidades de energia por meio deum desenho apropriado (solar passivo) e do uso de fontes renováveis de energia;  Usa materiais e técnicas tradicionais de construção sempre e onde isso for possível e combina seu uso com tecnologias modernas para maior sustentabilidade;  Oferece programas interpretativos para educar tantos empregados como turistas sobre o ambiente natural e cultural local;  Procura trabalhar junto com a comunidade local e  Contribui para o desenvolvimento sustentável local por meio de programas de pesquisa.

Construção sem danos

 O processo construtivo não deve perturbar e/ou prejudicar o ambiente natural durante nem depois da sua implantação no que se refere aos seus atributos naturais.  O ecoturista escolhe o hotel por pressupor que que o local foi construído e se mantém respeitando a natureza.  O canteiro de obra deve ser muito bem planejado de maneira que os materiais devem ficar estocados em locais que posteriormente virão a ser pavimentados ou construídos e devem ser trazidos em quantidades tais que possibilitem esse tipo de gerenciamento.  Utilizar para a circulação de materiais o mesmo sistema (marcação) de circulação desenhado para o hotel de selva.  Veículos pesados para escavações, aterros e nivelamentos devem ser evitados ao máximo, mas, se forem considerados inevitáveis, devem ter sua circulação e movimentos dirigidos pelo projetista de forma a seguir os futuros caminhos propostos para o hotel de selva, do mesmo modo que os materiais e equipamentos.

Linguagem arquitetônica

Deve valorizar e interpretar a arquitetura vernacular local naquilo que tem de mais significativo, mas não deve se ater rigidamente a ela, nem a copiar, por no mínimo dois motivos:

  1. Porque é uma edificação hoteleira, com um programa arquitetônico não tradicional a uma pequena comunidade, e que, portanto, pode gerar alguma forma nova;
  2. Porque, como é importante que o hotel de selva tenha o compromisso de assumir o papel de centro divulgador de práticas sustentáveis, é igualmente importante que, em sua própria concepção e construção, tenha a liberdade de deixar isso visível, não só para os visitantes como para os habitantes locais.

Assim, tem-se, no projeto de um hotel de selva, a possibilidade de apresentar técnicas, elementos, formas e alternativas que, de outro modo, não estariam acessíveis à população local. Isso deve estar presente desde o planejamento da propriedade até o uso de novas técnicas construtivas que sejam um passo à frente em relação às tradicionalmente existentes, passando pelo uso de elementos de alta tecnologia, como as placas fotovoltaicas, ou pela introdução de tecnologias apropriadas e simples, mas que pressupõem mudanças de paradigma como é o caso dos sanitários compostáveis e das coberturas vivas.

Materiais e sistemas construtivos

Os materiais e as técnicas a serem utilizados nos hotéis de selva serão quase tão variados quanto os ecossistemas e climas em que os estabelecimentos estiverem inseridos. Evidentemente, deve ser dada a mais absoluta prioridade aos materiais naturais e àqueles industrializados com garantia de terem sido elaborados com processos o mais ambientalmente amigáveis possível. O ideal é que o responsável pelo projeto arquitetônico proceda a uma investigação cuidadosa e sem preconceitos a respeito de:

  • materiais e técnicas tradicionalmente utilizados naquela região, que podem ser usados da forma tradicional ou aprimorados com apropriações e adaptações convenientes e de bom senso;
  • matérias-primas locais que podem ser utilizadas na região em um contexto de planejamento regional, como a utilização e reposição cuidadosa de bambu ou de madeiras locais para a construção;
  • técnicas construtivas sustentáveis de desenvolvimento recente ou que estejam sendo mais divulgadas só recentemente: é o caso dos tijolos de solo-cimento, das construções com fardos de palha, das coberturas vivas, do superadobe, entre outras. ▌Esse último item enfatiza o compromisso do empreendimento ecoturístico não só com a manutenção dos ecossistemas locais, mas também com as populações nativas, que hoje estão bastante seduzidas e hipnotizadas pelo modelo insustentável que se alastra pelo planeta.

O empreendimento deve se propor a servir de modelo de como se inserir de forma harmônica no ambiente, permanecendo lá por várias gerações, utilizando técnicas que algumas dessas populações já conhecem e outras das quais nunca ouviram falar. Mesmo assim, os materiais e as técnicas a serem utilizados, se não forem conhecidos pela população local, devem ser facilmente apropriáveis, de forma que sua mão-de-obra possa ser aproveitada e capacitada quando da construção do hotel de selva.

É sempre interessante proceder uma prévia “análise do berço ao túmulo” dos possíveis materiais. Trata-se da pesquisa do ciclo completo de vida de cada material utilizado, com toda sua implicação em termos de energia consumida, consequências ambientais e resíduos produzidos, desde a extração de sua matéria-prima, refino, processamento, manufatura e tratamento até seu transporte, uso e eventual reutilização ou deposição final.

Algumas possíveis técnicas construtivas

  • Adobe (alvenaria portante)
  • Tijolos portantes
  • Taipa de mão (cob)
  • Taipa de pilão
  • Tijolos de solo-cimento
  • Paredes monolíticas de solo-cimento
  • Estruturas de madeira ou bambu (com fechamento que pode ser com madeira, bambu, fibras vegetais, adobe ou tijolo)
  • Taipa de sopapo ou pau-a-pique
  • Taipa em painéis modulados pré-fabricados
  • Superadobe
  • Fardos de palha

Coberturas

A escolha dos materiais para as coberturas dos hotéis de selva deve partir dos mesmos critérios dos outros materiais. Em geral, esse item costuma ser um gargalo. Para evitar o inconveniente de insetos e poeira, típicos das coberturas de palha, diversos forros podem ser usados, como esteiras de palha, bambu, com tela contra inseto entre elas e a palha. Também podem ser usados forros de madeira e armações de bambu ou madeira com tecido. Além da palha, outros materiais podem ser usados, como o cavaco, para regiões com boa oferta de madeira, as coberturas vivas (telhados de grama), as abóbadas e cúpulas de tijolos cerâmicos, as telhas cerâmicas e as de bambu, estas pouco disseminadas.

Algumas possíveis tipologias de

coberturas

· Telhas de barro · Telhas feitas com materiais reciclados · Telhas de bambu · Telhados vivos · Palhas de diversas espécies · Capim santa-fé; · Cavacos ou tabilhas; · Tijolos cerâmicos (abóbadas e cúpulas)

Louças, metais e instalações

Neste item, dificilmente se escapa dos materiais industrializados, apesar de existir sempre a possibilidade de se utilizarem elementos artesanais em madeira ou bambu que podem fazer às vezes de pias, torneiras e canos.

TELHA DE BAMBÚ

IGREJA DE CAVACO RIO PRETO DA EVA – SEVERIANO PORTO

Uso de tradições locais

É importante dar o maior espaço possível para a manifestação criativa do artesanato local em um hotel de selva. Elementos ou técnicas artesanais devem ser aproveitados até como elementos construtivos, além de objetos de decoração, o que já costuma acontecer.

Esteiras de palhas e tramados de cestaria podem ser usados como divisórias internas, portas de armários, forros para telhados, revestimentos para paredes. Com cerâmica podem ser confeccionados apliques e luminárias, além de moringas, pratos, panelas, potes, saboneteiras e outros. Com madeira e bambu podem ser feitos corrimões, esquadrias, bancadas, armários e móveis. Com madeira entalhada podem ser feitos, além do que já foi citado, pequenos objetos e acabamentos diferenciados. Tecidos artesanais podem ser cortinas, colchas, revestimentos de paredes, portas e móveis, forros para telhados, divisórias e até uniforme de funcionários

Água limpa (abastecimento)

A água é um item fundamental para a sustentabilidade de qualquer edificação. Ela deve contar com uma fonte segura de abastecimento de Água potável ou, melhor ainda, com pelo menos duas fontes de água potável, de forma a não correr riscos de carência desse produto fundamental. As principais fontes de abastecimento podem ser:

  • rios e nascentes, de preferência a montante do hotel, a fim de que a água possa vir por gravidade;
  • águas subterrâneas, como poços e cacimbas;
  • água da chuva, que pode ser captada dos telhados e usada para qualquer finalidade, desde irrigação, descarga de vasos sanitários, até consumo humano. A água pluvial pode ser captada e estocada e pode ser usada para irrigação.

Como regra geral, o projeto do hotel de selva deve prever a plantação de árvores de forma intensa, a fim de facilitar a recarga do lençol freático para a manutenção da quantidade e qualidade da água das nascentes e dos poços. Deve-se tratar e reutilizar toda a água consumida pelo hotel de selva em todas as suas atividades.

SISTEMA FLUTUANTE DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA DE RIOS

 Painéis solares para aquecimento de água (capturam o calor do sol e o transferem para a água) são uma tecnologia

totalmente diferente e bem mais acessível que a fotovoltaica, sendo já bastante difundida pelo brasil;

 Turbinas eólicas são um sistema altamente eficiente e indicadas para locais varridos por ventos fortes; em geral, são mais viáveis

em sistemas mistos ou híbridos com o solar;

 Turbinas estacionárias que funcionam em baixa rotação com o fluxo constante de um curso d’água e que são sistemas

interessantes para locais que contam com um rio caudaloso, mas sem quedas significativas;

 Biomassa, em que se tira partido do calor e dos gases gerados a partir da decomposição de matéria orgânica para gerar calor

ou energia elétrica, como fazem as termelétricas.

Um bom planejamento deve prever um sistema auxiliar de geração de energia, para o caso de haver problemas com o sistema

principal. Assim, pode-se ter um sistema misto de energia solar e eólica e um gerador auxiliar a diesel ou gasolina, para ser

acionado só em caso de emergência

ETAPAS PROJETO

1. Estudo de viabilização

2. Estudo preliminar *

3. Estudo volumétrico *

4. Anteprojeto *

5. Projeto legal

6. Projeto executivo

(*) Etapas da disciplina.

IMPLANTAÇÃO GERAL 1

ESTUDO DA FORMA

COMPOSIÇÃO DA FORMA

HABITAÇÃO SIMPLES

 DIMENSÕES DO DORMITÓRIO: 3,00 m x 3,50 m CONTENDO

  • DUAS CAMAS DE SOLTEIRO DE 1,00 m x 2,00 m
  • DOIS CRIADOS

 BANHEIRO MEDINDO: 1,50 m x 2,50 m

 PÉ-DIREITO: 3,

 VARANDA EM “L” COM 1,50 DE LARGURA SENDO COM 5,00 m NA MAIOR EXTENSÃO E MAIS 3,50 NA MENOR.

 DISTÂNCIA ENTRE ACESSO E PASSARELA: 2,00m

CROQUIS PLANTA HABITAÇÃO BÁSICA CORTE DA HABITAÇÃO

Estudo Preliminar

Aqui inicia o processo criativo que consiste em transformar o Programa

de Necessidades para a Concepção do Projeto.

Inicialmente os primeiros esboços (croquis) podem não apresentar nenhuma relação clara com os objetivos a serem atingidos por serem rabiscos quase aleatórios, então, é necessário seguirmos um roteiro de procedimentos que nos conduzam a bons resultados. Estamos enganados ao pensar que a concepção do projeto tem início no Estudo Preliminar. Na verdade, ele inicia a partir do momento que começamos a pesquisar o tema e obviamente a imaginá-lo.

A adrenalina faz parte do chamado processo criativo.

 Estudos setoriais- croquis

O objetivo aqui é o de possibilitar o entendimento espacial do PNA, não só em duas dimensões, mas, possível/desejável, em 3D. Este tópico refere-se ao estudo da(s) forma(s) adequada(s) e de suas dimensões, possíveis ou consagradas a cada uma das funções ou grupo de funções.

Deve-se fazer uso intensivo de croquis setoriais em planta, corte e perspectivas.

Trata-se de elaborar esquemas de funcionamento e inter-relacionamento lógico das partes do PNA, por exemplo: o setor de administração; o setor de serviços; o setor de cozinha etc. Em casos de elementos repetidos: o módulo do quarto de hotel, a sala de aula, a sala do edifício de escritórios, bem como as possibilidades de associação dos módulos. Nos casos singulares, a oficina, o laboratório, a sala de estudo em grupo etc. Nesta fase, poderá ser necessário definir a configuração de setores do projeto em termos de tipologias usuais ou desejadas, como seria o caso de um auditório, impondo grandes vãos. O mesmo vale para casos de repetições de um prédio modulado.