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Relatorio de Física Experimental Basica : Mecanica
Tipologia: Exercícios
Compartilhado em 10/11/2021
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Introdução:
Um objeto quando está sob a ação de uma força de compressão ou tração, ele tende a
deformar, porém essa deformação tem um limite para que não seja permanente. Se, ao
cessar a atuação da força, o objeto recuperar sua forma original, dizemos que se trata de
uma deformação elástica. Dentro do limite elástico, há uma relação linear entre a força
aplicada e a deformação, linearidade esta que expressa uma relação geral conhecida
como Lei de Hooke.
Um exemplo de aplicação da lei de Hooke é o sistema massa mola,
De acordo com a lei de Hooke, quando uma força é aplicada sobre uma mola, ela é
capaz de deformar a mola, consequentemente, a mola produz uma força contrária à
força externa, chamada de força elástica. Essa força torna-se maior de acordo com a
deformação da mola.
A força elástica é dada pela seguinte equação: F = - kx = mg
Onde k é a constante elástica que mede a rigidez da mola, isto é, a força necessária para
deformar a mola e x é a variação de comprimento sofrida pela mola (deformação) e o
sinal negativo é o sentido da força elástica.
É possível fazer uma associação de molas de diferentes formas, e isso implica em um
novo valor para a constante elástica e esse depende de como essa associação foi feita.
Procedimentos:
O experimento consiste em aplicar várias forças conhecidas a uma mola ou combinação
de molas na posição vertical e medir os alongamentos produzidos
Inicialmente penduramos uma mola simples no seu respectivo suporte, penduramos o
suporte para objetos na extremidade livre e com o uso da régua medimos o ponto de
alongamento zero, desconsiderando o peso do suporte para objetos. Em seguida,
adicionamos um a um os objetos de massa conhecida e medimos o alongamento
correspondente da mola em relação ao ponto de referência (ponto zero) e registramos
esses dados em uma tabela.
Repetimos os procedimentos anteriores para um sistema de molas em paralelo,
adicionando um a um os objetos e medindo o alongamento da mola, depois registramos
os dados em uma tabela.
Por fim, repetimos novamente o mesmo processo para o sistema de molas em série,
adicionando os objetos, medindo o alongamento e finalmente criando a tabela com os
dados obtidos.
Resultados:
As tabelas obtidas no experimento foram:
Mola simples
N° de objetos
pendurados
Alongamento produzido
(±0.05)× 10
m 0 1 2 3 4 5 6 7
Molas em serie Mola em paralelo
N° de objetos
pendurados
Alongamento produzido
(±0.05) × 10
m 0 1 2 3 4 5 6 7
E para auxiliar nos cálculos usaremos a constante da aceleração e o valor da massa dos
objetos:
g =(9.78 ± 0.05)
m/s
2
m =( 6.00 ± 0.01) × 10
− 2
kg.
Para encontrar a força aplicada no sistema de molas, faremos o seguinte,
Força F n
n
=nmg
Onde n é o número de objetos pendurados.
Usando como base as equações abaixo, vamos encontrar os valores das forças
aplicadas em cada um dos testes com os objetos pendurados e em seguida vamos
montar uma tabela com a força e o alongamento produzido
F = nmg
n
n
∂ m
2
( ∆ m )
2
n
∂ g
2
( ∆ g )
2
n
√
( ng )
2
( ∆ m )
2
+( nm )
2
( ∆ g )
2
Nenhum objeto pendurado
F = nmg = 0 ∗0,06∗9,78= 0
n
n
∂ m
2
( ∆ m )
2
n
∂ g
2
( ∆ g )
2
n
√
( ng )
2
( ∆ m )
2
+( nm )
2
( ∆ g )
2
N° de objetos
pendurados
Alongamento produzido
(±0.05) × 10
m 0 1 2 3 4 5 6 7
n
n
∂ m
2
( ∆ m )
2
n
∂ g
2
( ∆ g )
2
n
=√( ng )
2
( ∆ m )
2
+( nm )
2
( ∆ g )
2
√
2
2
2
2
4
5 objetos pendurados
F = nmg = 5 ∗0,06∗9,78=2.93 4
n
n
∂ m
2
( ∆ m )
2
n
∂ g
2
( ∆ g )
2
n
=√( ng )
2
( ∆ m )
2
+( nm )
2
( ∆ g )
2
√
2
2
2
2
5
6 objetos pendurados
F = nmg = 6 ∗0,06∗9,78=3.520 8
n
n
∂ m
2
( ∆ m )
2
n
∂ g
2
( ∆ g )
2
n
√
( ng )
2
( ∆ m )
2
+( nm )
2
( ∆ g )
2
√
2
2
2
2
6
7 objetos pendurados
F = nmg = 7 ∗0,06∗9,78=4.107 6
n
n
∂ m
2
( ∆ m )
2
n
∂ g
2
( ∆ g )
2
n
=√( ng )
2
( ∆ m )
2
+( nm )
2
( ∆ g )
2
√
2
2
2
2
7
Após obter os dados da força, podemos finalmente montar as 3 tabelas da força e do
alongamento em cada sistema e assim plotar seus respectivos gráficos
Para o sistema de mola simples, temos:
Mola simples
0
1
2
3
4
5
6
7
Fazendo o gráfico de F (N) em função do alongamento produzido temos o seguinte
gráfico:
Sendo a função do gráfico y = A*x + B
Sendo a função do gráfico y = A*x + B
B (y-intercept) = 0,0205244649385095 +/- 0,
A (slope) = 49,8217588989033 +/- 0,
Comparando a equação física do gráfico y = A*x + B com
F = k
p
x
y = F
A = k
p
x = x
Porem diferente do sistema de molas simples, k p
representa o valor da constante elástica
das duas molas em paralelo, podemos então usar o valor obtido no experimento da mola
simples como k 1
e assim encontrar k 2
, da seguinte forma:
k
p
N/m
k
p
= k
1
2
49,8=23,8+ k
2
k
2
Por fim para o sistema de molas em série temos a seguinte tabela e o seguinte gráfico:
Molas em serie
Fazendo o gráfico de F (N) em função do alongamento produzido temos o seguinte
gráfico:
Sendo a função do gráfico y = A*x + B
Alongamento
produzido (±0.05)
m
0
1
2
3
4
5
6
7
necessária para fazer com que a mola sofra uma deformação é menor no sistema em
série.
Conclusão:
Com esse experimento encontramos os valores das constantes elásticas da mola simples
e da combinação de molas,
k
simples
=( 23,8 ± 0,4) N / m
k
paralelo
N/m
k
série
N/m
Além de entender um pouco melhor a relação entre os sistemas e as maiores diferenças
eles, como por exemplo o porquê o sistema em série parece ser mais macio que os
demais.