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Guias e Dicas
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Consulta de Enfermagem, Notas de estudo de Enfermagem

Emergência

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 26/07/2012

renata-moura-8
renata-moura-8 🇧🇷

4.7

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UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA
PRO REITORIA ACADÊMICA
CURSO DE GRADUAÇÂO EM ENFERMAGEM
LEILA PENHA E RENATA GONÇALVES DE OLIVEIRA MOURA
CONSULTA DE ENFERMAGEM
SÃO GONÇALO
2011
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UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA

PRO REITORIA ACADÊMICA

CURSO DE GRADUAÇÂO EM ENFERMAGEM

LEILA PENHA E RENATA GONÇALVES DE OLIVEIRA MOURA

CONSULTA DE ENFERMAGEM

SÃO GONÇALO

LEILA PENHA E RENATA GONÇALVES DE OLIVEIRA MOURA

CONSULTA DE ENFERMAGEM

Projeto apresentado a Disciplina de trabalho de Conclusão de Curso I do Curso de Enfermagem da Universidade Salgado de Oliveira-Universo, como parte obtenção do grau de aprovação.

Precptora: Elizabeth Martins

SÃO GONÇALO

estrias; ausculta pulmonar: presença de estertores grossos e finos na expiração e inspiração, respectivamente, no lobo inferior do pulmão DE, com presença de tosse, 24 MR/M; Mamas : simétricas, sem sensibilidade dolorosa à palpação, sem secreção mamilar, gânglios axilares não palpáveis; ausculta cardíaca: batimentos rítmicos; Abdômen: globoso simétrico, flácido, com presença de pelos, cólons palpáveis com sons timpânico, bexiga não palpável; MMSS: atividade e coordenação motora diminuídas, pele desidratada, com turgor diminuído, paralisia parcial dos dedos da mão DE, boa perfusão periférica, unhas grossas, secas e compridas, com sensibilidade dolorosa moderada à palpação, pulso radial DE forte, rítmico e simétrico com 68 P/M, pulso braquial forte, rítmico e simétrico com 68 P/M, PA braquial 120x60mmHg, temperatura axilar 36,4ºC; MMII: atividade e coordenação motora ausentes, turgor da pele diminuído, sem forca muscular, pele desidratada, unhas secas, grossos e compridas, boa perfusão periférica, pulso femoral rítmico e assimétrico com 62P/M, pulso poplíteo rítmico e assimétrico com 62 P/M, pulso pedioso rítmico e assimétrico com 62 P/M, PA poplítea 140x100 mmHg.

Observações: estertores - são ruídos audíveis na inspiração ou na expiração, superando-se aos sons respiratórios normais; podem ser finos ou grossos:

Estertores finos: ocorrem no final da inspiração, tem alta freqüência, isto e, são agudos e duração curta. Não se modificam com a tosse, podem ser comparados aos ruídos produzidos pelo atrito de um punhado de cabelos junto ao ouvido. São principalmente nas áreas pulmonares influenciadas pela gravidade.

Estertores grossos: freqüência menor e maior duração que os finos, sofrem nítida alteração com a tosse e podem ser ouvidos em todas as regiões do tórax, são audíveis no inicio da inspiração e durante toda a expiração.

3. Medicação em uso

DIAZEPAM Apresentação: comprimido 5 mg, comprimido 10 mg e injetável 10 mg/2ml. É um tranqüilizante; ansiolítico; [benzodiazepina]. Indicações: ansiedade; crise convulsiva; estado epiléptico; sedação antes de exames ou procedimentos médicos. MODO DE USAR: Uso Oral: tomar o produto durante as refeições.

  • Adultos 5 a 20 mg por dia. Importante: não usar mais de 10 mg por dose. O tratamento não deve ser mantido por mais de 6 meses. Idosos devem receber apenas metade da dose de adultos.

Uso Injetável: via intramuscular (no braço) ou intravenosa (lenta: de 0,5 a 1 ml por minuto).

  • só utilizar a administração intramuscular quando a via intravenosa não for possível.
  • após receber o produto injetável, o paciente deve permanecer deitado por pelo menos 3 horas, para prevenir quaisquer riscos que possam surgir.
  • atenção: administrar a solução injetável separadamente de outros produtos injetáveis, pois ela é incompatível com as soluções aquosas de outros medicamentos.
  • Adultos e Adolescentes: 2 mg a 20 mg por dia.

cuidados especiais Contra indicações: crianças com menos de 6 meses de idade (apresentação oral); crianças com menos de 30 dias (nenhuma apresentação: seja oral ou injetável); durante a gravidez; mulher amamentando. Condições que exigem avaliação (Riscos x Benefícios): apnéia do sono; choque; depressão mental severa; doença obstrutiva crônica pulmonar; doenças orgânicas cerebrais; glaucoma de ângulo fechado; grande mal epiléptico (o diazepam no início do tratamento ou quando da retirada brusca pode piorar as crises); hipercinesia; hipoalbunemia; história de abuso ou dependência de droga; idosos; insuficiência hepática; insuficiência renal; intoxicação por álcool; miastenia gravis; na síndrome de Lennox-Gastaut ou no pequeno mal epiléptico, o diazepam intravenoso pode precipitar estado epiléptico tônico; psicoses; sensibilidade a benzodiazepina. Reações adversas: alteração do desejo sexual; alucinação; ansiedade; boca seca; confusão mental; cor amarelada na pele ou nos olhos; distúrbio do sono; dor de cabeça; erupção na pele; excitação; fadiga; fala enrolada; fraqueza muscular; náusea; parada respiratória (após injeção intravenosa muito rápida); perda de memória; problema de acomodação visual; problema no fígado; problema urinário; queda de pressão ao se levantar ; sonolência ; tontura ; tremor; vertigem; visão borrada. Se ocorrer reação paradoxal (excitação, ansiedade, distúrbio do sono, alucinação), suspender o uso do produto. Interação medicamentosa: pode aumentar os efeitos depressores do sistema nervoso central com: álcool; outros medicamentos depressores do sistema nervoso central; pode ter sua ação diminuída por: carbamazepina; pode aumentar os riscos de depressão respiratória com: clozapina; pode ter seus efeitos de baixa de pressão sangüínea (hipotensão) aumentados por: outros medicamentos que causam hipotensão; pode diminuir a ação de: levodopa; pode aumentar os efeitos tóxicos de: zidovudina. Outras considerações importantes : não ingerir bebida alcoólica, não dirigir veículos, nem operar máquinas perigosas até ter certeza de que o produto não está afetando o estado de alerta ou a coordenação motora do

Reações adversas: alterações no sangue; aumento da glicose no sangue ou urina; aumento do ácido úrico no sangue ; contração muscular; cor amarelada na pele ou nos olhos; desconforto na barriga; diminuição do potássio no sangue ; dor de cabeça; erupção na pele ; falta de apetite ; formigamento; fraqueza ; gota; náusea ; pancreatite; queda de pressão ao se levantar; sensibilidade à luz; tontura ; urina freqüente ; urticária; vômito. Interação medicamentosa: pode ter sua ação aumentada por: furosemida; pode prejudicar a ação de: antidiabéticos orais; insulina; anticoagulantes cumarínicos ou derivados da indandiona; pode aumentar o risco de intoxicação de: digitálicos (por diminuição de potássio e magnésio); pode aumentar a toxicidade de: lítio; amantadina; pode aumentar a ação de: bloqueadores neuromusculares não despolarizantes; pode aumentar ou ter aumentada à ação diurética com: dopamida; pode aumentar os ricos de arritmias com: amiodorona (devido à queda de potássio); pode aumentar os riscos de queda de potássio no sangue com: outros medicamentos que causam hipopotassemia; pode aumentar os riscos de queda de pressão com: outros medicamentos que causam hipotensão; pode aumentar as taxas de glicose com: diazóxido. Outras considerações importantes: medir rotineiramente a pressão arterial, cuidado ao dirigir ou executar tarefas que exijam atenção, não ingerir bebida alcoólica, o medicamento pode causar perda de potássio, que se manifesta por boca seca; sede; fraqueza; vômitos; náusea; dor ou espasmo muscular (ingerir alimentos ricos em potássio: suco de frutas cítricas, batata, passa, nozes, tomate ou banana), evitar exercícios intensos sob calor forte, evitar sal, evitar mudar de posição abruptamente, para prevenir queda de pressão, o produto pode aumentar os níveis de açúcar do sangue de pacientes diabéticos, o produto pode aumentar os níveis de açúcar no sangue de pacientes diabéticos, exigindo acertos de doses de hipoclicemiantes, checar periodicamente: ácido úrico, glicose, uréia, creatinina, colesterol, triglicérides, eletrólicots (sódio, potássio, cloreto).

AAS Apresentação: comprimido 85mg; comprimido 100mg; comprimido 325mg; comprimido 500mg. AAS é um analgésico; antiinflamatório não esteróide; antitérmico; antiagregante plaquetário; [salicilato]. Indicações: dor; dor pós-cirúrgica (em odontologia); febre; inflamação; agregação plaquetária (inibidor da). Modo de ação: os antiinflamatórios não esteróides, de um modo geral, inibem a atividade da enzima ciclo-oxigenase (COX), levando a uma diminuição da síntese de prostaglandinas. Parte da ação antiinflamatória é justificada por essa diminuição das prostaglandinas nos tecidos inflamados; a ação analgésica também se deve em parte a essa diminuição da atividade das prostaglandinas e por uma ação central possivelmente hipotalâmica; a ação antitérmica por ação central no hipotâlamico de regulação do calor; a ação anti-

reumática por mecanismos antiinflamatórios e analgésicos (não há estimulação do eixo hipófise-supra-renal e nem ação corretora da huperuricemia); a ação antiagregante plaquetária pela inibição da enzima (prostaglandina ciclo oxigenase) nas plaquetas impedindo assim a formação do tromboxane A (agente agregante). A ação antiagregante plquetária é irreversível, persistindo pelo tempo de vida das plaquetas expostas. Modo de usar: Uso Oral: com alimento, para diminuir a irritação do estômago.• tomar a medicação com água; não deitar nos 30 minutos após a tomada (para diminuir o risco de irritação gastrintestinal). Adultos : Analgésico, antitérmico: 325 a 650 mg, cada 4 ou 6 horas, enquanto necessário. Anti-reumático: 3,5 a 5,5 g por dia, em doses divididas. Antiagregante plaquetário: 80 a 325 mg por dia (dose não está bem definida). Idosos: são mais propensos à toxicidade pelo produto. Usar doses menores. Crianças: Analgésico, antitérmico: 10 a 15 mg por kg de peso corporal por dose a cada 4 a 6 horas, enquanto necessário. Anti-reumático: 80 a 100 mg por kg de peso corporal por dia em doses divididas. Cuidados especiais Risco na gravidez: os antiinflamatórios não esteróides não são recomendados na segunda metade da gravidez pela possibilidade de defeitos circulatórios no feto e aumento do tempo de gestação. Amamentação: excretado no leite, problemas não documentados. Contra indicações: criança e adolescente com febre de origem virótica (especialmente gripe e varicela); diminuição das plaquetas no sangue (risco de sangramento); durante gravidez; hemofilia (risco de hemorragia); história de alergia grave ao produto ou a outro antiinflamatório não esteróide; pólipos nasais associados com asma e exacerbados pelo produto; úlcera sangrando ou hemorragia (pode agravar). Condições que exigem avaliação (Riscos x Benefícios): anemia (pode agravar por sangramento); asma (risco de estreitamento dos bronquíolos); comprometimento da função cardíaca ou hipertensão (altas doses podem precipitar insuficiência cardíaca congestiva ou renal); diminuição da função renal (risco de efeitos adversos); diminuição da função fígado; diminuição da protrombina ou deficiência de vitamina K (aumenta risco de hemorragia); gota (pode aumentar ácido úrico); história de sensibilidade a antiinflamatório não esteróide; tireotoxicose (pode agravar em altas doses); úlcera péptica ou gastrite erosiva (risco de sangramento). Reações adversas: alterações no sangue; erupção na pele; estreitamento dos brônquios; irritação gastrintestinal (dor no estômago, má digestão, azia, náusea ou vômito); problema renal; rinite; sangramento gengival; síndrome de Reye (doença grave no fígado e cérebro); urticária. Interação medicamentosa: pode ter sua ação diminuída por: alcalinizante urinário (inibidor da anidrase carbônica, citratos, bicarbonato de sódio); antiácido; carvão ativado; corticosteróide, pode aumentar o risco de

Pode ser secundário à oclusão de alguma artéria (isquêmico, por exemplo a embolia cerebral) ou a um sangramento (hemorrágico]], como por exemplo o aneurisma cerebral). A designação mais aceita, atualmente, é AVE ( acidente vascular encefálico ). O processo de reabilitação pode ser mais ou menos longo, dependendo das características do próprio AVC, da região afectada e do apoio que o doente tiver. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um evento agudo envolvendo os vasos sanguíneos que irrigam o território cerebral. Ocorre quando um trombo sanguíneo se sobrepõe a uma placa aterosclerótica provocando oclusão numa artéria (AVC trombótico), ou quando existe ruptura de uma artéria (AVC hemorrágico) impedindo assim o fluxo sanguíneo nessa área do cérebro. As células nervosas, quando privadas de oxigénio, morrem em poucos minutos. Assim, um AVC traduz um dano súbito e permanente no tecido cerebral irrigado pelos vasos sanguíneos afectados. As consequências do AVC variam, mas são frequentemente devastadoras para os doentes e as suas famílias, podendo afectar inúmeros aspectos da vida quotidiana, como a motricidade, o discurso, as emoções ou a memória. O prognóstico depende do tipo de AVC, da área cerebral afectada, e da extensão das lesões. Em termos epidemiológicos, ocorrem cerca de 1,6 milhões de AVC's por ano nos EUA, Europa e Japão, sendo esta uma doença devastadora, onde cerca de 50% dos indivíduos afectados morre ao fim de seis meses, 10% necessita de cuidados continuados a longo prazo e mais de 40% virá a sofrer de AVC recorrente nos cinco anos seguintes. O Acidente Vascular Cerebral é a 3ª causa de morte logo atrás das doenças cardiovasculares e do cancro, constituindo a principal causa de incapacidade. O AVC é responsável por mais de 5 milhões de mortes por ano em todo o mundo. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é, assim, responsável por um enorme impacto a nível individual, social e económico. As atuais estratégias desenvolvidas para uma melhor abordagem deste problema englobam:

 Tratamento do AVC na fase aguda;  Prevenção primária do AVC;  Prevenção secundária do AVC.

O tratamento desta patologia envolvendo Unidades especializadas de Tratamento de AVC, desde a terapêutica da fase aguda até ao acompanhamento de reabilitação em ambulatório, demonstrou benefícios claros como:

 17% de redução da mortalidade ao 1.º ano;  25% de redução da mortalidade e dependência de outros;  Os benefícios são extensíveis a ambos os sexos, e a todos os grupos etários, independentemente da gravidade do AVC.

Por outro lado, verifica-se que os benefícios são de longo prazo: os doentes tratados nestas unidades têm maiores probabilidades de sobrevida, de independência nas actividades da vida diária e de viverem nas suas próprias casas cinco anos após a ocorrência do AVC, verificando-se ainda uma relação custo/benefício muito favorável.

5. Diagnóstico de enfermagem:

 Risco para lesão devido à deficiência neurológica;  Mobilidade física prejudicada devida às deficiências motoras;  Processos mentais alterados devido à lesão cerebral;  Comunicação verbal prejudicada devido à lesão cerebral;  Deficiência de auto cuidado (tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro);  Nutrição alterada: menor do que as exigências corporais relacionado ao distúrbio da auto alimentação, mastigação e deglutição;  Diurese alterada devido à deficiência motora sensitiva;  Processo familiar alterado devido à doença catastrófica, seqüelas cognitivas comportamentais do AVC e por apresentar-se como um problema para a família.

6. Intervenções de enfermagem:

 Manter em repouso no leito durante a fase aguda (48 a 72 horas), com cabeceira elevada e grandes laterais levantadas;  Administrar oxigênio CPM;  Avaliar a seqüência e o estado respiratório e sinais vitais, mantendo vigilância freqüente;  Diminuir confusão e agitação;  Evitar compressão excessiva sobre a saliência do pé após o desenvolvimento da hipertonia;  Manter extremidades em posição funcional aplicando mobilizações e ataduras de acordo com a necessidade, coxim desde a crista ilíaca até a parte media da coxa; travesseiro na axila no lado afetado, a mão em leve supinação, com dedos fletidos;  Colocar o paciente de bruços de 15 a 30 minutos diariamente;  Exercitar as extremidades de forma passiva de 4 a 5 vezes ao dia;  Preparar para deambulação cuidadosamente: sentar na cama pendurando os pés tão logo consiga o equilíbrio em pé;  Ajustar o paciente ao meio usando retratos da família, relógios e calendários;

 Falar lentamente utilizando sugestões e questões visuais repetindo se for necessário, fornecendo tempo para as respostas e minimizar distrações;

Bibliografias

Dicionário de Administração de Medicamentos na Enfermagem. 3ª edição. Rio de Janeiro: EPUB, 2002.

SILVA, Penildon. Farmacologia. 6ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

SMELTZER, Suzanne C.; BARE, Brenda G. BRUNNER E SUDDARTH: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 9ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.