Baixe Contabilidade Avançada: Investimentos, Fusões e Cisões - Exercícios e Questões e outras Notas de estudo em PDF para Contabilidade avançada, somente na Docsity!
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
6º PERÍODO
Profª. Núbia Rodrigues
UBERLÂNDIA
1º SEMESTRE - 2012
UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
PROFESSOR (A): Núbia Aparecida Rodrigues
CURSO: Ciências Contábeis DISCIPLINA: Contabilidade Avançada CARGA HORÁRIA: 80 horas / aula
PERÍODO: 6º Período ANO/SEMESTRE:^ 2012 / 1
Relatório da administração. Notas explicativas. Publicação e republicação de demonstrações contábeis. Consolidação das demonstrações contábeis. Conversão das demonstrações contábeis para moeda estrangeira e vice-versa. Incorporação, fusão, cisão, liquidação e extinção de sociedades. Demonstração do fluxo de caixa. Demonstração do Valor Adicionado. Balanço Social. Capital intelectual. Normas contábeis internacionais.
Objetivo Geral: A disciplina tem como proposta aprofundar e integrar o conteúdo discutido nas disciplinas de Contabilidade Geral.
Objetivos Específicos:
- Discutir as principais formas de divulgação, apresentação e evidenciação da informação contábil de empresas e grupos de empresas;
- Estudar os procedimentos de reorganização societária;
- Apresentar as Demonstrações do Fluxo de Caixa, do Valor Adicionado e o Balanço Social;
- Introduzir os aspectos gerais acerca das normas internacionais de Contabilidade.
1. AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS
1.1. Valor Justo 1.2. Custo de Aquisição 1.3. Método de Equivalência Patrimonial
PLANO DE CURSO
EMENTA DA DISCIPLINA
OBJETIVOS DA DISCIPLINA
PROGRAMA
O processo de avaliação está baseado no Regimento Interno da IES, contemplando a aplicação de 3 (três) provas avaliadas em 75 pontos ao todo, 1 (um) simulado avaliado em 10 pontos e trabalhos diversos avaliados em 15 pontos conforme cronograma abaixo, sendo necessário obter um aproveitamento de NO MINÍMO 60% e freqüência MÍNIMA de 75% , para aprovação na disciplina.
CRONOGRAMA DE AVALIAÇÃO
A. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO FORMA PONTUAÇÃO DATA VISTA
A.1. PROVAS [N1]
1. Prova Escrita [P1] Individual s/ consulta 15 pts 22/ 2. Simulado ENADE 10 pts 3. Prova Escrita [A2] Individual s/ consulta 30 pts 10/ 4. Prova Escrita [A3] Individual s/ consulta 30 pts 28/ TOTAL [N1] 85 PONTOS A.2. TRABALHOS DIVERSOS [N2] ENTREGA 1. Questões 02 e 05 da Apostila Em grupo – Extra-Sala 5 pts 06/03 20/ 2. Questões 03 e 09 da Apostila Em grupo – Extra-Sala 5 pts 08/03 20/ 3. Questões 12 e 15 da Apostila Em grupo – Extra-Sala 5 pts 15/03 20/ TOTAL [N2] 15 PONTOS B. APROVEITAMENTO P/ APROVAÇÃO (^) [NF] = [N1] + [N2] ≥ 60 PONTOS FREQUÊNCIA ≥ 75% Total de aulas (Carga Horária) Limite Permitido de Faltas Nº. Faltas Aceitas 80 aulas 25% 20 faltas
Observações:
1. O prazo de tolerância para o início da prova deve ser de no máximo 15 minutos do início da aula. Após este período o aluno não poderá realizar a avaliação. 2. No caso de falta em dia de prova o aluno faltoso deverá estar atento ao calendário acadêmico e aos avisos da coordenação e secretaria acadêmica em relação à data de aplicação de prova substitutiva, suplementar ou exame especial.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
IUDÍCIBUS, Sérgio de et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades (de acordo com as normas internacionais e CPC). São Paulo: Atlas, 2010. NEVES, Silveiro das, VICECONTI, Paulo E. V. Contabilidade Avançada: análise e demonstrações financeiras. 14.ed. São Paulo: Frase editora, 2005. PEREZ JUNIOR, José Hernandez; OLIVEIRA, Luís Martins. Contabilidade Avançada. 5ª Edição. São Paulo: Atlas,
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR :
TINOCO, João Eduardo Prudêncio. Balanço Social: uma abordagem da transparência e da responsabilidade pública das organizações. São Paulo: Atlas, 2006.
AVALIAÇÃO
BIBLIOGRAFIA
AULA DATA OBJETIVO CONTEÚDO (ATIVIDADE PROGRAMADA) MÉTODO 1 – 2 07 fev Discutir o planejamento do semestre. ApresentaçãoCurso^ e^ Discussão^ do^ Plano^ de Aula Expositiva –Dialogada
3 – 4 09 fev
Revisar conceitos; Estabelecer conexões entre os conceitos revisados com a disciplina de contabilidade avançada.
Revisão de conceitos – Demonstrações Contábeis – Trabalho prático: Caso: Klabin S.A
Aula Expositiva – Dialogada e Prática
5 – 6 14 fev
Revisar conceitos; Estabelecer conexões entre os conceitos revisados com a disciplina de contabilidade avançada.
Revisão de conceitos – Demonstrações Contábeis – Trabalho prático: Caso: Klabin S.A
Aula Expositiva – Dialogada e Prática
7 – 8 16 fev
Apresentar e discutir conceitos introdutórios sobre os métodos de avaliação de investimentos.
Avaliação de Investimentos – Conceitos Introdutórios – Apresentação de Casos Práticos (3 Questões sobre MEP)
Aula Expositiva – Dialogada e Prática 9 – 10 28 fev Analisar os investimentos que devemser avaliados pelo seu Valor Justo. AvaliaçãoQuestão 01, 11, 04^ de^ Investimentos –^ Valor^ justo;
Aula Expositiva – Dialogada e Prática
11 – 12 01 mar Analisar os investimentos que devemser avaliados pelo Método de Custo. AvaliaçãoCusto; Questão 07^ de^ Investimentos^ –^ Valor^ de
Aula Expositiva – Dialogada e Prática
13 – 14 06 mar
Analisar os investimentos que devem ser avaliados pelo MEP.
Avaliação de Investimentos – MEP; Questão 13
Aula Expositiva – Dialogada e Prática Partilhar o conhecimento e desenvolver a capacidade de trabalho em equipe.
Trabalho: Questões 02 e 0 5 - Extra-Sala – Grupo (5 componentes) – Entrega 20/03 – Valor 5 pts
Desenvolvimento de Trabalho em Equipe
15 – 16 08 mar
Contabilizar os investimentos nas Participações Societárias; Calcular e contabilizar o ajuste do MEP.
Avaliação de Investimentos – Ajuste do MEP; Questão 14
Aula Expositiva – Dialogada e Prática Partilhar o conhecimento e desenvolver a capacidade de trabalho em equipe.
Trabalho: Questões 0 3 e 0 9 - Extra-Sala – Grupo (5 componentes) – Entrega 20/03 – Valor 5 pts
Desenvolvimento de Trabalho em Equipe
17 – 18 13 mar
Calcular e contabilizar a distribuição de dividendos nos grupos empresariais;
Avaliação de Investimentos – Reconhecimento de Dividendos; Questão 08
Aula Expositiva – Dialogada e Prática
19 – 20 15 mar
Analisar o surgimento da Mais ou Menos-Valia e contabilizar seus efeitos.
Avaliação de Investimentos – Mais ou Menos Valia; Questão 10
Aula Expositiva – Dialogada e Prática Partilhar o conhecimento e desenvolver a capacidade de trabalho em equipe.
Trabalho: Questões 12 e 15 - Extra-Sala – Grupo (5 componentes) – Entrega 20/03 – Valor 5 pts
Desenvolvimento de Trabalho em Equipe
21 – 22 20 mar Entender e calcular o RNR Avaliaçãonão realizados; Questão 16^ de^ Investimentos^ –^ Resultados
Aula Expositiva – Dialogada e Prática
23 – 24 22 mar
Avaliar o nível de aprendizado e retenção do conteúdo apresentado.
Prova Individual s/consulta
25 – 26 27 mar
Analisar a utilidade da Consolidação das Demonstrações; Discutir a obrigatoriedade;
Consolidação das Demonstrações Contábeis
Aula Expositiva – Dialogada
27 – 28 29 mar Analisar a utilidade da Consolidaçãodas Demonstrações; ConsolidaçãoContábeis; Questão 17^ das^ Demonstrações
Aula Expositiva – Dialogada e Prática
29 – 30 10 abr Analisar a utilidade da Consolidaçãodas Demonstrações; ConsolidaçãoContábeis; Questão 18^ das^ Demonstrações
Aula Expositiva – Dialogada e Prática
31 – 32 12 abr Analisar a utilidade da Consolidaçãodas Demonstrações; ConsolidaçãoContábeis; Questão 19^ das^ Demonstrações
Aula Expositiva – Dialogada e Prática
33 – 34 17 abr Analisar a utilidade da Consolidaçãodas Demonstrações; ConsolidaçãoContábeis; Questão 20^ das^ demonstrações
Aula Expositiva – Dialogada e Prática
35 – 36 19 abr Discutir as possibilidades acerca dareorganização de sociedades. ReorganizaçãoQuestões; 25 e 26^ Societária^ –^ Fusão;
Aula Expositiva – Dialogada e Prática 37 – 38 24 abr Discutir as possibilidades acerca da Reorganização Societária – Incorporação; Aula Expositiva –
PLANEJAMENTO: CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada
1. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS
A Lei 6.404/76 prevê no seu art. 2º, § 3º que uma empresa (companhia ou
sociedade anônima) pode ter como objeto social “ participar de outras sociedades; ainda que
não prevista no estatuto, a participação é facultada como meio de realizar o objeto social, ou
beneficiar-se de incentivos fiscais” , assim, uma empresa de qualquer ramo comercial pode,
também, investir em outras sociedades (comprar ações de outras empresas) a fim de
alcançar seu objetivo, ou seja, obter e maximizar o seu lucro.
Quando uma empresa compra ações de outras companhias ela registra esse
fato em sua contabilidade no Ativo , representando um direito de participação no capital e
nos lucros gerados pela empresa que vendeu as ações. Como qualquer ativo pertencente à
companhia, as Ações também obedecem alguns critérios de registro e atualização do seu
valor pela contabilidade.
Dessa forma a Avaliação de Investimentos corresponde à forma (método e
valores) com que estas Participações Societárias (compra de ações de outras) serão
registradas na contabilidade da sociedade adquirente.
As Participações Societárias são aplicações de recursos em investimentos por
uma sociedade (denominada investidora) na aquisição de ações ou quotas de capital de
outra sociedade (denominada investida).
A classificação contábil dessas participações no ativo da investidora depende,
em primeiro lugar, a finalidade para a qual essas ações foram adquiridas: com a intenção
exclusiva de revenda ou de continuidade.
Assim, participações societárias adquiridas com a intenção de revenda são
classificadas no Ativo Circulante ou Ativo Não Circulante – Realizável a longo prazo , de
acordo com a expectativa de realização.
Já as participações societárias adquiridas com a finalidade de serem mantidas,
ou seja, em caráter de continuidade, são classificadas no Ativo Não Circulante –
Investimentos.
Quanto ao método de avaliação de investimentos adotados no reconhecimento
de tais participações a Lei 6.404/76 diz que:
Art. 183 - No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: I - as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo: a) pelo seu valor justo , quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; III – os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, exceto o disposto no art. 248 a 250, devem ser avaliados pelo seu custo de aquisição deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; Art. 248 – No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial (...).
Assim, as participações societárias adquiridas com a intenção de revenda e
classificadas no Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo devem ser avaliadas pelo
valor justo. Já aquelas participações permanentes classificadas no sub-grupo investimentos
do ativo deverão ser avaliadas pelo custo de aquisição ou método de equivalência
patrimonial.
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada
1.1. Valor Justo
Os investimentos avaliados a valor justo tem seu valor ajustado de acordo com a
o seu valor de mercado no momento da avaliação. De acordo com Almeida (2010) este
método se aplica às:
a) Aplicações financeiras mantidas para negociação (classificadas no Ativo
Circulante) – são de fácil liquidez e o objetivo da companhia é obter
benefícios de curto prazo.
b) Aplicações financeiras disponíveis para venda (classificadas no Realizável
a Longo Prazo) – o restante das aplicações financeiras em renda variável não
alocadas no item anterior.
As aplicações financeiras mantidas para negociação são contabilizadas pelo
valor de custo e ajustadas ao seu valor justo. Os dividendos (e JSCP) e o ajuste a valor
justo são computados no resultado do exercício (ALMEIDA, 2010).
Sobre as disponíveis para venda o autor diz que elas também são registradas
pelo custo e ajustadas a valor justo e os dividendos (e JSCP) são reconhecidos no resultado
do exercício, porém o ajuste a valor justo é registrado diretamente no patrimônio líquido, em
conta própria chamada de Ajuste de Avaliação Patrimonial (AAP). Os valores registrados na
conta AAP são transferidos para o resultado do exercício quando da alienação das
correspondentes participações societárias para terceiros.
Nos casos em que o valor justo de um investimento não puder ser determinado,
o mesmo permanecerá registrado pelo seu custo de aquisição (ALMEIDA, 2010).
Exemplo [ALMEIDA, 2010, adaptado]: A Cia Alfa adquiriu ações da Cia Beta e
pagou $ 2.000. No final do período a Cia Alfa recebeu $ 100 de dividendos e o valor de
mercado das ações na data do balanço era de $ 2.140. Demonstre os lançamentos
contábeis decorrente da aquisição, do recebimento de dividendos e do ajuste a valor de
mercado. Considere os dois casos: ativo mantido para negociação e disponível para
revenda.
1º Caso - Ativo mantido para negociação:
Na Cia Alfa
Contabilização da aquisição das ações DÉBITO CRÉDITO ATIVO CIRCULANTE (BP) Ativos Financeiros.................................................... 2. ATIVO CIRCULANTE (BP) Disponível................................................................. 2.
Na Cia Alfa
Pelo recebimento dos dividendos DÉBITO CRÉDITO ATIVO CIRCULANTE (BP) Disponível................................................................. 100 RECEITA FINANCEIRA (DRE) Receita de dividendos............................................. 100
Na Cia Alfa
Pelo recebimento dos dividendos DÉBITO CRÉDITO ATIVO CIRCULANTE (BP) Ativos Financeiros.................................................... 140 OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS (DRE) Receita de valorização de ações............................. 140
2º Caso - Ativo disponível para venda:
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Na Cia Alfa
Pelo recebimento dos dividendos DÉBITO CRÉDITO ATIVO CIRCULANTE (BP) Disponível................................................................. 100 OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS (DRE) Receita de dividendos............................................. 100
Observe que o valor do investimento (Ações da Cia Beta) registrado na Cia Alfa
não sofreria nenhuma alteração em decorrência da variação do valor de mercado
(valorização de $ 140).
1.3. MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL - MEP
No Método de Equivalência Patrimonial as participações societárias, têm seu
valor histórico ajustado, na sociedade investidora, de modo a refletir os lucros ou prejuízos
apurados pela sociedade investida, ou seja, os resultados e quaisquer variações
patrimoniais de uma sociedade investida devem ser reconhecidos (contabilizados) pela
investidora no momento de sua geração, independente de serem ou não distribuídos.
Dessa forma o método de equivalência patrimonial acompanha o fato
econômico, que é a geração dos resultados e não a formalidade da distribuição de
dividendos.
Esse método concentra as maiores complexidade e dificuldade de aplicação
prática, mas apresenta resultados significativamente mais adequados, trazendo reflexos
relevantes nas demonstrações financeiras de muitas empresas, com repercussões positivas,
particularmente no mercado de capitais.
1.3.1. Aplicação e Obrigatoriedade do MEP
Os investimentos que devem ser avaliados MEP são somente aqueles previstos
no art. 248 da Lei 6.404/76, ou seja, coligadas , controladas e sociedades que façam
parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum.
Controladas , de acordo com o art. 243 § 2º da Lei 6.404/76, são as sociedades
nas quais a investidora (empresa que compra ações de outra) detém, diretamente ou
indiretamente (através de outras controladas), direitos de sócio que lhe assegurem, de modo
permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos
administradores.
Essa preponderância de modo permanente nas deliberações sociais e o poder
de eleger a maioria dos administradores são chamados de controle. Almeida (2010, p. 42)
define o controle como a possibilidade de dirigir as políticas financeiras e operacionais
de uma empresa, a fim de obter os benefícios, assumindo os riscos, de suas atividades:
Dirigir – o poder de tomar decisões. Políticas Financeiras – políticas estratégicas que direcionam políticas de dividendos, aprovações de orçamentos, condições de crédito, emissão de dívida, gestão de caixa, dispêndios de capital e políticas de caixa. Políticas Operacionais – políticas estratégicas que direcionam atividades como vendas, marketing, produção, recursos humanos, aquisições e alienações de investimentos. Benefícios e riscos – conseqüências econômicas associadas às políticas financeiras e operacionais da empresa.
O controle é caracterizado quando a sociedade investidora (denominada
controladora) detiver, direta ou indiretamente, mais de 50% do capital votante da
sociedade investida (denominada controlada).
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada
O Percentual de Participação – PP de uma sociedade em outra é definido pela
divisão entre quantidade de ações com direito a voto da investida possuídas pela investidora
e o total do capital votante da investida :
PERCENTUAL Nº DE AÇÕES COM DIREITO DE A VOTO DA INVESTIDA PARTICIPAÇÃO = POSSUÍDAS PELA INVESTIDORA
- PP - TOTAL DO CAPITAL VOTANTE DA INVESTIDA
Se o Percentual de Participação – PP for maior que 50% a sociedade investida
será considerada uma controlada da investidora (ou controladora), pois esta possui a
maioria das ações da investida e, portanto, exerce o controle da mesma.
PERCENTUAL PARTICIPAÇÃO^ *DE 100^ > 50 %^ → CONTROLADA
- PP -
Já as sociedades coligadas são definidas no art. 243 da Lei 6.404/76 § 1º como
aquelas em que a investidora exerce influência significativa que, de acordo com a
Instrução CVM nº 247, de 1996, em seu art. 5º, parágrafo único, exemplifica as evidências
de influência na administração da coligada:
- participação nas suas deliberações sociais, inclusive com a existência de administradores comuns;
- poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores;
- volume relevante de transações, inclusive com o fornecimento de assistência técnica ou informações técnicas essenciais para as atividades da investidora;
- significativa dependência tecnológica e/ou econômico-financeira;
- recebimento permanente de informações contábeis detalhadas, bem como de planos de investimento; ou uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou humanos.
O art. 243 da Lei 6.404/76 diz ainda no seu parágrafo 5º que “é presumida a
influência significativa quando a investidora for titular de 20% (vinte por cento) ou mais do
capital votante da investida, sem controlá-la”, ou seja,
*20% ≤ 100 < 50% + 1 →COLIGADA
PERCENTUAL DE PARTICIPAÇÃO
- PP -
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada
Sociedades Composição do Capital Participação da Universitária Controladas/ Investidas ON PN TOTAL ON PN TOTAL Coligadas (?) Cia Beta 50.000 100.000 150.000 --- 100.000 100.000 - Cia Gama 400.000 800.000 1.200.000 400.000 --- 400.000 Controlada Cia Delta 600.000 1.200.000 1.800.000 200.000 180.000 380.000 Coligada Cia Epilson 1.000.000 2.000.000 3.000.000 510.000 --- 510.000 Controlada (ON – Ordinárias Nominativas) (PN – Preferenciais Nominativas)
a) A Cia Beta:
- não pode ser controlada e nem coligada porque a Cia Universitária não
participa do capital votante (ações do tipo ON) da Cia Beta e, também, não
existe informação se ocorre influência significativa na Cia Universitária na Cia
Beta.
b) A Cia Gama:
- é controlada porque a Cia Universitária detém 100% do capital votante
(ações do tipo ON) da Cia Gama, ou seja, a participação é superior aos 50%
exigidos para se enquadrar nessa situação, veja os cálculos:
P.P.(Percentual Participação) da Universitária no Capital Votante de Gama > 50%
[(Participação de Universitária em Gama / Capital Votante da Cia Gama)*100] > 50%
[ (400.000 / 400.000)*100 ] > 50%
c) A Cia Delta:
- não é controlada porque o capital votante que a Cia Universitária detém
não ultrapassa os 50% exigidos para que a sociedade se enquadre na
condição de coligada, veja:
P.P.(Percentual Participação) da Universitária no Capital Votante de Delta > 50%
[ (Participação de Universitária em Delta / Capital Votante da Cia Delta)*100 ] > 50%
[ (200.000 / 600.000)*100 ] > 50%
- é coligada porque a Cia Universitária detém 33% do capital votante da Cia
Beta, ou seja, a participação é maior do que os 20% exigidos para se enquadrar
nessa situação.
d) A Cia Epilson:
- é controlada porque a Cia Universitária detém 51% do capital votante
(ações do tipo ON) da Cia Epilson, ou seja, a participação é superior aos 50%
exigidos para se enquadrar nessa situação, veja os cálculos:
P.P.(Percentual Participação) da Universitária no Capital Votante de Epilson > 50%
[ (Participação de Universitária em Epilson / Capital Total de Epilson)*100 ] > 50%
[ (510.000 / 1.000.000)*100 ] > 50%
O art. 243 § 2º diz que o controle pode ser exercido diretamente ou
indiretamente através de outras controladas:
UNIPAC – Curso de Ciências C
a) Controle Direto:
50% do capital votan
com as Cias Gama e E
b) Controle Indireto:
através de outra cont
Partic A detém 5 1 A detém 20 B detém 54% Logo A també
Observe que “A”
Apesar de 51% de 54% rep
de “B” e se esse percentual
capital de “C” resultar num p
ser insuficiente para configu
controle indireto o import
nas assembléias de “C”, o
(20%) e dos votos de sua c
assembléias de “C”. Analise
Nota 2: 1) Resumo da cla Quadro resum Tipo de Investida
PP
Controladas PP Coligadas Influ cap Outras PP
cias Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada
Quando a controladora possui em seu pró
votante da sociedade controladora , como ocorr
a e Epilson;
ireto: quando a investidora exerce o controle
controlada.
Participações Societárias Forma de contr 1 % do capital votante de B Controle Direto 20 % do Capital votante de C Não exerce contro 54% do capital votante de C Controle Direto também controla C Controle Indireto
e “A” controla “C” através de “B”, ou seja, exerce
% representar 27,54% das ações de “C” pertence
entual for somado aos 20% das ações que “A” po
num percentual de 47,54% das ações de “C” perte
nfigurar uma situação de controle, vale ressaltar
portante é o conceito de controle e não de p
C”, o que predomina é a decisão de “A” pela s
sua controlada “B” (54%), ou seja, “A” controla
nalise o esquema a seguir:
da classificação das participações societárias: esumo dos tipos de investimentos em outras socie PP (Percentual de Participação) da investidora n investida PP da investidora > 50% do capital votante da invest Influência Significativa ou 20% ≤ PP da investidora capital votante da investida PP da investidora < 2 0 % do capital total da investida
u próprio nome mais de
ocorre no exemplo acima
trole de uma sociedade
controle controle ireto
xerce o controle indireto.
rtencentes a “A” por meio
“A” possui diretamente do
” pertencentes a “A” e este
ssaltar que nos casos de
de propriedade , porque
pela soma de seus votos
ntrola 74% dos votos nas
sociedades dora no capital da investida tidora < 50%+ 1 do estida
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada
Na Cia Aroeira o investimento deverá ser atualizado a fim de refletir a variação
ocorrida no Patrimônio Líquido da sociedade investida (Cia Ipê):
CIA AROEIRA BALANÇO PATRIMONIAL em 31/12/ ATIVO PASSIVO ... ... ... ... ... NÃO CIRCULANTE PATRIMÕNIO LÍQUIDO ...Investimentos ...Ações Cia Ipê 360.000* ... ...
- 30% ( Percentual de Participação – PP da Cia Aroeira na Cia Ipê ) X R$ 1.200.000 ( PL da Cia Ipê )
O ajuste do MEP deve ser apurado de acordo com o seguinte cálculo:
CÁLCULO DO AJUSTE DO MEP
I - valor do patrimônio líquido atual da investida - Cia Ipê .............................. 1.200. II - percentual de participação no capital da Cia Ipê ........................................ 30% III - valor patrimonial do investimento atual [( I ) * ( II )] .................................... 360. IV - valor patrimonial do investimento anterior .................................................. (300.000) V - valor do ajuste da equivalência patrimonial [( III ) - ( IV)] ..................... 6 0.
O valor do ajuste do MEP deverá ser contabilizado, na Cia Aroeira, da seguinte
forma:
Na Cia Aroeira (investidora)
DÉBITO CRÉDITO
INVESTIMENTOS (BP)
Ações Cia Ipê.................................................. 60. OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS (DRE) Ajuste MEP........................................................ 60.
Tal lançamento irá elevar o valor do investimento ( em ações da Cia Ipê )
registrado na contabilidade da Cia Aroeira de R$ 300.000 (valor patrimonial anterior) para
R$ 360.000 (valor patrimonial atual), refletindo, assim, o aumento do Patrimônio Líquido da
sociedade investida (Cia Ipê) em virtude da ocorrência de lucros no valor de R$ 200.000 no
período analisado. Se, ao contrário, Cia Ipê tivesse apresentado prejuízo o lançamento de
ajuste do MEP seria o seguinte:
Na Cia Aroeira (investidora)
DÉBITO CRÉDITO
INVESTIMENTOS (BP)
Ações Cia Ipê.................................................. 60. OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS (DRE) Ajuste MEP........................................................ 60.
Dessa forma, o resultado da equivalência patrimonial, ou seja, o ajuste do MEP
será contabilizado, pela investidora, como receita (ou despesa) operacional, quando o
aumento ou (a diminuição) do patrimônio líquido da investida corresponder a lucro (ou a
prejuízo) apurado na sociedade investida.
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1.3.3. Distribuição de Dividendos pela Sociedade Investida
O valor do investimento registrado na sociedade investidora é atualizado através
do ajuste do MEP (citado anteriormente), conforme variação (lucro ou prejuízo) do
Patrimônio Líquido da sociedade investida, ou seja, no momento da geração do lucro
independente da sua distribuição em forma de dividendos.
No caso em que há a ocorrência de lucros na investida, além do ajuste do MEP,
é necessária a contabilização dos dividendos distribuídos pela mesma, que agora irão
representar uma redução do valor do investimento registrado na contabilidade da
sociedade investidora em função da redução do Patrimônio Líquido da sociedade
investida que distribuiu os lucros gerados no período em forma de dividendos.
Retomando o caso da Cia Aroeira e Cia Ipê, suponha que a Cia Ipê decida
distribuir R$ 100.000 dos lucros gerados no exercício em forma de dividendos , conforme
mostra o balanço a seguir:
CIA IPÊ
BALANÇO PATRIMONIAL em 31/12/ ATIVO PASSIVO ... ... Dividendos a pagar 100. ... ... ... PATRIMÕNIO LÍQUIDO ... Capital Social 1.000. ... Reserva de Lucros 100. ... Total do PL^ 1.^1 00. ...
Observe que após assumir o compromisso de pagar os dividendos houve uma
redução no Patrimônio Líquido da Cia Ipê, variação que deve ser refletida na contabilidade
da Cia Aroeira (sociedade investidora), uma vez que esse investimento é avaliado pelo
MEP, veja:
CIA AROEIRA BALANÇO PATRIMONIAL em 31/12/ ATIVO PASSIVO Dividendos a receber 30.000* ... ... ... ... NÃO CIRCULANTE PATRIMÕNIO LÍQUIDO ...Investimentos ...Ações Cia Ipê 330.000** ... ...
- 30% ( Percentual de Participação – PP da Cia Aroeira na Cia Ipê ) X R$ 100.000 ( Total de dividendos distribuídos pela Cia Ipê ). ** 30% ( Percentual de Participação – PP da Cia Aroeira na Cia Ipê ) X R$ 1.100.000 ( PL da Cia Ipê ).
Por outro lado a Cia Aroeira (sociedade investidora), também, tem direito aos
dividendos que serão distribuídos pela Cia Ipê (sociedade investida), correspondente ao
seu percentual de participação nessa investida conforme mostra o balanço acima, ou seja, a
sociedade investidora faz jus a 30% (percentual de participação da Cia Aroeira na Cia Ipê)
sobre o total dos dividendos distribuídos pela Cia Ipê.
O registro contábil da distribuição dos lucros em forma de dividendos na
sociedade investida e na sociedade investidora é feito conforme os lançamentos
demonstrados a seguir:
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada
AJUSTE DO PL DA SOCIEDADE INVESTIDA
I - Valor do patrimônio líquido da Cia Ipê ........................................................... 1.100. II - Dividendos declarados .................................................................................. 100. III - Patrimônio Líquido da Cia Ipê ajustado [( I ) + ( II ) ] ..................................... 1.200. CÁLCULO DO AJUSTE DO MEP IV - percentual de participação no capital da Cia Ipê ........................................... 30% V - valor patrimonial do investimento atual [( III ) * ( IV )] .................................... 360. VI - valor patrimonial do investimento anterior ..................................................... (300.000) VII - valor do ajuste da equivalência patrimonial [( VI ) - ( VII)] ....................... 60.
Na Cia Aroeira (investidora)
Contabilização do ajuste do MEP pela ocorrência de lucros na Cia Ipê
DÉBITO CRÉDITO
INVESTIMENTOS (BP)
Ações Cia Beta.................................................. 60. OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS (DRE) Ajuste MEP........................................................ 60.
Na Cia Contabilização acordo com PP = 30% na Cia Ipê:^ dos^ dividendos^ recebidos^ de^ DÉBITO^ CRÉDITO Aroeira ATIVO CIRCULANTE (BP) Dividendos a receber............................................... 30. (investidora) INVESTIMENTOS (BP) Ações da Cia Ipê..................................................... 30.
b) Pela contabilização dos dividendos a receber antes do cálculo do ajuste
do MEP.
Nesse caso a sociedade investidora calcula e contabiliza em primeiro lugar os
dividendos recebidos da sociedade investida para depois calcular e contabilizar o ajuste do
MEP. Veja como seria o procedimento caso a Cia Aroeira optasse por essa forma de
registro:
Na Cia Contabilização acordo com PP = 30% na Cia Ipê:^ dos^ dividendos^ recebidos^ de^ DÉBITO^ CRÉDITO Aroeira ATIVO CIRCULANTE (BP) Dividendos a receber.............................................. 30. (investidora) INVESTIMENTOS (BP) Ações da Cia Ipê..................................................... 30.
A conta Investimentos (Ações da Cia Ipê) registrada no Ativo Não Circulante da
Cia Aroeira sofreria a seguinte movimentação:
MOVIMENTAÇÕES DA CONTA INVESTIMENTOS (Ações da Cia Ipê) DÉBITO CRÉDITO SALDO Saldo Anterior 300. Dividendos Recebidos 30. Saldo Final 270.
Dessa forma, após a contabilização dos dividendos recebidos o valor patrimonial
da conta investimentos (ações da Cia Ipê) foi reduzido para R$ 270.000, em função da baixa
pelo recebimento dos dividendos. Após determinado o novo valor patrimonial do
investimento registrado na contabilidade da Cia Aroeira é necessário calcular o ajuste do
MEP a ser feito na Cia Aroeira:
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada
CÁLCULO DO AJUSTE DO MEP
I - valor do patrimônio líquido atual da investida - Cia Ipê .............................. 1.100. II - percentual de participação no capital da Cia Ipê ........................................ 30% III - valor patrimonial do investimento atual [( I ) * ( II )] .................................... 330. IV - valor patrimonial do investimento anterior .................................................. (270.000) V - valor do ajuste da equivalência patrimonial [( III ) - ( IV)] ..................... 60.
Na Cia Aroeira (investidora)
Contabilização do ajuste do MEP pela ocorrência de lucros na Cia Ipê
DÉBITO CRÉDITO
INVESTIMENTOS (BP)
Ações Cia Ipê ......................................................... 60. OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS (DRE) Ajuste MEP........................................................ 60.
Finalmente, o valor do investimento (Ações da Cia Ipê) registrado pela Cia
Aroeira seria alterado para R$ 330.000 refletindo perfeitamente as variações ocorridas no
Patrimônio Líquido da Cia Ipê ( Aumento de R$ 200.000 em função dos lucros; Diminuição
R$ 100.000 pela distribuição de dividendos). Acompanhe a movimentação completa ocorrida
na conta investimentos registrada na Cia Aroeira:
MOVIMENTAÇÕES DA CONTA INVESTIMENTOS (Ações da Cia Ipê) DÉBITO CRÉDITO SALDO Saldo Anterior 300. Dividendos Recebidos 30. Ajuste do MEP 60. Saldo Final 330.
1.3.4. Ágio ou Ganho e Mais-Valia ou Menos-Valia na Aquisição de
Investimentos
Na subscrição de ações em empresas coligadas ou controladas, formadas pela
própria investidora, não surge normalmente qualquer mais ou menos-valia e ágio ou
ganho por compra vantajosa (deságio) , porém quando uma companhia adquire ações de
uma empresa já existente, podem surgir tais efeitos (FIPECAFI, 2010).
A mais ou menos-valia surgem das diferenças entre o valor patrimonial e o
valor justo dos ativos líquidos da sociedade investida. Sendo que o valor justo superior ao
valor patrimonial dá origem a mais-valia e o contrário, ou seja, valor justo inferior ao valor
patrimonial origina a menos valia.
O ágio ou o ganho por compra vantajosa (deságio), de acordo com Almeida
(2010), representam o excesso ou a deficiência do valor pago na aquisição das ações em
relação aos ativos e passivos da sociedade investida avaliados a valor justo.
Dessa forma, conforme explicam FIPECAFI (2010), na data-base da aquisição
das ações é necessário que se determine o valor justo dos ativos líquidos da investida e,
também, o valor contábil do seu patrimônio líquido, para que comparados com o valor pago
pelo investimento possam ser determinados a mais ou menos valia e ágio ou ganho,
respectivamente. Tais resultados devem ser contabilizados separadamente para facilitar o
tratamento contábil adequado a cada um deles. Observe o esquema do surgimento de cada
um desses itens: