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Tipologia: Esquemas
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Não perca as partes importantes!





























































































Professora conteudista: Ivy Judensnaider
Graduada em Economia pela Faculdade de Economia da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) em 1981, mestre em História da Ciência pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 2004 e doutora no Programa de Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente é professora da UNIP no curso de Ciências Econômicas.
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Universidade Paulista.
U517.01 – 23
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
J92h Judensnaider, Ivy. Homem e Sociedade / Ivy Judensnaider. – São Paulo: Editora Sol, 2023. 140 p., il. Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517-9230.
Profa. Sandra Miessa Reitora Profa. Dra. Marilia Ancona Lopez Vice-Reitora de Graduação Profa. Dra. Marina Ancona Lopez Soligo Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa Profa. Dra. Claudia Meucci Andreatini Vice-Reitora de Administração e Finanças Prof. Dr. Paschoal Laercio Armonia Vice-Reitor de Extensão Prof. Fábio Romeu de Carvalho Vice-Reitor de Planejamento Profa. Melânia Dalla Torre Vice-Reitora das Unidades Universitárias Profa. Silvia Gomes Miessa Vice-Reitora de Recursos Humanos e de Pessoal Profa. Laura Ancona Lee Vice-Reitora de Relações Internacionais Prof. Marcus Vinícius Mathias Vice-Reitor de Assuntos da Comunidade Universitária
UNIP EaD Profa. Elisabete Brihy Profa. M. Isabel Cristina Satie Yoshida Tonetto Prof. M. Ivan Daliberto Frugoli Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Material Didático
Comissão editorial: Profa. Dra. Christiane Mazur Doi Profa. Dra. Ronilda Ribeiro
Apoio: Profa. Cláudia Regina Baptista Profa. M. Deise Alcantara Carreiro Profa. Ana Paula Tôrres de Novaes Menezes
Projeto gráfico: Prof. Alexandre Ponzetto
Revisão: Vera Saad Ricardo Duarte
Na unidade I, você será apresentado ao conceito de cultura, às abordagens antropológicas para que se possa conhecer a cultura do outro e a alguns aspectos específicos da cultura brasileira.
Na unidade II, você será apresentado a questões referentes às relações étnico-raciais, ao etnocentrismo e ao relativismo cultural. Finalmente, discutiremos o papel da cultura no mundo globalizado, tanto como fator de coesão quanto de conflito.
HOMEM E SOCIEDADE
Unidade I
No filmeO planeta dos macacos: a origem (2011), um químico busca encontrar a cura para o Alzheimer, doença que degrada as funções cerebrais. A droga por ele desenvolvida não é capaz de curar a doença nos humanos, mas tem um efeito inesperado em símios: ela provoca uma mutação que os transforma em seres inteligentes. César, um dos macacos infectados, percebe a situação de opressão e submissão à qual os símios estão expostos e, depois de roubar a droga no laboratório, faz uso dela para infectar os macacos do zoológico. Ao final, os símios se escondem numa reserva florestal. Ao se despedir do amigo humano, César revela que já sabe falar.
Sugerimos que você assista ao filme:
O PLANETA dos macacos: a origem. Direção: Rupert Wyatt. Estados Unidos: Fox Film do Brasil, 2011. 105 min.
Caso você se interesse pelo tema, recomendamos revisitar os filmes que, com base no livroLa planète des singes (1963), o mesmo no qual a versão de 2011 se apoia, foram produzidos entre 1970 e 1973. Você poderá achar curiosas as semelhanças e dessemelhanças entre essas versões, distantes 50 anos uma da outra.
BOULLE, P.La planète des singes. Paris: Julliard, 1963.
A BATALHA do planeta dos macacos. Direção: J. Lee Thompson. Estados Unidos: 20th^ Century Fox, 1973. 93 min.
DE VOLTA ao planeta dos macacos. Direção: Ted Post. Estados Unidos: 20 th^ Century Fox, 1970. 95 min.
Há várias questões interessantes que o filme nos permite abordar. A primeira diz respeito à origem da própria espécie humana: surgimos no mundo por acaso ou como resultado da obra de alguém superior? No caso do filme, o químico é responsável pelo surgimento da inteligência nos
HOMEM E SOCIEDADE
Então Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam embaixo do firmamento das que estavam por cima. E assim foi.
Ao firmamento Deus chamou céu. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o segundo dia.
E disse Deus: “Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça a parte seca”. E assim foi.
À parte seca Deus chamou terra, e chamou mares ao conjunto das águas. E Deus viu que ficou bom.
Então disse Deus: “Cubra-se a terra de vegetação: plantas que deem sementes e árvores cujos frutos produzam sementes de acordo com as suas espécies”. E assim foi.
A terra fez brotar a vegetação: plantas que dão sementes de acordo com as suas espécies, e árvores cujos frutos produzem sementes de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o terceiro dia.
Disse Deus: “Haja luminares no firmamento do céu para separar o dia da noite. Sirvam eles de sinais para marcar estações, dias e anos, e sirvam de luminares no firmamento do céu para iluminar a terra”. E assim foi.
Deus fez os dois grandes luminares: o maior para governar o dia e o menor para governar a noite; fez também as estrelas.
Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a terra, governar o dia e a noite, e separar a luz das trevas. E Deus viu que ficou bom.
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o quarto dia.
Disse também Deus: “Encham-se as águas de seres vivos, e sobre a terra voem aves sob o firmamento do céu”.
Assim Deus criou os grandes animais aquáticos e os demais seres vivos que povoam as águas, de acordo com as suas espécies; e todas as aves, de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.
Então Deus os abençoou, dizendo: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham as águas dos mares! E multipliquem-se as aves na terra”.
Unidade I
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o quinto dia.
E disse Deus: “Produza a terra seres vivos de acordo com as suas espécies: rebanhos domésticos, animais selvagens e os demais seres vivos da terra, cada um de acordo com a sua espécie”. E assim foi.
Deus fez os animais selvagens de acordo com as suas espécies, os rebanhos domésticos de acordo com as suas espécies, e os demais seres vivos da terra de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.
Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”.
Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou (GÊNESIS 1:1-27).
Figura 1 – Segundo as narrativas religiosas, não havia nada antes deste ser, Deus. Ele existe, desde sempre, sem que qualquer outro ente ou força o tenha criado, e a criação do mundo é resultado único e exclusivo de sua vontade. Ele é o princípio e o agente único
Disponível em: https://bit.ly/3DfsUVz. Acesso em: 28 out. 2022.
Para os criacionistas, um ser divino e superior criou o mundo e todas as criaturas que nele vivem, incluindo o homem e a mulher. Tal tarefa foi realizada de acordo com o que ele, esse ser superior, considerou bom. A mais importante crítica a essa explicação surgiu no século XIX, com a obra do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882). Sua principal obra,A origem das espécies, foi desenvolvida a partir de duas ideias básicas: 1) os seres vivos descendem de um ancestral comum; 2) a evolução ocorreu como resultado de um processo de seleção natural, no qual sobreviveram os indivíduos mais capazes de se adaptar às condições do ambiente. Por meio do estudo de rochas e fósseis de plantas e animais, Darwin ofereceu uma explicação para a origem do mundo que contrastava com aquela oferecida pelo repertório religioso.
Unidade I
Para Lamarck, os caracteres mais utilizados tendiam a se aperfeiçoar: por exemplo, as girafas teriam desenvolvido pescoço grande para alcançar mais facilmente alimentos; essa característica teria sido, depois, transmitida às gerações futuras. Darwin, por sua vez, propôs uma ideia distinta da de Lamarck. De forma simplificada, o darwinismo explicaria o pescoço das girafas da seguinte maneira: girafas com pescoço grande alcançavam alimento com mais facilidade e tendiam a sobreviver, ao contrário das girafas com pescoço pequeno. Em outras palavras, não havia aperfeiçoamento e transmissão de características “mais favoráveis”: os indivíduos que não possuíssem as características mais favoráveis eram naturalmente eliminados.
A teoria de Darwin tornou-se hegemônica e é a partir dela que a ciência trata a questão da evolução das espécies. Segundo esse modelo, o ser humano é umHomo sapiens, da espéciesapiens (sábia) do gêneroHomo (homem). Segundo o historiador e filósofo israelense Harari (2018, p. 9-11),
oHomo sapiens guardou um segredo ainda mais perturbador. Não só temos inúmeros primos não civilizados, como um dia também tivemos irmãos e irmãs. Costumamos pensar em nós mesmos como os únicos humanos, pois, nos últimos 10 mil anos, nossa espécie de fato foi a única espécie humana a existir. Porém, o verdadeiro significado da palavra humano é “animal pertencente ao gêneroHomo”, e antes havia várias outras espécies desse gênero além doHomo sapiens [...]. Para melhor explicar este ponto, usarei o termo “sapiens” para designar membros da espécieHomo sapiens, ao passo que reservarei o termo “humano” para me referir a todos os membros do gêneroHomo. Os humanos surgiram na África Oriental há cerca de 2, milhões de anos, a partir de um gênero anterior de primatas chamado Australopithecus, que significa “macaco do Sul”. Por volta de 2 milhões de anos atrás, alguns desses homens e mulheres arcaicos deixaram sua terra natal para se aventurar e se assentar em vastas áreas da África do Norte, da Europa e da Ásia. Como a sobrevivência nas florestas nevadas do norte da Europa requeria características diferentes das necessárias à sobrevivência nas florestas úmidas da Indonésia, as populações humanas evoluíram em direções diferentes. O resultado foram várias espécies distintas, a cada uma das quais os cientistas atribuíram um nome latino pomposo. Os humanos na Europa e na Ásia Ocidental deram origem ao Homo neanderthalensis (“homem do vale do Neander”), popularmente conhecidos como “neandertais”. Os neandertais, mais robustos e mais musculosos do que nós,sapiens, estavam bem adaptados ao clima frio da Eurásia ocidental da era do gelo. As regiões mais ocidentais da Ásia foram povoadas peloHomo erectus, “Homem ereto”, que sobreviveu na região por quase 1,5 milhão de anos, sendo a espécie humana de maior duração.
[...] Na ilha de Java, na Indonésia, viveu oHomo soloensis, “homem do vale do Solo”, que estava adaptado para a vida nos trópicos. Em outra ilha indonésia – a pequena ilha de Flores –, humanos arcaicos passaram por um processo que levou ao nanismo. Os humanos chegaram pela primeira
HOMEM E SOCIEDADE
vez à ilha de Flores quando o nível do mar estava excepcionalmente baixo, facilitando o acesso à ilha a partir do continente. Quando o nível do mar voltou a subir, algumas pessoas ficaram presas na ilha, que era pobre em recursos. As pessoas grandes, que necessitavam de muita comida, morriam primeiro. Os indivíduos menores tinham muito mais chances de sobrevivência. Com o passar das gerações, as pessoas de Flores se tornaram anãs. Essa espécie única, conhecida pelos cientistas comoHomo floresiensis, chegava a uma altura máxima de apenas um metro e pesava não mais de 25 quilos. Ainda assim, era capaz de produzir ferramentas de pedra e ocasionalmente conseguia abater alguns dos elefantes da ilha
Enquanto esses humanos evoluíam na Europa e na Ásia, a evolução na África Oriental não parou. O berço da humanidade continuou a nutrir numerosas espécies novas, como oHomo rudolfensis (“homem do lago Rudolf”), oHomo ergaster (“homem trabalhador”) e, finalmente, nossa própria espécie, que, sem modéstia alguma, denominamosHomo sapiens (“homem sábio”). Alguns membros de algumas dessas espécies eram gigantes, e outros, diminutos. Alguns eram caçadores destemidos, e outros, dóceis coletores de plantas. Alguns viviam em uma única ilha, ao passo que muitos perambulavam por continentes. Mas todos pertenciam ao gêneroHomo. Eram seres humanos. É uma falácia comum conceber essas espécies como dispostas em uma linha reta de descendência, com osergaster dando origem aoserectus, os erectus dando origem aos neandertais e os neandertais dando origem a nós. Esse modelo linear dá a impressão equivocada de que, em determinado momento, apenas um tipo de humano habitou a Terra e de que todas as espécies anteriores foram meros modelos mais antigos de nós mesmos. A verdade é que, de aproximadamente 2 milhões de anos a 10 mil anos atrás, o mundo foi habitado por várias espécies humanas ao mesmo tempo. E por que não? Hoje há muitas espécies de raposas, ursos e porcos. O mundo de 100 mil anos atrás foi habitado por pelo menos seis espécies humanas diferentes.
HOMEM E SOCIEDADE
a complexidade do mundo só poderia ser explicada caso fosse aceita a ideia de interferência e condução na criação do universo.
O número de pessoas que acreditam na proposta de design inteligente tem crescido de forma surpreendente, talvez porque esse modelo não entre em conflito com o texto bíblico. Exatamente por essa razão, essa proposta tem sido alvo de crítica dos cientistas, que atribuem ao modelo o status de pseudociência: não há como atribuir o status de ciência a postulados ou teorias que não possam ser verificados, ou seja, a experiência precisa provar que estes são ou não verdadeiros. E, mesmo levando em consideração que muito do que se pensa em ciência ainda não foi comprovado, a possibilidade de que isso possa ocorrer é o que afirma ou não o caráter científico de uma proposição.
Alguns acreditam que o surgimento da corrente que defende o design inteligente tenha surgido como uma tentativa de reduzir o ruído entre o criacionismo e o evolucionismo; entretanto, para outros, a mensagem dessa corrente parece contraditória, já que ela busca responder, no campo da ciência, a uma pergunta que não tem respostas nesse campo, mas tão somente no da fé. Assim, segundo Martins (2001), o modelo do design inteligente não tem qualquer semelhança com outras discussões na comunidade científica sobre as ideias de Darwin. Em geral, essas discussões fazem uso de evidências paleontológicas para rebater algumas conclusões deA origem das espécies; em contraponto, o modelo do design inteligente coloca-se contra o darwinismo, não apenas manifestando discordância em relação a partes do texto darwinista. O modelo do design inteligente
decreta a inteira falência do darwinismo e em seu lugar apresenta uma versão sofisticada da teoria bíblica exposta no livro do Gênesis. O planejador, ou falando mais explicitamente, Deus, tem suas razões insondáveis e não cabe a nós, mortais, questionar seus últimos desígnios. Eis aqui a matriz da concepção criacionista, que invoca agora conceitos da bioquímica para justificar uma antiga ideia. Resultado deste procedimento é que nós, seres humanos, passamos a ser não mais o resultado de um lento devir filogenético que teve momentos imprevisíveis em seu transcurso, mas sim o produto supremo de um planejamento inteligente, que poderia ser atestado mesmo no âmbito da complexidade celular (MARTINS, 2001, p. 745).
O biólogo britânico Richard Dawkins (1941-), um expoente do ateísmo e crítico do criacionismo e do design inteligente, rechaça a ideia de que um ser superior, organizador e planejador, seja o responsável pela criação do mundo. Para ele,
a despeito de todas as aparências, os únicos relojoeiros da natureza são as forças cegas da física, ainda que atuem de um modo muito especial. Um verdadeiro relojoeiro possui antevisão: ele projeta suas molas e engrenagens e planeja suas conexões imaginando o resultado final com um propósito em mente. A seleção natural, o processo cego, inconsciente e automático que Darwin descobriu e que agora sabemos ser a explicação para a existência e para a forma aparentemente premeditada de todos os seres vivos, não tem nenhum propósito em mente. Ela não tem nem
Unidade I
mente nem capacidade de imaginação. Não planeja com vistas ao futuro. Não tem visão nem antevisão. Se é que se pode dizer que ela desempenha o papel de relojoeiro da natureza, é o papel de um relojoeiro cego (DAWKINS, 1986, p. 11).
Figura 4 – Para Dawkins, se houver um relojoeiro por trás da construção do mundo, ele deve ser cego. A construção de algo requer um objetivo a ser atingido: como construir um mundo sem a clareza da sua finalidade?
Disponível em: https://bit.ly/3fsKxct. Acesso em: 31 out. 2022.
Dawkins retoma, ainda, a objeção dos criacionistas à ideia de seleção: segundo os criacionistas, seria improvável que tamanha complexidade (do mundo e dos seres) fosse obra do acaso, combinações ocorrendo de forma aleatória e resultando em “obras tão perfeitas”. No entanto, Dawkins afirma ser essa uma interpretação muito rasa da teoria de Darwin: não há acaso, mas sim transformações lentas e sucessivas.
Vimos como é esmagadoramente improvável que os seres vivos, com seu primoroso “design”, tenham surgido por acaso. Mas então como foi que vieram a existir? A resposta a resposta de Darwin – é que ocorreram transformações graduais, passo a passo, de um início simples, de entidades primordiais suficientemente simples para terem surgido por acaso. Cada mudança sucessiva no processo evolutivo gradual foi simples o bastante, relativamente à mudança anterior, para ter acontecido por acaso. Mas a sequência integral dos passos cumulativos não constitui absolutamente