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controle quimico de lagartas
Tipologia: Notas de estudo
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Uma das t·ticas mais importantes de manejo de resistÍncia de pragas a inseticidas e acaricidas È a rotaÁ„o por Modo de AÁ„o
O uso continuado de produtos com o mesmo mecanismo de aÁ„o favorece o aparecimento de resistÍncia em alguns insetos pragas
O uso indevido e abusivo de inseticidas e aca- ricidas ao longo das ˙ltimas dÈcadas teve como re- sultado o desenvolvimento de resistÍncia em mais de 500 espÈcies de insetos e ·caros. Dentre as con- seq¸Íncias dr·sticas da evoluÁ„o da resistÍncia, est„o a aplicaÁ„o mais freq¸ente de pesticidas, o aumento na dosagem do produto e, eventualmen- te, a perda de um produto ou de uma classe inteira de produtos (Georghiou 1990), muitas vezes dei- xando o agricultor com poucas ou nenhuma alter- nativa para o controle efetivo de determinadas pra- gas. Estes fatores comprometem os programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP), causando de- sequilÌbrios ecolÛgicos e elevaÁ„o nos custos de produÁ„o. Para prevenir, retardar ou reverter os problemas de resistÍncia de pragas a inseticidas e acaricidas, È fundamental seguir os princÌpios de MIP, evitando a realizaÁ„o de pulverizaÁıes pre- ventivas e fazendo uso de mÈtodos de controle so- mente quando a praga atingir o nÌvel de dano eco- nÙmico (Degrande 2000). Uma das t·ticas mais importantes de manejo de resistÍncia de pragas a
inseticidas e acaricidas È a rotaÁ„o por MODO DE A«√O (Omoto 2000). Para tanto, È importante que tÈcnicos, consultores, extensionistas e agricul- tores se familiarizem com o modo de aÁ„o dos in- seticidas e acaricidas existentes no mercado, de forma a incluir a rotaÁ„o por modo de aÁ„o em suas recomendaÁ„o de controle quÌmico de pragas. Modo de aÁ„o refere-se ao processo bioquÌmi- co pelo qual uma molÈcula inseticida interage com o seu alvo, causando alteraÁıes em processos fisio- lÛgicos normais da praga alvo que se expressam na forma de toxicidade e inabilidade de sobrevivÍn- cia. Atualmente, existem inseticidas que interagem com alvos especÌficos no sistema nervoso (neuro- tÛxicos), no processo bioquÌmico de sÌntese de qui- tina e no sistema endÛcrino (reguladores de cres- cimento), inseticidas e acaricidas que interferem no metabolismo energÈtico e respiratÛrio, alÈm de outros como os fagodeterrentes e os desintegrado- res do mesÍntero. Em termos de produÁ„o e ven- das, a grande maioria dos inseticidas se enquadra na categoria dos neurotÛxicos (Eto 1990; Ware 1994).
Cultivar ï Outubro 2002
Danos causados por Spodoptera frugiperda no est·gio inicial da cultura
Est·dio V2: seriamente atacada pela lagarta
1.1. Inibidores da enzima acetilcolinesterase Este grupo inclui os organofosforados (exs. clor- pirifÛs, metamidofÛs, profenofÛs, paration metÌli- co) e os carbamatos (metomyl, benfuracarb, car- bosulfan). Estes inseticidas ligam-se ‡ enzima ace- tilcolinestase, inibindo a sua atividade normal que È a de degradar as molÈculas do neurotransmissor excitatÛrio, acetilcolina, apÛs a transmiss„o de um impulso nervoso. A enzima acetilcolinesterase, quando ligada ‡ molÈcula inseticida, È dita fosforilada (organofos- forados) ou carmabilada (carbamatos) e, no caso de organofosforados, esta ligaÁ„o È bem mais forte e praticamente irreversÌvel. A inibiÁ„o da acetilco- linesterase resulta em ac˙mulo de acetilcoli- na na fenda sin·ptica, causando hiperexcita- bilidade do sistema nervoso central devido ‡ transmiss„o contÌnua e descontrolada de impulsos nervosos. Os sintomas de intoxica- Á„o por organofosfora- dos e carbamatos inclu- em tremores, convul- sıes e, eventualmente, colapso do sistema ner- voso central e morte.
1.2. Inseticidas que atuam nos receptores de acetilcolina
1.2.1. Agonistas (an·logos) de Acetilcolina (neonicotinÛides ou cloronicotinÛis) Neste grupo est„o inclusos os neonicotinÛi- des, tambÈm chamados de cloronicotinÛis, um novo grupo de inseticidas descobertos a partir da molÈcula de nicotina. Imidacloprid foi o primeiro inseticida deste grupo a ser comercializado. Po- rÈm, existem hoje diversos outros (exs. Acetami- prid, Thiacloprid, Thiamethoxam). Os neonico- tinÛides imitam o neurotransmissor excitatÛrio (acetilcolina) e competem com ele pelos seus re- ceptores nicotinÈrgicos embebidos na membrana pÛs-sin·ptica. Ao contr·rio da ligaÁ„o natural da acetilcolina com o seu receptor, porÈm, esta liga- Á„o È persistente, uma vez que os neonicotinÛides s„o insensÌveis ‡ aÁ„o da enzima acetilcolinestera- se. Ou seja, a acetilcolinesterase degrada molÈcu- las de acetilcolina mas n„o consegue degradar as molÈculas de neonicotinÛides. A ativaÁ„o dos re- ceptores de acetilcolina È prolongada de modo anor- mal, causando hiperexcitabilidade do sistema ner- voso central devido ‡ transmiss„o contÌnua e des- controlada de impulsos nervosos. Embora os neo- nicotinÛides atuem de modo totalmente distinto dos organofosforados e carbamatos, os sintomas re- sultantes da intoxicaÁ„o s„o semelhantes e inclu- em tremores, convulsıes e, eventualmente, colap- so do sistema nervoso central e morte.
1.2.2. Moduladores de Receptores de Acetilcolina (Naturalytes) Este È tambÈm um novo grupo de insetici- das, cujo ˙nico representante comercial È o spino- sad, um metabÛlito da fermentaÁ„o de um fungo de solo (Saccharopolyspora spinosa). O spinosad liga-se ao receptor nicotinÈrgico de acetilcolina (em sÌtio distinto da ligaÁ„o por neonicotinÛides), pro- vocando uma mudanÁa na conformaÁ„o do recep-
Cultivar ï Outubro 2002
Bainha e nervuras da folha severamente atacadas pela praga
Planta comprometida devido ao ataque da lagarta
ou impedindo o fechamento normal dos mesmos apÛs a transmiss„o do impulso nervoso e, desta forma, permitindo um fluxo excessivo de Ìons Na ++^ para o in- terior da cÈlula nervosa. A diferenÁa entre os piretrÛides do tipo I e II com relaÁ„o ‡ interferÍncia no funcionamen- to dos canais de sÛdio est· na intensi- dade do efeito, mais pronunciado para os piretrÛides do tipo II. Os sintomas de intoxicaÁ„o de insetos por piretrÛi- des desenvolvem-se rapidamente, resul- tando em transmiss„o de impulsos re- petitivos e descontrolados, hiperexcita- bilidade, perda de postura locomotora (ìknockdownî) e, eventualmente, para- lisia e morte.
2.2. Bloqueadores de canais de sÛdio (oxadiazinas) As oxadiazinas representam um novo grupo de in- seticidas, cujo primeiro e ˙nico representante comer- cial atualmente È o indoxacarb. O indoxacarb È consi- derado um prÛ-inseticida pois precisa ser bioativado por enzimas especÌficas no trato gastrointestinal do inseto para gerar o metabÛlito ativo com potente ativi- dade inseticida. Esta caracterÌstica d· ao indoxacarb excelentes caracterÌsticas de seletividade e seguranÁa ambiental. No processo fisiolÛgico normal do inseto (sem intervenÁ„o do indoxacarb), a ligaÁ„o da acetil- colina com o seu receptor na sinapse resulta em au- mento da permeabilidade da membrana axÙnia a Ìons Na++, (abertura controlada e moment‚nea dos canais de Na++), o que permite a transmiss„o normal do im- pulso nervoso ao longo da cauda do axÙnio. O indoxa- carb (ao contr·rio aos piretrÛides) mantÈm os canais de sÛdio fechados, bloqueando o fluxo normal de Ìons Na++^ para o interior da cÈlula nervosa e, desta forma, impedindo a transmiss„o do impulso nervoso. Os sin- tomas de intoxicaÁ„o de insetos por indoxacarb inclu- em paralisia e eventual morte. Atividades visÌveis como alimentaÁ„o e oviposiÁ„o cessam rapidamente apÛs a exposiÁ„o, enquanto que a morte propriamente dita pode demorar de 4 a 72 horas.
3.1. Inibidores da sÌntese de quitina (benzoilfenilurÈias, triazinas, thiodiazinas) BenzoilfenilurÈias: a primeira benzoilfenilurÈia a ser comercializado foi o diflubenzuron, embora v·rias outras estejam hoje disponÌveis no mercado (exs. teflubenzuron, triflumuron, lufenuron, nova- luron). As benzoilfenilurÈias s„o um grupo total- mente distinto dos neurotÛxicos, pois ao invÈs de interferirem no sistema nervoso central dos insetos, afetam a abilidade do inseto produzir quitina e, con- sequentemente, de formar a sua cutÌcula que È uma parte vital do exosqueleto dos insetos. A quitina È um polissacarÌdeo de N-acetilglucosamina e re- presenta 50% da composiÁ„o da cutÌcula dos in- setos. A sua sÌntese envolve v·rias etapas bioquÌ- micas que podem ser alteradas, dentre as quais o processo final de polimerizaÁ„o catalizado pela en- zima quitina sintetase. Na ausÍncia de quitina, a cutÌcula do inseto se torna fina e fr·gil e È inca- paz de suportar o corpo do inseto. O processo de ecdise (muda de pele) È afetado pela inabilidade de formar uma nova cutÌcula normal. Estes inse- ticidas agem essencialmente sobre as fases larvais dos insetos alvo (ex. lagartas) e os sintomas de intoxicaÁ„o tornam-se evi- dentes por ocasi„o da troca de pele. No entanto, algu- mas das benzoilfenilurÈais tambÈm afetam a fase de pupa e/ou apresentam aÁ„o transovariana sobre as fÍme- as expostas, reduzindo a fe- cundidade dos seus ovos. Triazinas: embora n„o pertencente ao grupo das benzoilfenilurÈias, o inseti- cida ciromazina pertencen- te ao grupo das triazinas, È um potente inibidor da sÌn- tese de quitina especÌfico para insetos dÌpteros (ex. minadora Liriomyza sp., moscas, mosquitos).
Plantas sadias e sem sintomas de ataque da Spodoptera frugiperda
Thiodiazinas: o ˙nico representante deste gru- po atualmente È o inseticida buprofesin, um po- tente inibidor da sÌntese de quitina com atividade especÌfica para homÛpteros (exs. cigarrinhas, mos- ca branca e cochonilhas).
3.2. Agonistas (an·logos) do hormÙnio juvenil (ìJuvenÛidesî) Estes inseticidas (exs. metoprene, fenoxicarb, piriproxifen) assemelham-se estruturalmente ao hormÙnio juvenil do inseto e imitam a aÁ„o deste hormÙnio, interferindo numa sÈrie de processos fi- siolÛgicos vitais, dentre eles a ecdise (muda de pele) e a reproduÁ„o. A eficiÍncia destes inseticidas È maior nas fases de desenvolvimento em que a taxa do hormÙnio juvenil est· baixa na hemolinfa do inseto, ou seja, no ˙ltimo Ìnstar larval ou no inÌcio da fase pupal. O principal sintoma de intoxicaÁ„o por juvenÛides È a metamorfose anormal (insetos defeituosos e incapazes de sobreviver, com carac- terÌsticas mistas de larva e pupa ou de larva e adul- to). Na fase adulta (ex. mariposas), os juvenÛides afetam a fisiologia reprodutiva, atuando como ìmÈtodo de controle de natalidadeî (reduÁ„o da fertilidade).
3.3. Agonistas da ecdisona ou ecdisterÛides (diacilhidrazinas) Estes inseticidas (exs. tebufenozide, metoxife- nozide) competem com a ecdisona (hormÙnio que controla a ecdise ou muda de pele) pelo seu recep- tor na membrana de cÈlulas epidÈrmicas, ligam-se a este receptor e induzem as larvas ‡ muda prema- tura e letal.
Neste grupo, incluem-se inseticidas e acarici- das que interferem na produÁ„o de adenosina tri- fosfato (ATP).
4.1. Inibidores da sÌntese de ATP Os pyrroles, cujo ˙nico representante comerci- al atualmente È o clorfenapir, inibem a sÌntese de ATP por meio de desacoplamento de prÛtons ati- vos (H +) da mitocÙndria. O clorfenapir È um prÛ- inseticida bioativado por monoxigenases. Os dinitrofenÛis (ex. dinocap) e os organoest‚- nicos (exs. Ûxido de febutatin, cihexatin) inibem a fosforilaÁ„o oxidativa. O transporte de elÈtrons n„o È afetado, porÈm n„o h· formaÁ„o de ATP.
4.2. Inibidores do transporte de elÈtrons Neste grupo, incluem-se a rotenona, o fenaza- quin, o piridaben e o fenpiroximate. Estes produ- tos atuam como inibidores da enzima NADH oxi- do-redutase, da cadeia respiratÛria.
4.3. Inibidores da ATPase Neste grupo incluem-se o propargite e o dia- fentiuron, que interferem na respiraÁ„o celular ini- bindo a enzima ATPase.
5.1. IntroduÁ„o NinguÈm faz uso dos defensivos agrÌcolas por- que gosta ou porque acha que se trata de uma tec- nologia de alto nÌvel. Todo agricultor, quando par- te para a utilizaÁ„o de um produto quÌmico procu- ra uma forma eficiente ou econÙmica para resolver os problemas fitossanit·rios, que esta enfrentando ou que est· prevendo enfrentar. Entretanto, nem sempre a utilizaÁ„o dos de- fensivos agrÌcolas atingem o objetivo desejado, ìefi- ciÍncia e economiaî, devido a erros na sua utiliza- Á„o. Esse fato leva quase sempre ao descrÈdito do produto utilizado. Entretanto, esses erros s„o ba- sicamente decorrentes do desconhecimento de al- guns importantes aspectos envolvidos no emprego adequado dos produtos quÌmicos, n„o podendo ser atribuÌdo simplesmente ao produto utilizado. A obtenÁ„o de resultados satisfatÛrios por oca- si„o da aplicaÁ„o dos defensivos implica no conhe-
Primeira modalidade de aplicaÁ„o: Metomil
ologia da praga, do seu ciclo de vida, da sua din‚- mica populacional, da preservaÁ„o dos inimigos na- turais e do conhecimento da cultura do milho nas suas diferentes fases e das tÈcnicas que possam au- mentar o seu poder de recuperaÁ„o.
5.3.3. Manejo Integrado de Pragas (MIP) e a DuPont A DuPont, dentro do concei- to do Manejo Integrado de Pra- gas (MIP), desenvolveu um efici- ente sistema de controle de Lagar- ta do Cartucho. Ele integra conhe- cimento da praga, da cultura do milho e da utilizaÁ„o correta de in- seticidas. ConheÁa agora os produtos e as estratÈgias que a DuPont de- senvolveu especialmente para vocÍ obter controle mais eficiente e seguro da Lagarta do Cartucho na sua lavoura.
Lannate Æ^ BR (Metomil)
O Lannate Æ^ BR È um inseti- cida do grupo quÌmico dos car- bamatos, cujo princÌpio ativo È o metomil. Ele atua no sistema nervoso central, agindo por con- tato (inseticida de choque) e ingest„o, eficaz em ovos, lagartas e mariposas. O metomil tem elevada seletividade aos ini- migos naturais que controlam ovos e larvas de La- garta do Cartucho, aumentando assim sua efici- Íncia no controle dessa praga, e diminuindo a ocorrÍncia de reinfestaÁ„o.
Gallaxy Æ^ 100 CE (Novaluron)
O Gallaxy Æ^ 100 CE faz parte da nova geraÁ„o dos inseticidas fisiolÛgicos e pertence ao grupo das Benzoylfenil UrÈias, cujo princÌpio ativo È o Novaluron. … um inseticida com aÁ„o via ingest„o. ApÛs sua ingest„o pela Lagarta do Cartucho, ocorre inibiÁ„o da formaÁ„o de quiti- na, causando anomalias na de- posiÁ„o endocuticular (pele que reveste o corpo da lagarta). O Novaluron age somente em la- gartas, È totalmente seletivo aos inimigos naturais, apresenta um excelente perÌodo de con- trole e È pouco tÛxico (Classe toxicolÛgica IV - faixa verde) ao homem e ao meio ambiente.
5.3.4. Quando e como usar metomil e novaluron NÌvel de dano È o momento a partir do qual a praga est· causando perdas de produtividade ‡ lavoura e conseq¸entes prejuÌzos econÙmicos ao produtor. A sua determinaÁ„o e adequado mo- nitoramento, alÈm de reduzir as possibilidades de perdas, tambÈm aumentam as possibilidades
de um controle mais eficiente e eficaz ‡s pragas. Sugere-se que o produtor, ou o respons·vel pela conduÁ„o da lavoura, visite periodicamente a mes- ma durante e logo apÛs a emergÍncia das pl‚ntu- las. Durante esse perÌodo deve-se ficar atento para os primeiros sintomas de raspagem das folhas. Na pr·tica, mas dependendo de in˙meros fa-
tores clim·ticos e de manejo, o nÌvel de dano È atin- gido entre 5 a 7 dias apÛs o aparecimento dos pri- meiros sintomas de raspagens das folhas. Contu- do, ele poder· ocorrer num prazo menor, caso as condiÁıes clim·ticas estejam desfavor·veis ao bom desenvolvimento da cultura como, por exemplo, a falta de chuvas. … utilizado como complemento para a deter- minaÁ„o do nÌvel de dano a contagem do n˙mero de lagartas. Este nÌvel È atingido quando forem en- contradas 15 lagartas menores do que 1 centÌme- tro por 100 plantas. Entretanto, essa avaliaÁ„o re- quer um bom treinamento e muita atenÁ„o. Os quatro gr·ficos a seguir mostram as quatro
modalidades de aplicaÁ„o de metomil e novaluron, visando obter maior eficiÍncia e efic·cia no con- trole da Lagarta do Cartucho na cultura do milho. Veja como aplicar corretamente esses inseticidas. O metomil deve ser aplicado na fase inicial de desenvolvimento da cultura do milho na dose de
Segunda modalidade de aplicaÁ„o: Novaluron
Cultivar ï Outubro 2002
In˙meros s„o os pontos envolvidos na utilizaÁ„o de um defensivo agrÌcola que podem provocar o seu insucesso
.
DuPont do Brasil S.A.
0,6 litros por hectare. A sua principal vantagem nessa modalidade de aplicaÁ„o È a sua aÁ„o em ovos, propiciando um maior controle em diferentes fa- ses do ciclo da Lagarta do Cartucho, reduzindo a populaÁ„o da praga para as fases posteriores da cul- tura e mantendo a populaÁ„o de inimigos naturais, em especial, a Tesourinha. O novaluron deve ser aplicado na fase inicial de desenvolvimento da cultura na dose de 150 ml por hectare. A sua aplicaÁ„o deve ser realizada ime- diatamente apÛs o produtor, ou o tÈc- nico respons·vel pela lavoura, per- ceber os primeiros sintomas de raspa- gem das folhas, onde as lagartas es- t„o com tamanho inferior a 1 centÌ- metro, pois o nova- luron n„o tem aÁ„o de choque, mas apenas aÁ„o sobre a fisiologia do inseto. Essa È conside- rada a modalidade de aplicaÁ„o pa- dr„o no controle da Lagarta do Cartucho no milho. Faz-se a pri- meira aplicaÁ„o com metomil nas fases iniciais, na dose de 0,6 litros/ha e a segunda aplicaÁ„o com novaluron, na dose de 150 ml/ha. A primeira apli- caÁ„o com metomil age com efeito de choque so- bre as lagartas, tem uma aÁ„o ovicida, sem atingir os inimigos naturais, principalmente a Tesourinha, o que reduz a populaÁ„o de lagartas nas prÛximas fases da cultura. A segunda aplicaÁ„o com novalu- ron estenderia o efeito do controle inicial propor- cionado pelo metomil, o qual pela sua caracterÌs- tica quÌmica apresenta um maior residual. Essa modalidade de aplicaÁ„o se diferencia da anterior por um aspecto: caso haja atraso na pri- meira aplicaÁ„o de metomil associada ‡ alta in- festaÁ„o, poder· haver escape de lagartas, fazen- do-se necess·ria uma segunda aplicaÁ„o de meto- mil anteriormente ‡ aplicaÁ„o de novaluron.
Quarta modalidade de aplicaÁ„o: Metomil e Novaluron
Metomil = 0,4 l/ha Novaluron = 150 ml/ha
Metomil = 0,6 l/ha
Terceira modalidade de aplicaÁ„o: Metomil e Novaluron
Novaluron = 150 ml/ha
Metomil = 0,6 l/ha
5.4. Tecnologia de aplicaÁ„o In˙meros s„o os pontos en- volvidos na utilizaÁ„o de um defensivo agrÌcola que podem provocar o seu insucesso. Como exemplo podemos citar as dificuldades encontradas na pulverizaÁ„o, ou seja, na dis- tribuiÁ„o do produto na plan- ta, para coloc·-lo exatamente no local onde permanecerem os insetos alvo. Ou ainda, a di- ficuldade de determinar o mo- mento no qual a maior parte da populaÁ„o da praga na cul- tura se encontra na fase biolÛgica de maior sus- cetibilidade ao produto. Portanto, caso se use um produto contra determinada praga, n„o co- incida com o momento de maior suscetibilida- de da biologia do inseto, ou n„o entre em con- tato direto com o inseto, porque n„o foi depo- sitado nos locais de caminhamento ou de uti- lizaÁ„o desse inseto, pode reduzir drasticamen- te sua eficiÍncia e passar a exigir o emprego de um n˙mero maior de aplicaÁ„o ou mesmo a ele- vaÁ„o da dose empregada, aumentando os cus- tos, inviabilizando o controle e principalmente le-
vando o agricultor ‡ rejeiÁ„o do produto utilizado. Para Lagarta do Cartucho a aplicaÁ„o nos es- t·gios larvais iniciais (menor que 1 cm), fases fe- nolÛgicas de maior perda de produtividade da cul- tura, volume de aplicaÁ„o, tipo de ponta de pulve- rizaÁ„o, tipo de modo de aÁ„o (contato ou inges- t„o) e a necessidade do uso de adjuvante s„o im- portantes para que se tenha controle efetivo e se obtenha melhor residual com menores custos e pos- sivelmente se a necessidade de reaplicaÁıes.