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Um estado de equilíbrio como este jamais ocorre, uma vez que o SEP sofre constantemente variações de carga (impactos de carga), fazendo com que o equilíbrio carga/geração seja sempre modificado, determinando assim, a necessidade de constante restabelecimento do estado de equilíbrio original.
Tipologia: Slides
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Estados de Operação de um Sistema de Potência e Estratégias de Controlo Com o objectivo de analisar a segurança do sistema de potência e projectar (design) sistemas de controlo apropriados, é útil classificar conceptualmente as condições de operação em cinco estados.
Estados de Operação de um Sistema de Potência: Normal; Alerta; Emergência; Caso extremo (in extremis); e Restaurativo
No estado normal Todas variáveis do sistema estão dentro da gama normal e os equipamentos não estão sendo sobrecarregados. O sistema opera de maneira segura e é capaz de suportar contigências sem violar quaisquer restrições/confinamentos (constraints).
O sistema entra no Estado de Alerta Se o nível de segurança cair abaixo de um certo limite de adequação, ou Se a possibilidade de perturbação aumenta por causa de condições adversas do tempo tais como a previsão de ocorrência de uma tempestade severa.
No Estado de Alerta Se a perturbação for severa, o estado de “in extremis” (extrema emergência) pode resultar directamente do estado de alerta. Acções preventivas, tais como deslocamento da geração (despacho seguro) ou reserva acrescida, podem ser levadas a cabo para restaurar o sistema para o estado normal.
No Estado de Alerta Se os passos restorativos não se traduzirem em sucesso, o sistema permanece no estado de alerta.
No Estado de Emergência O sistema continua intacto e pode ser restaurado para o estado de alerta por meio de iniciar as acções de controlo de emergência: a) Limpeza (desobstrução) das faltas/defeitos (fault clearing); b) Controlo de excitação; c) Diminuição da carga (load curtailment); d) Modulação HVDC; e) Fast-Valving; e f) Generation tripping.
No Estado de Emergência Se as medidas acima alistadas não forem aplicadas ou forem inefectivas, o sistema está in extremis e o resultado são interrupções em cascada e possivelmente interrupção da maior porção do sistema. O objectivo das medidas de controlo tais como parcelamento da carga (load shedding) e desagregação (separação) controlada do sistema é de evitar que a maior parte do sistema fique interrompida.
A caracterização das condições do sistema em cinco estados tal como acima descrito estabelece um quadro no qual estratégias de controlo podem ser desenvolvidas e identificadas acções do operador para lidar efectivamente com cada estado.
Para um sistema que tenha sido perturbado e tenha entrado num estado degradado de operação, os controlos do sistema de potência assistem o operador em retornar o sistema para o estado normal. Se a perturbação for pequena, os controlos do sistema de potência devem ser capazes de, por si, atingir isso.
Estrutura Hierárquica de Controlo A filosofia que tem sido desenvolvida para suportar os diversos requisitos do sistema de controlo compreende uma estrutura hierárquica conforme ilustrado na figura a seguir.
Nesta estrutura, existem controladores operando directamente sobre elementos individuais do sistema tais como os sistemas de excitação, máquinas primárias, caldeiras, tap-changers dos transformadores e conversores DC. Usualmente exixte uma espécie de controlador global do sistema que coordena o controlo dos elementos proximamente ligados.
Os controladores da central são por sua vez supervisionados pelos controladores do sistema nos centros de operação. As acções do controlador do sistema são coordenadas por pool-level master controllers (master controladores nos pool centres).