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Dimensão e Análise de um Conversor Boost CC-CC, Manuais, Projetos, Pesquisas de Eletrônica de Potência

Este documento aborda o projeto de um conversor boost cc-cc, um tipo de conversor de potência contínua que possui um aumento de tensão associado à saída. O documento explica as topologias básicas de conversores cc-cc, a importância de utilizá-los em circuitos de potência contínua e detalha as aplicações do conversor boost na área da eletrônica. Além disso, o documento apresenta as dimensões dos componentes do conversor, como indutor, capacitor e resistor, calculados com base nos dados de entrada fornecidos.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2021

Compartilhado em 21/07/2021

marciel-bezerra
marciel-bezerra 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
CENTRO DE ENGENHARIA
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
ELETRÔNICA DE POTÊNCIA (1200368)
PROJETO 3ª UNIDADE:
CONVERSOR CC/CC – CONVERSOR BOOST
Aluno: Marciel Bezerra de Moura;
Matrícula: 2019023234
Professor: Olympio Cipriano Da Silva Filho
Mossoró/RN
2021
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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO

CENTRO DE ENGENHARIA

CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

ELETRÔNICA DE POTÊNCIA (1200368)

PROJETO 3ª UNIDADE:

CONVERSOR CC/CC – CONVERSOR BOOST

Aluno: Marciel Bezerra de Moura;

Matrícula : 2019023234

Professor: Olympio Cipriano Da Silva Filho

Mossoró/RN

1. INTRODUÇÃO

Um conversor CC-CC é um tipo de circuito eletrônico que realiza uma

conversão de tensão ou corrente contínua em outra grandeza, maior ou menor de tensão

ou contínua também no regime de corrente contínua, obedecendo-se as leis de

conservação de energia, ou seja, a energia média do conversor não é alterada, quando há

aumento de tensão, obrigatoriamente sua corrente é diminuída, mantendo-se a mesma

potência inicial.

Os conversores CC-CC são muito utilizados em circuitos de potência que

operam em corrente contínua, pois, como não se pode utilizar de transformadores para

níveis CC, pois não haveria variação de fluxo magnético neste caso, o circuito necessita

do uso de interruptores controlados, transistores, (MOSFETs, IGBTs, BJTs, GTOs), etc.

trabalhando em alta frequência de comutação, na ordem de quilo e mega-hertz. Alguns

tipos de conversores também fazem uso de interruptores não controlados (diodos) além

de componentes passivos como indutores e capacitores.

As topologias básicas de conversores CC-CC não isoladas são: Buck (conversor

abaixador de tensão) e Boost (conversor elevador de tensão), que são as topologias

primárias para os conversores. As demais topologias não isoladas são Buck-Boost, Cúk,

Zeta e SEPIC e são derivadas da associação das duas topologias básicas. Existem

topologias isoladas (com o uso de um transformador para alta frequência) e não

isoladas. As principais topologias isoladas são o Forward (Buck isolado), Flyback

(Buck-Boost isolado), Push-Pull, Half-Bridge (Meia Ponte) e o Full-Bridge (Ponte

Completa).

Para o projeto em questão, será utilizado o conversor Boost, que também é

chamado de conversor elevador, que como falado anteriormente, é um tipo de conversor

CC-CC que possui um aumento de tensão associado a saída, em relação a entrada, onde

a sua utilização é caracterizada pelo ganho de tensão induzida no chaveamento do

indutor. A presença deste indutor na entrada faz com que as variações bruscas de tensão

na rede sejam absorvidas, não afetando o restante do circuito, facilitando então a

obtenção da forma desejada da corrente. Já o capacitor na saída faz com que a oscilação

de tensão na carga seja mínima, tornando então o conversor Boost uma excelente

solução para elevação de tensão CC.

O conversor Boost possui aplicações na área da eletrônica, sendo de potência ou

não, onde ele é bastante utilizado em fontes de alimentação, retificadores com elevado

A razão cíclica máxima do conversor não pode passar de 0,75. A razão cíclica

do conversor Boost é dependente dos valores de tensão de entrada e saída e pode ser

calculado pela Equação 1.

D = 1 −

V

¿

V

o

D =

− 1 ∴ D =0,0 588

Porém, como foi imposto pela Tabela 1, a razão cíclica não pode ser menor que

0,1, logo, faz-se necessário a utilização de valores modificados em relação aos valores

da Tabela 1 para o melhor funcionamento do conversor Boost.

Como o objetivo final do conversor Boost é obter uma tensão de 34 V na saída

do sistema, a critério do projetista a tensão de entrada será modificada para 24V, onde

esse valor justifica-se por ser um valor padrão utilizado comumente em fontes

chaveadas no mercado, facilitando então a implementação do conversor em um

protótipo físico, logo, o cálculo para a nova razão cíclica é efetuado abaixo:

D = 1 −

D ≅ 0 , 29412

c) Indutância (L)

Como a tensão de entrada para o conversor Boost foi ajustada para 24V a

critério do projetista, o cálculo para o dimensionamento do indutor é feito em razão

dessa tensão de entrada, onde a corrente pode ser calculada em relação a queda de

tensão estipulada e a potência presente na Tabela 1, assim, o indutor pode ser

dimensionado e projetado de acordo com a Equação 2.

L =

V

imin

∙ D

Δ I

L

∙ f

s

Onde:

V

imin

Tensão de entrada no conversor;

D →

Razão cíclica do conversor;

Δ I

L

Variação máxima de corrente no indutor;

f

s

Frequência de chaveamento do seccionador;

Considerando uma frequência de chaveamento dimensionada no item f) como

sendo igual a 40 kHz, com um valor de

Δ I

L

igual a 25%, o valor do indutor calculado é

dado por:

L =

0,25 ∙ 40 × 10

3

L =70,5882 μH

A indutância crítica é calculada pela Equação 3, que é o menor valor utilizado

para que o conversor opere em regime contínuo.

L

c

R∙ ( 1 − D )

2

∙ D

2 ∙ f

s

L

c

2

2 ∙ 40 × 10

3

L

c

11 μH

Logo, a critério do projetista, adota-se então um indutor comercial mais próximo

para a indutância calculada de 70 μH, valor acima da indutância crítica, assim o

conversor Boost atuará em regime contínuo, como projetado inicialmente.

d) Capacitância (C) e resistência série (

R

C

) do capacitor

De mesma maneira, considerando os valores presentes na Tabela 1, o valor do

capacitor em paralelo com a carga é calculado de acordo com a Equação 4.

C =

I

o

∙ D

Δ V

o

∙ f

s

C =

0,02 ∙ 40 × 10

3

C ≅ 2,083 mF

Logo, a critério do projetista, adota-se então um capacitor comercial mais

próximo de 2 mF. A resistência do capacitor é determinada em relação a oscilação da

tensão de saída, calculado pela Equação 5.

Δ V

o

= Δ I

c

∙ R

c

0,02= I

L, max

∙ R

c

O valor de

I

L ,max

é calculado no item g), mais adiante neste presente relatório,

assim, o valor do resistor em série é dado por:

0,02=8,075 ∙ R

c

R

c

2,4768

Logo, a critério do projetista, adota-se então um resistor comercial mais

próximo de 2,5 m

t on

= D ∙t

off

t on

∙t

off

t

on

=0,416 6 ∙ t

off

Como o valor do período de chaveamento é inversamente proporcional a

frequência de chaveamento, tem-se:

T = t on

  • t

off

T =

=0,000025 s

T = 25 μ s

Assim, com um período de 25 μs, o valor dos tempos em que os disparos do

MOSFET serão acionados podem ser dados por:

0,000025=0,416 6 ∙t

off

  • t

off

t

off

=17,647 μs

t

o n

=7,3529 μs

g) Corrente média no indutor (IL) e delta IL

A corrente no indutor é a corrente que passa pela fonte, assim a corrente média

presente no indutor pode ser calculada pela Equação 8.

I

L

= I

¿

P

V

¿

I

L

I

L

=7,91 6 A

A variação de corrente no indutor

Δ I

L

, de acordo com a Tabela 1 é

dimensionada para ser de 2%, assim, a variação máxima da corrente no indutor é dada

por:

Δ I

L

= 2 % ∙ I

L

Δ I

L

Δ I

L

h) Corrente máxima no indutor (

I

L ,max

A corrente máxima do indutor é calculada em relação a corrente média, de

acordo com a Equação 9.

I

L ,max

= I

L

Δ I

L

I

L ,max

I

L ,max

=8,075 A

i) Corrente mínima no indutor (

I

L ,min

De maneira semelhante, a corrente mínima do indutor é dada pela Equação 10.

I

L ,m ∈¿= I L

Δ I

L

2

( 10 )¿

I

L ,min

I

L ,min

=7,758 3 A

j) Corrente média na saída do conversor (

I

o

A corrente média na saída do conversor é calculada considerando os valores

determinados pela Tabela 1, assim, a corrente de saída é calculada em relação a tensão

de saída e o resistor dimensionado, logo, tem-se que:

I

o

V

0

R

I

o

I

o

k) Corrente média na fonte (

I

S

Assim como calculado no item f) a corrente de saída da fonte é igual a corrente

no indutor, logo, a corrente média na fonte é dada por:

I

¿

= I

fonte

=7,91 6 A

l) Tensão máxima na chave (

V

s w, max

Como o circuito seccionador funcionará como um circuito ideal, a chave

(simulada por um MOSFET ideal pelo software PSIM) se comportará como um fio

quando fechada e como um circuito aberto no momento de abertura. Logo, a tensão

máxima presente no momento de circuito aberto será a tensão presente no nó após o

indutor, assim, a tensão máxima da chave será a tensão de saída do circuito,

dimensionado para ser 34V de acordo com a Tabela 1.

m) Corrente máxima na chave (

I

s w ,max

A corrente máxima na chave será quando a chave é fechada, fazendo com que a

corrente toda flua pela mesma, sem que o capacitor jogue corrente, devido a presença do

diodo. Assim, a corrente máxima será a armazenada pelo indutor, logo, a corrente

Os resultados da simulação são mostrados abaixo, onde cada Figura representa

uma forma de onda encontrada pela simulação gerada pelo PSIM. Os valores teóricos e

simulados foram comparados e exemplificados abaixo.

A figura 4 representa a Tensão na carga, que apresentou um overshoot grande,

com pico em aproximadamente 64 V. Porém, em aproximadamente 50 milissegundos a

tensão aproximou-se de seu estado de regime permanente, apresentando uma tensão

extremamente linear com valor de aproximadamente 34 V, objetivo inicial do projeto.

Figura 4 : Tensão na carga

A Figura 5 mostra a precisão do conversor Boost, que apresentou uma variação

de tensão mínima, na ordem de milivolts, em um tempo de aproximadamente 0,1s.

Figura 5 : Tensão na carga, com zoom, expandido em 0,1 s

A corrente no indutor, como falando anteriormente, é igual a corrente presente

na fonte, os dois componentes estão em serie, e não há nenhum componente que

consuma corrente entre eles.

A corrente também apresentou a mesma característica da tensão, apresentando

um alto overshoot , porém para o caso da corrente, esse valor foi mais acentuado,

chegando a aproximadamente 180 A, fazendo com que os componentes dimensionados

necessitem de uma potência de fabricação elevada e de dissipadores térmicos bastante

eficazes.

Figura 6 : Corrente no indutor, semelhante a corrente na entrada da fonte

A corrente no indutor e na fonte, como mostra a Figura 7 apresentou uma alta

variação, de aproximadamente 30%, não correspondendo ao valor da Tabela 1, porém

aproximando-se do valor esperado, que era de 25%. Este valor acima do dimensionado

se deve a aproximações feitas no cálculo dos componentes e na utilização de

componentes comerciais mais próximos.

Figura 7 : Corrente na fonte e no indutor, com zoom, expandido em 0,1 s

A tensão sobre a chave, como discutido no item m), e mostrado pelas Figuras 8 e

9, apresentou a tensão de aproximadamente o mesmo valor obtido para a tensão de saída

do conversor Boost, devido ao mesmo estar situado no mesmo nó da carga.

Como já falado anteriormente, a tensão máxima no diodo será igual a tensão

máxima na carga e como mostrado na Figura 11. O diodo entrará em bloqueio e irá

bloquear a corrente, fazendo com que o circuito possua a tensão que estará presente no

capacitor, que será aproximadamente igual a tensão na carga.

Figura 11 : Tensão sobre o diodo, com zoom, expandido em 0,1 s

Como mostrado pela Figura 12, a corrente média presente no indutor, assim

como seu valor mínimo, máximo e a variação de corrente presente no indutor

apresentaram valores coerentes com o valor teórico calculado.

Figura 12 : Corrente máxima e mínima do indutor e

Δ I

L

simulados

De acordo com o calculado teoricamente, a corrente média no indutor

apresentou um erro de aproximadamente 0,1 A, ou seja, apresentou um valor

semelhante ao valor simulado pelo software PSIM. Os valores de corrente máxima e

corrente mínima, assim como o

Δ I

L

apresentaram um erro um pouco mais elevado,

devido aos componentes dimensionados teoricamente serem diferentes do utilizado no

projeto, adotando-se valores comerciais mais próximos, assim, os valores de corrente

apresentara uma discrepância, porém não grande o suficiente para prejudicar o

funcionamento do circuito.

Como mostrado pela Figura 14, a corrente na saída do conversor foi

aproximadamente igual a corrente dimensionada inicialmente com os valores da Tabela

1, calculados no item j), diferenciando-se apenas a partir da terceira casa decimal.

Figura 13 : Corrente média e RMS na saída do conversor

De acordo com a Figura 14, verifica-se que a fonte de tensão possui um

overshoot de aproximadamente 11 A, porém se estabiliza rapidamente e apresenta uma

corrente média mostrada na Figura 13, cumprindo-se a potência especificada no projeto.

Figura 14 : Forma de onda da corrente de saída

De acordo com a Figura 15, verifica-se que a potência de saída foi de certa

forma igual a potência dimensionada no projeto, diferenciando-se de apenas dois watts

aproximadamente do valor especificado inicialmente.

Figura 15 : Potência de saída do conversor Boost

Como mostrado pela Figura 16, o MOSFET projetado atua com frequência de 40

kHz e com um ciclo de trabalho de

, trabalhando juntamente com o circuito do

conversor para que seja possível obter a tensão de saída igual ao valor projetado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AHMED , Ashfaq. Eletrônica de potência. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2000.

ISBN: 9788587918031.

BARBI , Ivo. Eletrônica de Potência, 6ª Edição, Ed. do Autor, Florianópolis, 2006.

BOYLESTAD , Robert; NASHELESKY , Louis. Dispositivos Eletrônicos e Teoria de

Circuitos. 5ta. Ed. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1994.

HART , Daniel W. Eletrônica de potência: análise e projetos de circuitos. Porto Alegre:

AMGH, 2012. 480p. ISBN: 9788580550450.

LATHI , B. P. Sinais e sistemas lineares; tradução Gustavo Guimarães Parma. – 2. ed. –

Dados eletrônicos. – Porto Alegre : Bookman, 2008