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CORREÇÕES ATMOSFERICAS, Manuais, Projetos, Pesquisas de Processamento de Imagem Digital

CORREÇÕES ATMOSFERICAS E SENSORIAMENTO REMOTO

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 17/05/2020

fernando-vasconcelos-34
fernando-vasconcelos-34 🇧🇷

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Não perca as partes importantes!

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Olá a todos. Este tutorial partiu da necessidade de desenvolvimento de um estudo mais
detalhado do comportamento espectral da vegetação. A utilização das imagens de
reflectância de superfície das bandas do sensor Hyperion, surgiram como uma ótima
alternativa diante de um cenário onde não tínhamos dados detalhados das curvas
espectrais dos alvos à nível terrestre.
Se vocês se interessam pelo assunto, aconselhamos a leitura de bibliografias diversas
sobre correção atmosférica de imagens orbitais, devido a complexidade do tema. Não se
esqueçam que os procedimentos para a correção de imagens Multiespectrais no ENVI,
são semelhantes aos descritos aqui. Boa Sorte!
1. O primeiro passo para a correção, é converter as cenas para o formato BIP,
para que fiquem compatíveis com a rotina do FLAASH.
OBS: É altamente aconselhável que a cena seja recortada para uma área de
interesse específica para a conversão. Tal procedimento não é indicado
quando a correção atmosférica for realizada em computadores com alta
capacidade de processamento de dados. Ao recortar nunca se esqueça de
utilizar TODAS as bandas Hyperion. Esse procedimento será elucidado à
diante.
2. Para a conversão para o formato BIP, clique em Basic Tools – Convert Data
(BSQ, BIL, BIP). Como na Figura a seguir.
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Olá a todos. Este tutorial partiu da necessidade de desenvolvimento de um estudo mais detalhado do comportamento espectral da vegetação. A utilização das imagens de reflectância de superfície das bandas do sensor Hyperion, surgiram como uma ótima alternativa diante de um cenário onde não tínhamos dados detalhados das curvas espectrais dos alvos à nível terrestre.

Se vocês se interessam pelo assunto, aconselhamos a leitura de bibliografias diversas sobre correção atmosférica de imagens orbitais, devido a complexidade do tema. Não se esqueçam que os procedimentos para a correção de imagens Multiespectrais no ENVI, são semelhantes aos descritos aqui. Boa Sorte!

  1. O primeiro passo para a correção, é converter as cenas para o formato BIP, para que fiquem compatíveis com a rotina do FLAASH. OBS: É altamente aconselhável que a cena seja recortada para uma área de interesse específica para a conversão. Tal procedimento só não é indicado quando a correção atmosférica for realizada em computadores com alta capacidade de processamento de dados. Ao recortar nunca se esqueça de utilizar TODAS as bandas Hyperion. Esse procedimento será elucidado à diante.
  2. Para a conversão para o formato BIP, clique em Basic Tools – Convert Data (BSQ, BIL, BIP). Como na Figura a seguir.
  1. Será aberta a seguinte janela:
  2. Escolha a imagem com a extensão dat, como na figura, e clique em Spectral Subset. Nesta janela clique em Select All , para que sejam selecionadas as 242 bandas do Sensor Hyperion.

4.1 - Correção a partir do módulo FLAASH.

Antes de proceder a correção, leia uma breve descrição sobre correções atmosféricas. É importante um bom conhecimento sobre essa etapa, visto que, ela lida com algoritmos complexos e exige um alto grau de conhecimento de técnicas de geoprocessamento e Sensoriamento Remoto.

A correção atmosférica pode ser feita a partir de duas metodologias distintas, lançando- se mão a modelos de transferência radioativa (MODTRAN), ou tendo como base algoritmos empíricos. O primeiro é mais eficiente e sofisticado, exigindo o conhecimento das condições atmosféricas do local onde foi coletada a cena, os parâmetros detalhados de calibração radiométrica do sensor, alguns dados técnicos de satélite, etc. Para a aplicação do método empírico é necessária somente a implementação de cálculos a partir dos dados (Níveis de Cinza), disponíveis nas próprias bandas, tendo-se como base, por exemplo, a técnica de subtração por pixel escuro. A aplicação da correção a partir de modelos de transferência radiativa é mais complexa e deve ser implementada tendo-se um conhecimento prévio das condições atmosféricas locais no momento da coleta da cena, pois, exige como parâmetros de entrada, informações meteorológicas diversas, como, vapor d'água, oxigênio, dióxido de carbono, metano, ozônio, espalhamento de aerosol e outros efeitos adjacentes. Nem todos os parâmetros são necessários para que se proceda a correção, mas quanto maior o número de dados de entrada, mais real será o resultado da correção. O texto acima ajuda a ter uma idéia da complexidade das etapas de correção atmosférica, sendo assim, para aplicá-la adequadamente, é aconselhável a leitura de trabalhos que tratem do assunto. Posto isso, vamos partir para as etapas de correção:

  1. Na barra de tarefas do ENVI na opção espectral escolha a aba FLAASH
  1. Na janela que irá se abrir, clique em Input Radiance Image , e escolha a imagem BIP que foi gerada na etapa anterior.
  2. Clique Ok, após selecionar a imagem BIP. Irá aparecer a seguinte janela:
  3. Nesta janela clique OK e iremos selecionar o arquivo txt, com o fator de escala para a calibração em FLAASH.
  1. As letras em vermelho, na figura acima, representam as funções que deverão ser alteradas como segue na explicação a seguir: A. Latitude e Longitude da cena Hyperion. Consultar no site de USGS onde foram baixadas as imagens. B. Altitude do sensor em Km. Para o EO-1 são 705 Km. C. Elevação média do terreno em Km. No meu caso: 0.650 Km. D. Tipo de sensor: Hyperion. E. Parâmetros do momento da obtenção da cena. Também disponível no site da USGS.
  2. Veja abaixo os parâmetros de entrada da cena que estamos utilizando:

A BC

D E

  1. Agora iremos selecionar os parâmetros de entrada do modelo (MODTRAN). Para tanto, aconselho a leitura do seguinte arquivo: http://www.ittvis.com/portals/0/pdfs/envi/Flaash_Module.pdf
  2. Veja abaixo breve descrição dos parâmetros do modelo:
  3. Parâmetros primordiais para a correção no Módulo FLAASH: A. Modelo Atmosférico. Para o caso do Brasil utiliza-se o Tropical. B. Espessura da coluna d’água. O Guia do usuária especifica o mais aconselhável para cada situação. Para este caso, aplicou-se o valor 2. C. Modelo de Aerosol. Também explicitado no manual. Neste caso aplicou- se o modelo rural. D. Visibilidade inicial em metros. Adotou-se o valor 30 km.
  4. Após ter selecionado adequadamente os parâmetros da CENA e do MODELO , clique em Advanced Settings.
  5. Nesta janela escolha, ISAACS para Modtran Multsactter Model e clique OK.
  6. Clique APLY na janela de correção atmosférica do FLAASH e aguarde. Isso pode levar vários minutos...

A

B

C

D

OBS: Sempre quando forem aplicados dados hyperespectrais Hyperion, é importante atentar-se para os parâmentros externos (atmosfera) e internos (relativos ao sensor imageador), que podem provocar ruídos nas respostas espectrais dos alvos.

Referências:

TRW, Space Defense and Information System, EO-1/ Hyperion Science Data User’s Guide, Level 1B, CAGE, N. 11982, P. 60, 2001

USGS (2010). Earth Resources Observation and Science (EROS) Center. Página consultada em 10 de setembro de 2010, .

Espero que tudo tenha dado certo, qualquer dúvida entre em contato, [email protected] ou http://geotecnologias.wordpress.com/

Mensagem: “Toda a ação é designada em termos do fim que procura atingir.” (Maquiavel)