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CORREÇÕES ATMOSFERICAS E SENSORIAMENTO REMOTO
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!







Olá a todos. Este tutorial partiu da necessidade de desenvolvimento de um estudo mais detalhado do comportamento espectral da vegetação. A utilização das imagens de reflectância de superfície das bandas do sensor Hyperion, surgiram como uma ótima alternativa diante de um cenário onde não tínhamos dados detalhados das curvas espectrais dos alvos à nível terrestre.
Se vocês se interessam pelo assunto, aconselhamos a leitura de bibliografias diversas sobre correção atmosférica de imagens orbitais, devido a complexidade do tema. Não se esqueçam que os procedimentos para a correção de imagens Multiespectrais no ENVI, são semelhantes aos descritos aqui. Boa Sorte!
4.1 - Correção a partir do módulo FLAASH.
Antes de proceder a correção, leia uma breve descrição sobre correções atmosféricas. É importante um bom conhecimento sobre essa etapa, visto que, ela lida com algoritmos complexos e exige um alto grau de conhecimento de técnicas de geoprocessamento e Sensoriamento Remoto.
A correção atmosférica pode ser feita a partir de duas metodologias distintas, lançando- se mão a modelos de transferência radioativa (MODTRAN), ou tendo como base algoritmos empíricos. O primeiro é mais eficiente e sofisticado, exigindo o conhecimento das condições atmosféricas do local onde foi coletada a cena, os parâmetros detalhados de calibração radiométrica do sensor, alguns dados técnicos de satélite, etc. Para a aplicação do método empírico é necessária somente a implementação de cálculos a partir dos dados (Níveis de Cinza), disponíveis nas próprias bandas, tendo-se como base, por exemplo, a técnica de subtração por pixel escuro. A aplicação da correção a partir de modelos de transferência radiativa é mais complexa e deve ser implementada tendo-se um conhecimento prévio das condições atmosféricas locais no momento da coleta da cena, pois, exige como parâmetros de entrada, informações meteorológicas diversas, como, vapor d'água, oxigênio, dióxido de carbono, metano, ozônio, espalhamento de aerosol e outros efeitos adjacentes. Nem todos os parâmetros são necessários para que se proceda a correção, mas quanto maior o número de dados de entrada, mais real será o resultado da correção. O texto acima ajuda a ter uma idéia da complexidade das etapas de correção atmosférica, sendo assim, para aplicá-la adequadamente, é aconselhável a leitura de trabalhos que tratem do assunto. Posto isso, vamos partir para as etapas de correção:
OBS: Sempre quando forem aplicados dados hyperespectrais Hyperion, é importante atentar-se para os parâmentros externos (atmosfera) e internos (relativos ao sensor imageador), que podem provocar ruídos nas respostas espectrais dos alvos.
Referências:
TRW, Space Defense and Information System, EO-1/ Hyperion Science Data User’s Guide, Level 1B, CAGE, N. 11982, P. 60, 2001
USGS (2010). Earth Resources Observation and Science (EROS) Center. Página consultada em 10 de setembro de 2010, .
Espero que tudo tenha dado certo, qualquer dúvida entre em contato, [email protected] ou http://geotecnologias.wordpress.com/
Mensagem: “Toda a ação é designada em termos do fim que procura atingir.” (Maquiavel)