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cuba eletrolitica, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

Um pouco sobre cuba eletrônica e seu funcionamento.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 31/12/2013

ere-de-eme-2
ere-de-eme-2 🇧🇷

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NOME _________________________________
ESCOLA________________________________
EQUIPE_____________SÉRIE______________
PERÍODO_____________ DATA ____________
OBJETIVOS
Obter superfícies equipotenciais em uma cuba eletrolítica.
Mapear o campo elétrico a partir das superfícies equipotenciais.
Desenvolver os conceitos de potencial e campo.
Familiarizar-se com o campo para diversas distribuições de carga.
INTRODUÇÃO
O vetor campo elétrico (E) em um ponto do espaço é definido como a relação entre a força que
uma carga sente se for colocada naquele ponto e o valor da carga. Isto é, se colocarmos uma
carga q em um ponto em que o campo é E, a força sobre esta carga será:
F = q E (1.1)
e
E = F/q (1.2)
Medir o campo elétrico, então, pode ser feito medindo a força que age sobre uma carga
conhecida.
Uma forma alternativa, e mais prática, de se medir o campo elétrico é a partir do potencial elétrico.
Quando uma carga q é deslocada de um ponto com potencial VA para outro ponto com potencial
VB o campo elétrico realiza sobre ela um trabalho q (VA VB). Como o trabalho é a força
multiplicada pela distância, a força média pode ser calculada se conhecemos o potencial e a
distância. Conhecendo a força e a carga também podemos calcular o campo:
F d = q (VA − VB) F / q = (VA − VB) /d (.3)
Substituindo 1.2 em 1.3:
E = (VA − VB) /d (1.4)
Se conhecermos duas superfícies nas quais o potencial elétrico é constante – as equipotenciais –
podemos calcular o campo elétrico médio entre elas lembrando que o campo é sempre
perpendicular às equipotenciais e usando a fórmula acima para calcular seu valor.
Infelizmente é muito difícil medir os campos eletrostáticos diretamente. As cargas envolvidas, em
geral, são muito pequenas e podem ser alteradas no processo de medição. Neste experimento
substituímos o dielétrico que normalmente separa as cargas (vácuo ou dielétrico) por uma solução
que seja condutora. Deste modo as cargas fluem dentro da solução e devem ser rapidamente
substituídas de modo a manter o campo constante. Isto se consegue com o uso de uma bateria ou
de uma fonte de tensão constante. Como veremos, o potencial elétrico dentro da solução pode ser
facilmente medido e a partir dele podemos calcular o campo elétrico.
Um conceito bastante útil na visualização de um campo elétrico é o de linha de força. Uma linha
de força é uma linha que é paralela ao campo elétrico em qualquer ponto. Assim quando
desenhamos uma linha de força temos uma idéia bastante clara da “forma” do campo elétrico. Na
figura 1 o campo elétrico é representado por linhas de força e por equipotenciais em duas
situações simples. Uma propriedade importante das linhas de força é que elas são sempre
perpendiculares às equipotenciais.
FÍSICA
ELETRICIDADE:
Cuba Eletrolítica
Mapeando Campos Elétricos
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NOME _________________________________

ESCOLA________________________________

EQUIPE_____________SÉRIE______________

PERÍODO_____________ DATA ____________

OBJETIVOS

  • Obter superfícies equipotenciais em uma cuba eletrolítica.
  • Mapear o campo elétrico a partir das superfícies equipotenciais.
  • Desenvolver os conceitos de potencial e campo.
  • Familiarizar-se com o campo para diversas distribuições de carga.

INTRODUÇÃO

O vetor campo elétrico ( E) em um ponto do espaço é definido como a relação entre a força que uma carga sente se for colocada naquele ponto e o valor da carga. Isto é, se colocarmos uma carga q em um ponto em que o campo é E , a força sobre esta carga será:

F = q E (1.1) e E = F /q (1.2)

Medir o campo elétrico, então, pode ser feito medindo a força que age sobre uma carga conhecida.

Uma forma alternativa, e mais prática, de se medir o campo elétrico é a partir do potencial elétrico. Quando uma carga q é deslocada de um ponto com potencial VA para outro ponto com potencial VB o campo elétrico realiza sobre ela um trabalho q (VA − VB). Como o trabalho é a força multiplicada pela distância, a força média pode ser calculada se conhecemos o potencial e a distância. Conhecendo a força e a carga também podemos calcular o campo:

F d = q (VA − VB) ⇒ F / q = (VA − VB) /d (.3)

Substituindo 1.2 em 1.3:

E = (VA − VB) /d (1.4)

Se conhecermos duas superfícies nas quais o potencial elétrico é constante – as equipotenciais – podemos calcular o campo elétrico médio entre elas lembrando que o campo é sempre perpendicular às equipotenciais e usando a fórmula acima para calcular seu valor.

Infelizmente é muito difícil medir os campos eletrostáticos diretamente. As cargas envolvidas, em geral, são muito pequenas e podem ser alteradas no processo de medição. Neste experimento substituímos o dielétrico que normalmente separa as cargas (vácuo ou dielétrico) por uma solução que seja condutora. Deste modo as cargas fluem dentro da solução e devem ser rapidamente substituídas de modo a manter o campo constante. Isto se consegue com o uso de uma bateria ou de uma fonte de tensão constante. Como veremos, o potencial elétrico dentro da solução pode ser facilmente medido e a partir dele podemos calcular o campo elétrico.

Um conceito bastante útil na visualização de um campo elétrico é o de linha de força. Uma linha de força é uma linha que é paralela ao campo elétrico em qualquer ponto. Assim quando desenhamos uma linha de força temos uma idéia bastante clara da “forma” do campo elétrico. Na figura 1 o campo elétrico é representado por linhas de força e por equipotenciais em duas situações simples. Uma propriedade importante das linhas de força é que elas são sempre perpendiculares às equipotenciais.

FÍSICA

ELETRICIDADE: Cuba Eletrolítica

Mapeando Campos Elétricos

(a) carga positiva isolada (b) Duas cargas positivas Figura 1 - Linhas de força e equipotenciais. Observe que as linhas de força (linhas cheias) sempre são perpendiculares às equipotenciais (linhas tracejadas).

As linhas de força têm a mesma orientação que o campo elétrico, assim elas saem das cargas positivas e entram nas cargas negativas. Observe como as linhas de força na figura 1b se dobram para fora sugerindo visualmente a repulsão que acontece entre as duas cargas. Como seriam as linhas de força se todas as cargas positivas da figura 1b fossem substituídas por cargas negativas? E se apenas uma delas fosse substituída por uma carga negativa?

Uma limitação da figura é que ela representa as equipotenciais e as linhas de força apenas no plano do desenho, mas o campo eletrostático ocupa todo o espaço em torno das cargas. Assim, as equipotenciais não são curvas, são superfícies e existem linhas de força que saem dos dois lados do papel, mas que não conseguimos reproduzir neste tipo de figura.

UNIDADES DE CARGA ELÉTRICA, CAMPO ELÉTRICO E POTENCIAL ELÉTRICO - SI

As unidades que usaremos em nossos experimentos são:

carga elétrica q coulomb (C) campo elétrico E newton por coulomb (N/C) ou volts por metro (V/m) potencial elétrico V volt (V)

Você sabe transformar newtons por coulomb em volts por metro? Antes de iniciar o experimento procure imaginar como será o campo elétrico. Como são as linhas de força que partem de um eletrodo?

MATERIAL

  • Cuba eletrolítica: - bacia de isopor
    • placa de acrílico com fórmica
    • 2 eletrodos cilíndricos
    • ponta de prova
    • água (~ 300 mL)
  • Potenciômetro
  • Fonte de tensão regulável de 2 V a 10 V
  • Multímetro
  • 3 cabos banana-banana
  • 3 cabos banana-jacaré
  • Régua

PROCEDIMENTO

Montando a cuba eletrolítica

  1. Sobre uma superfície horizontal, coloque a placa de acrílico na bacia de isopor com a fórmica para cima. Coloque os eletrodos conforme a figura 2. Os eletrodos devem ficar a uma distância de aproximadamente 10 cm. Marque as posições dos eletrodos sobre a placa de fórmica utilizando a ponta de prova (lapiseira). Durante o experimento os eletrodos devem sempre manter a mesma posição.
  2. Coloque 300 mL de água na bacia. Deve haver aproximadamente 0,5 cm de líquido sobre a placa de fórmica.

Diretamente com o multímetro

  • Faça as conexões dos eletrodos até a fonte (cabos banana-banana), conforme o diagrama. Confira a polaridade dos eletrodos, ela será muito importante na determinação da direção do campo.
  • Conecte o terminal negativo do multímetro ao eletrodo negativo e o conector positivo na ponta de prova com grafite (lapiseira), usando cabos banana-jacaré.
  • Mergulhe a ponta de prova verticalmente na solução e marque, com o grafite, o fundo para os pontos em que o multímetro indicar 2,00 V. O resultado será mais preciso se a ponta de prova for mantida na vertical. O número de pontos marcados deve ser suficiente para que você possa determinar a curva eqüipotencial. Anote o valor da tensão (2,00 V) para esta curva (figura 4). Evite fazer marcações muito fortes ou contínuas; o grafite também é condutor e pode alterar o campo se for usado em excesso.
  • Repita o passo 3 para os pontos em que o multímetro indicar 4,00 V, 5,00 V, 6,00 V e 8, V.

Figura 4 - Exemplo de marcação de pontos

As curvas que você vai obter não são, necessariamente, parecidas com o exemplo da figura 4.

Transferindo para uma folha de papel

  • Desligue a fonte, retire os eletrodos, devolva a solução para o frasco e retire a placa de acrílico com os pontos marcados. Seque a placa com cuidado para não apagar os pontos. Transfira estes pontos para uma folha de papel (colocando uma folha sobre a placa e copiando). Não esqueça de transferir também a posição dos eletrodos.
  • Apague os pontos da placa de fórmica utilizando uma borracha.

Análise dos dados e questões

  1. Una os pontos obtidos para uma mesma tensão de modo a obter uma eqüipotencial para cada tensão.
  2. Trace pelo menos cinco linhas de força que partam do eletrodo positivo e cheguem ao eletrodo negativo. Para isso lembre-se de que as linhas de força são sempre perpendiculares às equipotenciais. Olhe novamente a figura 1 e compare com o seu resultado.
  3. Estime o campo elétrico (intensidade, direção e sentido) no ponto médio entre os eletrodos.
  4. Calcule a força devida ao campo elétrico que atua sobre um elétron no centro da cuba Esta força seria diferente em outros pontos? Carga do elétron =1, 6 × 10−19 C.
  5. Calcule a aceleração que este elétron sofreria se a força elétrica fosse a única que atuasse sobre ele. Massa do elétron =9, 1 × 10

− kg.

  1. Qual é o trabalho realizado pela força elétrica sobre um elétron que parte do eletrodo negativo até o momento em que ele atinge o eletrodo positivo?
  2. Qual seria a velocidade com que um elétron atingiria o eletrodo positivo se ele saísse com velocidade nula do eletrodo negativo e não encontrasse nenhuma resistência pelo caminho?
  3. Qual seria o efeito sobre o campo elétrico se invertêssemos a polarização dos eletrodos?
  4. Este experimento simula o campo criado por duas cargas pontuais. No entanto os cilindros são muito maiores do que qualquer carga pontual. Por que o resultado obtido é tão parecido com o que seria obtido se os dois eletrodos que tivessem raio muito pequeno? Lembre-se que um material condutor define uma superfície equipotencial.

OUTRAS CONFIGURAÇÕES

A seguir são apresentadas algumas configurações de eletrodos alternativas. Tente responder às perguntas antes de realizar o experimento e depois compare suas previsões com os resultados obtidos.

Placas planas paralelas

  1. Como será o campo entre estas placas?
  2. O que acontecerá com o campo se as placas forem colocadas mais próximas?
  3. Você espera que a forma do campo mude?
  4. Calcule o campo sobre alguns pontos da linha que une o centro das duas placas. O que você observa?

Placas perpendiculares

  1. Como você espera que seja o campo em torno da ponta central?
  2. Depois de realizar o mapeamento calcule o campo em alguns pontos na linha que une o centro da placa da esquerda com a ponta da placa da direita o que você observa?
  3. Que dispositivo prático utiliza este resultado?

Placa e cilindro

  1. Como será o campo em torno da “carga pontual”? 2) As linhas de campo que partem do cilindro se curvam em que direção? Por quê?