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Curso - de - hardware
Tipologia: Notas de estudo
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Para assegurar uma montagem correta e prática de computadores e periféricos é necessário utilizar um conjunto específico de ferramentas e acessórios adequados ao processo de montagem. Existe no mercado um "kit de ferramentas” específico para uso em equipamentos de informática, ou pode ser montado com ferramentas avulsas, adquiridos em ferragens e lojas do gênero.
Kit de ferramentas
O conjunto de ferramentas ideal deve constar as seguintes ferramentas:
01 Chave de fenda 01 Chave de fenda 01 Chave Phillips 01 Chave Phillips 01 Alicate de bico 01 Alicate de corte 01 Pinça 01 Multímetro analógico ou digital 01 Pulseira anti-estática 01 Pasta térmica para melhorar a troca de calor entre processador e cooler/fan 01 Pincel com 6 cm de largura 01 Lupa
Ao manusear placas você sempre deve pega-las pelas bordas. Veja por exemplo como se deve pegar em uma placa. Escolha a maneira correta! Sempre!
Placa Mãe
A eletricidade estática é um risco constante que paira sobre os profissionais de informática. Embora os riscos reais não sejam tão grandes quanto os manuais podem nos levar a crer, a possibilidade de danos a componentes sensíveis realmente existe. Um dos grandes problemas é a falta de informações sobre o tema. Cada técnico parece ter uma opinião diferente e informações folclóricas são propagadas junto com as reais.
As cargas eletrostáticas surgem naturalmente, principalmente devido a atrito com materiais isolantes (carpete, cabelo, lã, fibra de vidro, etc.). A eletricidade se acumula justamente porque você está isolado do solo (por causa do tênis ou carpete, por exemplo) e ela não tem para onde fluir.
Quando você toca em algum objeto metálico, o diferencial elétrico faz com que a eletricidade flua de forma violenta na direção com potencial mais baixo. Dependendo do volume de eletricidade acumulada, a energia pode percorrer até mesmo através de uma camada fina de material isolante ou ar. É por isso que usar luvas de borracha não impedem completamente que você danifique componentes com estática. O plástico anti- estático usado em embalagens de eletrônicos tem uma estrutura um pouco diferente do plástico usado em sacolas plásticas comuns, daí o seu nome.
Um exemplo clássico são as nuvens de chuva, que estão separadas do solo por alguns quilômetros de ar. Apesar disso, quando eletricidade suficiente se acumula, surge o raio, uma descarga poderosa o suficiente para vencer a distância. Em ambientes secos, você pode criar um raio em miniatura esfregando uma peça de lã por algum tempo e depois aproximando o dedo de algum objeto metálico, como uma maçaneta. Quando ele estiver bem próximo, você vê uma faísca rápida, que é justamente a descarga eletrostática fluindo do seu corpo para o metal, vencendo a camada de ar que os separa. Nosso corpo é capaz de acumular cargas de milhares de volts. A amperagem é muito baixa, por isso não é suficiente para causar danos a nós ou outras pessoas, mas é mais do que suficiente para causar descargas capazes de danificar circuitos eletrônicos.
Como disse, as descargas ocorrem justamente por causa do diferencial elétrico entre o seu corpo e os componentes, de forma que para eliminar o problema com descargas eletrostáticas, basta igualar o potencial elétrico de ambos. Existem no mercado as famosas pulseiras anti-estáticas, que possuem um fio de aterramento destinado a eliminar cargas acumuladas no seu corpo. Elas são baratas, geralmente menos de 20 reais, de forma que é sempre bom ter uma. Ao contrário do que muitos acreditam, o fio da pulseira não precisa necessariamente ser ligado a um fio terra, ela também oferece uma boa proteção se ligada ao gabinete do micro ou a alguma peça metálica da carcaça do notebook onde você vai trabalhar.
O objetivo é simplesmente fazer com que o seu corpo e os demais componentes do micro fiquem como mesmo potencial elétrico, eliminando a possibilidade de ocorrerem descargas. Se preferir, você pode primeiro tocar uma grade metálica (não pintada) antes de conectar a pulseira e começar a trabalhar, mas isso não é realmente necessário.
Se você faz parte dos 99% que não usam a pulseira, vamos à segunda linha de prevenção. Ela consiste em não trabalhar sobre pisos de carpete ou usando roupas de lã e sempre tocar uma grade ou outro objeto de metal ligado ao solo antes de abrir o micro, além de tocar o gabinete constantemente enquanto estiver trabalhando. Também não vale ficar esfregando as mãos no cabelo, pois ele tem uma tendência a acumular cargas positivas maior do que a própria lã.
Se as tomadas tiverem aterramento, uma boa coisa a fazer antes de começar a trabalhar é tocar o gabinete com a fonte ainda ligada na tomada. O fio de aterramento é ligado ao corpo da fonte, que por sua vez é parafusada ao gabinete (é por isso que micros ligados em tomadas não-aterradas muitas vezes dão choque). Ao tocar no gabinete, a carga é transferida para ele e o excesso flui através do terra da tomada. Depois disso, você pode desconectar o gabinete da tomada e trabalhar normalmente. Se, por outro lado, as tomadas não são aterradas, não adianta muito fazer isso. O melhor é tocar em uma grade metálica, desligar o gabinete da tomada e cruzar os dedos. Além de todos os cuidados, soma-se a recomendação de sempre trabalhar manuseando os componentes pela borda, evitando ao máximo tocar os chips e contatos metálicos.
O disco rígido ou HD (Hard Disk), é o dispositivo de armazenamento de dados mais usado nos computadores. Nele, é possível guardar não só seus arquivos como também todos os dados do seu sistema operacional, sem o qual você não conseguiria utilizar o computador. Neste artigo, você verá alguns detalhes do funcionamento dos HD’s e conhecerá alguns de seus recursos (como IDE, SATA, SCSI, capacidade, entre outros).
Surgimento
O disco rígido não é um dispositivo novo, mas sim uma tecnologia que evoluiu com o passar do tempo. Um dos primeiros HDs que se tem notícia é o IBM 305 RAMAC. Disponibilizado no ano de 1956, era capaz de armazenar até 5 MB de dados (um avanço para a época) e possuía dimensões enormes: 14 x 8 polegadas. Seu preço também não era nada convidativo: o 305 RAMAC custava cerca de 30 mil dólares. Com o passar dos anos, os HDs foram aumentando sua capacidade de armazenamento, ao mesmo tempo em que se tornaram menores, mais baratos e mais confiáveis.
Capacidade
A capacidade de um disco rígido atualmente disponível no mercado para uso doméstico/comercial varia de 20 a 500 GB, mas um HD para empresas pode chegar até 1 TB. O HD vem evoluindo muito. O mais antigo possuía 5 MB (aproximadamente 4 disquetes de 3 1/2 HD), sendo aumentada para 30 MB, e, em seguida para 500 MB (20 anos atrás), e 10 anos mais tarde, HD’s de 1 a 3 GB. Em seguida lançou-se um HD de 10 GB e posteriormente os de 15 GB. Posteriormente, foi lançado no mercado um de 20 GB, até os atuais HD’s de 40, 80, 120, 160, 200, 250, 320, 400 e 500 GB. As empresas usam maiores ainda: variam de 40 GB até 1 TB, mas a Seagate informou que em 2010 irá lançar um HD de 200 TB (sendo 50 TB por polegada quadrada, contra 70 GB dos atuais HD’s).
importante saber que o jumper só deve ser posicionado em CS quando a seleção dos HD’s instalados for feita pelo próprio cabo IDE. Normalmente, essa opção de configuração não pode ser feita com os cabos IDE que fazem parte dos kits das motherboards. Caso você deseje usar essa opção, é necessário adquirir um cabo especial que raramente é encontrado no mercado.
HD Samsungョ SW0434 e opções de configuração disponíveis.
Conexão do cabo IDE (Flat Cable de 80 ou 40 Vias)
Antes de conectar o cabo de sinais IDE, conhecido também como FLAT CABLE, observe qual de suas extremidades está marcada, isto é possui uma lista de cor vermelha ou azul. Essa marcação identifica o fio número 1 do flat cable. Conecte a extremidade marcada do fio 1 com o pino 1 do conector do HD. Normalmente, o pino 1 do conector IDE está ao lado do conector de alimentação do HD. Há algum tempo atrás, a maior parte dos HD’s possuía conectores IDE com uma fenda que se encaixa perfeitamente na guia do conector do flat cable. Se o seu HDD tiver tal fenda e o seu cabo IDE possuir a gula, não se preocupe, pois só será possível encaixar o cabo da forma correta. Opte sempre por instalar HD’s IDE através de cabos IDE (Flat Cable) com 80 vias, em vez de cabos IDE de 40 vias. Não se esqueça de que o HD funciona tanto com um cabo como com o outro. Cabos de 80 vias podem proporcionar maiores taxas de transferências de dados entre o HD e a interface IDE do chipset integrado na motherboard. Se possível, evite instalar mais de um periférico por canal IDE. Caso seja inevitável, instale num mesmo canal IDE periféricos com taxas de transferências de dados compatíveis, isto é evite instalar um HD de 133 MB/s com um drive de CD de 33 MB/s no mesmo canal IDE.
HD’s SATA
O manuseio e os cuidados devem ser os mesmos que com HD’s IDE.
Ao contrário de um HD IDE, o HD SATA não requer configuração adicional, já que cada canal SATA suporta apenas um dispositivo SATA, ao contrário do canal IDE que suporta até dois periféricos IDE. Se você pretende instalar um único HD SATA, instale-o no primeiro canal SATA, normalmente denominado de SATA1 ou S1. Se desejar instalar dois HD’s, instale um no primeiro canal (SATA1, por exemplo) e o outro no segundo canal (SATA2, por exemplo). Há motherboards que possuem vários canais SATA, inclusive com opções para implementar soluções RAID.
DDR400 de 1GB da Kingston
As placas-mãe mais antigas trabalhavam com tecnologia EDO, foram substituídas pelas de tecnologia SDR SDRAM, que são comercialmente chamadas de memória DIMM e, depois foram substituídas pelas de tecnologia DDR, atualmente o padrão mais usado é o DDR2, mas já temos DDR3. Com relação à capacidade de instalação de memória RAM nas placas-mãe mais antigas chegavam a 32MB ou 64MB, entretanto hoje é comum achar micros com pentes de memória com 1024 MB (1GB) ou 2048 MB (2GB), podendo expandir (dependendo da placa-mãe) até 8GB.
BIOS é um sistema embarcado no chip CMOS. O BIOS (Basic Input Output System) é responsável por controlar o uso dos dispositivos e mantém informações de data e hora. O BIOS trabalha junto com o Post, um software que testa os componentes do micro em busca de eventuais erros. Podemos alterar as configurações de hardware através do Setup, uma interface também presente na CMOS.
BIOS Antiga BIOS Atuais
O processador é o principal componente de um computador, sendo muitas vezes chamado de "cérebro da máquina". Isso porque é o processador que executa, com auxílio de dispositivos como memórias e discos rígidos, todas as operações no computador. Quando você ouve uma música em MP3, acessa a internet, escreve um texto, tudo é feito pelo processador. Este tópico mostra os principais conceitos envolvendo o processador e explica um pouco de seu funcionamento.
O processador é um chip responsável por buscar e executar instruções presentes na memória do computador. Ele também é conhecido por CPU ( C entral P rocessing U nit - Unidade Central de Processamento). As instruções (processos) que ele executa consistem em operações matemáticas e lógicas, além de operações de busca, leitura e gravação de dados. Um conjunto organizado de instruções, forma um programa. Todas
pinos (seria melhor dizer “furos” ?) e fornece uma voltagem de 5 volts para o funcionamento do processador. O processador “overdrive” (usado para upgrade) que pode ser usado neste soquete é o 486 DX4 overdrive.
Socket 2 – O Socket 2 é uma evolução do Socket 1. Possui 238 pinos e também fornece 5 volts para a CPU. Apesar de ser um soquete preparado para os processadores 486, como o Socket 1, tem algumas características que permitem o encaixe de um Pentium especial, conhecido com Pentium “overdrive”.
Socket 3 – Outro soquete para 486. Mas este possui a técnica de construção conhecida como ZIF (Zero Insertion Force) e que permite a colocação e retirada do processador do soquete com muita facilidade. Possui 237 pinos e fornece 5 volts para o processador, porém pode fornecer também 3,3 volts se a placa-mãe for configurada corretamente. Suporta todos os processadores que o Socket 2 suporta inclusive o Pentium “overdrive” e também aceita o 5x86 (que é um 486 “disfarçado”). Este é considerado por muitos o último dos soquetes feitos exclusivamente para o 486 e similares.
Socket 4 – O Socket 4 foi projetado para ser usado nos processadores Pentium. Ele possui 273 pinos e fornece uma voltagem de 5 volts. Para o Pentium esta voltagem faz com que seja gerado um aquecimento excessivo do processador. Este soquete só foi usado pelos primeiros modelos de Pentium que operavam na freqüência de 60 e 66 MHz, além do Pentium overdrive. Com o lançamento do Pentium 75 MHz a Intel fez com que o Pentium passasse a trabalhar com 3,3 volts e o Socket 4 foi aposentado. É muito raro encontrar uma placa-mãe com este soquete.
Socket 5 – Este é um soquete que foi projetado para os novos Pentium de 3,3 volts. Ele possui 320 pinos e suporta processadores Pentium de 75 a 133 MHz. Os Pentiums além deste valor não encaixam no soquete 5 porque possuem um pino a mais. Foi substituído pelo famoso Socket 7.
Socket 6 – Poderíamos imaginar que o Socket 6 seria feito para os processadores Pentium. Mas,na verdade, ele foi projetado para a família 486. Ele é um Socket 3 mais avançado. Possui 235 pinos e fornece 3,3 volts para o processador. Este soquete nunca foi realmente usado pelos fabricantes de placas-mãe. Ele surgiu quando os Pentium já estavam dominando as vendas. É outro soquete de quem não consegui imagem.
Socket 7 – Este é o tipo de soquete mais usado para processadores da classe Pentium. Ele possui 321 pinos e pode fornecer voltagens que variam de 2,5 a 3,3 volts. Aceita todos os processadores Pentium de 75 MHz para cima, o Pentium MMX, além dos processadores da “concorrência”, tais como: K5, K6, K6-2, K6-III, K6-2+, K6-III+, 6x86, 6X86MX, MII, etc. Aceita também os processadores Pentium “overdrive”. A Intel abandonou este soquete com o lançamento do Slot 1, mas outros fabricantes o utilizaram até o ano de 2001. Ainda encontramos placasmãe no comércio que possuem este soquete. O Socket 7 pode trabalhar com voltagens ainda menores que 3,33 e 2,5 volts se a placa-mãe possuir um regulador de tensão para isto.
Socket 8 – O Socket 8 foi criado para o Pentium Pro. Ele possui 487 pinos e fornece uma tensão que varia de 3,1 a 3,3 volts para o processador. Como o Pentium Pro foi deixado “de lado” quando a Intel lançou o Pentium II (com o encaixe Slot 1), é difícil encontrar uma placa-mãe com este soquete. É mais comum encontrar este soquete em placas feitas para servidores.
Socket 370 – A Intel resolveu voltar atrás na sua estratégia de slots e lançou um novo tipo de soquete chamado de Socket370, por que este possui 370 pinos. Ela fez isso porque conseguiu colocar num só chip o que antes tinha que ser colocado em um cartucho. Este soquete é muito parecido com o Socket 7, mas possui mais uma fila de pinos. O primeiro processador a usá-lo foi o Celeron, batizado de Celeron PPGA. Depois os Pentium III também começaram a usar o Socket 370. O Pentium III para Socket 370 é chamado de Pentium III FC-PGA. Uma das vantagens do Socket 370 é que ele permite o uso de coolers semelhantes aos usados pelos processadores feitos para Socket 7.
Socket A ou Socket 462 – Da mesma forma que a Intel “abandonou” o Slot 1 em função do Socket 370, a AMD deixou o Slot A de lado e criou o Socket A. Os novos processadores Athlon e Duron usam um soquete chamado de Socket A e que possui 462 pinos. Não existem adaptadores capazes de colocar processadores feitos para Socket A em placas para Slot A, como os que existem de Socket 370 para Slot 1. Também é chamado de Socket462.
Slocket – O Slocket foi criado para permitir que processadores da Intel no formato Socket 370 pudessem ser instalados em placas com Slot 1. Não passa de uma placa adaptadora.
Socket 423 – Este tipo de soquete foi lançado com o primeiro modelo de Pentium 4. Infelizmente a Intel descontinuou este soquete, substituindo-o pelo Socket478.
Socket 478 – É o soquete utilizado pelos atuais modelos de Pentium 4. Apesar de ser menor fisicamente menor que o Socket423 ele possui mais pinos (na verdade, furos) pois estes estão mais próximos uns dos outros.
Socket 754 – Este é o soquete usado pelo Athlon64 na versão mais simples e também pelo Sempron. Atinge a incrível marca de 754 contatos e só é superado em contatos pelo Sockets 939/940 e pelo Socket775.
Socket 775 – É soquete usado pelas mais novas versões do Pentium 4 e Celeron. Na verdade ela não é um soquete propriamente ditio, pois não usa furos e sim pinos que se conectam a contatos existentes no processador.
Socket 940 – Este soquete é a prova de como a tecnologia dos processadores está avançando. Foi criado para os processadores Opteron e usado nos primeiros Athlon64. Confira na figura abaixo.
Socket 939 – É o soquete usado pelos atuais modelos de Athlon64, Athlon64 X2 e Athlon64 FX. É quase igual ao Socket940, mas possui um furo a menos.
Com o avanço da tecnologia dos processadores, manter sua temperatura de funcionamento sob controle e dentro de certos limites tornou-se um fator crítico. Por isso, estes acessórios tornaram-se fundamentais para o perfeito funcionamento do computador e para a maior durabilidade da CPU. Portanto, é fundamental a escolha do modelo correto para cada processador sua principal função é evitar um super aquecimento e um possível travamento da máquina. A figura abaixo mostra um tipo de cooler que é utilizado no processo de resfriamento internos das CPUs.
Também denominada mainboard ou motherboard , é uma placa de circuito impresso eletrônico. É considerado como um dos elementos mais importantes de um computador, pois tem como função permitir que o processador se comunique com todos os periféricos instalados. Na placa-mãe encontramos não só o processador, mas também a memória RAM, os circuitos de apoio, as placas controladoras, os conectores do
ATX é a sigla para (Advanced Tecnology Extendend). Pelo nome, é possível notar que trata-se do padrão AT aperfeiçoado. Um dos principais desenvolvedores do ATX foi a Intel. O objetivo do ATX foi de solucionar os problemas do padrão AT (citados anteriormente), o padrão apresenta uma série de melhoras em relação ao anterior. Atualmente todos os computadores novos vêm baseados neste padrão. Entre as principais características do ATX, estão: · o maior espaço interno, proporcionando uma ventilação adequada, · conectores de teclado e mouse no formato PS/2 (conectores menores) · conectores serial e paralelo ligados diretamente na placa-mãe, sem a necessidade de cabos, · melhor posicionamento do processador, evitando que o mesmo impeça a instalação de placas de expansão por falta de espaço
Conectores PS 2
Placa Mãe ATX
Chipset é o chip responsável pelo controle de diversos dispositivos de entrada (input) e saída (output) como o barramento, o acesso à memória, o acesso ao HD, periféricos on-board e offboard, comunicação do processador com a memória RAM e entre outros componentes da placa-mãe. O chipset sul ou (south Bridge) geralmente é responsável pelo controle de dispositivos de entrada ou saída (I/O) como as interfaces IDE que ligam os HDs, os drives de CD-ROM, drives de DVD-ROM e drives de disquete ao processador. Controlam também as interfaces Serial ATA. Geralmente cuidam também do controle de dispositivos on-board como o som. O chipset norte ou (north Bridge) faz o trabalho mais pesado e por isso geralmente requer um dissipador de calor devido ao seu aquecimento elevado. Cabe ao chipset norte as tarefas de controle do FSB (Front Side Bus).
Bateria de Lítio CR2032 3V
A bateria interna do tipo Lítium, modelo CR2032, tem a função de manter as informações da CMOS (EEPROM) armazenadas enquanto o computador está desligado (somente em placas-mãe antigas, nas atuais sua principal função é manter o relógio interno funcionando).
Por se tratar de um dispositivo elétrico, o computador precisa de energia para que todos os seus componentes funcionem de forma adequada. O dispositivo responsável por prover energia ao computador é a de fonte de alimentação. De forma bastante sucinta poderíamos dizer que a principal função da fonte de alimentação é converter em tensão contínua a tensão alternada fornecida pela rede elétrica comercial. Em outras palavras, a fonte de alimentação converte os 110V ou 220V alternados da rede elétrica convencional para as tensões contínuas utilizadas pelos componentes eletrônicos do computador, que são: +3,3V, +5V, +12V, -5V e -12V. A fonte de alimentação também participa do processo de refrigeração, facilitando a circulação de ar dentro do gabinete.
A fonte de alimentação talvez seja o componente mais negligenciado do computador. Muitas vezes, na hora de comprar um computador, só levamos em consideração o clock do processador, o modelo da placa- mãe, a quantidade de memória instalada, a capacidade de armazenamento do disco rígido, e esquecemos da fonte de alimentação, que na verdade é quem fornece o “combustível” para que as peças de um computador funcionem corretamente. Uma fonte de alimentação de boa qualidade e com capacidade suficiente pode aumentar a vida útil do seu equipamento. Para se ter uma idéia, uma fonte de alimentação de qualidade custa menos de 5% do valor total de um micro. Já uma fonte de alimentação de baixa qualidade pode causar uma série de problemas intermitentes, que na maioria das vezes são de difícil resolução. Uma fonte de alimentação defeituosa ou mal dimensionada pode fazer com que o computador trave, pode resultar no aparecimento de bad blocks no disco rígido, pode resultar no aparecimento de erros de GPF e resets aleatórios, além de vários outros problemas. A fonte de alimentação do computador pode ser AT, usada nas placas mães mais antigas e ATX nas mais modernas. Atualmente as fontes utilizadas são as ATX+12 com 24 pinos
Com os computadores modernos consumindo cada vez mais energia, a escolha de uma boa fonte de alimentação passou a ser crucial na hora de comprar um micro de alto desempenho. Para a nossa sorte existem no mercado várias fontes de alimentação de boa qualidade, tais como OCZ, Thermaltake, Cooler Master e Seventeam, só para citarmos algumas das marcas presentes em nosso mercado. As fontes de alimentação são classificadas de acordo com a sua potência (ex: 250 W, 300 W, 350 W, 400 W, etc), mas o grande problema das fontes de alimentação mais simples é que a sua potência real não é a que está rotulada na fonte. Por exemplo, você pode comprar uma fonte de 400 W mas na realidade ela não ser nem de 350 W. Em bom português, a maioria dos fabricantes de fontes de alimentação "maquia" o valor da potência de seus produtos. Se você pesquisar, verá que o preço das fontes "de marca" é maior do que o de fontes "comuns" de mesma potência. A principal razão é que essas fontes mais caras usam em sua classificação a sua "potência real" e não a sua potência "nominal". Nessas fontes mais caras, quando o fabricante diz que ela é de 350 W, ela realmente tem essa potência, ao contrário do que ocorre com as fontes mais baratas. Mas como saber qual é a potência real de uma fonte de alimentação? Para isso você precisará fazer alguns cálculos bem simples usando os números presentes na etiqueta que toda fonte de alimentação tem.
O gabinete ATX apresenta várias vantagens para quem produz o computador. A montagem é mais fácil, já que os componentes ficam dispostos de forma mais eficiente. Não ocorrerá o caso de um drive ou disco rígido ficar no caminho dos chips de memória, por exemplo. Para o usuário, a adoção do padrão ATX também é vantajosa, pois há menor aquecimento e a expansão é mais fácil.
Eis outra placa importante em um computador. Cabe à placa de vídeo gerar tudo o que vai aparecer em seu monitor, como imagens de jogos e de aplicações, efeitos, etc. Hoje, tem-se uma imensa variedade de placas, porém, as marcas mais conhecidas desse segmento são a ATI e a NVIDIA, duas fortes concorrentes. Na verdade, ambas produzem o chip gráfico (uma espécie de processador responsável pela geração de imagens, principalmente em aplicações 3D). Quem produz as placas são outras empresas, como MSI, Powercolor, Gigabyte, Asus, etc. É possível encontrar no mercado placas-mãe que possuem placas de vídeo onboard, isto é, o vídeo já vem integrado junto à placa-mãe. Isso permite economia de gastos, porém afeta o desempenho do computador, já que o processador passa a fazer o trabalho que é executado pelo chip gráfico em placas. As placas de vídeo antigas usavam o slots PCI e AGP. Hoje, o padrão é a tecnologia PCI Express (PCI-E).
Os drives de disquete são itens cada vez mais em desuso, tanto que já é comum encontrar PCs que não utilizam esse dispositivo. O disquete consiste em uma espécie de capa quadrada que protege um disco magnético que suporta até 1,44 MB. Por oferecerem pouco espaço para armazenamento de dados e por darem muitos problemas (qualquer campo magnético é capaz de desorganizar as informações gravadas), esses discos estão perdendo sua utilidade.
O drive de CD-ROM/DVD é, basicamente, o dispositivo que lê CDs e/ou DVDs. Hoje é comum ter aparelhos leitores de CDs/DVDs que também fazem gravação de dados. Até pouco tempo atrás, o mercado contava apenas com leitores e gravadores de CD. Atualmente, esses drives trabalham com CDs e DVDs. A seguir, uma lista dos diferentes tipos de drives de disco existentes:
CD-ROM: mencionado acima, serve apenas para ler CDs; CD-RW (gravador): serve para ler e gravar CD-Rs e CD-RWs; CD-RW + DVD (combo): serve como leitor de CD-ROM e de DVD, além de gravador de CDs; DVD-RW (gravador): esse drive é um dos mais completos, pois lê e gravas CDs, assim como lê e grava DVDs.
A imagem a seguir mostra um drive leitor de DVDs:
Note que, em um futuro não muito distante, os drives de DVD poderão perder espaço para as unidades Blu-ray e HD-DVD.