Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Curso de latim basico, Manuais, Projetos, Pesquisas de Linguística

Curso virtual de Latim Basico Curso Virtual de Latim Básico

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 12/04/2020

SparkV
SparkV 🇧🇷

1 documento

1 / 55

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Latim
Básico
com
aplicações
para o
ambiente
jurídico
Antonio Carlos Machado
Fortaleza – Ceará
2012
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Curso de latim basico e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Linguística, somente na Docsity!

Latim

Básico

com

aplicações

para o

ambiente

jurídico

Antonio Carlos Machado

Fortaleza – Ceará

MÓDULO I

LIÇÃO N. 1

ORIGEM E EVOLUÇÃO DO LATIM

O latim deriva de línguas arcaicas faladas na região do Lácio antes da fundação da cidade de Roma, principalmente o osco, o umbro e o etrusco, consolidando-se gramaticalmente a partir do século III a.C. Do local de origem (Lácio = Latium, no idioma deles) provém o nome LATIM.

No apogeu do império romano, sofreu muita influência do idioma grego, predominante então na região do mediterrâneo. Teve seu período clássico entre os anos 81 a.C e 17 d.C., época dos principais escritores latinos: Cícero, César, Vergílio, Horário, Ovídio, Tito Lívio, dentre outros.

As guerras de conquistas do exército romano levaram o latim popular, falado pelos soldados romanos, para outras regiões da Europa, onde interagindo com idiomas locais, deu origem às atuais línguas neolatinas (português, espanhol, italiano, francês, catalão, romeno).

Como acontece em todo idioma, havia, na Roma antiga, a língua culta, gramaticalmente correta dos literatos e a língua popular, falada pelo povo de pouca instrução e sem preocupação com a correção gramatical. Foi esta última que se espalhou pela Europa e, no caldeirão dos dialetos regionais, comandou a formação das linguas neolatinas.

O português foi o resultado da mistura do latim com o galego, principal lingua falada na região do Condado Portucalense, que hoje corresponde a Portugal. Foi uma das linguas derivadas do latim que mais demorou a se formar, sendo provavelmente este o motivo de ser o português tão dessemelhante ao latim, diferentemente das outras línguas neolatinas, que mais se aproximam da sua origem, sobretudo o romeno.

O latim literário continuou a ser adotado e utilizado durante muitos séculos pelos escritores cristãos, mesmo depois de não ser mais falado como linguagem corrente na sua região de origem. E por influência dos monges, o latim era utilizado também como idioma dos intelectuais, filósofos e cientistas, que escreviam suas obras em latim, pela facilidade de serem lidos em qualquer parte da Europa. Somente a partir do século XVII, a literatura filosófica e científica passou a ser produzida em lingua vernácula.

Atualmente, o latim é a língua oficial da Igreja Católica, utilizado na produção dos documentos oficiais do Vaticano, seja da Cúria Romana, seja das entidades agregadas. As Universidades Pontifícias de Roma, por exemplo, expedem seus Diplomas em latim ainda hoje. Os documentos oficiais da Igreja Católica, originalmente escritos em latim, são imediatamente traduzidos no próprio Vaticano e distribuídos pelos diversos países já no idioma de cada um.

Nos Seminários religiosos, até os anos 70, aqui mesmo no Ceará, ainda se estudava filosofia e teologia em livros escritos em latim, editados na Itália.

Fora das instituições eclesiásticas, a língua latina continua a ser adotada na notação científica dos seres vivos, além de ter uso esporádico no ambiente forense.

Convém observar ainda que há divergências entre os gramáticos quanto a algumas das informações acima expostas. Vocês poderão encontrar pequenas variações, dependendo do autor da gramática que pesquisarem. Isso é bastante compreensível, uma vez que não se sabe exatamente como era pronunciado o latim, porque a pronúncia original não foi conservada, mas sofreu diversas influências ao longo dos séculos.

LIÇÃO N. 3

ESTRUTURA DAS PALAVRAS

O latim é uma língua embasada fundamentalmente na sintaxe, ou seja, na função relativa que as palavras ocupam nas frases. Em razão disso, a maioria das palavras latinas são compostas de uma parte fixa (radical) e uma parte variável (terminação ou desinência), excetuados os advérbios, preposições e conjunções. A terminação ou desinência varia de acordo com a função sintática da palavra. Por isso, diz-se que o latim é declinável.

Todas as palavras variáveis (excetuados os verbos) são classificadas em cinco declinações , cada uma com seis casos. Os verbos classificam-se em quatro conjugações. Os ' casos ' indicam a função sintática da palavra e a ' declinação ' indica o agrupamento de palavras em torno de um tema que caracteriza a sua origem morfológica. Cada declinação tem suas desinências próprias, tanto no singular quanto no plural.

Os seis casos são os seguintes: a) nominativo – quando a palavra é sujeito ou predicado deste; b) genitivo – é o adjunto ou complemento restritivo, em geral, regido em português pela preposição 'de'; c) dativo – quando a palavra é objeto indireto de um verbo; d) acusativo – quando a palavra é objeto direto de um verbo; e) vocativo – é um chamamento ou interpelação; f) ablativo – é um adjunto adverbial indicando tempo, lugar, modo, causa, instrumento, quase sempre regido em português pelas preposições 'em', 'com', 'por'.

As declinações são identificadas pela desinência do genitivo singular, desta forma: a) genitivo singular em 'ae' (æ) – 1a. Declinação; b) genitivo singular em 'i' – 2a. Declinação; c) genitivo singular em 'is' – 3a. Declinação; d) genitivo singular em 'us' – 4a. Declinação; e) genitivo singular em 'ei' – 5a. Declinação.

Por exemplo: no dicionário, você encontra a palavra 'águia' assim 'aquila, ae', indicando que pertence à primeira declinação. A palavra 'bom' está escrita 'bonus, i', indicando que é da segunda declinação. A palavra 'trabalho' está assim 'labor, is', indicando que é da terceira declinação. E assim por diante.

Outras observações importantes: a) em latim, não há artigos definidos ou indefinidos, contudo na hora da tradução deve-se adotar o correspondente em português, conforme o sentido; b) além dos verbos, também alguns adjetivos e todas as preposições têm regência sobre as palavras que os acompanham, interferindo assim na sua desinência.

Ao final deste módulo, apresentarei alguns exemplos práticos e exercícios.

EXEMPLOS EXPLICADOS

Do que já apresentamos até aqui, conclui-se que o “caso” indica a função sintática da palavra na frase. Vejamos alguns exemplos. Analisemos a frase seguinte: AQUILA VOLAT. (pronúncia: áquila vólat), Teremos: aquila, ae – substantivo da 1a. Declinação (águia) volat – 3a pessoa singular do verbo “volare” (voar). Tradução: A ÁGUIA VOA. Note que, em latim, não há artigos, mas na tradução deve-se colocar. No caso, poderia ser também UMA ÁGUIA VOA, mas em algumas situações não se pode trocar o artigo sem causar algum conflito. Agora, uma pergunta clássica: quem voa? Resposta: a águia, portanto, águia é sujeito e sendo sujeito, fica no caso nominativo.

Outro exemplo: AQUILAM HABEO. (pronúncia: áquilam hábeo), Teremos: aquila, ae – substantivo da 1a. Declinação (águia) habeo – 1a pessoa singular do verbo “habere” (ter). Tradução: Eu tenho a águia (ou uma águia). Agora, vamos às perguntas: 1 quem tem a águia? Resposta: eu (sujeito oculto); 2. o que eu tenho? Resposta: a águia (uma águia) (objeto direto do verbo ter). Portanto, sendo águia objeto direto, vai para o caso acusativo, mudando sua desinência ou terminação para “aquilam”.

Mais um exemplo: ALA AQUILÆ (=ALA AQUILAE) (pronúncia: ála áquileh). Coloquei este 'h' no final para lembrar que o 'e' não deve ser pronunciado como 'i'. Teremos: aquila, ae (explicado acima) ala, ae – substantivo da 1a. Declinação (asa). Tradução: A ASA DA ÁGUIA. A expressão “da águia” é um complemento restritivo de “asa”, regido pela preposição “de”. Por isso, fica no caso genitivo (aquilae), enquanto “ala” permanece no caso nominativo (forma original).

Examine agora a seguinte frase: ALAM AQUILAE VIDEO. (pronúncia: álam áquileh vídeo). Sendo “video” a 1ª pessoa singular do verbo “videre” (ver), diremos que a tradução será: EU VEJO A ASA DA ÁGUIA. Por que? Vamos às perguntas clássicas: pergunta 1 – quem vê? Resposta: eu (sujeito oculto); pergunta 2 – o que eu vejo? Resposta: a asa (objeto direto); pergunta 3 – asa de quem? Resposta: da águia (complemento restritivo); Portanto: eu – sujeito oculto, pode até ser omitido na tradução; asa – objeto direto, vai para o caso acusativo (alam); da águia – complemento restritivo, vai para o caso genitivo (aquilae)

A título de fixação, proponho os seguintes exercícios inspirados nos exemplos acima: Faça a tradução e a análise sintática das frases seguintes: 1.Habeo mensam et cathedram. 2.Rosa pulchra est. 3.Puella habet rosam pulchram. 4.Video puellam et rosam. 5.Avia puellae cantat. 6.Puella dat rosam aviae.

7.Historia magistra vitæ est.

Glossário auxiliar: Substantivos – mensa (mesa), cathedra (cadeira), pulchra (bela), puella (garota), avia (avó), magistra (mestra); Verbos – est (é), habet (tem), cantat (canta), dat (dá).

LIÇÃO N. 6

PARTICULARIDADES DA PRIMEIRA DECLINAÇÃO

Inicialmente, convém lembrar que os gêneros das palavras em latim nem sempre corresponde ao que elas são em português. Na primeira declinação, com terminação ‘a’ no nominativo e ‘æ’ no genitivo, a maioria das palavras é do gênero feminino em latim, mas não todas. Há também as terminadas em 'a' que são do gênero masculino, como por ex: ‘incola’ (pron: íncola) = habitante; ‘nauta’ = marinheiro; ‘athleta’ = atleta; ‘agricola’ (pron: agrícola) = agricultor; ‘pöeta’ = poeta (note-se que esta palavra tem um trema no ‘o’, para evitar que seja pronunciado ‘e’, assim como em ‘coelum’, que se pronuncia célum’). Há ainda aquelas palavras que só existem na forma plural, não têm singular, como por ex: ‘Nuptiæ’ (pron: núpcie) = núpcias; ‘divitiæ’ (pron: divície) = riquezas; ‘Athenae’ (pron: aténe) = Atenas (a cidade grega). Há algumas palavras que têm um sentido no singular e outro diferente no plural. Por ex: ‘copia’ (pron: cópia) = no singular, abundância; já ‘copiæ’ (pron: cópie) = no plural, tropas, exército; ‘littera’ (pron: lítera) = no singular, letra; ‘litteræ’ (pron: lítere) = no plural, carta, correspondência; Há também dois casos excepcionais em que não se faz o genitivo em ‘æ’, como é a regra. São duas expressões do latim arcaico, que se conservaram pela tradição. São elas: ‘paterfamilias’ e ‘materfamilias’, respectivamente, pai de família e mãe de família, que são consideradas corretas ao lado de ‘pater familiæ’ e ‘mater familiæ’, as formas que seguem a regra gramatical. É curioso notar que não há palavras do gênero neutro na primeira declinação. Só há palavras masculinas ou femininas.

É oportuno observar ainda que a língua latina é muito pródiga em exceções. Neste estudo, evitarei descer a muitos detalhes, destacando apenas algumas formas excepcionais mais usadas.

Pequeno glossário da primeira declinação: Ancilla (f., pron: ancíla) = escrava; Ara (f.) = altar; Cicada (f., pron: cicáda) = cigarra; Magistra (f.) = mestra, professora; Ostia (f., pron: óstia) = porta; Iracundia (f., pron: iracúndia) = cólera, indignação. Ostiaria ancilla (pron: ostiária ancíla) = porteira; Regina (f.) = rainha Pirata (f.) = pirata Fenestra (f.) = janela Lætitia (f., pron: letícia) = alegria Umbra (f.) = sombra Procella (f., pron: procéla) = tempestade Silva (f.) =floresta Schola (f., pron: scóla) = escola Angustiæ (f., pron: angústie, usa-se só no plural) = desfiladeiro

LIÇÃO N. 7

SEGUNDA DECLINAÇÃO

A segunda declinação em latim abrange as palavras terminadas no nominativo em ‘er’, ‘us’ e ‘um’ e que no genitivo singular têm a desinência ‘i’. As palavras terminadas em 'er' e 'us' são do gênero masculino e as terminadas em 'um' são do gênero neutro. Isto se aplica aos substantivos, adjetivos, numerais e aos particípios dos verbos.

Exemplos: ‘puer’ (pronúncia: púer), ‘pueri’ (gen., pron: púeri) = menino; ‘piger’ (pron: píger) ‘pigri’ (gen.pron:pígri). = preguiçoso; ‘bonus’ (pron. bónus), ‘boni’ (gen.pron:bóni) = bom; ‘verbum’ (paroxítona), ‘verbi’ (gen.pron:vérbi) = palavra.

Observa-se que há uma maior diversidade de formas do caso nominativo, porém, a desinência no genitivo singular é sempre em ‘i’. Note que algumas palavras com nominativo em ‘er’, fazem o genitivo apenas acrescentando o ‘i’, no entanto, outras trocam o ‘er’ por ‘ri’. Estes detalhes sempre aparecem nos dicionários e são facilmente perceptíveis na hora da consulta.

Casos da segunda declinação: Singular Nom: puer ager bonus verbum Gen: pueri agri boni verbi Dat: puero agro bono verbo Acus: puerum agrum bonum verbum Voc: puer ager bone verbum Abl: puero agro bono verbo

Plural: Nom: pueri agri boni verba Gen: puerorum agrorum bonorum verborum Dat: pueris agris bonis verbis Acus: pueros agros bonos verba Voc: pueri agri boni verba Abl: pueris agris bonis verbis

Exemplos:

  1. Puer bonus est. – O menino é bom. Comentários: puer = sujeito; bonus = predicativo do sujeito; ambos, pois, ficam no nominativo.
  2. Agricolæ filius piger est. = O filho do agricultor é preguiçoso. Comentários: não há artigos em latim; agricolæ = do agricultor, possessivo regido pela preposição ‘de’, portanto, vai para o genitivo da 1a. dec; ‘filius’ e ‘piger’, respectivamente, sujeito e predicativo do sujeito, ficam no nominativo.
  3. Templa Romæ video. – Vejo os templos de Roma. Comentários: ‘templa’= templos, objeto direto, vai para o acusativo plural do neutro que, por coincidência, é igual ao nominativo plural de ‘templum’; ‘Romæ’ – de Roma, possessivo regido por ‘de’, vai para o genitivo da 1a. declinaçao. Video (pron: vídeo)– eu vejo, 1a. pessoa do singular do verbo ver.

EXERCÍCIOS DA PRIMEIRA DECLINAÇÃO

Traduzir:

1.Historia est magistra vitae. 2.Britania est insula Europae. 3.Minerva erat dea sapientiae. 4.Victoria est semper causa laetitiae. 5.In silvis est sempre aqua. 6.Sapientia est domina et regina vitae. 7.Artemisia erat regina Cretae. 8.Rarae sunt verae amicitiae. 9.Fortuna est insana et caeca. 10.Ubi concordia, ibi victoria semper est.

GLOSSÁRIO:

Magistra – mestra Insula – ilha Dea – deusa Silva – bosque, floresta Sapientia – sabedoria Domina – senhora Regina – rainha Amicitia – amizade Caeca – cega Ubi – onde Ibi – ali

1.Sicilia erat patria nautarum et agricolarum 2.In silvis est copia herbarum. 3.Statuae dearum sunt aureae. 4.Uva matura non est acerba. 5.Araneae et formicae sunt sedulae. 6.Mira est patientia agricolarum. 7.Comae incolarum Africae nigrae et crispae sunt. 8.Olim medicina fuit scientia paucarum herbarum. 9.Luna et stellae sunt rotundae. 10.Magnae coronae ornant aras dearum.

Nauta – marinheiro Agricola – agricultor, camponês Copia – multidão, grande quantidade Herba – erva, planta Acerba – azeda, ácida Aranea – aranha Formica – formiga Sedula – diligente, trabalhadora Mira – admirável Coma – cabeleira Olim – outrora Luna – lua Stella – estrêla Rotunda – redonda Corona – coroa Ara – altar

Fonte: COSTA, Aída, Segundo livro de latim, Editora do Brasil, SP, 1960, pag. 28.

MINERVA

Minerva intelligentiae dea est. Discipulae pulchras rosas violasque Minervae offerunt. Poetae deae aram rosis et violis quoque ornant. Numa Romam Minervam, Graecam deam, portavit. Minerva, ab Athenarum incolis, Athena appellatur. Minervae statua sinistra hastam et dextra victoriae statuam habet. Minerva, Romae incolarum magna dea es.


Glossário auxiliar:

Viola - violeta (flor); Offerunt - do verbo 'offere', irregular da 3a. Conj. Tempos primitivos: offero, offeris, obtuli, oblatum, offerre. = oferecer Quoque - preposição 'também' Ornant - do verbo 'ornare', regular da 1a. Conj. (orno, ornas, ornavi, ornatum, ornare) = ornar Numa = Numa Pompilio, um dos reis da Roma antiga. Portavit - do verbo 'portare', regular da 1a. Conj. = levar (para algum lugar), em latim é transitivo direto. Appellatur - voz passiva de 'appellare', regular da 1a. Conj. (no caso, = chama-se) Sinistra - esquerda Dextra - direita Hasta - lança Habet - do verbo 'havere', regular da 2a. Conj. (habeo, habes, habui, habitum, habere) = ter

EXERCÍCIOS DA SEGUNDA DECLINAÇÃO

  1. Insulæ incola piger est.
  2. Filii agricolarum insulas arant. (de 'arare' = arar)
  3. Medicus in insula habitat. (de ‘habitare’ = habitar)
  4. Filius medici et filia nautae in insula habitant.
  5. Medicus ancillam reginae curat. (de ‘curare’ = curar)
  6. Puerum et puellam medicus curat.
  7. Agricola piger in umbra silvarum habitat.
  8. Filius agricolae et filia medici in silvis insularum ambulant.(ambulare = andar)
  9. Magistrum et magistram, puerum et puellam in schola video. (videre = ver)
  10. Magistra discipulum laudat, quia (=porque) piger non est.
  11. Magistri pigros discipulos non laudant. (laudare = louvar)
  12. Insularum incolae agricolas pigros non laudant.
  13. Medicus in silva ambulat et agricolam pigrum curat.
  14. Laudo medicum quia ancillam reginae curat.

Observações sobre os pronomes pessoais: 1.No genitivo plural, há duas formas possíveis. A forma 'nostrum' = dentre nós; a forma 'nostri' = de nós. Do mesmo modo, 'vestrum' = dentre vós e 'vestri' = de vós. 2.Quando é necessário usar a preposição 'cum', esta se coloca após. Ex: cum + me = mecum (comigo), cum + te = tecum (contigo); cum + se = secum (consigo); cum + nobis = nobiscum (conosco); cum + vobis = vobiscum (convosco).

(Fonte: GARCIA, Janete M., Introdução à Teoria e Prática do Latim, Ed. UnB)

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

ROMANI ET BELLA

Populus Romanus semper proeliis bellisque se dedicavit. Bella intestina aut externa erant. Romani ante pugnam in templi ara diis plantas, victimas hostiasque sacrificabant. In castris, disciplina severa erat. Praefectus suo imperio copias suas castigabat aut illis praemia dabat. Romani pugnare amabant; inimicum superabant et praefectos suos myrto coronabant.

Glossário auxiliar: os verbos (dedicare, sacrificare, castigare, dare, pugnare, amare, superare, coronare) são todos da 1a. Conjugação e o significado é intuitivo. proelium, i (neutro) = combate bellum, i (neutro) = guerra pugna, ae (feminino) = luta Intestinus, a, um = interno externus, a, um = externo victima, ae (feminino) = animal levado ao sacrifício hostia, ae (feminino) = vítima sacrificada, podendo ser tb pessoas castra, orum (neutro plural) = acampamento praefectus, i (masculino) = literalmente, administrador, aqui no sentido de comandante suo imperio = expressão em ablativo absoluto = ao seu arbítrio copiae, copiarum (fem. Plural) = tropas (obs: copia, no sing. = abundância) praemium, ii = benefício, vantagem myrtus, i (tb murta, ae) = murta, arbusto usado para fazer coroas de folhas.

IURISPRUDENTIA ROMANA

Graecia magna et pulchra terra est. Incolae Graeciae scientiam et litteras valde amant. Incolae Romae immo vitam cotidianam tantum curant. Ideo sunt natura agricolae et nautae. Graecia multis doctrinis, ut geometria, grammatica, rhetorica, philosophia et medicina Romam superat. Roma autem nota est iurisprudentia. Incolae cunctarum terrarum iurisprudentiam Romanam laudant, quia iustitia semper conscientiae humanae carissima est. Nos quoque linguam et iurisprudentiam Romae amamus. Excellentia iurisprudentiae magnam gloriam patriae Romanae dat.

VER

Ver iucundissimum tempus anni est. Novis variisque coloribus margines rivorum, fluminum et viarum, prata, agros, totam tellurem decorat. Tempore veris arbores, arbusta, herbae florent, silvae frondent, in palmite gemmae tument. Tunc hirundines revertunt et nidos sub imbrice tecti ponunt. Per aerem alauda vernat, in dumetis canoram lusciniam audimus. Ridet tota natura cincta veris floribus. Tam laeti animi hominum sunt!!

Acusativo Ablativo

illum illo

illam illa

illud illo

Nominativo (plural) Genitivo Dativo Acusativo Ablativo

illi illorum illis illos illis

illæ illarum illis illas illis

illa illorum illis illa illis

PRONOMES DEMONSTRATIVOS - IS (ESTE), EA (ESTA), ID (ISTO)

Nominativo (sing) Genitivo Dativo Acusativo Ablativo

is eius ei eum eo

ea eius ei eam ea

id eius ei id eo

Nominativo (plural) Genitivo Dativo Acusativo Ablativo

ii eorum iis eos iis

eæ earum iis eas iis

ea eorum iis ea iis

PRONOMES REFLEXIVOS - IPSE, IPSA, IPSUM (EU PRÓPRIO/A, TU PRÓPRIO/A,

ELE/A PRÓPRIO/A)

Nominativo (sing) Genitivo Dativo Acusativo Ablativo

ipse ipsius ipsi ipsum ipso

ipsa ipsius ipsi ipsam ipsa

ipsum ipsius ipsi ipsum ipso

Nominativo (plural) Genitivo Dativo Acusativo Ablativo

ipsi ipsorum ipsis ipsos ipsis

ipsæ ipsarum ipsis ipsas ipsis

ipsa ipsorum ipsis ipsa ipsis

PRONOMES REFLEXIVOS - IDEM, EADEM, IDEM (O MESMO, A MESMA, O

MESMO)

Nominativo (sing) Genitivo Dativo Acusativo Ablativo

idem eiusdem eidem eundem eodem

eadem eiusdem eidem eandem eadem

idem eiusdem eidem idem eodem

Nominativo (plural) Genitivo Dativo Acusativo Ablativo

idem eroundem isdem eosdem isdem

eædem earundem isdem easdem isdem

eadem eorundem isdem eadem isdem

PRONOMES RELATIVOS - QUI, QUÆ, QUOD (QUE [O QUAL], QUE [A QUAL], QUE)

Nominativo (sing) Genitivo Dativo Acusativo Ablativo

qui cuius cui quem quo

quæ cuius cui quam qua

quod cuius cui quod quo

Nominativo (plural) Genitivo Dativo Acusativo Ablativo

qui quorum quibus quos quibus

quæ quarum quibus quas quibus

quæ quorum quibus quæ quibus PRONOMES POSSESSIVOS 1a. pessoa 2a. pessoa 3a. pessoa

meus, mea, meum (singular) = meu, minha

mei, meæ, mea (plural) = meus, minhas

tuus, tua, tuum (singular) = teu, tua tui, tuæ, tua (plural) = teus, tuas

suus, sua, suum (sing) = seu, sua sui, suæ, sua (plural) = seus, suas

noster, nostra, nostrum (sing) = nosso, nossa

nostri, nostræ, nostra (plural) = nossos, nossas

vester, vestra, vestrum (sing) = vosso, vossa vestri, vestræ, vestra (plural) = vossos, vossas

suus, sua, suum (sing) = seu, sua sui, suæ, sua (plural) = seus, suas