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Este texto aborda a importância da diversidade cultural na sociedade, destacando as diferenças entre pessoas e como elas podem gerar inclusão ou desigualdade. O documento discute as formas diferentes de celebrar eventos culturais e o impacto negativo do preconceito e xenofobia. Além disso, o texto enfatiza a necessidade de respeitar e reconhecer as diferenças culturais para promover a igualdade e a dignidade.
Tipologia: Notas de aula
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Um dos aspectos predominantes da sociedade é a diversidade. Embora seus membros sejam muito semelhantes, todos eles têm características únicas que podem distingui-los uns dos outros. As diferenças de Cultura, corpo, sociedade, conhecimento, gênero, faixa etária, existem e estão presentes na sociedade. Cada povo é definido pelo conjunto de costumes, crenças, tradições e elementos de determinada cultura. A diversidade cultural integra o conjunto de culturas que existem. Esses fatores de identidade diferenciam o conjunto dos elementos simbólicos presentes nas culturas e são eles que reforçam as diferenças culturais que existem entre os seres humanos. Quando as diferenças são respeitadas, abrem caminhos para a inclusão, o respeito e a vida democrática. Contudo, quando as diferenças são interpretadas causando desequilíbrios entre pessoas e agrupamentos sociais, no acesso e na garantia de direitos, o que se tem é o estabelecimento da desigualdade. E a desigualdade pode produzir exclusão, distanciamento e separação de indivíduos, pessoas e grupos considerados inferiores. A diversidade cultural permite a existência de muitas maneiras de interpretar uma manifestação. Um exemplo disso é o Natal, festa cristã, onde é comemorado o nascimento de Cristo. Em alguns países como o Brasil, comemora-se, reunindo-se com a família, trocando presentes, indo aos cultos religiosos. Já no Japão o Natal não é comemorado desta forma, nesta data é comum casais trocarem presentes, passearem pelas ruas enfeitadas e fazerem jantares românticos, muito diferente do que vivemos no Brasil. A diversidade cultural não é só percebida entre países, podemos identificar uma vasta diversidade dentro do Brasil, pela sua extensão territorial. A forma que o Brasil foi colonizado contribuiu muito, para que houvesse uma alta escala de diversidade cultural. Devido às peculiaridades culturais de cada região, é possível notar um elitismo que inferioriza determinados grupos nacionais étnicos, religiosos ou políticos. Muito comum em determinadas regiões do Brasil, é o preconceito regional. O preconceito regional está relacionado com a discriminação de indivíduos em função de sua região geográfica de origem. Acredita-se que a população de uma determinada região seja inferior a outras. Apesar de existir um senso comum de que o nosso país é cordial a verdade é que não é. O xenofobismo contra os nordestinos nos últimos tempos tem tomado conta da mídia de uma forma tão relevante e criminosa que, hoje os xenofóbicos não fazem a menor questão de esconder seus preconceitos. É muito comum frases como: “Seu sotaque é muito esquisito” “A escória do mundo está chegando ao Brasil como se não tivesse problema demais pra resolver” “Que língua é falada no Acre” enfim, associar quem pensa diferente à desinformação é um preconceito enorme e que deve ser combatido todos os dias com informações anti xenofóbicos. A discriminação acaba por gerar violência e outras ações, justificadas pelo ódio ou pelo desprezo. Transformar esta situação significa construir um novo olhar para diversidade em defesa da igualdade e da dignidade, na perspectiva do reconhecimento.