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Informações detalhadas sobre as formigas cortadeiras, incluindo suas espécies, estrutura de colonias, tipos de panelas e a importância de suas atividades na agricultura brasileira. Além disso, discute os métodos de controle destes insetos e suas desafios.
Tipologia: Notas de estudo
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Acadêmico: Marcelo G. Madalosso
principalmente por apresentarem um monte de terra solta formado pelo acúmulo de terra extraída das câmaras ou panelas. As numerosas aberturas na superfície externa denominam-se olheiros, que se localizam em funis ou pequenos vulcões. Na parte interna do formigueiro existem panelas, que são de pelo menos quatro tipos: as “panelas vivas” (que contém a cultura do fungo); as “panelas de lixo”(utilizadas para o descarregamento de resíduos de vegetal esgotado, fungo exaurido e cadáveres de formigas); as “panelas vazias” (nada contém) e as “panelas de terra” (apresentam terra solta em seu interior e são raramente encontradas por ocasião da escavação de sauveiros. Essas panelas são interligadas por meio de canais curtos que se comunicam com outros canais de maiores diâmetros e, finalmente, estes últimos se abrem para o exterior, nos olheiros). Atta vollenweideri : ocupa uma pequena área do RS (Uruguaiana) e MT (Porto Murtinho). É denomina de “formiga isaú”, na Argentina e Paraguai. Os sauveiros dessa espécie são construídos geralmente em locais sombreados e têm características próprias. O monte de terra solta pode atingir grandes proporções, sendo que os olheiros se abrem na parte superior do “murundum”, protegidos por uma aba que impede a entrada de águas das chuvas; seus carreiros estão distribuídos radialmente, partindo do monte de terra solta. Quanto a sua estrutura interna, verificou-se que suas panelas assemelham-se em parte com as da A. capiguara , diferindo desta por possuírem todas as panelas situadas sob o “murundum”. Mas, a panela de lixo, é bastante semelhante a da A. capiguara. Atacam gramíneas e dicotiledôneas.
Saúvas: os ninhos das saúvas são, na maioria das vezes, de fácil visualização. Encontram-se sempre no solo e são formados por montes de terra solta. Sobre estes montes e fora deles podem ser observados vários orifícios, denominados olheiros, por onde as formigas têm acesso ao interior do ninho.
A fase de crescimento colonial pode demorar alguns anos e a colônia pode atingir um número expressivo de indivíduos, às vezes até alguns milhões convivendo ao mesmo tempo. Após um certo tempo, que varia de espécie para espécie, mas em geral demora alguns anos, a colônia produz a primeira geração de sexuados, isto é, machos e fêmeas aladas. Em geral os sexuados produzidos pelas colônias de uma mesma região voam no mesmo dia e hora, aumentando as chances de que se encontrem no vôo nupcial e fechem o ciclo. Em geral os sexuados produzidos pelas colônias de uma mesma região voam no mesmo dia e hora, aumentando as chances de se encontrarem no vôo nupcial e fecharem o ciclo.
plásticos, de onde retiram os grânulos e os transportam para o interior da colônia. Já os inibidores de quitina, o diflubenzuron, comercializado com o nome de Formilin®, tem menor impacto ambiental, pois inibe o desenvolvimento do fungo simbiótico, não atuando diretamente sobre as formigas. A isca Relux®, cujo ingrediente ativo é o cobre, teve seu desenvolvimento paralisado por problemas de inconstância em sua eficiência. O Finitron® (sufluramida – N-etilperfluorooctano sulfonamida, que é uma sulfonamida fluooroalifática), e o Amdro® apresentaram resultados comparáveis ou superiores ao do Mirex®, em termos de aceitação e eficiência para A. texana. As iscas à base de sufloramida foram superiores ou equivalentes ao Mirex®, quanto à aceitação por A. sexdens rubropilosa, A. laevigata e Acromyrmex subterraneus subterraneus. Também, encontram-se disponíveis as iscas granuladas Lakree® à base de clorpirifós, registradas para o controle de A. capiguara , na dose de 10g/m 2 de terra solta no formigueiro, equivalente a 12,5mg de ingrediente ativo. Carbosulfan e Terbufós, comercializados como formulação suSCon®, forma testados para proteção de mudas de eucaliptos, roseiras e citros, tentando se evitar, assim, o corte pelas formigas, entretanto, os resultados foram desencorajadores. Além desses, produtos à base de vegetais repelentes ou tóxicos como sementes de girassol, capim braquiarão e outras espécies poderão via a ser investigados e utilizados sem grandes problemas.