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Defesa pessoal, Manuais, Projetos, Pesquisas de Psicologia

manual de defesa pessoal

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

Antes de 2010

Compartilhado em 26/06/2010

genisson-sabino-7
genisson-sabino-7 🇧🇷

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DEFESA PESSOAL
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DEFESA PESSOAL

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INTRODUÇÃO

Devemos iniciar este estudo nos perguntando o que é a defesa pessoal? Essa conceituação e seu perfeito entendimento são muito importantes para definirmos exatamente a filosofia que o profissional de segurança privada deve ter em sua mente e vida. A defesa pessoal é uma técnica de reação. Afirmo isto para lembrar que um bom profissional de segurança privada deve primeiramente procurar prevenir, através da atenção, atitude correta, postura profissional e procedimentos operacionais bem definidos e conhecidos por toda a equipe, desta forma evitando na maioria das vezes que o marginal chegue as vias de fato. Digo reação, pois primeiramente deve haver uma ação por parte do criminoso, esgotadas as chances de prevenção. Esta ação por parte do criminoso não necessariamente é física, afinal, o profissional da segurança lê gestos e atitudes, olhares e sinais, percebendo ações do criminoso antes mesmo delas acontecerem. Onde sua resposta então sempre será uma reação. Em muitos momentos o vigilante pode ter que depender exclusivamente de técnicas de defesa pessoal. Agir com discrição, evitar tumultos, pânico, violência em excesso, tiros perdidos, são obrigações de um profissional de segurança. O grande problema é a falta de capacitação adequada que inviabiliza o uso de técnicas de defesa pessoal para a maior parte dos profissionais de segurança privada. Falta de treinamento adequado! A maioria dos profissionais infelizmente treina técnicas de defesa pessoal somente nos cursos de formação e de reciclagem, quando existem. Existem três falhas principais que deveriam ser corrigidas para suprir essa capacitação: A primeira falha é da própria legislação atual que define no currículo obrigatório uma carga horária de apenas 20 horas para a defesa pessoal. Qualquer especialista da área sabe muito bem que com esse número de horas é impossível dar uma boa noção de técnicas de defesa pessoal que serão utilizadas para preservar a integridade física do vigilante e das pessoas sob sua responsabilidade. Também é bom lembrar que muitos destes profissionais de segurança nunca praticaram nenhum esporte e até tem várias restrições físicas para a prática da disciplina de defesa pessoal, dificultando ainda mais um bom aprendizado. A segunda falha é das empresas de segurança privada que deveriam investir mais no homem que assegura a qualidade do serviço que é oferecido aos clientes. A maior parte cumpre apenas o que a lei manda, mesmo sabendo que existem sérias deficiências na preparação do profissional que estão colocando no mercado de trabalho. Há ainda aquelas empresas que nem o que a lei têm como mínimo cumprem. A terceira falha é do profissional de segurança (vigilante, agente de segurança) que deveria procurar a capacitação técnica por sua própria conta. É bom lembrar também, que a prática de uma modalidade de defesa pessoal é um investimento nos maiores patrimônios que o ser humano possui – sua saúde e sua vida. Existe um questionamento freqüente nas aulas de defesa pessoal nos centros de formação de vigilantes – qual é a melhor técnica para defesa pessoal, visto a enorme gama de artes marciais e esportes de combate hoje existentes. Muitas das artes marciais e esportes de combate que poderiam ser utilizados para defesa pessoal, se prendem a aspectos esportivos, deixando de lado sua origem e objetivo primário que é a sobrevivência perante o inimigo, acabando desta forma totalmente com sua efetividade em situações reais. Técnicas de defesa pessoal têm sua estratégia particular. Existe um sábio ditado que diz: “Lutamos da forma com que treinamos”. Desarmar um bandido armado é com certeza um dos mais perigosos momentos da vida de uma pessoa. A formação do profissional de segurança deve ser a mais abrangente possível, não se limitando apenas a parte física, mas a preparação emocional e mental também. Para uma técnica de reação ser efetiva, devemos trabalhar em 3 aspectos: Auto Controle – para adquirir confiança, controle da dor, rapidez mental; Controle do Adversário – onde se estudam as melhores técnicas a serem utilizadas; Controle da Situação – onde se estuda o melhor momento para a reação.

CONTROLE DA SITUAÇÃO:

Você pode controlar a si mesmo, ter uma técnica perfeita para controlar o adversário, mas isso não garante sua vida. Mostremos um exemplo: Um “faixa preta” estava voltando para sua casa quando percebeu um menor roubando o toca fita do seu carro que estava estacionado na rua. Atacou o menor com um soco, porém este não estava sozinho, um outro menor atirou em suas costas e ambos saíram correndo. O agir sem avaliar corretamente o risco é sempre muito perigoso. Se você não fizer nada, garantirá que vai permanecer vivo? Pode ser que não. Outro exemplo: Um assaltante levou uma pessoa em um seqüestro relâmpago, pegou sua carteira, sacou o dinheiro do caixa eletrônico, foi até um local afastado, e matou a vítima. Em nenhum momento esta esboçou uma reação. Pense nisso. Nas situações de perigo é necessário avaliar corretamente o risco e estar apto a decidir se irá ou não efetuar uma reação. O ladrão quer apenas seu dinheiro? Ótimo entregue o dinheiro e não reaja. O ladrão vai atirar? Reaja com todas as suas forças e acabe com ele primeiro sem hesitar. A correta avaliação do risco depende da somatória de seis pontos:

  1. O que o criminoso quer, tente perceber quais são suas intenções;
  2. O que você têm a oferecer a ele, muitos criminosos matam apenas porque a vítima não tem dinheiro;
  3. Qual risco você representa ao criminoso, o criminoso não hesitará em atirar se em algum momento você esboçar uma reação (muitas mulheres perderão a vida em cruzamentos por acelerar o carro tentando fugir de um roubo);
  4. Qual o comportamento que ele demonstra (nervoso, drogado, irritado, etc.);
  5. Quais as chances de êxito do crime perante as dificuldades apresentadas até o momento (analise a distância que o separa do marginal, qual o tipo de armamento utilizando, quantas pessoas estão envolvidas, etc.);
  6. Como os criminosos têm agido ultimamente – modus operandi – sabendo que os marginais ultimamente têm matado suas vítimas pode ser que a melhor escolha seja reagir. Analisando estes cinco pontos de dois prismas: do seu e do criminoso, ou seja, se você fosse o criminoso, com a provável situação sócio-econômica dele, o que pensaria e o que faria?

A defesa pessoal não é uma disciplina obrigatória por acaso. É importante ressaltar que o treinamento não deve ser apenas durante os cursos obrigatórios, sendo necessário regularidade para aprimorar a técnica e o nível de condicionamento físico. Um dos pontos que utilizo para motivar o aluno é dizer que o fazemos um duplo investimento quando freqüentamos constantemente aulas de defesa pessoal: primeiramente no âmbito técnico, adquirindo melhor capacitação para exercer com maior segurança sua atividade profissional – em segundo, começa um trabalho de atividade física que irá proporcionar melhor qualidade de vida. Quem já trabalhou na área de segurança sabe que a atividade exercida pelo profissional de segurança privada é extremamente desgastante. É comum uma jornada de 12 horas sentado em portarias de empresas ou 12 horas postado na frente de uma empresa. Isso acarreta uma série de problemas de saúde, sendo comum antes do início das aulas, vários alunos apresentarem atestados médicos pelas mais variadas doenças. O próprio conceito de empregabilidade poderia ser colocado, uma vez que é muito mais difícil a recolocação no mercado de trabalho estando doente, do que gozando de uma boa saúde. A defesa pessoal também contribui para as habilidades físicas do indivíduo dando mais força, flexibilidade, equilíbrio, coordenação motora, velocidade, agilidade e resistência, ao mesmo tempo trabalha a parte emocional proporcionando maior determinação, coragem, autoconfiança, autodisciplina e espírito de equipe.

GRADIENTE DE FORÇA (USO DE ARMAS NÃO

LETAIS)

Pessoas que trabalham na área de segurança seja pública ou privada devem ter procedimentos que defina qual é a resposta para situações de agressão na proporção exata de acordo com a violência perpetrada. As forças de segurança devem usar um gradiente de força que mostra alternativas que seguem o preceito de uso proporcional da força, estando dessa forma amparados nos aspectos moral e legal.O uso excessivo, indevido ou arbitrário de força que causem danos físicos ou morais, não deve ser permitido pela sociedade civil e precisam ser fiscalizados pelos órgãos responsáveis pela manutenção da ordem e do estado de direito que preservem os direitos individuais. A atuação de equivocada de policiais ou seguranças mostra o despreparo e falta de treinamento que gera medo e revolta na população, descrédito das instituições e condenação pelos órgãos de imprensa. Quando falamos de profissionais de segurança pública ou privada devemos lembrar da Declaração Universal dos Direitos Humanos que em seu artigo terceiro diz: “Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Embora esse artigo defina a necessidade de proteger o cidadão, devemos lembrar que isso abrange sua dignidade. O profissional de segurança deve respeitar e fazer cumprir as leis e normas vigentes ao mesmo tempo evitar a responsabilidade civil ou penal que o uso indevido ou exagerado da força produz. É interessante ressaltar que isso não significa ter uma atitude passiva que paralise suas ações e ameace a sua integridade física ou moral. Nesse contexto é importantíssimo que o agente de segurança seja equipado com recursos que aumentem sua segurança, ao mesmo tempo tenha a capacitação necessária para sua utilização de maneira efetiva e finalmente tenha treinamento e domínio de procedimentos e técnicas para sua defesa pessoal. Exemplificando a questão podemos citar um segurança que tem apenas um cassetete em seu cinturão, não tendo sido treinado em técnicas de defesa pessoal, irá utiliza-lo para desferir golpes contundentes ao invés de tentar aplicar uma chave de braço para controlar o agressor. O grande problema em relação à maioria dos profissionais da área de segurança privada é a falta de investimentos em treinamentos constantes, que tiram sua capacitação de lidar adequadamente com situações de risco, ou seja, o primeiro recurso que o vigilante utiliza normalmente é a arma de fogo e não a defesa pessoal.

A força utilizada deve ser baseada na situação que o agente de segurança enfrenta e deve ser imediata. A força utilizada tardiamente caracteriza punição do individuo que não cabe ao agente de segurança julgar, proferir e executar a sentença. O objetivo de utilizar a força é neutralizar o individuo em sua ação que caracterize desrespeito as leis, ou que possam causar mal de acordo com a sociedade que esse indivíduo convive. É importante definir que o agressor é quem comete a ação e o agente de segurança apenas reage, gerando uma resposta defensiva.O nível de ameaça que o agressor representa é proporcional à força que será utilizada para conte-lo. A avaliação da situação deve ser a somatória de vários fatores relacionados ao agente de segurança ou ao agressor como, por exemplo, a idade, sexo, tamanho, porte, preparo físico, nível de habilidade, relação numérica entre agentes de segurança e agressores, etc., bem como circunstancias especiais, como a proximidade do oponente a uma arma de impacto ou de fogo, o conhecimento de informações relevantes sobre a periculosidade do oponente, o fato do agente de segurança estar ferido ou exausto ou em posição vulnerável, etc. Um agente de segurança sozinho pode utilizar um nível de força maior contra vários oponentes, mas se oponente for muito mais fraco e representa um risco menor, é recomendado não escalar no uso da força.A percepção da totalidade da situação que proporciona a escolha e dosagem do nível de força que será utilizado para conter o agressor.

O CURRÍCULO

Qual o objetivo da defesa pessoal de acordo com a legislação atual vigente: “Propiciar o desenvolvimento do poder combativo do aluno, aperfeiçoando suas habilidades naturais e seus reflexos, através de treinamento sistemático em técnicas de defesa pessoal, com o fim de dotá-lo de autoconfiança no desempenho de sua atividade profissional”. Comentário : Perfeito, sintetiza exatamente o que devemos esperar que o profissional de segurança privada alcance, porém, no próprio texto – treinamento sistemático – já podemos observar que é isso fica a cargo do vigilante, já que a lei define apenas 20 horas de treinamento no Curso de Formação e reciclagens de 8 horas a cada dois anos. A disciplina de defesa pessoal foi baseada principalmente em uma arte marcial japonesa chamada Judô. Judô é a junção de dois ideogramas – JU – que significa suave e DO – que significa caminho – a tradução literal seria “caminho suave”. É importante salientar que os objetivos do Judô são a queda perfeita (esse golpe é chamado de Ippon), a imobilização do adversário e submissão através de chaves ou estrangulamentos. O judô tem três princípios importantes que devemos conhecer para melhor compreender e aplicar as técnicas: a) Desequilíbrio – também chamado “kuzushi” em japonês. Como explicado anteriormente um dos objetivos do Judô é a queda perfeita, desta forma, procuramos desequilibrar o adversário para aplicar mais facilmente esse golpe. b) Uso de alavancas – com a utilização de alavancas que trabalham com centro de gravidade do ser humano, conseguimos erguer adversários maiores com extrema facilidade. Um dos pontos mais difíceis de ensinar para os vigilantes é exatamente o uso correto das alavancas. c) Usar a força do adversário contra ele mesmo – vale a pena lembrar de outro ditado: “Se o adversário o empurra, você puxa; se o adversário o puxa, você o empurra” – não há explicação melhor para exemplificar esse principio.

FORMAÇÃO DE DUPLAS – POSIÇÃO DE BASE E RECREAÇÃO

Fig. 01 – Posição de Base

O primeiro item do currículo obrigatório da disciplina de defesa pessoal do Curso de Formação Básica de Vigilantes é a formação de duplas. A lei estabelece que haja no máximo 45 pessoas por turma. É interessante seguir alguns princípios para melhorar a aprendizagem ao mesmo tempo evitar que haja acidentes que possam lesionar os alunos:

  1. É responsabilidade de todos os presentes manter a disciplina e o respeito, devendo evitar conversas ou brincadeiras durante a aula, quando o instrutor explicar uma técnica fique em posição de descanso (foto 01), prestando atenção às explicações para melhor compreensão da técnica;

Foto 01

COMO PEGAR NO QUIMONO

Fig. 03

Um dos pontos mais importantes nas técnicas de judô é a pegada no quimono. A maneira clássica estabelece segurar com a mão forte na gola e com a mão fraca a manga do quimono do adversário (fig. 03). Em competições oficiais os lutadores procuram a melhor pegada para estabelecer sua superioridade ante o adversário. Quando na ausência do uso de quimono, devemos adaptar a pegada nas articulações do adversário, principalmente no punho e cotovelo, além da cintura, pernas, ombros ou pescoço, conforme a técnica treinada (foto 03).

Foto 03

POSIÇÃO DE QUEDA FINAL (EDUCATIVOS DE QUEDA)

Alguns golpes de Judô têm como objetivo derrubar o companheiro durante os treinamentos. O intuito de treinar os educativos de quedas é preservar a integridade física dos praticantes durante os exercícios de projeção ao solo.

Queda de Frente Pontos importantes:

1 – Na queda de frente, apóie o peso do corpo sobre o antebraço e palma da mão simultaneamente; 2 – Vire a cabeça de lado para evitar bater com a face no chão, caso não agüente amortecer o peso do corpo na queda.

Foto 04 Foto 05 Foto 06

Queda Lateral

Foto 07

Pontos importantes:

1 – Nunca deixe o cotovelo dobrado ao final do movimento, isto pode lesionar a está articulação gravemente. 2 – Sustente a cabeça para evitar bate-la no final do movimento, se quiser, encoste o queixo no peito.

Foto 08^ Foto 09

Rolamentos

Existem várias formas de rolar, todas com um mesmo objetivo: preservar a cabeça e coluna vertebral do praticante. O rolamento pode ser de frente “mae ukemi” ou de costas “ushiro ukemi” (veja queda de costas), com saltos (para os mais habilidosos), em pé (para os que já possuem certa destreza), ou agachado (para os iniciantes). O rolamento para utilização do segurança privada se dá basicamente em três condições: quando se encontrar em obrigatoriedade de saltar algum objeto para buscar proteção no mesmo, sair da linha de tiro, dificultando a mira do marginal, diminuindo a chance de ser alvejado, ou para amortecer uma queda ao solo.

Foto 16 Foto 17 Foto 18

Foto 19 Foto 20

No rolamento de frente, flexione o joelho da perna que está à frente (foto 16) e apóie o queixo no peito. Procure transformar seu corpo em uma “esfera”, passando o peso do corpo sobre o ombro.

TÉCNICAS DE JUDÔ

As projeções podem ser muito eficientes no combate corpo-a-corpo, desde que você siga algumas regras:

  1. Aproveite a força do adversário para lança-lo ao solo,
  2. Não haja competição de força,
  3. Sempre entre no adversário com base forte e bem equilibrado,
  4. Cause desequilíbrio no adversário através de alavanca e projete-o ao solo. As projeções podem ser utilizadas para lesionar gravemente o adversário, para controlar uma agressão de forma moderada, ou para simplesmente ganhar tempo enquanto o adversário se levanta.

O Goshi (grande golpe de quadris)

Foto 21 Foto 22

Pontos a Importantes:

1 – Desequilibre o companheiro; 2 – Avance o quadril, ao mesmo tempo em que a perna “varre” a perna do companheiro; 3 –Projete o adversário em direção ao solo.

Ippon-Seoi-Nage (arremesso por sobre os ombros)

Foto 29 Foto 30

Foto 31 Foto 32

Pontos a Importantes: 1 – Abrace o braço do companheiro; 2 – Vire o corpo 180º, dividindo o peso do corpo em ambas as pernas, deixando os pés paralelos; 3 – Gire o corpo do companheiro pelo ombro, projetando-o em direção ao solo.

ESTRANGULAMENTO – HADAKAJIME (estrangulamento livre)

Técnicas de estrangulamento são muito eficientes para controlar uma pessoa, porém, devem ser usadas com extrema cautela. Na foto 33 mostramos o hadakajime tradicional, também chamado de “cadeado”, aplicado no Judô. Um braço envolve o pescoço do adversário e a mão oposta mantém a pressão para melhor controla- lo. Na foto 34 usamos uma variação da técnica de estrangulamento que é mais conhecida como “mata-leão”, onde além de envolver o pescoço do adversário, mantemos uma pressão na cervical e uma alavanca segurando em nosso próprio braço. O movimento quando bem aplicado não deve causar nenhuma lesão ou efeito mais grave em um marginal que precisa ser controlado. O grande problema aqui é a traquéia do adversário que pode ser esmagada se o movimento for feito errado. Colocamos a dobra do cotovelo no local onde está a traquéia do adversário, evitando principalmente colocar o antebraço nesta região. O intuito do movimento é comprimir a musculatura lateral do pescoço, evitando o fluxo de oxigênio para o cérebro do adversário. Desta forma, ao quanto mais força o adversário fizer para sair da técnica, mais rapidamente será controlado. Em alguns casos isto pode levar a pessoa a desmaiar. Ocorrendo este fato, é importantíssimo soltar imediatamente o adversário para evitar seqüelas ou até mesmo a sua morte. A técnica do “mata-leão” é mais segura e confiável que o cadeado, porém, seus riscos de ocasionar lesões são mais graves. Acompanhando casos de pessoas drogadas ou em surto psicótico, foi constatado que muitas vezes uma chave de braço pode não controlar adequadamente o adversário, chegando em alguns casos até mesmo a ocorrerem fraturas nas articulações envolvidas no movimento. Isto ocorre devido a maior tolerância a dor das pessoas nesses estados alterados, é pelo fato em questão que as técnicas de estrangulamento devem ser ensinadas, porém, tomando os cuidados necessários para serem aplicadas da forma correta.

Foto 33 Foto 34

Variação da técnica - ude-garame

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Wakigatame

Foto 44 Foto 43

Foto 45 Foto 46

Pontos a Importantes nas chaves de braço: 1 – “Timing” – é o tempo correto para aplicar a técnica, não podemos antecipar a defesa para evitar expor nossa guarda, nem atrasar o movimento o que acarretará sermos atingidos; 2 – Quando o adversário empurrar a faca (atacar) é interessante esquivar ao mesmo tempo em que puxamos o braço, causando desequilíbrio e usando a forço contra ele mesmo;