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pesquisa sobre a evolução desigualdade regional no Brasil entre 2012 a 2019
Tipologia: Trabalhos
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Evolução da desigualdade regional no Brasil: 2012 a 2019 Hellen Silva Bonfim Resumo: Este artigo analisa a evolução das desigualdades regionais no Brasil entre o período de 2012 a 2019, para seu desenvolvimento foram utilizados os dados do IBGE, como o índice de Gini para cada setor de atividade econômica e os dados da participação no PIB de todas as regiões, os dados mostram que ao longo dos anos há uma redução dessas desigualdades, mas ainda muito lenta. Palavras chaves: Desigualdade, regional, economia. INTRODUÇÃO Este artigo analisa a evolução das desigualdades regionais no Brasil no período de 2012 a 2019. O Brasil a muitos anos tem políticas de desenvolvimento regional, mas não obteve êxito necessário para reduzir, de forma significativa as desigualdades regionais. Podemos ver pelas tabelas como algumas atividades econômicas são concentradas, e que ao longo do tempo houve uma desconcentração, porém muito lenta o que não é muito visível para a população. 2 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Na tabela 1 podemos ver a participação das cinco regiões no PIB do Brasil, por atividade econômica, podemos perceber como algumas regiões estão concentradas em determinadas atividades. Tabela 1 - Participação do produto interno bruto a preços correntes no produto interno bruto a preços correntes do Brasil, por atividade econômica Regiões Setor Agropecuário 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 Brasil 4,9 5,28 5,03 5,02 5,66 5,34 5,15 4,
Norte 9,35 10,64 10,18 10,61 11,27 10,54 9,43 8, Nordeste 6,2 6,22 6,32 6,46 6,17 6,6 6,75 6, Sudeste 2,43 2,26 2,21 2,1 2,69 2,46 2,14 2, Sul 7,29 9,38 8,6 8,41 9,29 8,51 8,34 7, Centro- Oeste
Regiões Setor Indústria 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 Brasil 26,03 24,85 23,79 22,52 21,23 21,12 21,85 21, Norte 29,49 28,84 26,04 24,97 23,87 26,2 25,99 27, Nordeste 21,74 20,3 19,39 19,94 19,5 18,86 18,86 18, Sudeste 27,74 26,46 25,48 23,3 21,47 21,47 23,00 22, Sul 28,09 26,5 25,78 25,39 24,99 24,63 24,24 24, Centro- Oeste
Regiões Setor Serviços 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 Brasil 53,14 53,49 54,76 55,28 55,67 55,89 55,61 55, Norte 37,55 36,68 39,12 39,08 38,8 37,53 38,65 37, Nordeste 48,25 49,19 50,01 48,85 49,35 49,3 49,16 49, Sudeste 57,6 58,49 59,66 61,12 62,25 62,46 61,6 62, Sul 51,37 50,79 51,84 52,28 51,54 52,45 53,23 53, Centro- Oeste
Fonte: IBGE No setor agropecuário a região centro-oeste tem a maior participação e a menor participação é da região sudeste, entre os anos de 2014 e 2015 quase todas as regiões tiveram uma leve queda, devido à crise política e econômica, em 2016 já houve um crescimento em algumas regiões e entre 2018 e 2019 houve uma tendência de queda em todas as regiões. Já no setor da indústria a região norte tem a maior participação e a menor participação é do centro-oeste, ao longo dos anos houve uma diminuição de todos os setores na participação no setor da indústria.
nordeste, já o setor da indústria é mais concentrado na região norte e o setor de serviços na região sudeste. O gráfico 1 traz a participação do produto interno bruto a preços correntes no produto interno bruto do Brasil, nesse gráfico conseguimos perceber o quanto a região sudeste participa majoritariamente no PIB e a região norte é a que tem a menor participação, apesar de no decorrer do período analisado a região sudeste foi diminuindo a sua participação e sendo distribuída as outras regiões, esse processo ocorre de forma lenta, e quase não é perceptível. 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 Ano 0 20 40 60 80 100 120
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Fonte: IBGE CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao analisar as tabelas percebemos que ao longo dos anos a uma tendência de queda, onde a participação das regiões no PIB vem crescendo, e a concentração nos setores da economia vem diminuindo, porém que ocorre de uma forma muita lenta, e para reduzir essas desigualdades é necessária uma mobilização dos governos municipais e federal para a construção de uma medida efetiva que faça que todas as regiões tenham um maior desenvolvimento econômico. O conjunto de investimentos previstos em diferentes setores de atividade econômica, com destaque para petróleo e gás, construção civil, saneamento, papel e celulose, energia, alimentos e bebidas, automotivo, por exemplo, permite que se estruture uma estratégia de desenvolvimento regional que ordene o conjunto dos investimentos, os incentivos fiscais e os fundos constitucionais em vigor no país, ou seja, que se estabeleça uma estratégia de desenvolvimento regional no longo prazo. Além dos investimentos em infraestrutura, determinadas indústrias também atraem outras indústrias complementares a ela. Os investimentos nessas indústrias elevam a renda per capita da região, aumentando o fluxo de imigrantes em direção a essa região em busca de melhores condições de vida. As indústrias, além de serem importantes na geração de emprego, também devem transferir
à população uma renda que propicie aos habitantes uma vida com o mínimo de habitação, vestuário, alimentação e lazer. O objetivo deste artigo é analisar se no período de 2012 a 2019 essas desigualdades aumentaram, podemos concluir que não houve um aumento e sim uma estagnação, teve redução, mas aconteceu de forma lenta, para que tenha um efeito visível para a população, precisa ser intensificada as políticas de desenvolvimento regional. REFERÊNCIAS CARLEIAL, Liana Maria da Frota; CRUZ, Bruno de Oliveira. A hora e a vez do desenvolvimento regional brasileiro: uma proposta de longo prazo. 2012. DE LIMA, Jandir Ferrera et al. Mensurar as desigualdades regionais no Brasil: proposta metodológica. Anais... , 2019.