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deus e um ser supremo, Resumos de Filosofia

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Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 24/04/2020

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hunnec-beatz-10 🇧🇷

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Deus e um ser supremo,unipotente ,unipresente,omniciente.Deus corresponde a cada um dos
membros da trindade:Deus pai,Deus filho e Deus espírito Santo.Deus é um ser Eterno ,nao
tem inÍcio e nem fim. A natureza
Nosso mundo é espantoso! Mesmo quando tudo parece caótico, toda a matéria age e interage
de acordo com regras complexas. Na natureza tudo tem seu lugar. Cada criatura é
extremamente detalhado e existem milhões de criaturas vivas! O mundo é demasiado
complexo e funciona demasiado bem para ser apenas obra do acaso. Somente um grande
Artista poderia ter criado um mundo tão elaborado... Tudo que você vê, ouve e sente prova
que Deus existe. https://www.bibliaon.com/provas_que_deus_existe/
Os 5 argumentos que indicam a existência de Deus, segundo S. Tomás de Aquino
Jose Melendez | CC BY SA 2.0
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Redação da Aleteia | Maio 25, 2018
Que tipo de “prova científica” é razoável pretender que exista a respeito da existência de um
Ser que não tem natureza material?
Em seu famoso livro “Deus, um delírio”, o ateu proselitista Richard Dawkins afirma que a
questão da existência de Deus depende de evidências científicas e não pode ser provada. Ele
considera que algum dia talvez saibamos a resposta, mas, enquanto isso, podemos afirmar a
forte probabilidade de que Deus não existe.
Um primeiro ponto de atenção neste processo de raciocínio está no perigo de facilmente
extrapolá-lo para a falácia de pensar que, se algo ainda não foi provado, é sinal de que não
existe. A vida extraterrestre, por exemplo, nunca foi provada, mas desta premissa não é
válido afirmar como conclusão que ela não exista.
Mas há outro ponto de atenção muito mais sutil nesse terreno de mistura entre suposta
argumentação científica e especulações baseadas em opinião pessoal: a discussão sobre as
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Deus e um ser supremo,unipotente ,unipresente,omniciente.Deus corresponde a cada um dos membros da trindade:Deus pai,Deus filho e Deus espírito Santo.Deus é um ser Eterno ,nao tem inÍcio e nem fim. A natureza Nosso mundo é espantoso! Mesmo quando tudo parece caótico, toda a matéria age e interage de acordo com regras complexas. Na natureza tudo tem seu lugar. Cada criatura é extremamente detalhado e existem milhões de criaturas vivas! O mundo é demasiado complexo e funciona demasiado bem para ser apenas obra do acaso. Somente um grande Artista poderia ter criado um mundo tão elaborado... Tudo que você vê, ouve e sente prova que Deus existe. https://www.bibliaon.com/provas_que_deus_existe/ Os 5 argumentos que indicam a existência de Deus, segundo S. Tomás de Aquino Jose Melendez | CC BY SA 2. Compartilhar4k Redação da Aleteia | Maio 25, 2018 Que tipo de “prova científica” é razoável pretender que exista a respeito da existência de um Ser que não tem natureza material? Em seu famoso livro “Deus, um delírio”, o ateu proselitista Richard Dawkins afirma que a questão da existência de Deus depende de evidências científicas e não pode ser provada. Ele considera que algum dia talvez saibamos a resposta, mas, enquanto isso, podemos afirmar a forte probabilidade de que Deus não existe. Um primeiro ponto de atenção neste processo de raciocínio está no perigo de facilmente extrapolá-lo para a falácia de pensar que, se algo ainda não foi provado, é sinal de que não existe. A vida extraterrestre, por exemplo, nunca foi provada, mas desta premissa não é válido afirmar como conclusão que ela não exista. Mas há outro ponto de atenção muito mais sutil nesse terreno de mistura entre suposta argumentação científica e especulações baseadas em opinião pessoal: a discussão sobre as

provas. Que tipo de “prova científica” é razoável pretender que exista a respeito da existência de um Ser que não tem natureza material? Se o próprio conceito de Deus implica a Sua imaterialidade, e, se além disso, Ele próprio é o Criador de toda a natureza e, portanto, é maior que ela, então a suposta prova da Sua existência não pode ser reduzida aos limites da natureza, precisando-se que seja deduzida pela razão. De fato, um dos maiores filósofos da história, S. Tomás de Aquino, refletiu e escreveu sobre 5 argumentos racionais que apontam para a necessidade da existência de Deus. São eles: 1° argumento: o “primeiro motor imóvel” O movimento existe: isto é evidente aos nossos sentidos. Ora, se aquilo que se move é movido por alguma força, por algum motor, não é intelectualmente satisfatório pensar que cada motor de cada movimento seja movido ele próprio por outro motor, sendo este, por sua vez, movido por outro motor, que seria movido por mais outro, e assim indefinidamente ao infinito: é razoável que exista uma origem primeira do fenômeno do movimento, ou um motor que move sem ser movido. Esse primeiro motor imóvel teria que ser Deus, o Criador de todo movimento. 2° argumento: a “causa primeira” Se todo efeito tem uma causa e cada causa é, por sua vez, o efeito de outra causa, caímos no mesmo ciclo indefinido e infinito do problema anterior, o que não é satisfatório para uma honesta busca intelectual de respostas claras. Qual seria a causa primeira das outras causas, uma causa que não seja causada por nenhuma outra? 3° argumento: o “ser necessário”

O Vaticano I diz que Deus é substância espiritual completamente simples e imutável – pela Sua natureza, Deus é diferente de qualquer coisa criada. A fé, porém, é um dom de Deus que nos permite conhecê-lo, ainda que imperfeitamente, já que o próprio conceito de Deus supera a nossa capacidade limitada de compreensão. Além disso, saber quem é Deus é diferente de saber que Ele existe. Nós somos capazes de deduzir que Ele existe a partir da estrutura do mundo criado, usando a nossa racionalidade para descobrir na criação os indícios que apontam para a sua origem: o primeiro motor, a causa primeira, o Ser supremo. https://pt.aleteia.org/2018/05/25/os-5-argumentos-que- indicam-a-existencia-de-deus-segundo-s-tomas-de-aquino/ A lei moral prova a existência de Deus? A verdade é que, se existir apenas um único dever moral objetivo, como por exemplo não estupre ou não torture crianças, significa que a lei moral existe. E se a lei moral existe, significa que Deus existe.hugo m É simplesmente impossível que um valor ou dever moral objetivo seja de origem humana, pois ele não depende da opinião do homem para existir. Pelo contrário, ele é imposto ao homem, como uma obrigação. O que só pode ser feito por um ser superior, ou seja, Deus. E aqui, dois pontos são muito importantes: O primeiro é que a lei moral não pode ter origem em algo que não seja Deus. Sua origem não pode ser abstrata, pois a moralidade é uma característica exclusiva de pessoas e não de coisas.

O segundo ponto é que, como essa lei moral se mostra perfeitamente boa dentro de nós, significa que Deus não define simplesmente o que é bom e impõe isso ao homem. Se assim fosse, com certeza questionaríamos a lei moral, mas a verdade é que concordamos com ela. Por essas razões, além da lei moral nos revelar um Deus pessoal (Êx 3.14), também mostra ser fruto, não da vontade de Deus, mas da sua própria natureza: infinito amor (1Jo 4.16) e infinita justiça (Sl 119.142). Como então podemos conciliar a existência de Deus e da lei moral, com tanta injustiça, ódio e falta de coerência naquilo que vemos no mundo? A Bíblia A resposta está na Bíblia! E ela é altamente satisfatória por três motivos: Primeiro, porque a Bíblia diz que por causa da nossa desobediência (Is 59.2), não somos isentos de culpa (Rm 3.23, Ec 7.20). O que de fato sabemos ser verdadeiro, não porque alguém aponta o nosso erro (Rm 2.1), mas porque temos a consciência de que estamos constantemente desobedecendo a lei moral que existe em nós (Rm 2.11-16, Ef 4.18, Mt 15.19). Segundo, porque ela nos ensina sobre a vida eterna (Jo 6.68, 1Jo 2.25). E uma vez que a vida aqui parece ser injusta e carente de sentido (Ec 2.17-23), tudo muda quando a olhamos sob a perspectiva bíblica da eternidade e do juízo eterno (Mt 25.46). Quando compreendemos que tudo o que acontece aqui, será julgado por Deus (Ec 12.13-14). E terceiro, a Bíblia nos revela que o nosso destino eterno, está nas mãos de um Deus absolutamente bom, justo e perfeito (Sl 116.5, Gn 18.25, Mt 5.48). Que sabe todas as coisas (Sl 139.1-6, Hb 4.13) e conhece nossos pensamentos, intenções e motivações (Sl 7.8-9, 1Cr 28.9).

Tradução de Júlio Sameiro É racional acreditar na existência do Deus comum? Poderá apresentar-se uma boa razão ou um argumento irresistível a favor da sua existência? Alguns teístas dizem que não e baseiam a sua crença na fé, ou seja, acreditam sem provas ou razões. Outros teístas, pelo contrário, pensam que se podem construir argumentos para provar que o Deus comum existe. De facto, muitas espécies de razões foram apresentadas para acreditar em Deus (e as mesmas razões foram expostas para acreditar em deuses diferentes e incompatíveis). Algumas razões são facilmente classificadas de insatisfatórias. Por exemplo, o argumento de que Deus tem de existir porque em quase todas as sociedades as pessoas acreditam nele. A aceitação generalizada de uma crença não é, decerto, uma boa razão para a aceitar. Muitas crenças falsas são ou foram quase universais (por exemplo, a de que a Terra é plana). Mais ainda, apesar de a crença num deus ou noutro ser quase universal, não há um deus em que a maioria das pessoas acredite. Como poderia, por exemplo, o facto de algumas pessoas acreditarem num deus-crocodilo justificar a crença no Deus cristão? (Recorde-se que a grande maioria dos crentes não acredita no Deus cristão Falta de razões para acreditar no contrário Alguns crentes, vendo que os agnósticos afirmam que não podemos provar que Deus não existe, seguem outra via. Argumentam que se não podemos provar que Deus não existe, então eles estão autorizados a acreditar que existe. Mas os ateus podem virar este argumento do avesso. Podem fazer notar que os agnósticos também afirmam que nós não podemos provar que Deus existe. Logo, se não podemos provar que Deus existe, estamos igualmente autorizados a acreditar que não existe. Um método de raciocínio que nos permite “provar” ambos os lados de uma disputa, não prova qualquer um deles. A ausência de prova do contrário não é uma boa razão para acreditar em alguma coisa. Argumentos cosmológicos Vários argumentos estreitamente relacionados para a existência de Deus baseiam-se na aparente necessidade de o universo como um todo ter uma causa. Parecem existir três possibilidades. Ou o universo começou a existir por si ou existiu desde sempre ou, então, foi

trazido para a existência por alguma força ou ser extremamente poderoso. Geralmente, aqueles que acreditam em Deus acham incrível que o universo possa ter chegado à existência apenas por si e igualmente incrível que possa ter já existido durante uma quantidade infinita de tempo. Acreditam que um ser extremamente poderoso, Deus, o deve ter criado. Esta é uma das razões que as pessoas dão com mais frequência para acreditar em Deus. Os argumentos que tentam provar que tem de haver um Deus porque tem de haver um criador do universo são chamados de provas cosmológicas da existência de Deus. Em geral são argumentos que tentam provar que tem de haver uma “primeira causa” de todo o universo — nomeadamente, Deus. O Argumento da Primeira Causa Os argumentos da primeira causa resultam das nossas observações quotidianas das causas que estão na origem das coisas ou acontecimentos da vida de todos os dias. Observamos, por exemplo, que pôr açúcar na chávena do café causa a doçura do seu gosto, que pôr água na planta causa o seu crescimento e que riscar um fósforo na presença de oxigénio o faz arder. No entanto, parece impossível explicar a existência de tudo em termos de causa e efeito, porque isso significaria que deveria haver uma série infinita (ou sem fim) de causas, o que parece impossível. Eis uma maneira pela qual estas ideias têm sido usadas para argumentar a favor da existência de Deus: Na vida de todos os dias, descobrimos que tanto os objectos como os acontecimentos são causados por outros (tal como o crescimento das plantas é provocado pela absorção de nutrientes). Mas uma série infinita de causas desse tipo é impossível porque então não haveria uma primeira causa, e, portanto, não haveria uma segunda, terceira, etc. ∴ Logo, tem de haver uma primeira causa: Deus. Objecções ao argumento da Causa Primeira

tenha existido um Deus que criou o universo (ou talvez muitos deuses), mas que agora Deus está morto. Qual é a causa da existência de Deus? Além das duas objecções que acabámos de levantar contra o argumento da primeira causa, há uma objecção geral a todas as espécies de provas cosmológicas da existência de Deus. Lembremos que a força do argumento cosmológico reside na ideia de que não é plausível pensar que o universo tenha começado a existir apenas por si mesmo. Por outras palavras, parece a muitos crentes que uma coisa tão grandiosa como o universo requer, como seu criador, um ser que seja pelo menos tão grandioso. Mas esta linha de raciocínio põe-nos em apuros. Se um universo requer um deus para explicar a sua existência, o que explica a existência do próprio Deus? Da mesma maneira, ou Deus existiu desde sempre ou apenas apareceu ou então deve ter tido uma causa. No entanto, é tão implausível pensar que Deus sempre existiu ou que tenha simplesmente surgido, como pensar que também foi assim com o universo. O próprio raciocínio que nos leva a propor um deus como causa do universo deve levar-nos a propor um supradeus como causa de Deus. E, claro, o supradeus também precisa de uma causa, o suprasupradeus e assim infinitamente. Portanto, sejam quais forem as voltas que dermos, o que obtemos no fim é igualmente implausível. É tão implausível um deus incausado como um universo incausado, e é tão incrível uma série infinita de causas como uma série infinita de deuses. Em resumo, podemos questionar as provas cosmológicas da existência de Deus de, pelo menos, três maneiras importantes. Primeiro, podemos questionar a ideia de que uma série infinita de causas não seja possível. Segundo, podemos questionar a validade da conclusão de que há apenas uma primeira causa e de que a primeira causa seja Deus. Terceiro, podemos defender que qualquer deus proposto como primeira causa para explicar o universo precisa tanto de uma causa como o próprio universo e, assim, o argumento, se provar a existência de um deus, provará a existência de uma série infinita de deuses. Os argumentos cosmológicos tentam explicar a existência do universo postulando um criador. Outros argumentos concluem por um deus, não para explicar o universo como um todo mas apenas para explicar alguns dos seus aspectos, tais como a existência do bem ou o facto de o universo ser ordenado em vez de ser caótico.

O argumento do Desígnio O Argumento do Desígnio (também conhecido como Argumento Teleológico) parte do facto de que o universo comporta toda a espécie de padrões ou de regularidades, tão diferentes como os intrincados padrões dos flocos de neve, a lei da atracção universal e a maravilhosa complexidade do corpo humano. Algumas espécies de ordem (como, por exemplo, a ordem num mecanismo de um relógio de pulso ou na construção de uma represa por um castor) são explicadas pelo homem ou por outros animais. Mas muitas regularidades não podem ser explicadas dessa maneira; por exemplo, a ordem dos cristais ou a constância do ponto de fusão de cada uma das diferentes espécies de elementos. O argumento do desígnio postula um deus para explicar essas espécies de ordem que não são explicadas de outra maneira. Eis uma versão do argumento do desígnio: Há ordem no universo. Mas a ordem não pode existir sem desígnio. (Isto é, sem um projectista). ∴ Logo, tem de haver um projectista: Deus. A força psicológica e apelativa do argumento é óbvia. A estonteante e maravilhosa complexidade de algo como o corpo humano parece exigir um projectista — um ser que calculou como funcionaria e depois o compôs. Nem a teoria da evolução satisfaz esta necessidade, dado que os detalhes de tais teorias dependem de leis da física e da química que, elas mesmas, exibem maravilhosas regularidades. No entanto, o argumento tem deficiências sérias ou mesmo fatais. Objecções ao Argumento do Desígnio A objecção mais óbvia é a de que, no melhor dos casos, o argumento do desígnio apenas prova que há um projectista e não um Deus comum, tal como o argumento da causa primeira apenas provaria que há uma primeira causa. O projectista, claro, não precisa de ser um Deus comum; poderia muito bem ser o diabo, muitos deuses, outro deus ou, talvez, um deus já morto. Mas o argumento do desígnio nem sequer prova tanto porque a sua segunda premissa (a de que a ordem não poderia existir sem um ordenador) é duvidosa, para não dizer pior. Porquê assumir que a ordem não pode existir sem um organizador?

O argumento é claramente defeituoso porque a sua premissa é obviamente falsa. Há um grande número de coisas ordenadas para as quais não descobrimos um projectista ou um organizador — flocos de neve, arco-íris, cristais e seres humanos são algumas delas. (Se há um deus que projectou todas essas coisas, então, para observarmos o projectista de flocos de neve a trabalhar, teríamos de apanhar Deus no acto de os moldar a partir de H2O, ou, talvez, de o apanhar no acto de criar as leis da física de que resulta que H2O se compõe a si mesmo em flocos de neve). O ponto é o de que as coisas que manifestam ordem parecem cair em duas classes distintas: aquelas que nós (ou outros animais) ordenaram; e aquelas que não ordenámos. Já verificámos e encontrámos muitos itens da primeira classe que são projectados por humanos. Mas nunca encontrámos um projectista para um só membro da segunda classe. Portanto, não estamos autorizados a concluir por indução que toda a ordem implica um organizador ou um projectista. Logo, o argumento pelo desígnio não pode ser apoiado pelo raciocínio indutivo. Se estamos prontos para o aceitar, tem de estar a fazê-lo sem razão, isto é, pela fé. A aposta de Pascal O grande matemático e filósofo francês, Blaise Pascal (1632–1662), argumentou a favor da existência de Deus de maneira algo diferente: “Deus existe ou Deus não existe... Que apostarás tu? De acordo com a razão, não poderás fazer nem uma coisa nem outra; de acordo com a razão não poderás defender nenhuma das opções... mas tens de apostar. [E quanto à] tua felicidade? Pesemos ganhos e perdas apostando que Deus existe... Se ganhares (a aposta), ganhas tudo; se perderes, não perdes coisa alguma. Aposta então, sem hesitação, que Ele existe”. A base da aposta de Pascal parece ser esta: temos de apostar (acreditar) em que Deus existe ou em que Deus não existe. Se Deus não existe, aquilo em que apostarmos fará pouca diferença. Mas se existir, fazemos um grande negócio. Assim, a pessoa esperta ou sensata apostará (acreditará) que Deus existe. Objecções à aposta de Pascal

Em primeiro lugar, Pascal está enganado na sua crença de que devemos apostar contra ou a favor da existência de Deus. Podemos optar por permanecer nas margens, como faz o agnóstico. Claro que nesse caso podemos perder o prémio, se houver um prémio, por termos apostado incorrectamente. Mas Pascal não pode provar que há tal prémio. Em segundo lugar, a aposta não é tão simples como Pascal pensou porque há um número indefinido de possíveis criadores. O Deus cristão comum em quem Pascal apostou é apenas um deles. Assim, o número de possibilidades para apostar é muito maior do que duas e os jogadores racionais não têm a possibilidade de escolher mesmo que queiram escolher um Deus ou outro. Por outras palavras, se a aposta de Pascal faz sentido, será tão razoável apostar num deus-lua ou deus-sol como no Deus judeu, cristão ou muçulmano. E, finalmente, não há prova ou razão para supor que ganhamos um prémio se apostarmos no Deus que de facto exista. Porque não podemos pressupor sem razões que Deus recompense os crentes ou que puna os descrentes. (De facto, em última análise o próprio Pascal apelou à revelação ou fé). Pelo contrário, as intuições de muitos de nós dizem precisamente o contrário talvez porque quando nos tentamos pôr no lugar de Deus, percebemos que estaríamos inclinados a considerar que a crença baseada na aposta de Pascal é hipócrita. Deus, se existir, pode impressionar-se bem mais com a honestidade daqueles que não conseguiram apostar (acreditar) na ausência de provas do que com aqueles que acreditam porque pensam que é prudente fazê-lo. Howard Kahane Thinking About Basic Beliefs (Wadsworth, Belmont, 1983), pp. 3-7 e 10–12. Notas O símbolo ∴ é habitualmente usado para indicar que se segue a conclusão. As afirmações que precedem este signo são as premissas do argumento e a afirmação que se lhe segue à a conclusão. Uma terceira (e discutida) condição, não pertinente neste caso, é a de que devemos usar toda a informação relevante. Ver, por exemplo, Hans Reichenbach, The Rise of Scientific Philosophy (Berkeley, Calif.: University of California Press, 1951), pp. 207-8.