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Guias e Dicas
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Dicas de hardware, Notas de estudo de Informática

Conteudo extenso sobre hardware!

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 01/03/2008

henderson-abreu-4
henderson-abreu-4 🇧🇷

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W A Y T E C H
http://sites.uol.com.br/waytech
Sua Oficina Virtual
FREEWARE - Versão 1.0
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W A Y T E C H

http://sites.uol.com.br/waytech

Sua Oficina Virtual

FREEWARE - Versão 1.

Manutenção da CPU, mouse e teclado

Protegendo o computador da poeira

A poeira é muito prejudicial ao PC. Pode ser a causadora de vários defeitos sérios:

  • Mau contato nos conectores e nos soquetes dos chips do PC e dos periféricos
  • Defeitos mecânicos nos drives de disquetes
  • Erros de leitura, ao sujar as cabeças dos drives
  • Mau contato no teclado
  • Problemas mecânicos na impressora

Felizmente todos esses problemas podem ser evitados com uma manutenção preventiva adequada. Basta adotar as seguintes medidas:

  1. Uso de capas plásticas
  2. Limpezas semestrais ou anuais

A capa plástica pode ser adquirida em lojas de suprimentos de informática. Devem ser adquiridas capas para o gabinete, monitor, teclado e impressora. É importantíssimo que a capa seja plástica. Não serve a capa de tecido, pois acumula muita poeira e deixa passar a umidade para o computador. Também não devem ser usadas capas de tecido revestido por plástico, já que também acumula poeira. A capa deve ser 100% de plástico, nada de tecido. Enquanto o PC não estiver ligado as capas devem ser colocadas. Isso reduz drasticamente a quantidade de poeira no interior do equipamento.

É um erro pensar que a maior parte da poeira entra quando o computador está ligado, pois quando está desligado não existe o sistema de ventilação puxando o ar. Isso é errado, pois mesmo sem a entrada de ar causada pelo sistema de ventilação, a poeira fica sempre viajando pelo ar, tentando se distribuir de maneira uniforme. Quando o computador é desligado e a ventilação para, a poeira do seu interior é depositada sobre seus circuitos. Isso faz com que o ar do interior do computador fique com menos poeira. Imediatamente as partículas de poeira do ambiente passam a entrar por todas as frestas existentes no gabinete. Basta observar o interior de um aparelho de televisão. A televisão não possui sistema de ventilação e mesmo assim fica muito empoeirada internamente. A poeira não precisa de convite para entrar. Qualquer fresta ou orifício é suficiente para que seja estabelecido um fluxo de poeira que se acumula no interior do equipamento. A capa plástica é a única forma de cortar este fluxo.

Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário esperar alguns minutos com o computador desligado antes de colocar as capas. Podem ser colocadas imediatamente, logo após desligá-lo. As capas devem ser limpas semanalmente, por dentro e por fora, com um pano ligeiramente úmido. O mesmo deve ser feito com a parte externa do gabinete, teclado, impressora, monitor e com a mesa onde o computador está instalado.

possuem em suas embalagens um pequeno saquinho com sílica. É o caso de câmeras fotográficas, material de uso hospitalar e placas eletrônicas. Muitas placas de computador chegam ao Brasil quase sempre sem este saquinho de sílica, pois os "exportadores" eliminam as caixas e os manuais para ocupar menos volume.

A sílica pode ser adquirida em casas de material químico, mas para sua comodidade também é comercializada pela LVC (vá à página inicial e clique em COMPRAR).

Os saquinhos devem ser colocados no interior do gabinete, do monitor, da impressora e do teclado, como mostra a figura 18. Devem ser presos com uma fita adesiva bem firme em um local qualquer, desde que seja longe da fonte e longe dos circuitos e do disco rígido, pois o calor faz a umidade ser expulsa da sílica.

Figura 18 - Colocando os saquinhos com sílica no computador.

O ideal é colocar os saquinhos de sílica presos no interior do gabinete, do monitor, do teclado e da impressora. Entretanto, muitos usuários não têm intimidade suficiente com o hardware para abrir o equipamento e instalar a sílica. Neste caso, duas soluções podem ser tomadas. A melhor delas é contratar um técnico de confiança para colocar a sílica no interior do equipamento. Este técnico poderia fazer uma visita semestral para trocar (ou reciclar) a sílica, limpar a poeira e fazer uma limpeza geral de contatos, de 6 em 6 meses. Uma outra solução que não é tão boa, mas é aceitável, é simplesmente não colocar a sílica no interior dos equipamentos, e sim, presos estrategicamente em sua parte externa. Por exemplo, os saquinhos de sílica podem ser presos na parte lateral da base do monitor, na parte traseira do gabinete, na parte traseira da impressora e na parte traseira do teclado. Ao serem colocadas as capas plásticas sobre o equipamento, a sílica passa a absorver a umidade, com uma intensidade quase igual à da sílica que estaria colocada no interior dos equipamentos.

Quando o computador está ligado, a sílica passa a absorver a umidade ao seu redor. Boa parte da umidade que atacaria as placas fica agregada à sílica (no caso dos saquinhos de sílica estarem dentro dos equipamentos). Quando o computador é desligado e é colocada a

capa plástica, a umidade continua a ser absorvida até que desaparece quase totalmente. A umidade continua a entrar por baixo das capas plásticas, mas em uma quantidade muito pequena. A figura 19 compara a quantidade de umidade em três computadores: (A) sem capa e sem sílica; (B) sem capa e com sílica; (C) com capa e sílica. As setas indicam a entrada de umidade. Os pontos representam a concentração de umidade no ar. Como podemos ver, o uso de sílica sem as capas plásticas não traz quase proteção alguma ao equipamento. O único computador da figura 19 que está realmente protegido é o (C), onde são usadas simultaneamente a sílica e as capas plásticas.

Figura 19 - A ação da sílica e da capa plástica.

Depois de alguns meses a sílica fica saturada. Isto significa que absorveu tanta umidade que já não funciona mais. Quando isso acontece, a sílica branca passa a ficar amarelada, e a sílica azul fica rosada. Normalmente isso ocorre depois de 6 meses. Em locais onde a umidade relativa do ar é muito grande (onde chove muito, orla marítima, regiões florestais), a saturação ocorre antes, por exemplo, em 3 meses. Uma vez saturada, a sílica deve ser substituída por nova ou reciclada. Para fazer a reciclagem, coloca-se toda a sílica em um recipiente de vidro usado para assar alimentos no forno. Liga-se o forno médio e uma vez quente coloca-se a sílica no recipiente de vidro, deixando a porta do forno ligeiramente aberta para que a umidade saia. O calor fará com que a água acumulada evapore totalmente. A sílica volta a ter sua cor original e está pronta para mais 6 meses de uso. Esse processo pode ser repetido a cada 6 meses, ou seja, você compra a sílica uma vez e passa a usar por anos seguidos.

Infelizmente a sílica não consegue eliminar 100% da umidade que incide sobre o computador. Uma pequena quantidade ainda sobra e ataca os contatos elétricos. A diferença é que, com o uso da sílica e capas plásticas, ao invés de surgir mau contato depois de 2 anos, surgirá depois de 5 anos ou mais. Para melhorar mais ainda a situação e fazer com que o mau contato causado pela umidade nunca ocorra, deve ser feita semestralmente ou anualmente uma limpeza geral de contatos. Desmonta-se o computador, realiza-se a eliminação da poeira e usa-se o spray limpador de contatos para limpar conectores, soquetes, "pernas" de chips, teclado, etc.

placa, e mesmo travando. Isto confirmaria que o BIOS original está defeituoso. Uma solução para o problema é fazer a sua substituição por outro idêntico, retirado de uma outra placa defeituosa, mas de mesmo modelo, com os mesmos chips VLSI, o que é bem difícil de conseguir. Em um laboratório equipado com um gravador de ROM, seria possível gravar um novo BIOS, a partir do BIOS de uma placa idêntica ou a partir de um arquivo contendo o BIOS, obtido através da Internet, do site do fabricante da placa de CPU.

Capacitor danificado - A placa de CPU pode estar com algum capacitor eletrolítico danificado (figura 13). Infelizmente os capacitores podem ficar deteriorados depois de alguns anos. O objetivo dos capacitores é armazenar cargas elétricas. Quando a tensão da fonte sofre flutuações, os capacitores evitam quedas de voltagens nos chips, fornecendo- lhes corrente durante uma fração de segundo, o suficiente para que a flutuação na fonte termine. Normalmente existe um capacitor ao lado de cada chip, e os chips que consomem mais corrente são acompanhados de capacitores de maior tamanho, que são os eletrolíticos. Com o passar dos anos, esses capacitores podem apresentar defeitos, principalmente assumindo um comportamento de resistor, passando a consumir corrente contínua. Desta forma, deixam de cumprir o seu papel principal, que é fornecer corrente aos chips durante as flutuações de tensão. Toque cada um dos capacitores e sinta a sua temperatura. Se um deles estiver mais quente que os demais, provavelmente está defeituoso. Faça a sua substituição por outro equivalente ou com maior valor. Note que um capacitor eletrolítico possui três indicações: voltagem, capacitância e temperatura. Nunca troque um capacitor por outro com parâmetros menores. Você sempre poderá utilizar outro de valores iguais ou maiores. Por exemplo, um capacitor de 470 uF, 10 volts e 105°C pode ser trocado por outro de 470uF, 12 volts e 105°C, mas nunca por um de 1000 uF, 12 volts e 70°C (apesar de maior capacitância e maior voltagem, a temperatura máxima suportada é inferior).

Figura 13 - Capacitor eletrolítico.

Cristais danificados – As placas de CPU possuem vários cristais, como os mostrados na figura 14. Esses frágeis componentes são responsáveis pela geração de sinais de clock. Os

mais comuns são apresentados na tabela abaixo.

Freqüência Função 32768 Hz Este pequeno cristal, em forma de cilindro, gera o clock para o CMOS. Define a base para contagem de tempo. 14,31818 MHz Este cristal gera o sinal OSC que é enviado ao barramento ISA. Sem ele a placa de vídeo pode ficar total ou parcialmente inativa. Algumas placas de expansão também podem deixar de funcionar quando o sinal OSC não está presente. Algumas placas de diagnóstico são capazes de indicar se o sinal OSC está presente no barramento ISA. 24 MHz Este cristal é responsável pela geração do clock para o funcionamento da interface para drives de disquetes. Quando este cristal está danificado, os drives de disquete não funcionam.

Figura 14 - Cristais – podem apresentar diversos formatos, mas seu encapsulamento é sempre metálico.

Nem todos os clocks são gerados diretamente por cristais. Existem chips sintetizadores de clocks, como o CY2255SC, CY2260, W48C60, W84C60, CMA8863, CMA8865, CY2273, CY2274, CY2275, CY2276, CY2277, ICS9148BF, W48S67, W48S87, entre outros. Esses chips geram o clock externo para o processador e outros clocks necessários à placa de CPU, como por exemplo o clock necessário ao barramento USB. Todos esses clocks são gerados a partir de um cristal de 14,31818 MHz, o mesmo responsável pela geração do sinal OSC. Nessas placas, se este cristal estiver danificado, não apenas o sinal OSC do barramento ISA será prejudicado – todos os demais clocks ficarão inativos, e a placa de CPU ficará completamente paralisada. Normalmente os chips sintetizadores de clocks ficam próximos

Figura 16 - Reguladores de voltagem.

Interface de teclado – A maioria das placas de CPU, mesmo as mais modernas, utilizam uma interface de teclado formada pelo chip 8042 (figura 17). Em geral este chip possui a indicação Keyboard BIOS. Todos esses chips são compatíveis. Em caso de mau funcionamento na interface de teclado, você pode procurar obter este chip em uma placa de CPU danificada, encontrada à venda em sucatas eletrônicas. Note que quando este chip está defeituoso, também pode ocorrer erro no acesso à memória estendida.

Figura 17 - Interface de teclado 8042.

Troca do processador – A culpa de todo o problema pode ser o próprio processador, por estar danificado. Você pode fazer o teste instalando em seu lugar outro processador equivalente, ou então outro modelo que seja suportado pela placa de CPU. Neste caso será preciso, antes de ligá-la com o novo processador, configurar corretamente os jumpers que definem os clocks e voltagens do processador.

Instale uma interface auxiliar – Uma placa de CPU pode ficar com uma determinada interface danificada. Como essas interfaces estão localizadas nos chips VLSI, é inviável consertá-las. Para não condenar a placa só por causa de uma interface, podemos desabilitar no CMOS Setup a interface danificada e deixar a placa funcionar sem esta interface. Uma COM1 não fará falta, pois podemos ligar o mouse na COM2, ou então na interface para mouse padrão PS/2 normalmente presente nas placas de CPU. Entretanto, outras interfaces farão muita falta. A solução para este problema é instalar uma placa IDEPLUS de 16 bits. Devemos deixar esta placa com todas as suas interfaces desabilitadas (isto é feito através dos seus jumpers) e habilitar apenas a interface correspondente à que está defeituosa na

placa de CPU. O custo desta placa IDEPLUS é muito menor que o de uma placa de CPU nova.

Vazamento da bateria - Baterias de níquel-cádmio podem vazar, deixando cair um ácido que deteriora as trilhas de circuito impresso à sua volta. Você verá na parte afetada, uma crosta azul, que é o resultado da reação entre o ácido e o cobre da das trilhas de circuito da placa. Quando a área deteriorada é muito grande, é preciso descartar a placa de CPU. A figura 17a mostra um vazamento que não chegou a causar estragos significativos. Podemos neste caso tentar recuperar a placa de CPU.

Figura 17a - Uma bateria com vazamento. Observe o ataque que o ácido fez na placa.

Quando isto ocorre, devemos antes de mais nada, retirar a bateria. Usamos spray limpador de contatos e algodão para limpar a parte corroída. Talvez seja possível recuperar a área afetada, raspando os terminais dos componentes (em geral não existem chips próximos da bateria, apenas resistores, capacitores, diodos, etc) e reforçando a soldagem. Também pode ser necessário reconstruir trilhas de circuito impresso corroídas pelo ácido. Use uma pequena lixa para raspar a parte afetada do cobre, e aplique sobre o cobre limpo, uma camada de solda. Solde uma nova bateria e deixe o PC ligado para carregá-la. Se as funções do PC estiverem todas normais, a placa de CPU estará recuperada. Use esmalte de unhas transparente para cobrir a área da placa na qual foi feito o ataque pelo ácido. O cobre

É melhor comprar uma placa nova – Uma placa de CPU pode estar com um chip VLSI danificado, ou uma trilha partida, ou ainda um capacitor, diodo, bobina ou transistor danificado. Chegamos ao ponto em que para consertar a placa seria necessário usar um osciloscópio, ter o esquema da placa, equipamento especial para soldagem e dessoldagem de componentes VLSI, e principalmente, chips VLSI para reposição. Levando em conta que o preço de uma placa nova é relativamente baixo, não vale a pena investir nesses equipamentos, e nem contratar um técnico altamente especializado neste tipo de conserto. É hora de desistir de consertar a placa e comprar uma nova.

Superaquecimento

Todos os processadores modernos necessitam de uma ventoinha (um pequeno ventilador) para dissipar o calor que é produzido durante o seu funcionamento. O problema é que muitos micros são montados com ventoinhas subdimensionadas, isto é, que não conseguem refrigerar o processador corretamente. Com isso, ele se aquece demais e acaba "travando".

As maiores vítimas desse problema são os processadores montados em soquete, como o Pentium clássico, Pentium MMX, K6, K6-2, K6-III e Celeron PPGA, pois as ventoinhas antigas não conseguem resfriar corretamente processadores mais novos, apesar de elas se encaixarem perfeitamente sobre o processador. Em outras palavras, uma ventoinha criada na época do primeiro Pentium não serve para um moderno K6-III: mesmo encaixando nele, a ventoinha não conseguirá dissipar o calor emanado e acabará fazendo com que o micro trave por superaquecimento.

Figura 1: Três tipos de ventoinhas. As duas da esquerda são as melhores e a da direita, a pior.

Quanto maior o tamanho do dissipador de calor que vem acoplado à ventoinha, melhor. As melhores ventoinhas para esses processadores são as que tem uma presilha em forma de clipe metálico, que as prende firmemente ao soquete do processador através de dois ganchos, como você pode ver nas duas ventoinhas da esquerda da Figura 1.

Processadores como o Pentium II, o Pentium III e o Athlon não costumam apresentar muito esse problema, já que são montados em um cartucho, o que cria uma grande área de dissipação térmica. Além disso, muitos modelos desses processadores (chamados "in-a-

box") já vêm de fábrica com uma ventoinha integrada, presa ao corpo do processador, como você pode ver na Figura 2.

Figura 2: No processador Pentium II in-a-box a ventoinha já vem integrada ao corpo do processador.

Uma solução usada por muitos técnicos é o uso da pasta térmica. Essa pasta, que é facilmente encontrada em casas de material eletrônico, é aplicada entre o processador e o dissipador para melhorar a transferência térmica, evitando o problema do superaquecimento

  • se você usar uma boa ventoinha, é claro. Na hora de aplicar a pasta térmica, use uma espátula, pois essa pasta é bastante viscosa.

Uma dica importante é manter sempre a ventoinha limpa. Muitas vezes, ao abrir o gabinete, você verá que a ventoinha está repleta de poeira grudada, impossibilitando o seu perfeito funcionamento. Nesse caso, retire a ventoinha do micro e limpe-a com o auxílio de um pincel e/ou uma escova de dentes velha.

Problemas com a ventoinha da fonte

A ventoinha existente dentro da fonte de alimentação do micro (aquela que você vê na parte de trás de seu PC) serve para ventilar a parte interna do micro e não só a fonte de alimentação, ao contrário do que muitos pensam. Como o ar quente sobe, a ventoinha "puxa" esse ar quente para fora do gabinete. Como conseqüência, ar frio entra através das ranhuras existentes na parte da frente do gabinete. É por esse motivo que a ventoinha do gabinete sopra o ar para fora do gabinete, e não o contrário. Você confere como funciona a circulação de ar em um gabinete na Figura 3.

disco rígido), como você pode ver na Figura 5. Em alguns, esse espaço fica na parte traseira, à meia altura, ver Figura 6.

Figura 5: Local para a instalação de uma segunda ventoinha (parte frontal do gabinete).

Figura 6: Outro local para a instalação de uma segunda ventoinha (parte traseira do gabinete).

Seja qual for o local de instalação da ventoinha, você deverá posicioná-la de modo que o ar entre no gabinete, para fazer a correta circulação de ar. Essa ventoinha servirá para jogar ar frio para dentro do gabinete, enquanto a ventoinha da fonte estará "puxando" o ar quente para fora, fazendo o ar circular corretamente.

Essa ventoinha é vendida em lojas de componentes eletrônicos e é alimentada com 12 V. Seu fio vermelho deve ser ligado a um dos fios amarelos da fonte, e o fio preto deve ser conectado a qualquer fio preto da fonte. Placas-mãe mais modernas (especialmente as ATX) possuem um conector para essa ventoinha, chamado "Chassis Fan" ou "Case Fan" e, nesse caso, você pode ligar a ventoinha à placa-mãe em vez de ligá-la diretamente à fonte. Veja no manual da placa-mãe a polaridade correta desse conector. Você deve conectar o fio vermelho ao pino +12V e o fio preto, ao pino GND.

Micros mal montados

Alguns técnicos montam micros de forma errada, colocando uma espuma antiestática entre a placa-mãe e o chassi metálico do gabinete (essa espuma é normalmente cor de rosa, ver Figura 7). Ela impede que o ar circule na parte inferior da placa-mãe, e o micro acaba travando por superaquecimento. Se o seu micro tem essa espuma embaixo da placa-mãe, remova imediatamente.

Figura 7: Espuma antiestática não deve ser instalada embaixo da placa-mãe!

Outro fator que colabora para o superaquecimento é o excesso de fios e cabos espalhados dentro do gabinete. Muitas vezes, os fios que ficam soltos acabam prendendo a ventoinha, fazendo com que o micro trave. Por isso, organize os fios que passam no interior do gabinete e prenda-os com presilhas ao gabinete (você pode usar aqueles arames coloridos que vêm nos sacos de pão de forma), para que não fiquem soltos. Uma dica para quem tem gabinetes AT é passar o cabo que liga a fonte de alimentação à chave liga-desliga do painel frontal pelo lado superior direito do gabinete, como mostra a Figura 8, em vez de deixá-lo completamente solto.

Figura 10: Outro dissipador "turbinado", com quatro ventoinhas.

Como o processador não é o único componente “esquentadinho” do PC, é possível encontrar também dissipadores de calor para discos rígidos e placas de vídeo. Aliás, algumas placas 3D esquentam tanto que já vêm, de fábrica, com dissipador e, às vezes, até ventoinha. E se o problema for no gabinete como um todo, é só apelar para ventiladores que podem ser instalados nas aberturas traseiras localizadas sobre os slots da placa mãe.

Para quem quiser que a temperatura do processador caia abaixo da temperatura ambiente, a saída está na termoelétrica, através dos chamados elementos peltier. Compostos de duas placas de cerâmica que transferem calor de uma para a outra quando recebem corrente elétrica entre si, esses elementos podem reduzir a temperatura em até 60 graus.

O problema é que, além de consumirem muita energia e esquentarem demais o resto do sistema, os peltier podem provocar condensação dentro do micro, o que danificaria os componentes. Para utilizá-los, só se estiverem totalmente isolados do ar externo e se a sua fonte de alimentação puder fornecer uns 60W a mais.

Mas o supra-sumo da refrigeração micreira são os gabinetes da Kryotech, que ficaram famosos ao permitirem que um Athlon, da AMD, rompesse a barreira de 1 GHz. Os tais gabinetes, que custam algo em torno de 2.500 dólares, são praticamente um congelador para PCs: a temperatura interna chega a 40 graus negativos.

Para saber mais

http://www.computernerd.com/: Vende diversos tipos de ventoinhas para todas as aplicações.

http://www.kryotech.com/: Fabricante do gabinete-geladeira que atinge os 40 graus abaixo de zero.

http://www.kryotech.com/: Produtos para resfriar processadores, HDs, gabinetes e monitores.

http://www.2coolpc.com/: Oferece um duto para conduzir o fluxo de ar dentro do gabinete.

http://www.tennmax.com/: Outro site que vende soluções de resfriamento para PCs.

http://www.coolermaster.com/: Ventoinhas diversas e gabinetes com dutos de refrigeração.

http://www.heatsink-guide.com/: Fonte de informações sobre ventilação e refrigeração de PCs.

Manutenção do mouse e do teclado

Alguns modelos de mouse são tão baratos que dá vontade de trocar por um novo, outros são tão caros que rezemos para conseguir consertá-los. Mesmo no caso de um mouse barato, podemos passar por situações em que o conserto é necessário. Digamos que você esteja navegando pela Internet em plena madrugada e o mouse fique travado no eixo X. Você provavelmente não vai querer ficar operando só pelo teclado, e nem vai querer esperar até o dia seguinte para comprar um mouse novo. Pelo menos os primeiros socorros você tem que tentar.

Primeiros socorros

A sujeira é a principal causadora de problemas no mouse. Tanto a esfera como os roletes podem ficar impregnados com um aglomerado de partículas de poeira e pequenos pêlos que caem de tecidos, ou até mesmo pêlos humanos. Vejamos o que pode ser feito:

Limpeza da esfera – Quando a esfera está suja, os movimentos do mouse serão erráticos, o seu cursor dará saltos na tela. Abra a parte inferior do mouse e retire a sua esfera. Lave-a com água morna. Se quiser pode usar algum tipo de sabão neutro. Não lave a esfera com detergentes fortes, nem aqueles com amoníaco. Esses detergentes podem reagir com o material da esfera, fazendo com que sua textura seja alterada. A esfera pode passar a não deslizar direito, escorregando ou então travando.

Limpeza dos roletes – Roletes sujos fazem com que o cursor do mouse dê saltos na tela, como se quisesse desobedecer os movimentos do mouse sobre a mesa. O mouse tem três pequenos roletes que tangenciam a esfera. Dois deles são responsáveis por transmitir os movimentos nos sentidos X e Y, o terceiro serve apenas para pressionar a esfera sobre os outros dois roletes. Esses três roletes podem ficar impregnados com sujeira. Podemos removê-la usando uma ponteira de caneta ou outro objeto plástico pontiagudo. Depois de soltar a sujeira, usamos um pincel ou míni aspirador de pó para terminar a remoção.