Baixe Guia Completo sobre Cabos de Aço: Tipos, Inspeção e Manutenção e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Resistência dos materiais, somente na Docsity!
CATÁLOGO DE PRODUTOS
CABOS DE AÇO, LINGAS E ACESSÓRIOS
Desde 1969, a SIVA CABOS DE AÇO consolidou uma
marca de forte projeção nacional ajustada às necessidades deste
mercado tão particular. Foi uma trajetória de crescimento
contínuo, com soluções inovadoras e criativas para os muitos
desafios enfrentados. Sua grande e inesgotável fonte de energia
é a paixão pelo cliente e a certeza de que nada é impossível
quando existe a vontade de realizar o melhor para consolidar
continuamente um empreendimento capaz de fazer diferença
onde quer que se instale.
A esse combustível precioso agrega-se uma história
calcada em sólidos princípios e valores, como: a confiança, o
respeito, a agilidade e a integridade. Eles derivam da convicção
de seus impreendedores, para os quais uma empresa deveria
criar soluções para o bem da sociedade, de maneira que o lucro
não é um fim, mas um meio para realizar tudo o que realmente
importa. Treinamento e a constante atualização de seus
equipamentos e processos produtivos e administrativos
tornaram-se um dos fundamentoschave para a SIVA, com
especial destaque para a atuação em novos segmentos da
movimentação de cargas. A SIVA foi pioneira na criação de novas
abordagens, com o conceito de amplo atendimento, fundamental
para a fidelização. Tem desenvolvido, também, um trabalho tão
relevante na área de pesquisa e desenvolvimento que hoje estão
inseridos nos grandes projetos da empresa.
Com estes requisitos, tornou-se uma das principais
indústrias de cabos de aço da América Latina e uma das mais
modernas do setor, fabricando cabos de aço, cordoalhas e lingas
de cabos de aço para as mais diversas aplicações, sempre
respeitando as principais normas técnicas nacionais e
internacionais. Com a constante preocupação em atender as
necessidades de seus clientes, ampliou sua linha de produtos, tais
como: correntes galvanizadas e de grau-8, lingas de correntes
grau-8 e acessórios (manilhas e anéis de carga, ganchos,
grampos, sapatilhos, esticadores para cabos de aço, olhais de
suspensão, mosquetões entre outros).
SIVA, TRADIÇÃO E RESPONSABILIDADE
Os produtos SIVA estão aptos a fornecer soluções para os
mais árduos e tecnicamente exigentes mercados e são amplamente
utilizados na construção civil, extração de petróleo e gás, indústria
naval, setor sucroenergético, automobilística, mineração,
telecomunicações, agropecuária, na indústria em geral e outras
áreas especializadas que necessitem de soluções para elevação,
movimentação e amarração de cargas.
Hoje a SIVA está instalada em uma das regiões mais nobres
de Itaquaquecetuba, localizada próximo ao centro da cidade. Sua
atual unidade fabril, ocupa uma área de 20.000 m² e 8.000 m² de
área construída, em breve será transferida para a zona industrial da
cidade, onde a empresa já vem operando desde 2013 o seu CD
(centro de distribuição) em uma área com mais de 50.000 m² e
4.000 m² de área construída. O próximo passo é a ampliação para
mais 14.000 m², que deverá atender plenamente seus objetivos de
desenvolvimento e crescimento no mercado.
O objetivo da SIVA é progredir sempre, acompanhando as
novas tecnologias, satisfazendo as necessidades de seus clientes e
criando parcerias com soluções de qualidade, reafirmando que a
contemporaneidade e inventividade estão impressas em seu DNA e
são transmitidas ao longo do tempo para todas as pessoas que aqui
trabalham e buscam incansavelmente ajudar nossos clientes,
parceiros e principalmente amigos a realizar o que quiserem por
meio de soluções práticas, descobrindo novas tecnologias e
processos que fazem de cada etapa de produção uma ocasião
especial.
Não foi por acaso que a SIVA se tornou referência no setor de
cabos de aço, já que é conhecendo o passado e valorizando sua
cultura que a empresa continuará a acelerar sua contribuição para o
desenvolvimento e crescimento dos mercados nas quais atua.
(^01) HISTÓRICO
Desde 1969.
Você confia, nós garantimos.
QUALIDADE
A SIVA tem uma história de dedicação à qualidade, desde seu início sempre investiu no aprimoramento de seus processos de
fabricação, acompanhando as mais modernas tecnologias, resultado do constante melhoramento de seus produtos. Todos os
aspectos de sua operação são acompanhados com zelo e competência pelo departamento de qualidade que, com a participação
efetiva da diretoria da empresa, trata desde a homologação dos melhores fornecedores, do atendimento ao Cliente até a entrega do
produto final.
O Laboratório de Testes é um ponto chave no controle da qualidade, equipados com os mais avançados instrumentos de
medição e verificação, e com uma equipe de engenheiros e profissionais treinados com formação técnica, realiza ensaios em todas as
fases de produção, que envolve desde a matéria-prima, os processos produtivos até o produto acabado.
Outro importante elemento da qualidade para a SIVA é a sua Política de Treinamento: há um plano de capacitação, reciclagem
e aprimoramento que envolve todas as áreas da empresa, principalmente as fabris. Ministrados por instrutores credenciados, uma
parte do treinamento é realizada com atividades práticas (“on the job”) e outra teórica, com o uso de modernos recursos audiovisuais
na Sala de Treinamento da empresa.
O resultado da qualificação obtida com as inúmeras horas-homem de treinamento que cada funcionário recebe, pode ser
verificado pelos excelentes índices de produtividade obtidos.
Todos os produtos da SIVA acompanham nosso Certificado da Qualidade, propiciando ainda maior segurança aos Clientes.
Emitido pela própria empresa, descreve as características técnicas do produto, inclusive da embalagem, normatizações que foram
atendidas, e os testes realizados com respectivos resultados.
POLÍTICA DE QUALIDADE
” Satisfazer as necessidades e expectativas dos Clientes e das partes interessadas; através do: comprometimento dos requisitos
aplicáveis; da melhoria contínua do sistema de gestão da qualidade e seus processos; parcerias com fornecedores; valorização e
qualificação dos colaboradores e promover o retorno dos investimentos aos acionistas ”.
POLÍTICA DE QUALIDADE
CERTIFICAÇÕES
CERTIFICADO SGQ ISO 9001:
Certificado BV nº: BR
Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001:
TYPE APPROVAL PARA LINGADAS
DE CONTÊINERES OFFSHORE
(IMO MSC/CIRC.860, ISO 10855 1/2 E EN-13414-1)
Certificado BV nº: 11MAC00976 – A4 – BV
TYPE APPROVAL PARA LINGADAS
DE CONTÊINERES OFFSHORE
DNV 2.7-
Certificado DNV nº: TAS00002J
Type Approval 2.7-
(^03) QUALIDADE
LABORATÓRIOS DE TESTES E ENSAIOS
Atualmente a SIVA realiza em seu laboratório de testes, cerca de 90%
dos ensaios demandados em normas técnicas de seu escopo, com
testemunho de terceira parte e de produção. A SIVA garante o produto que
chega ao mercado a aplicação das seguintes normas:
NBR 13541-1 – Lingas de Cabos de Aço – Requisitos e métodos de ensaio.
NBR 11900-3 – Terminal para cabos de aço – Olhal com presilha.
1 – Ensaio de carga de prova
Este é o ensaio realizado na peça que vai ser entregue ao cliente, logo
ela não pode ser destrutiva, este valor é duas vezes o valor da carga de
trabalho para o qual a linga foi designada e certificada. Desta forma verifica-se
a eficiência do processo de fabricação e a resistência dos olhais.
2 – Ensaio de fadiga e ruptura
A realização de ensaio de fadiga em lingas de cabos de aço de nossa
fabricação é um atendimento obrigatório ao requisito das normas NBR
13541-1 e NBR 11900-3.
A realização dos ensaios de fadiga em lingas de cabos de aço conforme
os critérios definidos na norma referenciada, este processo visa validar o
escopo de fabricação SIVA, compreendido pelos diâmetros de 1/4 a 3.1/2”,
realizando plano de amostragem representativa, conforme disposto no item
11.1 da norma NBR 11900-3, onde se realizou os ensaios de fadiga e carga
de ruptura, em atendimento aos itens 11.2 e 11.
LABORATÓRIOS (^) 04
CABOS DE AÇO PARA USO GERAL - TABELA I.P.S. / E.I.P.S
CABOS DE AÇO RESISTENTES À ROTAÇÃO (NÃO ROTATIVOS) - TABELA E.I.P.S.
pol. mm
DIÂMETRO
BITOLA
AA
18x
TABELA E.I.P.S.
CARGAS DE RUPTURA
RESISTÊNCIA
1.960 N/nm (EIPS) em kgf^2
AA
18x
PESO POR
METRO LINEAR (kg)
TABELA DE PESO
Fonte: NBR ISO 2408
pol. mm AF / AFA AA / AACI AF / AFA AA / AACI AF / AFA AA / AACI AF / AFA AA / AACI AF / AFA AA / AACI AF / AFA AA / AACI
6x7 6x19 / 6x36 6x7 6x19 / 6x36 6x7 6x19 / 6x
DIÂMETRO PESO POR METRO LINEAR (kg)
CARGAS DE RUPTURA
RESISTÊNCIA
1.770 N/mm (IPS) em kgf^2
CARGAS DE RUPTURA
RESISTÊNCIA
1.960 N/mm (EIPS) em kgf^2
BITOLA TABELA DE PESO TABELA I.P.S. TABELA E.I.P.S.
Fonte: NBR ISO 2408 Obs: O valor do peso é referencial, podendo variar em função da tolerância do passo do cabo de aço.
Os Cabos de Aço SIVA são fabricados de acordo com as principais normas técnicas nacionais e internacionais, como a NBR ISO 2408 e portaria do
Inmetro nº 367/2021, e API-9A (ISO 10425). São utilizadas em seu processo de fabricação matérias primas das principais siderúrgicas do Brasil e do
mundo, e seguem os mais elevados padrões de qualidade. Com estes requisitos, fez com que seus cabos de aço sejam reconhecidos como símbolo de
qualidade e confiabilidade.
Os Cabos de Aço SIVA estão aptos a fornecer soluções para os mais árduos e tecnicamente exigentes mercados, e podem ser amplamente utilizados
nos setores da construção civil, fundações, extração de petróleo e gás, naval e pesca, automobilístico, sucroenergético, mineração, siderurgia,
eletrificação, na indústria em geral e outras áreas especializadas da engenharia que necessitem de soluções para elevação, movimentação e amarração
de cargas.
CABOS DE AÇO
INOXIDÁVEIS NÁUTICOS
REVESTIDOS com PVC ou NYLON PA-
POLIDOS GALVANIZADOS
ACABAMENTOS
CABOS DE AÇO 06
TIPOS DE CONSTRUÇÕES
CLASSE 6x
AF / AFA
AA / AACI
CLASSE 6x
CLASSE 6x
CLASSE 18x
6x7 (1+6)
6x19 Seale (1+9+9)
6x25 Filler (1+6+6+12)
6x41 Warrington-Seale 1+8+(8+8)+
18x7 (1+6)
DADOS TÉCNICOS:
Construção 6x7 são cabos de aço com 6 pernas com até 7 arames externos em
uma perna.
CARACTERÍSTICAS:
Os cabos de aço 6x7 possuem excelente resistência a abrasão e pressão e
baixa flexibilidade, sendo a sua aplicação limitada.
APLICAÇÕES:
Utilizados em operações onde está sujeito a atritos e também para fins
estáticos, como estais e tirantes.
DADOS TÉCNICOS:
Cabos de Aço nas construções 6x19 ou 6x25, fazem parte da classe 6x19. São
cabos de aço de 6 pernas com 15 a 26 arames em cada perna.
CARACTERÍSTICAS:
Possuem boa resistência a flexão e boa resistência a abrasão.
APLICAÇÕES:
Esta classe é uma das mais utilizadas, oferecendo as construções mais
adequadas para a maior parte das aplicações nas bitolas mais comuns.
DADOS TÉCNICOS:
Cabos de Aço nas construções 6x36 ou 6x41, fazem parte da classe 6x36. São
cabos de aço de 6 pernas com 29 a 57 arames em cada perna.
CARACTERÍSTICAS:
A grande quantidade de arames dos Cabos desta classe torna o Cabo
altamente flexível.
APLICAÇÕES:
Os cabos desta classe, nas bitolas mais comuns, se adaptam bem em
aplicações onde necessitam trabalhar dinamicamente sobre tambor e polias.
Em bitolas maiores, esta classe possui excelente resistência à abrasão e ao
amassamento suficientes para operações mais críticas.
DADOS TÉCNICOS:
Os cabos de aço resistentes à rotação, geralmente são fabricados com 12
pernas externas de 7 arames cada com torção regular à direita, torcidas em torno
de um núcleo composto por 6 pernas de 7 arames cada com torção Lang à
esquerda, que por sua vez são torcidas em torno de uma alma de aço.
CARACTERÍSTICAS:
O termo “Resistente à Rotação”, deve-se à menor tendência de giro deste cabo
de aço a qual está fundamentada na inversão de torção entre as camadas de
pernas externa e interna, anulando o momento torçor sob tensão.
Os cabos desta classe torcem um pouco no início da aplicação da carga, até
que fique em equilíbrio. Os cabos de aço resistentes à rotação devem ser
utilizados com muito cuidado e com fatores de segurança mais altos que as outras
classes.
(^07) CABOS DE AÇO
AF / AFA
AA / AACI
AF / AFA
AA / AACI
AF / AFA
AA / AACI
AA / AACI
RESISTÊNCIA DOS FIOS COMPONENTES
FLEXIBILIDADE
RESISTÊNCIA À ABRASÃO
CONSTRUÇÃO
6x 6x19 Seale
6x25 Filler 6x41 WarringtonSeale
TIPOS DE ALMA
CATEGORIA DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO - CABOS DE AÇO
DENOMINAÇÃO AMERICANA RESISTÊNCIA À TRAÇÃO (N/mm2)
P.S. (Plow Steel) I.P.S. (Improved Plow Steel)
E.I.P.S. (Extra Improved Plow Steel) E.E.I.P.S. (Extra Extra Improved Plow Steel)
Fonte: NBR ISO 2408
TOLERÂNCIA NO DIÂMETRO DO CABO DE AÇO
Ø CABO DE AÇO (mm) TOLERÂNCIA (%)
Fonte: NBR ISO 2408
0 a + 0 a + 0 a +
0 a +
Desgaste do canal da polia que obriga a
uma usinagem ou substituição
nova ou usinada Ø do canal
Ø do canal da polia
Cabo de aço Ø do canal gasto
TOLERÂNCIA DOS CANAIS DE POLIAS E TAMBORES
DIÂMETRO
NOMINAL DO
CABO DE AÇO
(POLEGADAS)
FOLGA MÁXIMA
PARA CANAIS
NOVOS OU
USINADOS
FOLGA MÍNIMA DO DIÂMETRO
DO CANAL ANTES DA SUBSTITUIÇÃO
OU USINAGEM DA POLIA
OU DOS TAMBORES
1/4” a 5/16” 3/8” a 3/4” 13/16” a 1.1/8” 1.3/16” a 1.1/2” 1.9/16” a 2.1/4” 2.5/16” e acima
RELAÇÃO DO TIPO DE CABO E DIÂMETRO DA POLIA OU TAMBOR
Obs: Nota-se que o uso de diâmetros maiores que os acima recomendados, só podem trazer benefícios para a vida útil do cabo de aço.
TIPO DE
CABO
6X
6X19 SEALE
6X25 FILLER
6X41 W-S
8x19 SEALE 18x
DIÂMETROS
RECOMENDADOS
DIÂMETROS
MÍNIMOS
72 x Ø do cabo 51 x Ø do cabo 39 x Ø do cabo 31 x Ø do cabo 39 x Ø do cabo 51 x Ø do cabo
42 x Ø do cabo 34 x Ø do cabo 26 x Ø do cabo 20 x Ø do cabo 26 x Ø do cabo 34 x Ø do cabo
TIPOS DE SERVIÇOS X FATOR DE SEGURANÇA
APLICAÇÕES
FATOR DE
SEGURANÇA
3 a 4 4 a 5 5 6 a 8 7 6 a 8 5 a 6 8 a 10 12
Cabos estáticos Cabo para tração no sentido horizontal Guinchos, guindastes, escavadeiras Pontes rolantes Talhas elétricas e outras Guindastes estacionários Lingas de cabo de aço Elevadores de obra
Elevadores de passageiro
CARGAS DE TRABALHO E FATORES DE SEGURANÇA
Carga de trabalho é a massa máxima que o cabo está autorizado a
sustentar. A carga de trabalho de um cabo de uso geral, especialmente
quando ele é movimentado, não deve, via de regra, exceder a um quinto da
carga de ruptura mínima efetiva do mesmo. O fator ou índice de segurança
é a relação entre a carga de ruptura mínima efetiva do cabo e a carga
aplicada. Um fator de segurança adequado garante:
- Segurança da operação, evitando rupturas;
- Duração do cabo e, consequentemente, economia.
FLEXIBILIDADE
RESISTÊNCIA À TRAÇÃO
CONSTRUÇÃO
ALMA DE FIBRA (ISO 4345)
ALMA DE AÇO - Constituída por: AA (Uma Perna) AACI (Um cabo Independente)
AF (Fibra Natural Ex: Sisal) AFA (Fibra Artificial Ex: Polietileno)
(^09) CABOS DE AÇO
INSPEÇÃO VISUAL DIÁRIA
Os cabos de aço devem ser inspecionados visualmente, no início
de cada turno de trabalho. A observação visual tem por objetivo detectar
danos no cabo de aço que possam causar riscos durante o uso, tais
como:
a) Distorções no cabo, dobras ou nós, amassamentos,
alongamento do passo, gaiola de passarinho, perna fora de posição ou
alma saltada.
b) Corrosão em geral.
c) Pernas rompidas ou cortadas.
d) Número, distribuição e tipo de ruptura dos arames visíveis.
Nota: Recomenda-se retirar de serviço os cabos de aço que
apresentarem danos visíveis e submete-lo à avaliação de uma pessoa
qualificada.
INSPEÇÃO PERIÓDICA
A inspeção periódica deve ser realizada por uma pessoa
qualificada e sua frequência deve estar baseada em fatores, tais como:
leis vigentes, tipo de equipamento, a expectativa de vida do cabo
determinada pela experiência anterior ou em instalações similares;
agressividade do meio ambiente; relação entre a carga usual de
trabalho e a capacidade máxima do equipamento, frequência de
operações e exposição a trancos.
As inspeções não precisam necessariamente ser realizadas em
intervalos iguais e devem ser mais frequentes quando se aproxima o
final da vida útil do cabo de aço.
PONTOS DE INSPEÇÃO
Devem ser tomados cuidados especiais para se inspecionar
trechos do cabo de aço que possam sofrer deterioração muito rápida,
conforme segue:
a) Trechos em contato com roletes de apoio, polias equalizadoras
ou outras polias onde o percurso do cabo é limitado.
b) Trechos do cabo junto ou próximo aos terminais onde possam
aparecer arames oxidados ou rompidos.
c) Trechos sujeitos a flexões alternadas.
d) Trechos do cabo que normalmente ficam escondidos durante a
inspeção visual, tais como as partes que ficam sobre as polias.
Obs.: Para que se possam obter dados para decidir o momento
adequado da substituição de um cabo de aço, deve ser mantido um
registro de todas as inspeções periódicas realizadas. Nesse registro
deverão constar os pontos de deterioração listados anteriormente.
CRITÉRIOS DE DESCARTE
Após os registros das inspeções, deverão ser considerados os
seguintes critérios de descarte:
a) Redução do diâmetro do cabo abaixo do seu diâmetro nominal,
devido à deterioração da alma, corrosão interna/externa ou desgaste
dos arames externos.
Para cabos das classes 6x7, 6x19 e 6x36, é recomendada uma
redução máxima conforme a tabela abaixo:
QUANTIDADE MÁXIMA DE FIOS ROMPIDOS PARA CABOS
CONSTRUÇÃO
DO CABO
6 PERNAS
18 PERNAS
REDUÇÃO MÁXIMA ADMISSÍVEL EM
RELAÇÃO AO DIÂMETRO DO CABO
ATÉ (-10%)
ATÉ (-3%)
b) Corrosão acentuada diminui a capacidade de carga através da
redução da área metálica do cabo de aço, além de acelerar a fadiga.
Para evitar ferimentos aos usuários, os arames expostos devem ser
quebrados na base.
d) Terminais mal instalados, desgastados, tortos, trincados ou
com corrosão acentuada.
SUBSTITUIÇÃO
Não existe uma regra precisa para determinar o momento exato da
substituição de um cabo de aço, uma vez que diversos fatores estão
envolvidos. A continuidade da operação do cabo dependerá da avaliação de
uma pessoa qualificada que deverá comparar as condições do mesmo,
realizando uma inspeção baseada em critérios de descarte contemplados em
normas específicas como por exemplo: NBR ISO 4309, ASME B30.2 e ASME
B30.5.
Geralmente, a perda da resistência causada por corrosão ou danos
mecânicos em todo o cabo é mais critica que a perda da resistência
resultante de arames partidos.
c) Arames partidos podem causar ferimentos ao usuário, como
também reduzir a resistência do cabo. Normalmente surgem por danos
mecânicos, embora possam surgir por corrosão.
Arames partidos, distribuídos uniformemente, podem não ter efeitos
marcantes na resistência do cabo. As condições listadas na tabela a
seguir são razões suficientes para se questionar a continuidade do uso de
um cabo ou para se aumentar a frequência das inspeções.
6 Ø DO CABO 30 Ø DO CABO
FIOS ROMPIDOS
ALEATORIAMENTE
NO COMPRIMENTO DE
TRECHOS DE CABO QUE
TRABALHA EM POLIAS DE AÇO
E/OU ENROLADOS EM UMA
ÚNICA CAMADA NO TAMBOR*
CLASSE
6x 6x19S 6X25F
6x41WS 18X
6 Ø DO CABO 30 Ø DO CABO
TRECHOS DE CABO
ENROLADOS EM
VÁRIAS CAMADAS
DO TAMBOR
FIOS ROMPIDOS
ALEATORIAMENTE
NO COMPRIMENTO DE
*Arames rompidos distribuidos randomicamente
CABOS DE AÇO (^) 10
CORDOALHA
7 FIOS
CORDOALHA
7 FIOS
CORDOALHA
CORDOALHA
7 FIOS
19 FIOS
CORDOALHA
7 FIOS
CORDOALHA DE 7 FIOS - HS
CORDOALHAS DE 7 OU 19 FIOS - PARA FINS M ECÂNICOS
pol. mm
DIÂMETRO CARGA DE
RUPTURA (t) H.S
PESO APROX.
(kg/m)
MASSA MÍN. CAMADA
DE ZINCO (g/m2) CLASSE B 3/16" 1/4" 5/16" 3/8" 7/16" 1/2"
mm
DIÂMETRO DIÂMETRO DOS
ARAMES (mm)
MASSA APROX.
(kg/m)
CARGA DE RUPTURA MÍN. EFETIVA
EM kgf MIN. 180 (kgf/mm2) 1, 2, 2, 3, 3, 4, 4, 5,
As cordoalhas SIVA são produzidas com arames de aço galvanizados a fogo nas construções de 7 e 19 fios. Podem ser utilizadas para fins
mecânicos (setor automobilístico), nas telecomunicações e energia (para estais, tirantes e para-raios) e currais (cercamento).
Aplicação:
Indústria automobilística para conjunto de freios,
aceleradores, embreagens e outros fins mecânicos.
Acabamento:
Galvanização a fogo
Construções:
1+6 e 1+6+
Nota:
Também podem ser revestidas em Nylon PA-6,
PA-12 ou conforme necessidade do cliente.
Aplicação:
Para - raios, caboterra, cabomensageiro, estais,
tirantes, cercados, currais e aplicações similares.
Tipo de resistência:
HS (alta resistência)
Acabamento:
Galvanização a fogo (processo de
galvanização dupla)
Construção:
Normas de Referência:
NBR-5908 e ASTM A-
CORDOALHAS DE AÇO
CORDOALHAS DE AÇO 12
OLHAL NORMAL COM SAPATILHO E MANILHA COM SAPATILHO E GANCHO
SL-1 1 RAMAL - 90°
(^15) LINGAS DE CABOS DE AÇO
A
B
C
ACESSÓRIOS PARA CONFECÇÃO
SL-4 SIVA PARA USO OFFSHORE
A SIVA é a única empresa do setor com acreditação de duas
classificadoras para fabricação de conjuntos de içamento:
Bureau Veritas - Type Approval nº 11MAC00976– A4 – BV e
DNV GL -Type Approval nº TTAS00002J
Estas acreditações aliadas aos processos de fabricação e rigoroso
controle dos registros da qualidade nos permite a liderança do setor
offshore em quantidades comercializadas. O SL-4 SIVA é um produto
altamente confiável e inteiramente rastreável em todas as fase do
processo fabril.
SL-1, SL-2 e SL-
SL-4 COM SAPATILHO
SL-4 4 RAMAIS - 0 A 45° / >45°A 60°
SL-2 COM SAPATILHO
SL-2 2 RAMAIS - 0 A 45° / >45°A 60°
SL-3 COM SAPATILHO
SL-3 3 RAMAIS - 0 A 45° / >45°A 60°
LINGAS DE CABOS DE AÇO (^) 16
Nossas lingas são confeccionadas sob medida.
Acessórios: Presilhas de aço ou de alumínio.
Com ou sem sapatilhos. Ganchos, manilhas, anéis de carga,
esticadores ou olhais de suspenção
OBS: Para tipos / modelos especiais, dimensões diferentes nos olhais ou
outros diâmetros, podem ser confeccionados sob consulta.
MANUTENÇÃO E RECERTIFICAÇÃO DE LINGAS DE CABOS DE AÇO (NBR 13541-2)
6 ARAMES ROMPIDOS ALEATORIAMENTE EM 6X Ø DO CABO
3 ARAMES ROMPIDOS EM UMA PERNA DENTRO DE 6X Ø DO CABO MAIS DE 1 ARAME ROMPIDO NO INTERIOR DO CABO NO COMPRIMENTO DE 6X Ø DO CABO
14 ARAMES ROMPIDOS ALEATORIAMENTE EM 30X Ø DO CABO
CLASSE 6x 1 ARAME ROMPIDO NA BASE INFERIOR DA PRESILHA
CLASSE 6x 2 ARAMES ROMPIDOS NA BASE INFERIOR DA PRESILHA
INSPEÇÃO COMPLETA
A inspeção completa deverá ser realizada por uma pessoa
qualificada, em um intervalo não superior a 12 meses. Conforme a tabela
A1 da norma NBR 13541-2 deve-se preocupar em detectar deformações
que possam causar riscos imediatos, listados abaixo e deverão ser
mantidos os registros de inspeção de cada conjunto.
SUFIXO T: Para indicar ensaio de carga de prova, ensaio não destrutivo e
inspeção visual.
SUFIXO VN: Para indicar ensaio não destrutivo e inspeção visual.
SUFIXO V: Para identificar inspeção visual somente.
Fonte NBR 13541-2 * esta mesma tabela encontra-se nas normas DNV
2.7-1 e ISO 10855-3 Annex E.
Nota importante:
** Quando necessário trocar uma perna do conjunto, faz-se necessário a
realização de ensaio de carga de prova na mesma.
CRITÉRIOS DE DESCARTE
Não existem regras fixas para determinar o momento exato da
substituição de uma linga em uso, uma vez que diversos fatores estão
envolvidos. A segurança nesses casos depende de uma avaliação, feita
por uma pessoa qualificada, para se determinar a resistência
remanescente de uma linga que tenha sofrido algum tipo de desgaste ou
deterioração. O fator de segurança de uma linga depende exclusivamente
dessa resistência remanescente.
Estão listadas a seguir algumas condições que são suficientes para
comprometer a segurança de uma linga e, portanto, devem ser
consideradas para sua substituição:
1) Marcação: devem estar legíveis a identificação do fabricante,
código de rastreabilidade, carga máxima de trabalho para os ângulos
aplicados.
2) Arames rompidos: podem causar ferimentos ao usuário como
também reduzir a resistência do cabo. Normalmente surgem por danos
mecânicos ou corrosão. Para evitar ferimentos os arames partidos devem
ser retirados do cabo quebrando-os na base.
2.1) Rupturas distribuídas aleatoriamente: recomenda-se substituir a
linga em serviço quando forem detectados:
Sempre que necessário a atividade de manutenção das lingas, as
mesmas deverão ser realizada por empresa qualificada e um novo
relatório deverá ser emitido com o objetivo de preservar a rastreabilidade
do processo.
A SIVA possui homologação para realizar serviços de inspeção e
recertificação de lingas de cabos de aço conforme seu escopo da NBR
ISO 9001.
3) Redução no diâmetro: deve ser substituído quando ocorrer uma
redução de 7,5% no valor de seu diâmetro nominal.
4) Corrosão: pode ocorrer quando as lingas forem armazenadas
em locais inadequados ou utilizadas em meios corrosivos. O efeito da
corrosão é identificado com a perda da flexibilidade, aumento da
rugosidade, aumento do diâmetro nominal, perda do afastamento entre
pernas e sinal de ferrugem.
5) Deformação do cabo: a linga deve ser descartada quando
ocorrer dobra severa, amassamento e/ou rompimento da alma, que
poderão influenciar na capacidade da linga.
6) Danos por calor: quando exposto à temperatura excessiva
durante muito tempo, a linga pode ter sua resistência reduzida.
Evidências do sobreaquecimento podem ser a descoloração dos arames
ou perda da lubrificação.
7) Acessórios, presilhas e trançados: deve-se observar o seguinte:
a) Evidências de abertura, distorção ou trincas do gancho ou
manilha.
b) Distorção e desgaste do anel de carga ou fechamento dos
sapatilhos.
c) Trincas na presilha.
d) Abrasão ou amassamento severo da presilha ou do
trançado.
e) Presilha ou trançado se soltando.
f) Rompimento da base do olhal.
g) Arames partidos na superfície externa do olhal.
h) Efeito de fricção na superfície de contato do olhal sem
sapatilho.
2.2) Rupturas localizadas: recomenda-se substituir a linga em
serviço quando forem detectados 3 ou mais arames adjacentes
rompidos ou conforme desenho abaixo:
PERIODICIDADE DAS INSPEÇÕES E DOS ENSAIOS REALIZADOS EM CONJUNTOS DE IÇAMENTO
TEMPO DE INTERVALO APLICÁVEL A^ ENSAIO DE CARGA DE PROVA
ENSAIO NÃO DESTRUTIVO
SUFIXO A SER MARCADO NA IDENTI- FICAÇÃO DA LINGA
INSPEÇÃO VISUAL
V
VN ou T
N/A
V
TIPO DE INSPEÇÃO
Não aplicável
Ensaio de carga de prova ou ensaio não destrutivo (ensaio de acordo com Não a norma aplicável) superior a 48 meses
Não superior a 12 meses
Não Manilhas aplicável
Pernas de lingas de cabos de aço
Componentes das lingas, excluindo as pernas
Conjunto de içamento completo
Não aplicável
Não aplicável**
Não aplicável** Sim
Sim
Sim
aplicávelNão Sim
LINGAS DE CABOS DE AÇO (^) 18