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Guia Completo sobre Cabos de Aço: Tipos, Inspeção e Manutenção, Manuais, Projetos, Pesquisas de Resistência dos materiais

As características, aplicações e manutenção de cabos de aço, cordoalhas e lingas fabricadas pela siva, uma empresa líder na américa latina. Aborda os tipos de cabos (galvanizados, inoxidáveis, revestidos), suas construções (6x7, 6x19, 6x36, 18x7), torções (à direita e à esquerda), e componentes como almas de fibra e aço. Detalha a importância da inspeção visual para detectar danos como distorções, corrosão e redução do diâmetro, além de orientações sobre a substituição e recertificação de lingas de cabos de aço conforme normas técnicas nacionais e internacionais. Inclui tabelas de carga e informações sobre acessórios como manilhas e correntes, enfatizando a segurança e a conformidade com as normas abnt, din e outras. O documento visa fornecer um guia completo para o uso seguro e eficiente de cabos de aço em diversas aplicações industriais e de engenharia.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 12/08/2025

donizeti-oliveira-1
donizeti-oliveira-1 🇧🇷

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CATÁLOGO DE PRODUTOS
CABOS DE AÇO, LINGAS E ACESSÓRIOS
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Baixe Guia Completo sobre Cabos de Aço: Tipos, Inspeção e Manutenção e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Resistência dos materiais, somente na Docsity!

CATÁLOGO DE PRODUTOS

CABOS DE AÇO, LINGAS E ACESSÓRIOS

Desde 1969, a SIVA CABOS DE AÇO consolidou uma

marca de forte projeção nacional ajustada às necessidades deste

mercado tão particular. Foi uma trajetória de crescimento

contínuo, com soluções inovadoras e criativas para os muitos

desafios enfrentados. Sua grande e inesgotável fonte de energia

é a paixão pelo cliente e a certeza de que nada é impossível

quando existe a vontade de realizar o melhor para consolidar

continuamente um empreendimento capaz de fazer diferença

onde quer que se instale.

A esse combustível precioso agrega-se uma história

calcada em sólidos princípios e valores, como: a confiança, o

respeito, a agilidade e a integridade. Eles derivam da convicção

de seus impreendedores, para os quais uma empresa deveria

criar soluções para o bem da sociedade, de maneira que o lucro

não é um fim, mas um meio para realizar tudo o que realmente

importa. Treinamento e a constante atualização de seus

equipamentos e processos produtivos e administrativos

tornaram-se um dos fundamentoschave para a SIVA, com

especial destaque para a atuação em novos segmentos da

movimentação de cargas. A SIVA foi pioneira na criação de novas

abordagens, com o conceito de amplo atendimento, fundamental

para a fidelização. Tem desenvolvido, também, um trabalho tão

relevante na área de pesquisa e desenvolvimento que hoje estão

inseridos nos grandes projetos da empresa.

Com estes requisitos, tornou-se uma das principais

indústrias de cabos de aço da América Latina e uma das mais

modernas do setor, fabricando cabos de aço, cordoalhas e lingas

de cabos de aço para as mais diversas aplicações, sempre

respeitando as principais normas técnicas nacionais e

internacionais. Com a constante preocupação em atender as

necessidades de seus clientes, ampliou sua linha de produtos, tais

como: correntes galvanizadas e de grau-8, lingas de correntes

grau-8 e acessórios (manilhas e anéis de carga, ganchos,

grampos, sapatilhos, esticadores para cabos de aço, olhais de

suspensão, mosquetões entre outros).

SIVA, TRADIÇÃO E RESPONSABILIDADE

Os produtos SIVA estão aptos a fornecer soluções para os

mais árduos e tecnicamente exigentes mercados e são amplamente

utilizados na construção civil, extração de petróleo e gás, indústria

naval, setor sucroenergético, automobilística, mineração,

telecomunicações, agropecuária, na indústria em geral e outras

áreas especializadas que necessitem de soluções para elevação,

movimentação e amarração de cargas.

Hoje a SIVA está instalada em uma das regiões mais nobres

de Itaquaquecetuba, localizada próximo ao centro da cidade. Sua

atual unidade fabril, ocupa uma área de 20.000 m² e 8.000 m² de

área construída, em breve será transferida para a zona industrial da

cidade, onde a empresa já vem operando desde 2013 o seu CD

(centro de distribuição) em uma área com mais de 50.000 m² e

4.000 m² de área construída. O próximo passo é a ampliação para

mais 14.000 m², que deverá atender plenamente seus objetivos de

desenvolvimento e crescimento no mercado.

O objetivo da SIVA é progredir sempre, acompanhando as

novas tecnologias, satisfazendo as necessidades de seus clientes e

criando parcerias com soluções de qualidade, reafirmando que a

contemporaneidade e inventividade estão impressas em seu DNA e

são transmitidas ao longo do tempo para todas as pessoas que aqui

trabalham e buscam incansavelmente ajudar nossos clientes,

parceiros e principalmente amigos a realizar o que quiserem por

meio de soluções práticas, descobrindo novas tecnologias e

processos que fazem de cada etapa de produção uma ocasião

especial.

Não foi por acaso que a SIVA se tornou referência no setor de

cabos de aço, já que é conhecendo o passado e valorizando sua

cultura que a empresa continuará a acelerar sua contribuição para o

desenvolvimento e crescimento dos mercados nas quais atua.

(^01)  HISTÓRICO

Desde 1969.

Você confia, nós garantimos.

QUALIDADE

A SIVA tem uma história de dedicação à qualidade, desde seu início sempre investiu no aprimoramento de seus processos de

fabricação, acompanhando as mais modernas tecnologias, resultado do constante melhoramento de seus produtos. Todos os

aspectos de sua operação são acompanhados com zelo e competência pelo departamento de qualidade que, com a participação

efetiva da diretoria da empresa, trata desde a homologação dos melhores fornecedores, do atendimento ao Cliente até a entrega do

produto final.

O Laboratório de Testes é um ponto chave no controle da qualidade, equipados com os mais avançados instrumentos de

medição e verificação, e com uma equipe de engenheiros e profissionais treinados com formação técnica, realiza ensaios em todas as

fases de produção, que envolve desde a matéria-prima, os processos produtivos até o produto acabado.

Outro importante elemento da qualidade para a SIVA é a sua Política de Treinamento: há um plano de capacitação, reciclagem

e aprimoramento que envolve todas as áreas da empresa, principalmente as fabris. Ministrados por instrutores credenciados, uma

parte do treinamento é realizada com atividades práticas (“on the job”) e outra teórica, com o uso de modernos recursos audiovisuais

na Sala de Treinamento da empresa.

O resultado da qualificação obtida com as inúmeras horas-homem de treinamento que cada funcionário recebe, pode ser

verificado pelos excelentes índices de produtividade obtidos.

Todos os produtos da SIVA acompanham nosso Certificado da Qualidade, propiciando ainda maior segurança aos Clientes.

Emitido pela própria empresa, descreve as características técnicas do produto, inclusive da embalagem, normatizações que foram

atendidas, e os testes realizados com respectivos resultados.

POLÍTICA DE QUALIDADE

” Satisfazer as necessidades e expectativas dos Clientes e das partes interessadas; através do: comprometimento dos requisitos

aplicáveis; da melhoria contínua do sistema de gestão da qualidade e seus processos; parcerias com fornecedores; valorização e

qualificação dos colaboradores e promover o retorno dos investimentos aos acionistas ”.

POLÍTICA DE QUALIDADE

CERTIFICAÇÕES

CERTIFICADO SGQ ISO 9001:

Certificado BV nº: BR

Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001:

TYPE APPROVAL PARA LINGADAS

DE CONTÊINERES OFFSHORE

(IMO MSC/CIRC.860, ISO 10855 1/2 E EN-13414-1)

Certificado BV nº: 11MAC00976 – A4 – BV

TYPE APPROVAL PARA LINGADAS

DE CONTÊINERES OFFSHORE

DNV 2.7-

Certificado DNV nº: TAS00002J

Type Approval 2.7-

(^03)  QUALIDADE

LABORATÓRIOS DE TESTES E ENSAIOS

Atualmente a SIVA realiza em seu laboratório de testes, cerca de 90%

dos ensaios demandados em normas técnicas de seu escopo, com

testemunho de terceira parte e de produção. A SIVA garante o produto que

chega ao mercado a aplicação das seguintes normas:

NBR 13541-1 – Lingas de Cabos de Aço – Requisitos e métodos de ensaio.

NBR 11900-3 – Terminal para cabos de aço – Olhal com presilha.

1 – Ensaio de carga de prova

Este é o ensaio realizado na peça que vai ser entregue ao cliente, logo

ela não pode ser destrutiva, este valor é duas vezes o valor da carga de

trabalho para o qual a linga foi designada e certificada. Desta forma verifica-se

a eficiência do processo de fabricação e a resistência dos olhais.

2 – Ensaio de fadiga e ruptura

A realização de ensaio de fadiga em lingas de cabos de aço de nossa

fabricação é um atendimento obrigatório ao requisito das normas NBR

13541-1 e NBR 11900-3.

A realização dos ensaios de fadiga em lingas de cabos de aço conforme

os critérios definidos na norma referenciada, este processo visa validar o

escopo de fabricação SIVA, compreendido pelos diâmetros de 1/4 a 3.1/2”,

realizando plano de amostragem representativa, conforme disposto no item

11.1 da norma NBR 11900-3, onde se realizou os ensaios de fadiga e carga

de ruptura, em atendimento aos itens 11.2 e 11.

LABORATÓRIOS (^)  04

CABOS DE AÇO PARA USO GERAL - TABELA I.P.S. / E.I.P.S

CABOS DE AÇO RESISTENTES À ROTAÇÃO (NÃO ROTATIVOS) - TABELA E.I.P.S.

pol. mm

DIÂMETRO
BITOLA
AA

18x

TABELA E.I.P.S.
CARGAS DE RUPTURA
RESISTÊNCIA

1.960 N/nm (EIPS) em kgf^2

AA

18x

PESO POR

METRO LINEAR (kg)

TABELA DE PESO

Fonte: NBR ISO 2408

pol. mm AF / AFA AA / AACI AF / AFA AA / AACI AF / AFA AA / AACI AF / AFA AA / AACI AF / AFA AA / AACI AF / AFA AA / AACI

6x7 6x19 / 6x36 6x7 6x19 / 6x36 6x7 6x19 / 6x

DIÂMETRO PESO POR METRO LINEAR (kg)

CARGAS DE RUPTURA
RESISTÊNCIA

1.770 N/mm (IPS) em kgf^2

CARGAS DE RUPTURA
RESISTÊNCIA

1.960 N/mm (EIPS) em kgf^2

BITOLA TABELA DE PESO TABELA I.P.S. TABELA E.I.P.S.

Fonte: NBR ISO 2408 Obs: O valor do peso é referencial, podendo variar em função da tolerância do passo do cabo de aço.

Os Cabos de Aço SIVA são fabricados de acordo com as principais normas técnicas nacionais e internacionais, como a NBR ISO 2408 e portaria do

Inmetro nº 367/2021, e API-9A (ISO 10425). São utilizadas em seu processo de fabricação matérias primas das principais siderúrgicas do Brasil e do

mundo, e seguem os mais elevados padrões de qualidade. Com estes requisitos, fez com que seus cabos de aço sejam reconhecidos como símbolo de

qualidade e confiabilidade.

Os Cabos de Aço SIVA estão aptos a fornecer soluções para os mais árduos e tecnicamente exigentes mercados, e podem ser amplamente utilizados

nos setores da construção civil, fundações, extração de petróleo e gás, naval e pesca, automobilístico, sucroenergético, mineração, siderurgia,

eletrificação, na indústria em geral e outras áreas especializadas da engenharia que necessitem de soluções para elevação, movimentação e amarração

de cargas.

CABOS DE AÇO

INOXIDÁVEIS NÁUTICOS

REVESTIDOS com PVC ou NYLON PA-

POLIDOS GALVANIZADOS

ACABAMENTOS

CABOS DE AÇO  06

TIPOS DE CONSTRUÇÕES

CLASSE 6x

AF / AFA
AA / AACI

CLASSE 6x

CLASSE 6x

CLASSE 18x

6x7 (1+6)

6x19 Seale (1+9+9)

6x25 Filler (1+6+6+12)

6x41 Warrington-Seale 1+8+(8+8)+

18x7 (1+6)

DADOS TÉCNICOS:

Construção 6x7 são cabos de aço com 6 pernas com até 7 arames externos em

uma perna.

CARACTERÍSTICAS:

Os cabos de aço 6x7 possuem excelente resistência a abrasão e pressão e

baixa flexibilidade, sendo a sua aplicação limitada.

APLICAÇÕES:

Utilizados em operações onde está sujeito a atritos e também para fins

estáticos, como estais e tirantes.

DADOS TÉCNICOS:

Cabos de Aço nas construções 6x19 ou 6x25, fazem parte da classe 6x19. São

cabos de aço de 6 pernas com 15 a 26 arames em cada perna.

CARACTERÍSTICAS:

Possuem boa resistência a flexão e boa resistência a abrasão.

APLICAÇÕES:

Esta classe é uma das mais utilizadas, oferecendo as construções mais

adequadas para a maior parte das aplicações nas bitolas mais comuns.

DADOS TÉCNICOS:

Cabos de Aço nas construções 6x36 ou 6x41, fazem parte da classe 6x36. São

cabos de aço de 6 pernas com 29 a 57 arames em cada perna.

CARACTERÍSTICAS:

A grande quantidade de arames dos Cabos desta classe torna o Cabo

altamente flexível.

APLICAÇÕES:

Os cabos desta classe, nas bitolas mais comuns, se adaptam bem em

aplicações onde necessitam trabalhar dinamicamente sobre tambor e polias.

Em bitolas maiores, esta classe possui excelente resistência à abrasão e ao

amassamento suficientes para operações mais críticas.

DADOS TÉCNICOS:

Os cabos de aço resistentes à rotação, geralmente são fabricados com 12

pernas externas de 7 arames cada com torção regular à direita, torcidas em torno

de um núcleo composto por 6 pernas de 7 arames cada com torção Lang à

esquerda, que por sua vez são torcidas em torno de uma alma de aço.

CARACTERÍSTICAS:

O termo “Resistente à Rotação”, deve-se à menor tendência de giro deste cabo

de aço a qual está fundamentada na inversão de torção entre as camadas de

pernas externa e interna, anulando o momento torçor sob tensão.

Os cabos desta classe torcem um pouco no início da aplicação da carga, até

que fique em equilíbrio. Os cabos de aço resistentes à rotação devem ser

utilizados com muito cuidado e com fatores de segurança mais altos que as outras

classes.

(^07)  CABOS DE AÇO

AF / AFA
AA / AACI
AF / AFA
AA / AACI
AF / AFA
AA / AACI
AA / AACI

RESISTÊNCIA DOS FIOS COMPONENTES

FLEXIBILIDADE

RESISTÊNCIA À ABRASÃO

CONSTRUÇÃO

6x 6x19 Seale

6x25 Filler 6x41 WarringtonSeale

TIPOS DE ALMA

CATEGORIA DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO - CABOS DE AÇO

DENOMINAÇÃO AMERICANA RESISTÊNCIA À TRAÇÃO (N/mm2)

P.S. (Plow Steel) I.P.S. (Improved Plow Steel)

E.I.P.S. (Extra Improved Plow Steel) E.E.I.P.S. (Extra Extra Improved Plow Steel)

Fonte: NBR ISO 2408

TOLERÂNCIA NO DIÂMETRO DO CABO DE AÇO

Ø CABO DE AÇO (mm) TOLERÂNCIA (%)

Fonte: NBR ISO 2408

0 a + 0 a + 0 a +

0 a +

Desgaste do canal da polia que obriga a

uma usinagem ou substituição

nova ou usinada Ø do canal

Ø do canal da polia

Cabo de aço Ø do canal gasto

TOLERÂNCIA DOS CANAIS DE POLIAS E TAMBORES

DIÂMETRO

NOMINAL DO

CABO DE AÇO

(POLEGADAS)

FOLGA MÁXIMA

PARA CANAIS

NOVOS OU

USINADOS

FOLGA MÍNIMA DO DIÂMETRO

DO CANAL ANTES DA SUBSTITUIÇÃO

OU USINAGEM DA POLIA

OU DOS TAMBORES

1/4” a 5/16” 3/8” a 3/4” 13/16” a 1.1/8” 1.3/16” a 1.1/2” 1.9/16” a 2.1/4” 2.5/16” e acima

RELAÇÃO DO TIPO DE CABO E DIÂMETRO DA POLIA OU TAMBOR

Obs: Nota-se que o uso de diâmetros maiores que os acima recomendados, só podem trazer benefícios para a vida útil do cabo de aço.

TIPO DE

CABO

6X
6X19 SEALE
6X25 FILLER
6X41 W-S

8x19 SEALE 18x

DIÂMETROS

RECOMENDADOS

DIÂMETROS

MÍNIMOS

72 x Ø do cabo 51 x Ø do cabo 39 x Ø do cabo 31 x Ø do cabo 39 x Ø do cabo 51 x Ø do cabo

42 x Ø do cabo 34 x Ø do cabo 26 x Ø do cabo 20 x Ø do cabo 26 x Ø do cabo 34 x Ø do cabo

TIPOS DE SERVIÇOS X FATOR DE SEGURANÇA

APLICAÇÕES

FATOR DE

SEGURANÇA

3 a 4 4 a 5 5 6 a 8 7 6 a 8 5 a 6 8 a 10 12

Cabos estáticos Cabo para tração no sentido horizontal Guinchos, guindastes, escavadeiras Pontes rolantes Talhas elétricas e outras Guindastes estacionários Lingas de cabo de aço Elevadores de obra

Elevadores de passageiro

CARGAS DE TRABALHO E FATORES DE SEGURANÇA

Carga de trabalho é a massa máxima que o cabo está autorizado a

sustentar. A carga de trabalho de um cabo de uso geral, especialmente

quando ele é movimentado, não deve, via de regra, exceder a um quinto da

carga de ruptura mínima efetiva do mesmo. O fator ou índice de segurança

é a relação entre a carga de ruptura mínima efetiva do cabo e a carga

aplicada. Um fator de segurança adequado garante:

  • Segurança da operação, evitando rupturas;
  • Duração do cabo e, consequentemente, economia.

FLEXIBILIDADE

RESISTÊNCIA À TRAÇÃO

CONSTRUÇÃO

ALMA DE FIBRA (ISO 4345)

ALMA DE AÇO - Constituída por: AA (Uma Perna) AACI (Um cabo Independente)

AF (Fibra Natural Ex: Sisal) AFA (Fibra Artificial Ex: Polietileno)

(^09)  CABOS DE AÇO

INSPEÇÃO VISUAL DIÁRIA

Os cabos de aço devem ser inspecionados visualmente, no início

de cada turno de trabalho. A observação visual tem por objetivo detectar

danos no cabo de aço que possam causar riscos durante o uso, tais

como:

a) Distorções no cabo, dobras ou nós, amassamentos,

alongamento do passo, gaiola de passarinho, perna fora de posição ou

alma saltada.

b) Corrosão em geral.

c) Pernas rompidas ou cortadas.

d) Número, distribuição e tipo de ruptura dos arames visíveis.

Nota: Recomenda-se retirar de serviço os cabos de aço que

apresentarem danos visíveis e submete-lo à avaliação de uma pessoa

qualificada.

INSPEÇÃO PERIÓDICA

A inspeção periódica deve ser realizada por uma pessoa

qualificada e sua frequência deve estar baseada em fatores, tais como:

leis vigentes, tipo de equipamento, a expectativa de vida do cabo

determinada pela experiência anterior ou em instalações similares;

agressividade do meio ambiente; relação entre a carga usual de

trabalho e a capacidade máxima do equipamento, frequência de

operações e exposição a trancos.

As inspeções não precisam necessariamente ser realizadas em

intervalos iguais e devem ser mais frequentes quando se aproxima o

final da vida útil do cabo de aço.

PONTOS DE INSPEÇÃO

Devem ser tomados cuidados especiais para se inspecionar

trechos do cabo de aço que possam sofrer deterioração muito rápida,

conforme segue:

a) Trechos em contato com roletes de apoio, polias equalizadoras

ou outras polias onde o percurso do cabo é limitado.

b) Trechos do cabo junto ou próximo aos terminais onde possam

aparecer arames oxidados ou rompidos.

c) Trechos sujeitos a flexões alternadas.

d) Trechos do cabo que normalmente ficam escondidos durante a

inspeção visual, tais como as partes que ficam sobre as polias.

Obs.: Para que se possam obter dados para decidir o momento

adequado da substituição de um cabo de aço, deve ser mantido um

registro de todas as inspeções periódicas realizadas. Nesse registro

deverão constar os pontos de deterioração listados anteriormente.

CRITÉRIOS DE DESCARTE

Após os registros das inspeções, deverão ser considerados os

seguintes critérios de descarte:

a) Redução do diâmetro do cabo abaixo do seu diâmetro nominal,

devido à deterioração da alma, corrosão interna/externa ou desgaste

dos arames externos.

Para cabos das classes 6x7, 6x19 e 6x36, é recomendada uma

redução máxima conforme a tabela abaixo:

QUANTIDADE MÁXIMA DE FIOS ROMPIDOS PARA CABOS

CONSTRUÇÃO

DO CABO

6 PERNAS
18 PERNAS

REDUÇÃO MÁXIMA ADMISSÍVEL EM

RELAÇÃO AO DIÂMETRO DO CABO

ATÉ (-10%)
ATÉ (-3%)

b) Corrosão acentuada diminui a capacidade de carga através da

redução da área metálica do cabo de aço, além de acelerar a fadiga.

Para evitar ferimentos aos usuários, os arames expostos devem ser

quebrados na base.

d) Terminais mal instalados, desgastados, tortos, trincados ou

com corrosão acentuada.

SUBSTITUIÇÃO

Não existe uma regra precisa para determinar o momento exato da

substituição de um cabo de aço, uma vez que diversos fatores estão

envolvidos. A continuidade da operação do cabo dependerá da avaliação de

uma pessoa qualificada que deverá comparar as condições do mesmo,

realizando uma inspeção baseada em critérios de descarte contemplados em

normas específicas como por exemplo: NBR ISO 4309, ASME B30.2 e ASME

B30.5.

Geralmente, a perda da resistência causada por corrosão ou danos

mecânicos em todo o cabo é mais critica que a perda da resistência

resultante de arames partidos.

c) Arames partidos podem causar ferimentos ao usuário, como

também reduzir a resistência do cabo. Normalmente surgem por danos

mecânicos, embora possam surgir por corrosão.

Arames partidos, distribuídos uniformemente, podem não ter efeitos

marcantes na resistência do cabo. As condições listadas na tabela a

seguir são razões suficientes para se questionar a continuidade do uso de

um cabo ou para se aumentar a frequência das inspeções.

6 Ø DO CABO 30 Ø DO CABO

FIOS ROMPIDOS

ALEATORIAMENTE

NO COMPRIMENTO DE

TRECHOS DE CABO QUE

TRABALHA EM POLIAS DE AÇO

E/OU ENROLADOS EM UMA

ÚNICA CAMADA NO TAMBOR*

CLASSE

6x 6x19S 6X25F

6x41WS 18X

6 Ø DO CABO 30 Ø DO CABO

TRECHOS DE CABO

ENROLADOS EM

VÁRIAS CAMADAS

DO TAMBOR

FIOS ROMPIDOS

ALEATORIAMENTE

NO COMPRIMENTO DE

*Arames rompidos distribuidos randomicamente

CABOS DE AÇO (^)  10

CORDOALHA
7 FIOS
CORDOALHA
7 FIOS
CORDOALHA
CORDOALHA
7 FIOS
19 FIOS
CORDOALHA
7 FIOS

CORDOALHA DE 7 FIOS - HS

CORDOALHAS DE 7 OU 19 FIOS - PARA FINS M ECÂNICOS

pol. mm

DIÂMETRO CARGA DE

RUPTURA (t) H.S

PESO APROX.

(kg/m)

MASSA MÍN. CAMADA

DE ZINCO (g/m2) CLASSE B 3/16" 1/4" 5/16" 3/8" 7/16" 1/2"

mm

DIÂMETRO DIÂMETRO DOS

ARAMES (mm)

MASSA APROX.

(kg/m)

CARGA DE RUPTURA MÍN. EFETIVA

EM kgf MIN. 180 (kgf/mm2) 1, 2, 2, 3, 3, 4, 4, 5,

As cordoalhas SIVA são produzidas com arames de aço galvanizados a fogo nas construções de 7 e 19 fios. Podem ser utilizadas para fins

mecânicos (setor automobilístico), nas telecomunicações e energia (para estais, tirantes e para-raios) e currais (cercamento).

Aplicação:

Indústria automobilística para conjunto de freios,

aceleradores, embreagens e outros fins mecânicos.

Acabamento:

Galvanização a fogo

Construções:

1+6 e 1+6+

Nota:

Também podem ser revestidas em Nylon PA-6,

PA-12 ou conforme necessidade do cliente.

Aplicação:

Para - raios, caboterra, cabomensageiro, estais,

tirantes, cercados, currais e aplicações similares.

Tipo de resistência:

HS (alta resistência)

Acabamento:

Galvanização a fogo (processo de

galvanização dupla)

Construção:

Normas de Referência:

NBR-5908 e ASTM A-

CORDOALHAS DE AÇO

CORDOALHAS DE AÇO  12

OLHAL NORMAL COM SAPATILHO E MANILHA COM SAPATILHO E GANCHO

SL-1 1 RAMAL - 90°

(^15)  LINGAS DE CABOS DE AÇO

A

B

C

ACESSÓRIOS PARA CONFECÇÃO

SL-4 SIVA PARA USO OFFSHORE

A SIVA é a única empresa do setor com acreditação de duas

classificadoras para fabricação de conjuntos de içamento:

Bureau Veritas - Type Approval nº 11MAC00976– A4 – BV e

DNV GL -Type Approval nº TTAS00002J

Estas acreditações aliadas aos processos de fabricação e rigoroso

controle dos registros da qualidade nos permite a liderança do setor

offshore em quantidades comercializadas. O SL-4 SIVA é um produto

altamente confiável e inteiramente rastreável em todas as fase do

processo fabril.

SL-1, SL-2 e SL-

SL-4 COM SAPATILHO

SL-4 4 RAMAIS - 0 A 45° / >45°A 60°

SL-2 COM SAPATILHO

SL-2 2 RAMAIS - 0 A 45° / >45°A 60°

SL-3 COM SAPATILHO

SL-3 3 RAMAIS - 0 A 45° / >45°A 60°

LINGAS DE CABOS DE AÇO (^)  16

Nossas lingas são confeccionadas sob medida.

Acessórios: Presilhas de aço ou de alumínio.

Com ou sem sapatilhos. Ganchos, manilhas, anéis de carga,

esticadores ou olhais de suspenção

OBS: Para tipos / modelos especiais, dimensões diferentes nos olhais ou

outros diâmetros, podem ser confeccionados sob consulta.

MANUTENÇÃO E RECERTIFICAÇÃO DE LINGAS DE CABOS DE AÇO (NBR 13541-2)

6 ARAMES ROMPIDOS ALEATORIAMENTE EM 6X Ø DO CABO

3 ARAMES ROMPIDOS EM UMA PERNA DENTRO DE 6X Ø DO CABO MAIS DE 1 ARAME ROMPIDO NO INTERIOR DO CABO NO COMPRIMENTO DE 6X Ø DO CABO

14 ARAMES ROMPIDOS ALEATORIAMENTE EM 30X Ø DO CABO

CLASSE 6x 1 ARAME ROMPIDO NA BASE INFERIOR DA PRESILHA

CLASSE 6x 2 ARAMES ROMPIDOS NA BASE INFERIOR DA PRESILHA

INSPEÇÃO COMPLETA

A inspeção completa deverá ser realizada por uma pessoa

qualificada, em um intervalo não superior a 12 meses. Conforme a tabela

A1 da norma NBR 13541-2 deve-se preocupar em detectar deformações

que possam causar riscos imediatos, listados abaixo e deverão ser

mantidos os registros de inspeção de cada conjunto.

SUFIXO T: Para indicar ensaio de carga de prova, ensaio não destrutivo e

inspeção visual.

SUFIXO VN: Para indicar ensaio não destrutivo e inspeção visual.

SUFIXO V: Para identificar inspeção visual somente.

Fonte NBR 13541-2 * esta mesma tabela encontra-se nas normas DNV

2.7-1 e ISO 10855-3 Annex E.

Nota importante:

** Quando necessário trocar uma perna do conjunto, faz-se necessário a

realização de ensaio de carga de prova na mesma.

CRITÉRIOS DE DESCARTE

Não existem regras fixas para determinar o momento exato da

substituição de uma linga em uso, uma vez que diversos fatores estão

envolvidos. A segurança nesses casos depende de uma avaliação, feita

por uma pessoa qualificada, para se determinar a resistência

remanescente de uma linga que tenha sofrido algum tipo de desgaste ou

deterioração. O fator de segurança de uma linga depende exclusivamente

dessa resistência remanescente.

Estão listadas a seguir algumas condições que são suficientes para

comprometer a segurança de uma linga e, portanto, devem ser

consideradas para sua substituição:

1) Marcação: devem estar legíveis a identificação do fabricante,

código de rastreabilidade, carga máxima de trabalho para os ângulos

aplicados.

2) Arames rompidos: podem causar ferimentos ao usuário como

também reduzir a resistência do cabo. Normalmente surgem por danos

mecânicos ou corrosão. Para evitar ferimentos os arames partidos devem

ser retirados do cabo quebrando-os na base.

2.1) Rupturas distribuídas aleatoriamente: recomenda-se substituir a

linga em serviço quando forem detectados:

Sempre que necessário a atividade de manutenção das lingas, as

mesmas deverão ser realizada por empresa qualificada e um novo

relatório deverá ser emitido com o objetivo de preservar a rastreabilidade

do processo.

A SIVA possui homologação para realizar serviços de inspeção e

recertificação de lingas de cabos de aço conforme seu escopo da NBR

ISO 9001.

3) Redução no diâmetro: deve ser substituído quando ocorrer uma

redução de 7,5% no valor de seu diâmetro nominal.

4) Corrosão: pode ocorrer quando as lingas forem armazenadas

em locais inadequados ou utilizadas em meios corrosivos. O efeito da

corrosão é identificado com a perda da flexibilidade, aumento da

rugosidade, aumento do diâmetro nominal, perda do afastamento entre

pernas e sinal de ferrugem.

5) Deformação do cabo: a linga deve ser descartada quando

ocorrer dobra severa, amassamento e/ou rompimento da alma, que

poderão influenciar na capacidade da linga.

6) Danos por calor: quando exposto à temperatura excessiva

durante muito tempo, a linga pode ter sua resistência reduzida.

Evidências do sobreaquecimento podem ser a descoloração dos arames

ou perda da lubrificação.

7) Acessórios, presilhas e trançados: deve-se observar o seguinte:

a) Evidências de abertura, distorção ou trincas do gancho ou

manilha.

b) Distorção e desgaste do anel de carga ou fechamento dos

sapatilhos.

c) Trincas na presilha.

d) Abrasão ou amassamento severo da presilha ou do

trançado.

e) Presilha ou trançado se soltando.

f) Rompimento da base do olhal.

g) Arames partidos na superfície externa do olhal.

h) Efeito de fricção na superfície de contato do olhal sem

sapatilho.

2.2) Rupturas localizadas: recomenda-se substituir a linga em

serviço quando forem detectados 3 ou mais arames adjacentes

rompidos ou conforme desenho abaixo:

PERIODICIDADE DAS INSPEÇÕES E DOS ENSAIOS REALIZADOS EM CONJUNTOS DE IÇAMENTO

TEMPO DE INTERVALO APLICÁVEL A^ ENSAIO DE CARGA DE PROVA

ENSAIO NÃO DESTRUTIVO

SUFIXO A SER MARCADO NA IDENTI- FICAÇÃO DA LINGA

INSPEÇÃO VISUAL

V

VN ou T

N/A

V

TIPO DE INSPEÇÃO

Não aplicável

Ensaio de carga de prova ou ensaio não destrutivo (ensaio de acordo com Não a norma aplicável) superior a 48 meses

Não superior a 12 meses

Não Manilhas aplicável

Pernas de lingas de cabos de aço

Componentes das lingas, excluindo as pernas

Conjunto de içamento completo

Não aplicável

Não aplicável**

Não aplicável** Sim

Sim

Sim

aplicávelNão Sim

LINGAS DE CABOS DE AÇO (^)  18