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Resumo de Direito e Processo Penal Militar
Tipologia: Esquemas
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* Eliane Alves da Silva Engenheira cartógrafa, geógrafa, professora de geografia, mestre em ciências geográficas IBGE/DGC/GDI Conselheira da FEBRAE pela ABEA Conselheira do CREA-RJ (2002-2007) Diretora da ABEA nacional Membro do conselho editorial de politéia – história e sociedade da UESB/Vitória da Conquista/BA Membro da sociedade brasileira de cartografia - SBC / Membro da sociedade brasileira de geografia – SBG / Membro do clube de engenharia c.E.: [email protected]
A conquista e formação territorial do atual Estado do Acre, em plena Região Amazônica, foi empreendida por meio de expedições, lutas, insurreições e de tratados internacionais por vias diplomáticas tanto com a Bolívia e Peru. Atribui-se a origem do nome Acre, ao topônimo indígena Aquiry, da língua dos Apurinas. Teve como governadores: José Guiomard dos Santos, Hugo Ribeiro Carneiro, João Kubitschek de Figueiredo, Oscar Passos, Iolanda Lima Fleming, Geraldo Mesquita e Jorge Nei Vianna Neves. Mesmo antes de ser alvo de contendas e conquistas, o espaço do Acre era ocupado por várias tribos indígenas, a saber:
“Baixará pelo álveo destes dois rios, já unidos, o Mamoré e o Guaporé, [portanto o Madeira] até a paragem situada em igual distância do dito rio Amazonas ou Marañon, e da boca do dito Mamoré; e desde aquela paragem continuará por uma linha leste – oeste até encontrar a margem oriental do Javari que entra no rio das Amazonas ou Marañon pela sua margem austral; e baixando pelo álveo do Javari, até onde desemboca no rio das Amazonas ou Marañon, prosseguindo por este rio abaixo até a boca ocidental do Japurá, que deságua nele pela margem setentrional”. No dia 12 de fevereiro de 1761, foi celebrado o Tratado de El Pardo entre Portugal (José da Silva Peçanha) e Espanha (Ricardo Wall), onde ficou bastante evidenciado o interesse na Amazônia. Com a Guerra entre Portugal e Espanha 1777, os espanhóis tomaram a Ilha de Santa Catarina e a Colônia de Sacramento. A partir do Mapa da América do Sul, de autoria de Juan de la Cruz Cano Y Olmedilla (1734 – 1790) basearam-se novas negociações entre as Coroas Ibéricas.. O tema evoluiu e em 1º de outubro de 1777 o Tratado de Santo Ildefonso tendo como diplomatas D. Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho (Portugal) e D. Joseph Moliño (Espanha). A Paz de Badajós datada de 06 de julho de 1801, “deu” a Portugal, boa parte das terras “reconhecidas” no Tratado de Madrid. Essas indefinições fronteiriças tiveram reflexos no Brasil já como Nação Independente após 07 de setembro de 1822. Exemplarmente conseguimos resolver todas elas. O Acre, em 1852, foi anexado à Província do Amazonas, como parte da Província do Rio Negro. Sabe-se que o primeiro brasileiro que esteve na região do Alto Purus foi Manuel Urbano da Encarnação, em 1861. O primeiro Tratado de Amizade, Limites, Navegação e Comércio, foi celebrado em La Paz, em 27 de março de 1867, através do qual o Brasil (Conselheiro Filipe Lopes Neto) concedeu a Bolívia (Dr. Mariano Donato Muñoz) as lagoas de Cáceres, Mandioré, Gaíba e Uberaba. Depois, em 1898, quando o Ministro Boliviano Paravicini estabeleceu em Porto Alonso, hoje Porto Acre, Posto Alfandegário, no Departamento Boliviano do Acre até a celebração do Tratado de Petrópolis. A ocupação do Acre deveu-se ao interesse do Brasil e da Inglaterra na extração do látex da seringueira (hevea brasilienses) espécie nativa da região. E obter-se a partir do processo de vulcanização a borracha, para a produção de pneumáticos. Assim tivemos o Primeiro Ciclo da Borracha no Brasil. Com a vinda de muitos nordestinos, principalmente cearenses, a partir de 1877. “ O seringal formou, na Amazônia a unidade econômico social mais expressiva, transformando-se na primeira grande unidade de produção Amazônica e sendo, simultaneamente, agente de profundas modificações do modo de vida da região e de seu povo” – Zoneamento Ecológico Econômico do Acre. A famosa linha demarcatória oblíqua Linha Geodésica Capitão - Tenente Augusto da Cunha Gomes, o 2º Comissário Brasileiro, ou apenas Linha Geodésica Cunha Gomes presente nos mapas, que separava o Estado do Acre, do Estado do Amazonas data do Tratado de Ayacucho de 27 de maio de 1867, tendo sido protocolada em 1895 e foi determinada, em 1896 pelo Coronel, depois, General Gregório Thaumaturgo de Azevedo, concluída no ano de 1905, e que vai desde a nascente do Rio Javari até Vila Murtinho (mais tarde acima desta Linha foram incorporadas ao Acre: Seabra (Tarauacá), Manuel Urbano, Vila Feijó e Sena Madureira), confluência dos Rios Beni (Mamoré), na Região conhecida como Departamento do Alto Acre, onde aconteceram os seguintes fatos:
A sede da vila situava-se à margem direita do Rio Acre. Em 07 de setembro de 1904 a vila tonou-se a sede provisória do Departamento do Alto Acre com o nome de Rio Branco. A Resolução Nº 09 de 13 de junho de 1909, do Prefeito Cel. Eng. Gabino Besouro transferiu-a para a margem esquerda. Pelo Aviso nº 74 de 08 de maio de 1908 e do de Nº .250 de 10 de julho do mesmo ano, do Ministério da Justiça e Negócios Interiores teve seu nome mudado para Penápolis em homenagem ao Presidente da República Afonso Augusto Moreira Pena. Na data de 23 de outubro de 1912 pelo Decreto – Lei Nº 9.831 Rio Branco passou à categoria de cidade e sede do município do mesmo nome, em honra ao Barão do Rio Branco. O município de Rio Branco foi criado e instalado em 15 de fevereiro de 1913. Através do Decreto nº 14.383 de 1º de outubro de 1920, a Linha Geodésica Madeira – Javari é a raia do Território do Acre, na confrontação com o Estado do Amazonas e Rio Branco passou a ser a sede da capital do Território Federal do Acre, o Departamento Alto Acre foi extinto. Sena Madureira fundada em 25 de setembro de 1904 pelo General de Exército José Siqueira de Menezes, após o Tratado de Petrópolis era a sede do Departamento do Alto Purus, assim como Rio Branco era a sede do Alto Acre e Cruzeiro do Sul do Alto Juruá. O Gen. Sena Madureira foi herói da Guerra do Paraguai e Abolicionista. Em 1º de julho de 1908, Sena Madureira foi elevada à categoria de cidade e a 23 de outubro de 1912 passou a ser sede do município, instalado em 07 de maio de 1913. Cruzeiro do Sul, antes denominada Centro Brasileiro, foi fundada em 28 de setembro de 1904, pelo Cel. Gregório Thaumaturgo de Azevedo. Ao passar a ser vila e a 23 de setembro de 1912 passou a ser também, sede deste município. Tarauacá, nome indígena que significa rios dos paus ou das tranqueiras, surgiu em 1º de janeiro de 1906, na foz do Rio Moru, Departamento do Alto Juruá, passou a ser cidade em 1º de outubro de 1920. Chamava-se Município de Vila Seabra de 1933 a 1943, em vez de Município de Tarauacá. Feijó na margem direita do Rio Envira, afluente do Tarauacá, surgiu a partir de 1880, foi elevada à categoria de cidade em 1939. Recebeu este nome em honra ao Padre Diogo Antônio Feijó. A cidade de Brasiléia foi criada em 1938, desmembrada de Xapuri. Antes de ser denominada Xapuri, no local existia o povoado boliviano Mariscal Sucre. Em 1904 foi elevada à categoria de vila do Departamento Alto Acre com o nome de Xapuri em 22 de agosto de 1904. O povoado de Xapuri foi sede do Governo do Acre quando da proclamação do estado independente do Acre por Plácido de Castro. Recebeu a categoria de cidade em
- Alto Acre – Xapuri, Assis Brasil, Brasiléia e Epitaçiolândia; - Baixo Acre – Rio Branco, Porto Acre, Bujari, Senador Guiomard, Acrelândia, Plácido de Castro e Capixaba; - Purus – Sena Madureira, Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus; - Tarauacá Envira - Tarauacá, Feijó e Jordão; - Juruá – Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo O mapeamento do Acre consta de: Cartas na escala de 1:100.000 (1978/1990 – DSG); Cartas na escala de 1:250.000 (1981/1986 – DSG); 9 (nove) Pontos Geodésicos Geoceiver – IBGE e pontos de 1ª ordem levantados pelo IBGE; Coberturas aerofotogramétricas (pares de fotografias aéreas tridimensionais): 1:8.000 – TERRAFOTO (1980); 1:25.000 – AEROFOTO (1984); 1:40.000 – AEROFOTO (1962); 1:50.
Dr. Sebastião Afonso Viana Macedo Neves, que já ocupou interinamente à Presidência do Senado Federal. No ano de 2003, a irmã da autora,a então Major enfermeira Heloisa Alves da Silva, depois Tenente Coronel do Hospital Central da Aeronáutica
EDMILSON, Ferreira (2008) Em votação unânime STF confirma novo mapa do Acre – Amazonas perde a questão e Linha Cunha Gomes está definida em favor do Acre, que tem agora mais de 1,2 milhão de hectares de terra. Rio Branco. Agência de Notícias do Acre. 03 de abril. GOVERNO DO ESTADO DO ACRE (2001) Guia para uso da terra acriana com sabedoria: Zoneamento Ecológico Econômico do Acre. Coord. Marcos Sorrentino. Brasília/Rio Branco. WWF. Brasil. 68p. il. GOVERNO DO ESTADO DO ACRE (1991) Atlas geográfico ambiental do Acre. Rio Branco. IMAC. Núcleo de Cartografia. 1ª ed. 48p.il. GUERRA, Antonio T. (1955/2004) Estudo geográfico do Território do Acre. Rio de Janeiro/Brasília. IBGE/Senado Federal – Documentos para a história do Acre. 379 pp.il. MELLO, Mauro P. de (1990) A questão de limites entre os Estados do Acre, do Amazonas e de Rondônia – Aspectos históricos e formação do território. Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Geografia. IBGE. 52(4):05-72. RANCY, Cleusa M. D. (1986) Raízes do Acre (1870-1912). Falangola Editora. 159 p. Il. SILVA, Eliane A da (2005) Políticas cartográficas portuguesas no Brasil colonial. Criciúma. Revista A MIRA – Agrimensura e Cartografia. 130 (15):74-79. (Nov./Dez) SILVA, Eliane A da (2006) Políticas cartográficas portuguesas no Brasil colonial. Criciúma. A MIRA – Agrimensura e Cartografia. 131 (15):74-76. (Jan./Fev.) Parte II. SILVA, Eliane A da (2008) Princípios das demarcações de fronteiras terrestres do Brasil na América do Sul. Criciúma. Revista A MIRA – Agrimensura e Cartografia. 142 (17): 70-2. Jan./Fev. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (2008) Processo ACO 415. Seção de Pesquisa de Jurisprudência pela internet. www.stj.gov. br em 06/Mai/2008. TOCANTINS, Leandro (1979) Formação histórica do Acre. Rio de Janeiro. Editora Civilização Brasileira.