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Discalculia, Notas de estudo de Fonoaudiologia

Dificuldade na realização dos cálculos mentais ou escritos, devido à fatores variados, como: ensino inferior ou falta de maturação.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 11/11/2010

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Silvana Reis
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DISCALCULIA Dificuldade na realização dos cálculos mentais ou
escritos, devido à fatores variados, como: ensino
inferior ou falta de maturação.
HISTÓRICO DA DISCALCULIA:
HENSCHER Foi o a utilizar o termo ACALCULIA para designar um
transtorno do cálculo, produzido por uma lesão focal do
cérebro. Este termo surgiu com 2 subdivisões:
A 1ª relacionada com a DISLEXIA, pois se trata, fundamentalmente,
de dificuldades para a leitura e escrita de números.
A subdivisão refere-se, concretamente, à um transtorno
específico do cálculo, que se trata de uma dificuldade para
realizar operações.
Um mesmo paciente pode apresentar as 2 alterações,
simultaneamente.
A partir deste estudo, diversos estudiosos vêm pesquisando a
discalculia.
Segundo estudos de GESTSMANN (1924) A discalculia foi associada
à um tipo específico de
distúrbio neurológico,
chamado Síndrome de
Gestsmann, que inclui agnosia
digital (não consegue fazer
reconhecimentos através do
tato); desorientação de direita
e esquerda; agrafia (não
escreve) e um transtorno na
função do cálculo.
Para BOREL A discalculia se relaciona com freqüência a transtorno
da linguagem associada à dificuldade na integração
numérica.
BERGER, (1926) Classificou a discalculia em primária e secundária.
DISCALCULIA PRIMÁRIA (com lesão: acalculia) Não tem relação
com alterações de linguagem ou
raciocínio, mas trata-se de um transtorno
específico e exclusivo do cálculo e unido à
uma lesão cerebral (acalculia).
DISCALCULIA SECUNDÁRIA (sem lesão) É mais freqüente e ocorre
associada à outros transtornos, como:
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DISCALCULIA  Dificuldade na realização dos cálculos mentais ou escritos, devido à fatores variados, como: ensino inferior ou falta de maturação.

 HISTÓRICO DA DISCALCULIA: HENSCHER  Foi o 1º a utilizar o termo ACALCULIA para designar um transtorno do cálculo, produzido por uma lesão focal do cérebro. Este termo surgiu com 2 subdivisões:

 A 1ª relacionada com a DISLEXIA, pois se trata, fundamentalmente, de dificuldades para a leitura e escrita de números.

 A 2ª subdivisão refere-se, concretamente, à um transtorno específico do cálculo, já que se trata de uma dificuldade para realizar operações.

Um mesmo paciente pode apresentar as 2 alterações, simultaneamente. A partir deste estudo, diversos estudiosos vêm pesquisando a discalculia.

Segundo estudos de GESTSMANN (1924)  A discalculia foi associada à um tipo específico de distúrbio neurológico, chamado Síndrome de Gestsmann, que inclui agnosia digital (não consegue fazer reconhecimentos através do tato); desorientação de direita e esquerda; agrafia (não escreve) e um transtorno na função do cálculo.

Para BOREL  A discalculia se relaciona com freqüência a transtorno da linguagem associada à dificuldade na integração numérica.

BERGER, (1926)  Classificou a discalculia em primária e secundária.

 DISCALCULIA PRIMÁRIA (com lesão: acalculia)  Não tem relação com alterações de linguagem ou raciocínio, mas trata-se de um transtorno específico e exclusivo do cálculo e unido à uma lesão cerebral (acalculia).

 DISCALCULIA SECUNDÁRIA (sem lesão)  É mais freqüente e ocorre associada à outros transtornos, como:

Dificuldade de linguagem; Desorientação espaço-temporal; Baixa capacidade de raciocínio;  Manifesta-se em uma utilização incorreta dos símbolos e má realização das operações, sem apresentar lesão neurológica

 DESENVOLVIMENTO DOS CONCEITOS NUMÉRICOS

 O ser humano desenvolveu símbolos para se expressar através da linguagem falada e escrita, transmitindo pensamentos e sentimentos, mas para expressar determinados tipos de idéias, como: quantidade, tamanho e ordem, ele desenvolveu a Matemática, sendo os números instrumentos convenientes para registrar ou comunicar idéias e relações de intensidade.

 A aquisição de um sentido numérico é comparável aos estágios de desenvolvimento da linguagem interna em outra forma de comportamento verbal, principalmente, na capacidade da criança para compreender as experiências, necessárias ao pensamento quantitativo.

 Uma criança não adquire a noção de números, simplesmente, através do ensino e, quando os adultos tentam impor conceitos matemáticos, antes dela estar “pronta” sua aprendizagem torna-se, simplesmente, verbal.

 O desenvolvimento dos conceitos numéricos começa, mais ou menos, com um ano de idade com a manipulação dos objetos, sendo esse um pré-requisito para a contagem.

 Desta forma, a linguagem possui aspectos internos, receptivos e expressivos.

 Aspectos Internos  Desenvolvem quando a criança assimila e integra as experiências não verbais. (Ex: Tudo o que a criança vê, toca e pega).

 Aspectos Receptivos  A criança aprende a associar os símbolos às experiências.

 Aspectos Expressivos  Quando expressa as idéias de quantidade, espaço e ordem, visando a linguagem matemática.

 DISTÚRBIOS ARITMÉTICOS

 Os seguintes distúrbios podem ser encontrados em graus diversos:

OBS: Determinar o nível de linguagem, se a falha é apenas na linguagem matemática. Proporcionar o desenvolvimento lingüístico.

  1. Falhas de Sobrecarga:  Ocorrem em operações extensas ou em problemas de muitas etapas onde começa a surgir falhas de figura-fundo ou erros estranhos.

OBS: Determinar o tempo de atenção útil, seu nível de atenção. O terapeuta não deve realizar muitas atividades numa única sessão.

  1. Falhas Mnêmicas : (memória)  Ocorre quando não existe estrutura mental para compreensão das operações, pois não se pode memorizar aquilo que não se compreende.

OBS: Está relacionado diretamente com a maturidade.

  1. Falhas de Espaço Temporal:  Espelhamento;  Rotação;  Reversão;  Mudança no plano horizontal;  Mudança nos planos horizontal e vertical;  Mudança no plano vertical;  Reversão na ordem das cifras de um número. (Ex: 42  24);  Falhas na disposição dos números;  Falhas no reconhecimento;  Discriminação de figuras geométricas.

OBS: Falhas perceptivas e psicomotoras, relação espacial e esquema corporal.

  1. Falhas de Figura-Fundo:  Dificuldades e falhas na atenção. Não consegue entender os significados dos sinais:  Somar ao invés de multiplicar ou vice-versa;  Dividir ao invés de subtrair ou vice-versa;  Pular operações ou etapas de uma operação;  Repetir operações em um problema ou etapa da mesma operação;  Associar elementos de uma etapa com elementos de outra, criando uma relação, totalmente estranha (mistura as etapas);  Têm falhas de figuras-fundo, não vê o todo.

  2. Erros Estranhos:  São aqueles que chamam a atenção pelas associações absurdas que a criança cria, sendo provável que na

base desses problemas existam dificuldades de pensamento operatório ou falta de concretização.