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Disturbios Circulatorio, Notas de estudo de Enfermagem

Disturbios Circulatorio

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 13/08/2009

elisangela-ferreira-barbosa-12
elisangela-ferreira-barbosa-12 🇧🇷

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Distúrbios Circulatórios
Dr. Rodrigo Bretas Abreu
Médico Anátomo-patologista
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Distúrbios Circulatórios

Dr. Rodrigo Bretas Abreu Médico Anátomo-patologista

  • (^) As alterações circulatórias estão relacionadas com distúrbios que acometem a irrigação sangüínea e o equilíbrio hídrico. Essas alterações são comuns na clínica médica, podendo muitas vezes ser causa de morte.

Alterações Circulatórios

Alterações

  • (^) Compreendem alterações hídricas intersticiais (edema), alterações no volume sangüíneo (hiperemia, hemorragia e choque) e alterações por obstrução intravascular (embolia, trombose, isquemia e infarto)
  • (^) Normalmente, 50% da quantidade de líquido corpóreo se localizam na célula, 40% estão no interstício, 5%, nos vasos e os outros 5% compõem os ossos. Essa distribuição dos líquidos intersticial e vascular é mantida às custas da existência de uma hidrodinâmica entre esses dois meios, que mantêm uma troca equilibrada desses líquidos.
  • (^) O movimento do líquido do sistema intravascular para o interstício ocorre, em grande parte, devido à ação da pressão hidrostática do sangue.
  • (^) Essa saída do líquido do vaso se localiza na extremidade arterial da rede vascular. O seu retorno do interstício para o vaso se dá, principalmente, às custas da pressão osmótica sanguínea, aumentada na porção venosa.
  • (^) Durante essa dinâmica, fica uma certa quantidade de líquido residual nos interstícios. Esse líquido é drenado pelos vasos linfáticos, retornando depois para o sistema vascular.
  • (^) O desequilíbrio entre os fatores que regem essa hidrodinâmica entre interstício e meio intravascular é que origina o edema.
  • (^) 1) Pressão hidrostática sanguínea: quando essa pressão aumenta, ocorre saída excessiva de líquido do vaso, situação comum em estados de hipertensão e drenagem venosa defeituosa (por exemplo, em casos de varizes, insuficiência cardíaca etc).

Fatores da pressão

hidrostática sanguínea e

intersticial, osmótica vascular

e intersticial:

  • (^) 4) Pressão osmótica intersticial: um aumento da quantidade de proteínas no interstício provoca o aumento de sua pressão osmótica, o que favorece a retenção de líquido nesse local. Além disso, o aumento dessa força contribui para a dificuldade de drenagem linfática na região.
  • (^) 5) Vasos linfáticos: se a função destes de drenagem dos líquidos estiver comprometida, pode surgir o edema. Esse quadro é observado, por exemplo, em casos de obstrução das vias linfáticas (ex.Filariose).
  • (^) 6) Acúmulo de sódio no interstício: ocorre quando há ingestão de sódio maior do que sua excreção pelo rim; o sódio em altas concentrações aumenta a pressão osmótica do interstício, provocando maior saída de água do vaso.
  • (^) O edema sistêmico é formado por líquido com constituição pobre em proteínas. Esse líquido é denominado de "transudato", estando presente, por exemplo, no edema pulmonar.

Corte histológico em polpa em que se observa uma arteríola (A) completamente congestionada pela presença de hemáceas. Isso indica um grande afluxo de sangue, compatível com o quadro de hiperemia ativa.

  • (^) Ao contrário da isquemia, a lesão tecidual de causa hiperêmica é resultado de uma excessiva quantidade de sangue no local, inundando essa região.
  • (^) O grande volume de sangue presente nesse caso provoca eritema, pulsação local e calor. A hiperemia é acompanhada de prévia isquemia ou pode estar sob a tríade isquemia-hiperemia inflamação.