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Diuréticos, Trabalhos de Enfermagem

Trabalho sobre o funcionamento dos diuréticos no organismo

Tipologia: Trabalhos

2012

Compartilhado em 06/06/2012

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Diuréticos
Disciplina de Enfermagem Clínica
Professores: Rubens Pereira
Pollyana R. Gama
Vassouras, 07 de Abril de 2008
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Diuréticos

Disciplina de Enfermagem Clínica

Professores: Rubens Pereira

Pollyana R. Gama

Vassouras, 07 de Abril de 2008

5º. Período de Enfermagem Acadêmicos Neuza Pinto Furtado Patricia Crispim de Barros Luciana Maria dos Santos Valdete Moraes Wallas Bastos

Diuréticos São drogas que aumentam a excreção de sódio e de água do corpo através de uma ação sobre os rins. Seus efeito primário consiste em diminuir a reabsorção de sódio e de cloreto do filtrado, sendo o aumento da perda de água secundário à excreção aumentada de sal. Isso pode ocorrer: *através de uma ação direta sobre as células do néfron *ao modificar indiretamente o conteúdo do filtrado

Diuréticos  (^) Os diuréticos, de uma maneira geral, são classificados de acordo com o local, no rim, onde atuam, o que exige do médico um bom conhecimento da anatomia e fisiologia renal (Figura 1). Na alça de Henle, atuam os diuréticos de alça, a furosemida, a bumetamida e o ácido etacrínico; no túbulo contornado distal, os tiazídicos, a clortalidona e a metolazona; no duto coletor cortical, a amilorida e o triamtereno e no duto coletor medular, a espironolactona.  (^) Outros diuréticos, como os inibidores da anidrase carbônica e os diuréticos osmóticos (manitol, em particular), atuam nas porções iniciais do nefron (glomérulo, túbulo contornado proximal) e são menos utilizados. Também aqueles diuréticos que afetam a hemodinâmica renal (cardiotônicos, vasodilatadores) e que aumentam o fluxo plasmático renal efetivo, têm que ser lembrados, embora não sejam usados a não ser em situações especiais.

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Classificação dos Diuréticos  (^) Diuréticos de Alça – São os mais poderosos de todos os diuréticos, capazes de provocar a excreção de 15 – 25 % do sódio existente no filtrado. São denominados diuréticos de alto limiar, provocando um fluxo torrencial de urina. Seus principais exemplos são a Furosemida, a Bumetanida, a Piretanida, a Torasemida e o ácido etacrínico. Estes atuam principalmente na alça de Henle, inibindo o transporte de cloreto de sódio para fora do túbulo e para o interior do tecido intersticial ao inibir o transportador Na+/K+/2Cl- na membrana luminal. A furosemida, a bumetanida, a torasemida e a piretanida exercem efeito inibidor direto sobre o transportador, atuando sobre o sítio de ligação do cloreto.

Furosemida  Assistência de Enfermagem  Administrar VO nas refeições para evitar desconforto GI  Administrar pela manhã pois aumenta a eliminação de urina  Proteger a droga da luz porque pode causar descoloração; se esta ocorrer, não usar a droga  Não usar a droga diluída após 24 horas

Furosemida  Apresentação - Comprimido de 20 e 40 mg, envelope com 20 e 40 mg, e em solução injetável de 2 ml.  Mecanismo de Ação - Inibe o transporte de sódio, potássio e cloro da luz da membrana no ramo descendente da alça de Henle. Possui ação rápida, mesmo em pacientes com função renal diminuída. Também inibe a reabsorção de cálcio.

Furosemida  Eliminação - A via de eliminação é renal, sendo excretado pela urina em 6 a 8 horas  Níveis sangüíneos – VO ocorre em 60 a 120 minutos; IV e IM em 30 minutos  Nomes comerciais – Lasix, Furesin, Furosemida, hidroclorotiazida, Neosemid, Rovelan, Uripax  Via de Administração - Via Oral, IV e IM

Assistência de Enfermagem  (^) Monitorizar o balanço hídrico, peso diário, hidratação, função hepática  (^) atentar para que não ocorra distúrbio hidroeletrolítico  (^) Observar para sinais de hipocalemia, como fraqueza e cãibra muscular  (^) Monitorizar a glicose quando o paciente for diabético  (^) Observar em pacientes idosos achados como excessiva diurese, complicações tromboembolíticas (este grupo é suscetível)  (^) Orientar o paciente para se levantar lentamente a fim de evitar hipotensão postural  (^) Orientar o paciente para sinais de toxicidade: zumbido, dor abdominal, dor de garganta e febre  (^) IV: armazenar em temperatura ambiente e proteger da luz. Diluir em soro glicosado 5%. Infundir lentamente por 2 a 3 minutos.

Benzotiazídicos  (^) Benzotiazídicos – possuem moderada potência, baixa toxicidade e atuam ao nível de segmento de diluição na alça de Henle e em porções do túbulo distal  (^) Ação – envolve 2 mecanismos: bloqueador da anidrase carbônica e atuação nos túbulos renais impedindo a reabsorção de sódio, cloro, potássio e bicarbonato  (^) Inibem a reabsorção de sódio acompanhada pelo cloreto no início do túbulo distal, resultando em 5 a 10% de sódio no filtrado excretado  (^) Possuem também ação anti – hipertensiva, o que se deve inicialmente devido à perda de água e sódio e a diminuição subseqüente dos compartimentos extracelular e vascular  (^) Possui ação direta sobre os vasos (em sua musculatura lisa) provocando diminuição de resposta aos estímulos das catecolaminas.

Hidroclorotiazida  Indicação - É indicado na hipertensão arterial, edema ( 25 a 50 mg/dia inicialmente), doença renal insuficiência renal crônica e hipertensão arterial (25 mg/ dia em dose única; 25 mg 2 x ao dia ou 50 mg em dose única)

Hidroclorotiazida  (^) Efeitos adversos  (^) SNC: tontura, parestesia, fraqueza, cefaléia, sonolência, fadiga;  (^) SCV: hipotensão postural, trombose venosa, dor torácica;  (^) SGI: náuseas, vômitos, anorexia, boca seca, diarréia, constipação  (^) SGU: hipotassemia, poliúria, noctúria, impotência, perda da líbido  (^) Sistema hematopoético: leucopenia, trombocitopenia, agranulocitose, anemia aplásica, neutropenia  (^) Pele: fotossensibilidade, rash, púrpura, dermatite esfoliativa  (^) Outros: cãibras musculares, espasmos musculares, febre, gota, rubor, perda de peso.